Disciplina é liberdade

Os cientistas e analisadores do comportamento humano já confirmaram que adotar-se uma rotina diária é essencial para o desenvolvimento humano. Ela ajuda a estimular o crescimento, a criar padrões comportamentais e a associar regras a uma conduta necessária para a sobrevivência. Todos nós, mais que simplesmente ter uma rotina, dependemos dela para viver.

Já até comentei aqui uma vez, muito bem embasado nas palavras de Adélia Prado, que a gente encontra a mágica da vida na rotina. É com ela que, por incrível que pareça, a gente vê graça e dá valor no comum, no simples, no feijão-com-arroz. E é ela que nos motiva a viver, a ir além, a tentar o novo justamente porque existe um porto seguro para onde podemos voltar caso dê algo errado.

No entanto, é necessário que se tenha disciplina para que a rotina dê certo. Paciência, paciência e paciência – muita, de preferência. Quando nos dispomos a mudar, é importante levar em consideração de que o processo é muito mais doloroso enquanto acontece do que logo de cara, o que nos dá a certeza de que a adaptação é, realmente, um teste de persistência.

Acordo diariamente às 5h30 e, às 6h, começo minha bateria diária de exercícios físicos: cooper na esteira, musculação, alongamentos. Vou para o trabalho entupido de endorfina no sangue e, no final do dia, ainda encaro mais uma horinha de capoeira. Volto para casa cansado, mas satisfeito de ter cumprido minha rotina diária com dedicação e persistência.

E voltanto um pouco no tempo posso me ver nem imaginando toda essa maratona: levava uma vida sedentária, não me alimentava direito, achava o trabalho um saco… E por que a mudança? Porque eu quis transformar minha rotina em algo benéfico para mim, ciente de que começava a entrar num processo de autodestruição. O caminho foi sinuoso (e ainda é em certos dias), mas é o que me liberta de mim mesmo.

E você, tem autodisciplina? Recomendo-lhe a leitura deste artigo (aqui para os desprovidos de conhecimentos em inglês): vale a pena aprender um pouco mais sobre o assunto e se esforçar para melhorar cada vez mais!

*******

O Cortês sente-se cada dia mais pleno.

Anúncios

Hey, Hey! Estamos aí, pro que der e vier!

Fim de férias, rotina de volta, Capítulos, Cortes, Conventos, Távolas voltando a trabalhar e colocar o carro pra andar! Como todo ‘carro de boi’, temos os bois da ala da frente, aqueles que carregam o peso e o fardo e são bons desbravadores, além de conhecedores do caminho. Temos em seguida, os vices no peso, aqueles que são fortes, e bons pra carregar grandes medidas, por últimos alguns bois que não conhecem o caminho, não tem iniciativa, não são bons desbravadores, mas que sabem dividir o peso do fardo com os demais e aliviar para que possam caminhar.

Que possamos todos nós, continuar buscando e tentando vencer a estrada com o árduo trabalho de carregar grandes responsabilidades, não só como DeMolays, mas também como homens, filhos e bons cidadãos.

Que tenhamos iniciativa, conheçamos o caminho e assim possamos conduzir aqueles que nos seguem.

O nosso carro de boi, não anda se não for em conjunto…E tem coisa melhor do que você perceber que não está conseguindo locomover o seu carro de boi, olhar pra trás e ver alguém gritar:

 

“Ei, to contigo! Vai que to ajudando…Estou aqui pro que der e vier!”

.

Como é bom o verdadeiro sabor da Fraternidade…mesmo sabendo que a rotina volta a normalidade…

 

O Reverente tem pessoas especiais demais ao seu redor e isso me parece ligações divinas..

Renovar é viver

Caros leitores do Caí de Pára-Quedas: tudo bem com vocês? Devo uma desculpa por não ter saltado na terça-feira, meu dia oficial de postagem. Mas creio que fui muito bem substituído e, de quebra, vocês ainda puderam ler dois textos num dia só. Olha só como somos bonzinhos! 😀

Deu para notar que durante essa semana rolou um troca-troca (sem piadinhas, por favor) por aqui e cada dia um pára-quesdista diferente saltou. É, meus caros… Até nós, DeMolays desocupados menos atuantes na Ordem, temos nossos momentos de “writer’s block”.

Eu, particularmente, considero-me um poço de criatividade. Mas esse poço tem seus momentos de seca e, assim como O Patriota, tenho vivido minha rotina com tanta intensidade que pensar demais é motivo suficiente para fundir as idéias e me deixar menos desejoso de escrever para vocês. No entanto, este final de semana acabei chutando o balde e fiz uma curta viagem para espairecer.

Conhecer lugares novos, pessoas novas, ares novos; sair da rotina, se desligar de seus problemas; poder ser algo mais do que aquilo que se é todo santo dia. Tais premissas me fizeram ver hoje, faltando poucas horas para retornar à minha cidade, que é importante, sim, olharmos um pouco mais para nossos umbigos e darmos a nós mesmos o direito de quebar a rotina de vez em quando. Sem isso a gente perde o viço, perde o brilho nos olhos, perde a vida num piscar de olhos.

Falei aqui em em meu último post no quanto é importante ver as maravilhas do day by day, descobrir no corriqueiro a mágica de se fazer aquilo diariamente. E é! Mas sem as aventuras e sem novas perspectivas – especialmente na fase da vida em que a maioria de vocês se encontra -, não há rotina que resista. A escola é um saco, o trabalho é entediante, não se faz nada direito porque todo dia é a mesma coisa e “não há motivo” para se mudar.

Mas há. Há luz no fim do túnel. E mais importante que sair da rotina é só mesmo a vontade de viver de forma plena. Quando a gente opta pelo novo, novas perspectivas se abrem diante de nossos olhos, tudo fica mais claro e o fardo do cotidiano torna-se bem mais fácil de se carregar. E nem precisa ser uma viagem: um final de semana num sítio, uma balada diferente ou conhecer aquele restaurante novo da esquina da sua casa têm potenciais de sobra para tornar sua vida mais especial do que já é.

Renovar é viver, meus caros. E viver tem que ser intensa e positivamente! 😉

*******

Neste final de semana, O Cortês está feliz. Daqui a pouco volta para casa e, mesmo tendo dormido pouco e se cansado muito, volta mais disposto para a vida. E para o Caí de Pára-Quedas também!

Exaltando o ordinário

Não, meu post não será sobre as olimpíadas.

*******

Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava”

(Adélia Prado)

Tenho, ultimamente, tentado ver o lado simples das coisas. Confesso que minha mente, assim como a da maioria das pessoas, condicionou-se a não aceitar menos do que padrões e, fazendo assim, julgamentos apressados e nem sempre coesos. E nessa dança a gente perde tanta oportunidade de, através do trivial, da rotina, do feijão com arroz, descobrir as maravilhas que a vida pode nos proporcionar.

Comigo é sempre assim: saio de casa, chego no trabalho e começo a ver meus e-mails pessoais antes de partir para a maratona diária de tarefas intermináveis. E é nesse meio tempo que eu descubro um casal de velhinhos fazendo cooper juntos como dois adolescentes, sinto a brisa fresca da manhã no rosto, recebo notícias daquele amigo que mudou-se para outro estado… Atitudes banais, mas suficientes para semearem em mim mais vontade de prosseguir o dia e de descobrir mais maravilhas do cotidiano.

Não tenho tido tempo para participar mais ativamente das atividades do meu Capítulo e sempre que eu encontro um ou dois ou vários DeMolays acabo me surpreendendo. Primeiro porque é sempre a mesma coisa: fala-se das reuniões, do que cada um tem feito, quem pegou qual cargo. Mas aí eu sinto em cada um aquele olhar próprio, aquela forma diferente de contar o que pensa, sente e vê. E é exatamente essa “forma diferente” que torna o nosso “feijão com arroz quinzenal” algo tão único para o resto de nossas vidas.

Encerro o texto deixando vocês com um trechinho da entrevista da Adélia Prado no programa “Sempre um papo”:

A entrevista completa vocês podem ver aqui. É um pouco grande, mas vale muito a pena! 😉

*******

O Cortês acredita que basta cada um ver as maravilhas de suas rotinas diárias para descobrirem o quão mágica é a vida.