Faça o que lhe é devido hoje, a recompensa lhe virá como mérito amanhã.

Nobreza de caráter e exemplos de trabalho, sempre foram temas debatidos em nossos Capítulos, nossas Cerimônias mais famosas abordam esses temas que nos incitam a pensar: “Até que ponto, somos realmente Nobres como DeMolays e, vindo a servir então, como exemplos a ser seguidos?”

O que podemos analisar hoje, é que muitas vezes fazemos em nossos Capítulos, trabalhos bem desempenhados, com “segundas intenções”, ou pretensões. Não falo que não devemos almejar quaisquer cargos ou reconhecimentos, até porque eles nos estimulam a persistir pelo ideal. O que analisamos aqui é o fundamento de trabalho.

Como em todo trabalho em equipe, temos dentro da Ordem DeMolay atual algo conhecido por “competitividade”, que deve ser sadia, pois não lidamos ali com uma Empresa Multinacional, mas sim com algo conhecido por “Fraternal”. E como toda Fraternidade, esta também tem por base os lemas de Lealdade e União. Vemos muitas competições desnecessárias e porque não “puxadas de tapete”, coisas que pela justiça e honra não deveriam acontecer.

Na teoria é bastante claro, porém na prática tem sido algo bem complicado, e na maioria das vezes passa despercebido.

O que lhes indago é: Almejam cargos? Ótimo, nossa Ordem não seria nada se ninguém almejasse um dia estar à frente de nossos trabalhos. Nossa Ordem é uma Escola de Líderes? Sim, que bom! Mas prestemos mais atenção na singela diferença entre Liderança por Amor a Causa e Liderança por Interesse na Causa. Eles podem se misturar por se parecer tão semelhante, mas são requisitos fundamentais para o sucesso e para o fracasso de um Capítulo.

Seja Líder por Amor, inicie, trabalhe, eleve, trabalhe, ame, trabalhe, lute pela causa e continue trabalhando. O mérito e o crescimento virão por si só. É a lei da Ação e Reação. Tudo é conseqüência. E o melhor líder não é aquele que compete no quesito “quem faz melhor”, mas sim aquele que trabalha junto e ensina que o “Um por todos e todos por um” em nossos trabalhos também funciona. E sempre surte o efeito do trabalho realizado com maestria e magnitude.

 

O Reverente ficará feliz ao ver que nossos trabalhos estão sendo realmente bem desempenhados.

 

Anta na pele de líder

Demorei, mas tô aqui, amiguinhos. Sabe como, é, né? Final de período na faculdade (no meu caso, é um pouco mais pesado, digamos… cof cof) não deixa tempo pra nada, literalmente – a não ser estudar, obviamente, ô mula.

Mas então, mesmo com as provas bombando de um lado ou de outro, ainda fiz uma viagem aqui outra ali em nome da voa vizinhança na nossa Ordem (te dou um SCODB?). Algumas conclusões pude tirar de um encontro estadual da cavalaria, visitas a Capítulos que não o do qual sou membro e um encontro “estadual” de seniores. A primeira e fundamental é a seguinte: tem muita gente ruim trabalhando na nossa Ordem.

Convenhamos, vestir um colar hoje é muito fácil. Assumir uma responsabilidade, idem. Agora, conhecer a estrutura e fazer a máquina funcionar é outra história. Eu me pergunto: por Deus, porque raios tanta gente só quer ser isso ou aquilo PURA E SIMPLESMENTE para falar que é ou entrar na lista de chamada do MCer? Ah, poupem-me!

Seguinte: depois que foi eleito e assumiu, aguenta que o filho é seu! Mestre Conselheiro, Regional, Adjuntos, Oficiais Executivos, Secretários e segue a lista. Acho que nada melhor que dar exemplos: Alumni. É, que exemplo, hein… Pois é, a situação da Alumni em Minas Gerais nunca foi tão crítica, pelo menos comparando com o que sei de gestões anteriores e pelo que se pode ver, ou melhor, pelo que não se vê sendo feito. Um Presidente que se contradiz o tempo todo, diz não ter tempo para OLHAR E-MAILS e tá se lixando para o que os Seniores do seu estado pensam e demandam. Uma associação que não publica seus atos, circulares (hã, existe algum?) nem tem um registro factível de busca ou procura de informação!

Bem, algumas coisas mudaram depois do tal encontro de que falei. Outras, obviamente e mais que previsíveis, não. Quer ajudar a mudar – e isso não deveria ser uma pergunta, mas obrigação de muito Senior que tá aumentando a barriga por ficar sentado em frente ao computador vendo vídeo engraçado no YouTube – ? Faz o seguinte: pesquisa bem em que tá votando. Sério mesmo. Temos que parar com esse negócio de votar e apoiar porque é amigo, conhecido, vai ganhar cargo, pode ser favorecido. Isso não é democracia e, por conseguinte, não pode ser Ordem DeMolay.

De qualquer forma, minha dica é a seguinte: 1. converse com aqueles que pretendem assumir algum cargo na Ordem, em qualquer âmbito ou parte da estrutura. OU SEJA, saiba quem quer ser MCR, MCE, MCN, Grande Mestre, Oficial Executivo, Grande Mestre Estadual. Isso é muito importante.

2. Peça um histórico dessas pessoas: o que elas já fizeram, quais projetos já apresentaram (até dentro de Capítulo, se puder saber, tá valendo), o que deu certo e o que não (e o porquê, neste caso). E se o indivíduo já ocupou algum cargo antes, pergunte o que foi feito e por quem foi indicado ou como foi eleito (saber os padrinhos em certos casos, já elimina alguns problemas – vide secretários ruins, delegados horrorosos, etc).

3. Grau não diz nada! Se o cara quer falar que é Ébano e tem o grau do Pai de Santo Parisiense, bom pra ele. Não se iluda com este tipo de posição.

4. Honrarias e prêmios são legais, mas podem não significar muito. Explico: tem gente que é Chevalier e só Deus explica como isso aconteceu (te dou uma alumni? cof cof). Lembrem-se sempre que a Ordem há uns bons anos atrás era muito estranha e nada organizada, então para aparecer um colar ou comenda aqui e ali não custava muito .

Ah, acho que tá bom. Sempre rola ver se o cara é gente fina e tem boas propostas por realmente querer ajudar ou se é tudo da boca pra fora, mas aí só o cara-a-cara pode dizer. Boa sorte! Vão precisar…

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Upgrade: duas frases foram retiradas do texto por motivo maior – ou menor, vai saber.