Pequeno manual de etiqueta para DeMolays (parte 2)

OK, eu disse que voltaria ainda na semana passada, mas nem deu. Não me esqueci da promessa e trago para vocês a continuação da nossa listinha!

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4- Hospedagem: A mala tá pronta, o dinheiro tá garantido, todo mundo fechou a ida no busão… E onde é que você vai dormir quando chegar lá no congresso? Mais uma vez, a prevenção pode salvar a sua vida. Se for apenas uma viagem a outra cidade até rola de pedir abrigo na casa de um irmãozinho, mas quando o assunto é congresso a coisa complica. Geralmente os Capítulos/Conventos anfitriões nunca têm tempo para nada e tudo o que os DeMolays daqueles lugares menos querem é mais uma dor de cabeça nesse momento tão insano que é a organização de um evento DeMolay. A vantagem é que esses irmãos são sempre muito bonzinhos e pensam nos que viajam léguas e querem um canto para descansar: alojamentos grátis e hotéis a preços de banana são itens que as comissões organizadoras geralmente oferecem. Portanto, procure se informar onde você vai ficar, se tem que levar roupa de cama/colchão/travesseiro e se todos da sua comitiva ficarão juntos no mesmo lugar: assim, é mais fácil negociar carona com o motorista da excursão.

5- Conduta: Depois de todas essas dicas infalíveis para não dar gafe na próxima viagem de seu Capítulo, só me resta pregar a virtude a qual defendo. Educação nunca é demais e é de se esperar que DeMolays não tenham apenas noção disso. As famosas palavrinhas mágicas obrigado, por favor e com licença abrem portas e não te deixam com cara de mal educado. Sabe todas aquelas lições de etiqueta que a mãe da gente nos ensina a vida toda? Pois é: na casa dos outros, elas são usadas triplicadamente. Simples e nem um pouco difícil. A gente é que não é muito acostumado a essas “frescuras”. Arrumar sua cama, não deixar a bagagem esparramada, estender a toalha molhada: pequenas ações que não quebram a sua mão e mantêm os dentes na sua boca o clima de harmonia entre os povos.

6- +18: Nem todo DeMolay fuma. Nem todo DeMolay bebe. Nem todo DeMolay transa. Não quero pregar aqui nenhum tipo de conduta lasciva ou que faça apologia ao uso de drogas, mas a gente há de convir: nossa organização é formada pelo público alvo da indústria do tabaco, do álcool e do sexo. Para os adeptos de uma ou mais dessas opções de lazer e entretenimento (independente da idade, já que os vícios começam cada vez mais cedo): saibam ter bom senso em todos os momentos. Não fume em ambientes fechados, não beba perto dos mais novos e guarde seus comentários mais promíscuos para usar entre quatro paredes.

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Acredito que ainda tenha mais um monte de dicas perdidas por aí. Sugestões são bem-vindas na caixinha de comentários e, quem sabe, podem até render a parte 3, hein?

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O Cortês nunca se sentiu tão “carola” depois dessas dicas, mas sabe que é por uma boa causa.

Pequeno manual de etiqueta para DeMolays (parte 1)

Depois de um final de semana agitadíssimo e com vários irmãozinhos indo e vindo de vários cantos do país, cheguei à conclusão de que nunca é demais dar umas dicas, coisinhas sobre como se ter o mínimo de educação ao sair de casa e encarar um universo paralelo durante um final de semana. Não tenho a pretensão de substituir os pais de ninguém nem enfiar a carapuça na cabeça de uns e outros: apenas acho que certos detalhes fazem toda a diferença.

1- Saindo de viagem: Aquele congresso bombante da sua região chegou, depois de tanto tempo de espera. Você fez vários contatos no MSN, agitou comunidades relacionadas do Orkut e está próximo de encontrar esse povo todo e passar um final de semana inteiro com eles. Longe de casa, sem pai nem mãe e com um monte de “cúmplices” para os atos mais ilícitos que você puder cometer… Tentador, não? Mesmo sendo, não deixe de levar itens básicos de higiene e mudas de roupa para cada dia fora de casa. E desodorantes existem e podem fazer milagres por suas axilas, além de não pesar na mala. Não se esqueça do remedinho para casos de emergência e coloque no pacotão da alegria pelo menos um cartão telefônico: ligar para a mamãe avisando que tá vivo é sempre bom e garante viagens futuras.

2- Verba: Um certo tio nosso (não conto quem foi nem sob tortura) foi bastante polêmico ao dizer num congresso que a Ordem DeMolay é para rico e que, para pobre, existe o Criança Esperança. Analisando friamente a afirmação, entendo que ela tem um pouco de verdade: DeMolay tem taxa de Iniciação, Elevação, Investidura, captação anual, mensalidade de Capítulo, Convento e o diabo a quatro… Aí aparece um congresso “com tudo o que você tem direito e que seu dinheiro possa pagar” e não há pai, mãe ou salário que agüente. Portanto, facilite a vida de quem te banca ama e pague o valor mais barato das inscrições, além de juntar os irmãozinhos num ônibus/van/pau-de-arara para baratear a viagem. E toda economia é bem-vinda nessas horas: maneirar nos gastos da mesada em nome da experiência única de ir folgado a um Congresso DeMolay pode valer a pena.

3- Alimentação: Se adolescente come muito (vivam os hormônios em fúria!), DeMolay come ainda mais! Sabe como é, né? Ficar quase duas horas enfurnado num templo com um monte de homem, com todo o perdão do duplo sentido, dá muita fome. E apesar da máxima de que “onde DeMolay vai a comida acaba”, educação é tudo nessas horas. Mesmo que você não queira abrir mão daquela última coxinha de frango com catupiry da cerimônia pública, servir refrigerante para a tia gente boa ou ajudar o pessoal do cerimonial (Ó! É o povo do seu Capítulo!) a repor a comida não vai quebrar sua mão. E se você conseguir deixar as “visitas” servirem-se primeiro, sua mãe ficará muito orgulhosa do primor de filho que ela tem!

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O Cortês tem muitas outras dicas de etiqueta que podem salvar dentes vidas. Fiquem atentos que ainda nesta semana tem mais!

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