Não somos líderes

O Patriota deu uma sumida. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e muita ansiedade misturada com isso tudo. A gente acaba esquecendo de fazer algumas coisas.

Alguém aqui já foi cobrado dentro da Ordem DeMolay? Espero que todos. Afinal, sem cobrança, a coisa não anda. Temos várias esferas de atuação. O Nacional cobra do Estadual, que cobra do Regional, que cobra do Local, que cobra de um tanto de gente pra aliviar a pressão. O que acho mais estranho, é quando um desses cobra, mas não cumpre seus deveres. Apronta meio mundo por causa de um relatório atrasado, mas os seus, nunca aparecem feitos.

Precisamos rever nossos conceitos de liderança. Eu, pessoalmente, não creio que a Ordem seja uma formadora de líderes. Seu objetivo, é formar bons cidadãos. Que sejam melhores amigos, filhos e colegas. Essa coisa de liderança, é foco da Alumni. Pensam que todo DeMolay é líder. Pensar assim é erro. Temos sim nossas lideranças, como em todo grupo. Mas não é todo grupo, que vai fazer parte dessa liderança, ou tem vocação para.

Ultimamente, tenho refletido muito acerca disso. Tenho visto, mesmo com os meus parcos anos de Ordem, que se prima mais para a liderança (construção de uma imagem) do que pela cidadania (construção do DeMolay). O mal, não são os colares, ou o número de cargos. Esse assunto já deu o que falar e se mostrou ser apenas polêmica. O mal, é que acham que DeMolay é líder. Pode até ser, mas não é isso que a Ordem prega. O Supremo, seja qual for, pode pregar. O Mestre Conselheiro de algum lugar pode pregar. O Grande Mestre de algum Grande alguma coisa, pode pregar. Mas a Ordem, aquela criada em 1919, que veio para o Brasil em 1980, não prega. Ela prima pela formação do cidadão. Ela busca deixar o caráter reto, idôneo e responsável. Por isso as gestões curtas. Para se aprender o que é responsabilidade, não a ser líder.

O DeMolay que já leu o Ritual (que não são muitos, pode acreditar), não vai encontrar nele lições de liderança. Encontrará de cidadania. De como melhorar seu caráter, ser melhor filho, melhor amigo e melhor cidadão.

Vejo que a Ordem perde seu rumo nas “esferas de poder”. Mestre Conselheiros de alguma jurisdição, tendem a ser menos DeMolays. Ficam embriagados de  <!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm }administração . Tudo vira projeto e plano. As coisas ficam mais frias. Perdem o gosto. Tendem a ficar mais críticos e repreensivos. Perdem a aura de DeMolays. Se escurecem.

Mas será que a Ordem tem rumo pra isso? Creio que por enquanto não. Primeiro, precisa-se mudar a mentalidade dos DeMolays. Enquanto achar-se que a Ordem é uma escola de líderes, continuaremos no mesmo barco. Lá no fundo, algo me diz, que toda essa divisão que enfrentamos hoje, tem sua causa fundamentada nessa mensalidade. Liderar.

O Patriota anda muito ocupado nos últimos dias. Porém, de forma alguma ele deixa de pensar na Ordem DeMolay e, a cada dia que passa, ele vê novas facetas e horizontes dentro dela. O Patriota está se encontrando dentro da Ordem DeMolay.

Salto do Leitor II

Bem meus irmãos, não venho honrando meu compromisso com o blog e hoje vou aproveitar para fazer o quadro Salto do Leitor, já que ainda estou com sérios problemas para escrever vou aproveitar um texto muito bom.

Este texto foi escrito pelo Senior DeMolay Ir. Augusto Ortolan, do Capítulo Ronan Borges Alves de Mirassol D’Oeste/MT.

Espero que gostem.

Morte

Morte… O que seria morte? Morte possui vários significados. Morte dos entes queridos… Morte de sonhos… Morte de amores… Morte de vontades… Morte de desejos.

A morte. O que seria a morte? A morte é quando deixamos para trás o que gostamos… Aquilo que um dia trouxe saudade. A morte é o que não mais vemos, o que não mais tocamos. Podemos até sentir falta, mas evitamos lembrar ou pensar. A morte é quando não mais vemos em cada esquina, dentro do carro, dentro do nosso quarto. É a única coisa ausente onipresente em nós mesmos.

A morte do prazer é quando este vira obrigação, ou quando é visto como um trabalho. A morte da vontade é quando não há estimulo, quando não há reconhecimento ou sentido… Sentido de fazer ou lutar por alguma coisa.

A morte é quando não há nem mais cinzas para renascer… Quando a própria natureza absorve o que restou. Como nunca tivesse existido.

A morte para um sênior DeMolay, não é quando brigam com ele. Não quando o perseguem. Não é quando ele falha… Ou quando seus sonhos são barrados pelos seus irmãos e pelos seus tios. A morte para um sênior DeMolay é simplesmente quando se perde a Vontade. Quando as reuniões se tornam “perca” ao invés de “ganho” de tempo. Quando ele vê mais brigas do que amizades sinceras. Quando ele vê intrigas ao invés de progresso. Quando vê mais interesses do que ajuda. Quando há mais orgulho e vaidades do que filantropias e confraternizações. Ele perde a Vontade quando param de olhar nos olhos… Quando param de tocar nos ombros. Perde a Vontade quando não mais se abraçam… Não mais dizem, “Eu te amo”.

A morte para um sênior DeMolay, quando sua foto na parede perde sentido de orgulho. Quando seus heróis viram seus inimigos. Quando os que o inspiravam coragem se tornam covardes. E que tudo que ele deslumbrava era apenas um sonho ou uma fachada utópica.

Um sênior DeMolay se vê contra a morte, quando ele não re-lê mais os rituais, quando para de ler os emails sobre a Ordem, quando não chega mais cedo na reunião, quando recusa a fazer cargos. A morte para um DeMolay é quando ele para de limpar a secretaria, pois ele descobre que ninguém sequer nota a limpeza ou sujeira dela. Quando ele percebe que organizar seguidamente as pastas dos membros nada lhe traz, além de noites mal dormidas.      Que se esforçar para fazer coisas menos nobres do que falar bem em cerimônias ou se apresentar bem perante o público, são esforços anônimos para seus próprios irmãos.

A morte para um sênior DeMolay é quando ele enxerga que o Poder fala mais alto que a Liderança, que a Arrogância vence a Bondade, que as Virtudes sempre se apagam no fim da reunião, mas nunca ficam acesas no coração de ninguém, e o Ritual se torna um livreto. Ah sim o Ritual! A Morte para um sênior DeMolay é quando as palavras se tornam apenas palavras… Os sinais são simbólicos… E o Juramento um protocolo da iniciação a ser seguido, e uma exigência para a Elevação.

A morte para um sênior DeMolay é ver os mais novos não saberem sobre o passado de sua Ordem, sua história… Quando seus olhos não mais brilham… Quando não há mais vergonha de estar aprendendo; não existe mais fascínio pelos paramentos.

 É quando os preceptores se tornam um cargo de iniciação e de pública (e não de eterno ensinamento nas reuniões). É quando a entrevista dos pais não tem pais; e a entrevista com os candidatos não possuem candidatos, pois nem mais a curiosidade os motiva a querer conhecer o capítulo.

A morte para um sênior DeMolay é quando ele prefere ficar mais calado; prefere sentar no canto; não ser chamado ou lembrado, e usar velho o terno do silêncio e da indiferença ao invés do colar vermelho da paixão latente.             É Quando a capa pesa… A cadeira fica desconfortável… A cerimônia de abertura entediante, e o Bem à Ordem interminável.

A morte para um sênior DeMolay não é a falta de reconhecimento. E sim a falta de Justiça. A falta de sinceridade dentre os irmãos. É a falta de magia. Não há mais magia pela Ordem DeMolay. Não há brilho nos olhos. Não há orgulho em ser DeMolay. Não há respeito. A morte para um sênior DeMolay é quando os maçons o têm como um conhecido… E os DeMolay como um colega… Ou até como desafeto.

A morte para um sênior DeMolay é ver que enfim todo seu esforço foi em vão. E será perdido. Como todas as atas de suas reuniões. É ver que não é por raiva, nem egoísmo, ou qualquer infantilidade da sua parte ele deixa a Ordem. Mas por que não quer mais. “Não tenho Vontade.” Isto, meus amigos é a Morte para um Sênior DeMolay. É quando ele não vê o DeMolay como Ordem, e sim como Grupo de Jovens.

A morte eterna assim é quando ele vê que por mesquinharia, por orgulho e vaidade de alguns a Ordem DeMolay perde dois dos seniores DeMolays mais dedicados, mais apaixonados e sonhadores que aquele capítulo já viu. E ninguém fez nada por isso.

Augusto foi MC de seu Capítulo e por diversas vezes se destacou em seu estado.

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O Companheiro promete voltar na próxima quarta-feira.