A roda da fortuna

A Roda da Fortuna é o décimo Arcano Maior do Tarot. Representa uma roda com nove raios. No alto da roda está uma figura que parece metade anjo, metade diabo. À volta da roda, está um bebé, um menino, um jovem um homem e um idoso. A roda quer representar o ciclo da vida e está suspensa num ambiente com os quatro elementos: Fogo, Água, Terra e Ar. A carta tem o número X e a letra hebraica YOD.

Todos nós sabemos que a roda da fortuna representa as situações de mudanças em nossa vida. Essas mudanças nos fazem sair de uma rotina que faz com que a vida tenha pouco gosto e variedades. Ora, a roda da fortuna vem trazer as novidades, as surpresas e assim trazendo um novo gosto para nossa vida. A roda da fortuna representa a garantia de cumprimento de um destino, representado pela lei de causa e efeito e também pela lei da compensação. Tudo leva a crer que de um jeito ou de outro o destino de uma pessoa será cumprido. Agora, chamamos a roda da “fortuna” por quê? Porque este arcano maior traz sim o crescimento material e financeiro, traz oportunidades para subir na vida e não raro a prosperidade de um modo geral para o consulente. Em ser assim, este período regido pela roda da fortuna será cheio de realizações.

Fonte: Wikipédia

Meu texto não tem conteúdo esotérico. No entanto, acredito que os mais ligados tenham feito uma associação imediata a certos simbolismos de nossa Ordem. E já que nossa vida, profana e DeMolay, é permeada de símbolos, creio que usar de um deles para ilustrar uma situação atual é bastante válido.

Lamento que o Caí de Paraquedas (agora sem hífen e sem acento!) tenha quase morrido nos últimos tempos. Devo admitir que uma aprte da culpa é minha, mas não vejo porquê apontar dedos agora: cada um sabe de si e do que é prioridade em sua vida. E devo agradecer imensamente aos irmãos O Amoroso e O Reverente por não terem deixado a peteca cair nesse período. Mas o mérito maior é de vocês, leitores, que aqui estiveram durante todo esse tempo e, mesmo vendo o nosso desleixe, não se deixaram abalar e continuaram a fomentar nossas discussões. Parabéns!

Tais atitudes fizeram com que a equipe deste blog repensasse sua forma de argumentar os mais diversos assuntos e não encarar o ato de escrever para e pela Ordem DeMolay apenas como uma responsabilidade, mas também como atividade prazerosa e que, de alguma forma, nos faz mais plenos enquantos irmãos mais velhos. Como o irmão O Patriota escreveu em seu último post, nem sempre sobevivemos ao tempo: muitos dos que aqui escrevem já são manos calejados e que sentem que a Ordem DeMolay assou para segundo plano há muito tempo. Há, então, a frustração por ter assumido um compromisso e não conseguir cumprí-lo, seja por qual for o motivo.

E então a roda da fortuna entra em ação. Assim como a vida, nossa passagem por aqui está passando por um recomeço – espero eu que seja intenso e duradouro! Cada um dos paraquedistas passou por mudanças e isso refletirá positivamente no blog. Mudanças estas que vieram para dividir águas, renovar cada um de nós e fazer-nos crescer como homens, como DeMolays e como disseminadores de informação. E mesmo não tendo mais tanta moral para pedir alguma coisa a vocês, peço mesmo assim: mudem também. Sejam mais participativos, mais inquisidores! Procurem dentro de si motivos para mudar e para crescer. Redescubram-se, reinventem-se, reorganizem-se: essa é a essência para que não se viva em vão e para que se tenha bem mais do que o conformismo pode oferecer.

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Unindo-se ao coro do irmão O Patriota, O Cortês também brada aos quatro cantos: eu voltei!

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