Quando alguém deseja saltar

E foi derrepente. Começou rápido, durou um bom tempo e acabou rápido. Foi interessante, foi intenso. Mas acho que pode continuar sendo.

Há muito não se via um movimento DeMolay na blogosfera como o Caí de Paraquedas. Sete DeMolays, de diferentes localidades, de diferentes Supremos, com diferentes idéias, postando em um único blog. Cada um representando uma virtude, sem revelar nome, localidade, Capítulo, entre outros.

Mas começamos a falhar. As postagens, que no começo eram diárias, começaram a perder sua peridiocidade. E assim, um espaço de tempo cada vez maior entre as postagens, começou a surgir.  Até que elas cessaram.

Resolvi saltar novamente. Acho que um projeto como esse não pode parar. O Patriota ainda está de pé, mesmo mancando.

Já se passou a Aurora…

As pessoas mudam de verdade, ou são as coisas ao seu redor que mudam e não se adéquam mais a elas?

Este final de semana, devido a datas comemorativas, congressos e uma visita a meu Capítulo me fez estar em um período que considero ‘nostálgico’, porém necessário. É muito perceptível as mudanças ocorridas, o famoso ‘ver que o tempo passou’ e que o que era, hoje não é mais. Lembrei-me de festas antigas na loja onde eu participava como DeMolay. Lembrei-me de pessoas que sempre foram muito especiais pra mim e que hoje mal se lembram que são DeMolays ou de outras instituições paralelas. Pessoas que hoje, já não participam das nossas atividades, e que já foram muito importantes pra existência de tudo aquilo.

Pensar que as brincadeiras passaram, que as risadas findaram, que muitos já se despediram e que novos adentraram. Pensar que não conseguiremos mais nos reunir, ou voltar no tempo onde tudo era diferente. Sim, eu acho que estou tendo uma crise tardia de “na minha época…”

É triste perceber que as pessoas deixam de lado aquilo que mais gostavam. Mesmo sabendo que elas precisam seguir o caminho delas. A palavra do fim de semana (por incrível que pareça) é ‘Saudade’ (entenderam né?!) Acho que foi obra divina para que me sensibilizasse mais com tudo que estava sendo notado.

Aproveitar cada tempo como se fosse o último, pode ser dica antiga ou já inutilizada, mas é o que sempre deveria acontecer. Pena que a gente só se lembra disso, nos momentos de saudade e lástima.

O Reverente reza a Deus que nos abençoe, que faça com que cada um que passou por nossas fileiras nunca se esqueça dos bons momentos que viveram, por mais que tenham sofrido também. “A saudade é uma coisa estranha que adentra o peito, se acomoda e não sai mais. Não há remédio pra ela e, assim como todas as dores ela sofre o efeito montanha russa, tem dias que dói mais e noutros nem dói…”

Epicurista…

Epicuro de Samos foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

Epicuro nasceu em Samos, em 341 a.C. Certa vez ao ouvir a frase de Hesíodo,todas as coisas vieram do caos, ele perguntou:e o caos veio de que? Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.

O propósito da filosofia para Epicuro era conseguir a alegria, uma vida tranquila caracterizada pela aponia, a ausência de dor e medo, e vivendo cercado de amigos. Ele pensava que a dor e o prazer eram a melhor maneira de medir o que era bom ou ruim. Das numerosas obras escritas pelo filósofo, só restaram três cartas que versam sobre a natureza, sobre os meteoros e sobre a moral, e uma coleção de pensamentos. Por suas proposições filosóficas Epicuro é considerado um dos precursores do pensamento anarquista no período clássico.

A doutrina de Epicuro entende que o sumo bem reside no prazer. O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa-medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. A função principal da filosofia é libertar o homem. Assim ele divide os prazeres em três classificações:

Naturais e necessários: buscar sempre alimentar-se, domir e beber.

Naturais e não necessários: para se dormir não é necessário ser em lençóis de seda e nem em travesseiros de plumas. Para beber e alimentar não é necessário banquetes, e basta a água.

Não Naturais e não necessários: honras, glórias, condecorações e bajulações.

O Reverente se interessa muito pelas idéias, mesmo que estas sejam contrárias ao que verdadeiramente pensa. Creio pois, que devemos sempre seguir o que afirmava o sábio quando disse: “Não concordo com nenhuma palavra do que disse, mas defendo até a morte o direito de dizê-las.”

Analisando a crítica e a filosofia de Epicuro, tenho refletido sobre o real propósito destes prazeres, narra-se muito sobre a grande miséria que assola os países africanos, fala-se muito na pobreza que invade as periferias do nosso País, e pouco se faz para tentar amenizar esta situação.

As pessoas, e também os DeMolays, são acomodadas o suficiente a ponto de debater sobre estes temas dentro de seus Capítulos e ficar dormindo em casa quando o mesmo resolve fazer uma arrecadação de agasalhos aos desabrigados em decorrência da chuva no Sul do País. Até que ponto os nossos DeMolays têm sido Patriotas ou no mínimo “mais humanos” que os demais seres do planeta Terra?

Lembro-me que quando trabalhava em uma Comissão de Voluntariado em meu Capítulo, muitos DeMolays (que não ajudavam em absolutamente nada) levantavam e com maestria diziam: “Eu sou contra este tipo de trabalho, pois tenho em mente que DeMolay não é um Clube de Serviço”. Talvez que eles realmente achavam isso, mas talvez que tudo o que eles menos queriam, era trabalhar.

Sendo assim, sugiro que se quiserem sejam voluntários, ajudem naquilo que acharem necessário. Corram atrás das benfeitorias, pois aprendemos muito quando fazemos algo bom, com verdadeira vontade de fazer aquilo com o melhor de nós. E se caso se tornarem por vontade própria, grandes voluntários, digo, que deverão fazer por livre e espontânea vontade,  não esperando condecorações ou “trocas”. Não façam jamais um trabalho por obrigação. Quando fazemos algo obrigados, o trabalho é ruim, surte um resultado diferente do que queríamos e aprendemos pouco (quando aprendemos) , além do que, não compartilhamos os melhores pensamentos.

Quanto às honrarias, bajulações e glórias, creio que algumas são necessárias com o intuito de motivação, mas entendo também que ser “geladeira cheia de pins e jóias e coisinhas coloridinhas” além de antiquado, chega a ser desnecessário.

Você ganhar alguma honraria por trabalho justo e feito com eficiência é até interessante para que continue o caminho fazendo o que é bom, porém, você trabalhar por obrigação com o intuito de receber medalhinha no final, na maioria das vezes é frustrante, pois nem sempre alcança-se o resultado almejado.

Faça o seu trabalho, seja no Capítulo, no Convento, Távolas ou Colégios, pelo único intuito de crescer como indivíduo e assim, ajudar de forma direta ou indireta pessoas que estão ao seu redor.

 

O Reverente já trabalhou demais. Ganhou troféus “Escrava Isaura” durante alguns anos. Ainda trabalha. Ainda quer trabalhar. E não são jóias que o motivam. Isso ele já provou.

Eu também odeio os indiferentes.

Há um tempo atrás, um dos paraquedistas escreveu um texto neste mesmo blog, chamado: “Eu odeio os indiferentes”. Pois bem, venho hoje lhes dizer, que agora eu entendo o que é “odiar os indiferentes”. Vejo que os únicos posts que temos neste blog (que é composto por 7 paraquedistas), são do Perseverante Amoroso e do Persistente Reverente. Digo-lhes, pois, que nós escrevemos aqui, não só como forma de melhorar nossa forma de redação ou português, ou quaisquer idéias de Ordem DeMolay, este blog fala de DeMolays para DeMolays. Porém, tenho percebido que dos 7 dias da semana, temos postado em apenas 2, o que convenhamos não é legal. O que analiso com tudo isso? Um maldito silêncio, como quem lê o que se tem para ler, e se alguém reclama, não o faz no próprio Blog como forma de cobrança ou de pedido, apenas resmunga solitário frente a uma máquina de passar tempo! Ora, muito nos é cobrado em Supremos, pouco cobramos. Muito nos é cobrado em Grandes Conselhos ou Grandes Capítulos, porém pouco cobramos também. E vejo que até em blogs DeMolays nem sequer mostram insatisfação ou faz qualquer movimento pra mudar a realidade. Acho que já fomos mais corajosos, o que falta à humanidade hoje é audácia. É opinião que nos falta, expressão como forma livre de poder exigir o que é de vocês por direito. Pensei em colocar uma baita figura escrita: GREVE!…E não postar mais enquanto os outros não voltarem, porém seria covarde em me juntar e não mais postar. Continuarei, convicto de que a minha parte eu faço! O que me resta é continuar a escrever, seja pra cobrir outros paraquedistas, ou postar ainda apenas as segundas-feiras, mas agora eu pergunto: “A vocês, o que lhes resta?”

O Reverente continuará intacto e acima de tudo Reverente. E grita: ATITUDE É TUDO! Ah! O que seria do Brasil se estivéssemos meio à crise e não tivéssemos ontem os famosos caras pintadas…O que nos falta é vontade.

Pois bem, ano novo, vida novo, tudo denovo!

Pois bem, ano novo, vida novo, tudo denovo!

 

Injeções de ânimo e vontade são dadas com o findar de um velho e cansativo e desgastante e sofrido ano, e o começo de um belíssimo, inspirador, chamativo e atrativo novo bom ano. Pelo menos é assim dentro dos Capítulos que mudam suas gestões. Novas pessoas assumindo novos Cargos, ou então velhas pessoas assumindo velhos cargos, mas sempre com gostinho de 1ª vez! Analisando o “andar da carruagem”, a gente nota que quem pega um cargo deseja cumpri-lo formidavelmente. Vamos traçar isso da seguinte forma:

 

Adolescentes iniciam em uma cidade vizinha e conhecem a Ordem DeMolay, ficam empolgados e querem fundar aquela maravilha em suas cidades, para facilitar as coisas.

Depois de muita luta, conseguem fundar e instalar a Ordem na Cidade.

Quando o caçula do Grande Capítulo, Grande Conselho, e Supremo abre as portas, com tudo novinho, pessoas novas, paramentos novos, todo mundo quer brilhar, se destacar e dar o melhor de si.

Um ano se passa e a nova diretoria assume, os ânimos se renovam. Alguns se afastam, outros adentram.

Isso vai se repetindo. Peguemos, pois as Secretarias. O primeiro escrivão era impecável com a secretaria e suas atas. O segundo já fazia mais ou menos, alguns documentos se perderam, pois não havia muita organização. O terceiro, vendo que o segundo já não tinha feito muita coisa, fica tranqüilo, e resolve fazer um pouco melhor, dá uma organizada nos arquivos, tenta recuperar alguma coisa perdida, e faz um trabalho razoável. O quarto, vendo que o trabalho do 3° foi razoável, pretende fazer razoável também, porém começa a faltar às reuniões, e novos Demolays substituindo-o no cargo de escrivão a cada nova reunião da gestão, no fim do ano, cadê as atas?

Ah! Foi fulano quem fez!

Fulano foi você?

Não, eu fui escrivão na outra reunião, nesta foi o sicrano.

Sicrano! Foi você?

Eu nem tava aqui!

Então quem foi?

Sei lá.

 

Então, adeus documentações, organização, registros. Coisas sérias decididas, cargos cumpridos, metas estabelecidas, dizeres e palavras, brigas, conflitos e elogios ditos. E o kiko? E o kiko QUE SE NÃO QUER FAZER NO MÍNIMO A FUNÇÃO QUE VOCÊ SABE QUE É OBRIGATÓRIA, NÃO PEGUE O CARGO QUE NÃO DÁ CONTA.

 

O Reverente sabe que tem gente assumindo agora o que não vai dar conta, e o pior é que sabem que não vai dar conta, por não terem nem força, nem vontade, quem dirá força de vontade. Ele só clama aos leitores que dêem o máximo de si dentro das Távolas, Capítulos, Conventos, Cortes e Colégios. Se o carro anda bem, é porque quem o dirige é bom no que faz.

Ah! Quem sabe o tal “Capitular” não ajuda na questão de nominatas, agendas, documentações dentre outras troca de experiências? Hein ? Hein?!

Aos projéteis de DeMolay

Os bons permanecem.

Quem segue princípios permanece.

Quem tem dentro de si “a chama que nunca cessa” prevalece.

Quem ama verdadeiramente a causa, prevalece.

Quem cuida, fica.

Quem luta, fica.

Li algo um dia que dizia:

“Nunca nos disseram que nossas lutas seriam fáceis, mas sim árduas. Nunca nos deram armas para lutar, mas nos colocaram na frente de todas as batalhas.”

Assim sendo, quem luta conquista. E quem já conhece os horrores da “guerra” sabe lutar com mais agilidade em outra guerra.

Continuando a frase:

“Nunca recuamos em nossas lutas.”

A persistência é o ingrediente principal da receita de “continuidade”. A Fé deve ser inabalável dentro de si.

“Porém nunca falamos para quem nos colocou na frente de batalhas que em nosso peito bate um coração (Verdadeiro) DeMolay.”

Quem tem dentro de si a essência de nossa Ordem vence qualquer batalha.

“Feito de aço. Forjado com nossa Honra e revestido com nossa Lealdade.”

Todos sabem o significado disso? Vocês que lêem sabem?

Colocam em prática, Honra, coração DeMolay, Lealdade?

Ah!!!

 

Lição n° 4:

 

Aos que brigam em seus Capítulos pela continuidade de princípios e verdade, que permaneçam sendo corretos e ajam com justiça.

Aos que brigam com o mundo profano, com o intuito verdadeiro de seguir parte do que é falado dentro dos Capítulos, tenha persistência em crer que não somos santos, mas podemos ser melhores. Homens de bem, jovens cidadãos de nossa Querida Nação.

 

É tudo uma questão de Fé, Amor, Tempo. E nada mais que Estado de Espírito, onde o DeMolímetro acusa: Espírito de Verdadeiro DeMolay.

 

Quem enxerga a bondade é porque têm a bondade dentro de si. Quem não a enxerga, ou enxerga o que é ruim é porque deve possuir as mesmas condições. Deplorável…quem sabe um dia seremos dignos dos olhares de todos os homens de bem?

 

O Reverente sabe dar tempo ao tempo, sabe rezar, sabe se defender, mas tem medo dos milhares que podem passar a crer que a Ordem não seja nada mais que outra ilusão. Eles talvez não saibam se defender dos que passam pela mesma Ordem, até porque não entendem ainda que quem não é DeMolay em Espírito, não permanece por muito tempo nas fileiras que lhe foram um dia confiadas. Por isso aconselho sempre: Fé, Amor, Tempo.

Amém.

Espelho, espelho meu…

A questão de espelhos dentro da Ordem é tão complexa como qualquer questão de filosofia ou teologia que posto na prática muda, conforme pessoa, grau de instrução e história de vida.

O Cortês já nos remeteu a idéia de Espelhos e Heróis, mas engraçado é notar o quanto a gente muda dentro da Ordem. Uma vez fiquei analisando o que a Ordem havia melhorado em mim, percebi que tenho um Oratória razoavelmente boa, assim como tenho uma boa leitura e também meu jeito “sistemático” (como diz um Demolay do meu Capítulo) aprendeu a se delimitar e tolerar também (por mais difícil que seja).

Logo me perguntei:

Será que se eu não fosse DeMolay, não conseguiria melhorar Oratória, leitura, questões como mais paciência, tolerância e um “sistema” mais reto?

Creio que não, somos cômodos demais pra buscar a melhora por si só. É mais cômodo permanecer assim. Talvez que a vida ensinasse, mas melhor que o Capítulo tenha ensinado com mais Amor, até porque creio que a vida ensina mais na Dor.

Revendo alguns trabalhos e lembrando os meus primeiros momentos dentro da Ordem, lembrei de como eu era inseguro perante os demais DeMolays. Tremia, ficava ansioso, nervoso ao levantar, falar, fosse algo Ritualístico ou algo simples como sugestão.

E pra quem eu sempre olhava como que perguntasse:

Estou fazendo certo?!

Para aqueles em que me espelhava lá dentro, com um medo imenso de reprovação, assim como um entusiasmo magnífico a cada sorriso de orgulho ou aprovação.

Ah!..O que seria de mim sem meus espelhos. Hoje, ainda tenho meus espelhos dentro da Ordem, mas não são mais os espelhos de dentro do meu Capítulo, os espelhos de lá já não estão lá. A gente sempre busca algum ponto de referência, conforme a necessidade que temos.

Talvez também hoje, eu seja um espelho. E isso me traz ainda uma insegurança. E foi assim, que percebi, que a insegurança continua em mim, só que agora não como “reflexo”, mas como espelho, mudou-se a figura, porém o sentimento é o mesmo e as perguntas se modificam. Antes a gente se perguntava:

_Será que estou fazendo certo?

Hoje pensamos:

_Como devo falar isso sem magoá-lo ou dar mau exemplo?

 

Jean Cocteau tinha uma frase que cai perfeitamente neste contexto:

 

“Espelhos deveriam pensar duas vezes antes de refletir”

 

Que assim seja!

 

O Reverente reflete também, seja como espelho, seja como pensante. Ele já se espelhou, mas hoje, ainda se espelha. E ainda gosta do famoso Reflexo, seja na vida como filho, como cidadão ou como Demolay. Ele percebeu também que foi dentro da Ordem que aprendeu a diferenciar espelhos de boa qualidade e espelhos de má qualidade. E isso ele levará pra vida toda. Que Deus o ajude a ser um daqueles grandes espelhos e que  tenha por característica a boa qualidade, ou senão, ao menos ajude-o a seguir os que possuem uma imagem real, nítida e limpa. A humanidade durante toda história tem procurado isso.