Revolução III

Quando a ferida que é cutucada é a aberta e inflamada, o grito é muito maior.

Pelos comentários que tive nas postagens Revolução e Revolução II, percebo que os amigos do MEPR não entenderam muito a mensagem.

O ponto principal é uma crítica ao modo de ação do grupo, que se diz revolucionário. Quebrar, pichar,vandalizar patrimônio público ou particular alheio não é e nunca vai ser revolução.

Não, vocês não são detentores do real conhecimentos e não estão com a razão. O ponto de vista de vocês é como qualquer outro. Alienado é o apolítico e não aquele que não é marxista.

Reafirmo: arrume seu quarto, depois o mundo.

Movimentos populares são apenas mais uma forma de manter o “sistema” ativo e operante. Ser revolucionário é “in”. É legal ser barbudo, cabeludo, e andar de vermelho. É só mais uma imagem/ideologia que podemos comprar na banca.

Como diria meu pai, ao ver um manifesto de estudantes: Se são estudantes, porque não estão estudando?

Fica aí a mensagem do Patriota para os DeMolays. Semana que vem escrevo sobre a Ordem. Por enquanto é só.

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Quando alguém deseja saltar

E foi derrepente. Começou rápido, durou um bom tempo e acabou rápido. Foi interessante, foi intenso. Mas acho que pode continuar sendo.

Há muito não se via um movimento DeMolay na blogosfera como o Caí de Paraquedas. Sete DeMolays, de diferentes localidades, de diferentes Supremos, com diferentes idéias, postando em um único blog. Cada um representando uma virtude, sem revelar nome, localidade, Capítulo, entre outros.

Mas começamos a falhar. As postagens, que no começo eram diárias, começaram a perder sua peridiocidade. E assim, um espaço de tempo cada vez maior entre as postagens, começou a surgir.  Até que elas cessaram.

Resolvi saltar novamente. Acho que um projeto como esse não pode parar. O Patriota ainda está de pé, mesmo mancando.

Intensificando

Até quão longe vai a influência da Ordem em um DeMolay? Até qual momento o DeMolay abre mão de uma coisa, por se lembrar de princípios aprendidos em nossos Rituais? Em qual momento da vida dele, tudo isso deixa de se tornar apenas demagogia e se torna verdade praticada no dia a dia? Em qual momento ele faz brilhar sua chama interior sobre outra pessoa? Afinal, quando o jovem iniciado torna-se de fato um DeMolay?

Hoje quero propor uma reflexão diferente (ou igual por demais). Depois da iniciação, o que muda de fato em nossas atitudes? O quão pensamos e ponderamos ao fazer?

Parece estranho, mas tenho visto a ‘Atitude DeMolay’ restrita a conversas moralistas dentro de Capítulos e lições de moral, mal fundamentadas, dadas por seniores de freqüencia parca. O “grosso” a ação mesmo, fica por conta de exemplos subjetivos e generalistas. Parece que a compreensão do que é DeMolay, a interpretação do que é a Ordem, mudou. Mas não houve uma evolução.

Temos, sem sombras de dúvida, uma adminsitração excelente em nossa Ordem. Temos um pessoal comprometido e idealizado nos liderando e uma fileira cada vez mais preparda para assumir os malhetes e colares da vida. Mas quando falamos de ação, de ser DeMolay no dia a dia, de ser amoroso, reverente, cortês, companheiro, fiel, puro e patriota; a história é outra. Parece não haver muita coisa de concreto nisso.

Claro que há sempre os bons, aqueles que sabem dos compromissos assumidos e os cumprem dentro de suas humanas possibilidades.

Acho que hoje estou em um clima de ‘revolta’. Não com a Ordem, mas com alguns iniciados, que insistem em não serem DeMolays, em permaneceram apenas usando suas capas e desvirtuando aquela que é uma das maiores ações para melhorar o mundo, a Ordem DeMolay.

O Patriota hoje está se sentindo um pouco revoltado. Desanimado não. Ele aprendeu, que quando for fazer as coisas, principalmente na Ordem, deve se considerar mais. Hoje O Patriota fez um discurso baseado n’O Fiel. O Patriota está repensando tudo e tentando mudar as coisas ao seu redor.

Revolução II

Há muito escrevi uma postagem chamada Revolução. Ela gerou vários comentários que me fizeram pensar. O que achei mais estranho, foi que um grupo de internautas, membros do MEPR não gostaram de minha posição.

Peço que eles pichem a suas casas, visto que o que é do povo não deve ser pichado. Que eles quebrem suas vidraças, não a do patrimônio público. Que eles se eduquem e não se tornem robôs socialistas que só esbravejam e gritam. Que eles aprendam o que é dialogo, pois revolução nenhuma desse mundo se resolveu fora disso.

Aos membros do MEPR, que se dizem socialistas; descalcem seus All Star, não bebam suas Coca-Colas, não fumem seus Marlboros. Sejam, afinal, socialistas e não idiotas de vermelho.

Posso ser um alienado político, mas não sou pseudo socialista/intelectual. Isso me basta.

Aos DeMolays, espero que aprendam que Revolução, se faz com educação, diálogo e sobretudo cidadania. Ninguém deve levantar uma arma ou desferir uma pedra se busca a paz. Existem vários exemplos na história, basta se espelhar. Nossa Ordem em si, já é revolucionária. Ela tira o jovem do ócio do fim de semana, e o entrega ao aprendizado da moral, da ética e da cidadania. Ela faz revolução melhor do que qualquer outro movimento estudantil. Ela revoluciona o caráter do jovem, o que vai refletir na sociedade.

Aos meus amigos pseudo socialistas/intelectuais, uma passagem interessante: arrumem primeiro seus quartos, depois tentem arrumar  o mundo.

O Patriota já cansou de milícas revolucionárias e coisas do tipo. Essa história de pegar nas armas e ir à luta já o deixou de ‘saco cheio’. A chave da coisa é saber fazer bem as escolhas e se cobrar por isso.

Revolução

O que é Revolução?

Uma grande mudança? Pessoas marchando e gritando? Algo de muito diferente? Seja o que seja acho que todos nós concordamos que o Brasil precisa mesmo é de uma revolução. Mas uma revolução que atinja todos os brasileiros. Que não fique apenas na elite. Que mude, de fato, a vida do povo brasileiro.

Mas como fazê-la? Não sei. Mas sei como não fazê-la.

Em minha cidade, há vários vandalismos (pichações, cartazes em locais proibidos, depredações) de um grupo que se denomina MEPR. Movimento Estudantil Popular Revolucionário. Se dizem dissidentes da Une e do MR-8. Que apoiam os militantes estudantis como braço de ação do movimento revolucionário. Se dizem donos de um “Socialismo Educacional”. Me desculpem a palavra, são um monte de merda.

Como querer revolução depredando espaço público? Destruindo o que é do povo? Só se for para aparecer. Ainda se dizem intelectuais.

O MEPR recentemente destruiu um espaço público do meu município. Quebraram lâmpadas, arrancaram placas e ainda picharam MEPR – Não venda seu voto – MEPR. Claro, devem ter achado que estão acabando com o prefeito. Mas estão acabando é com o bolso do trabalhador, que paga imposto pacarai e quando tem um espaço de lazer, é destruído.

Creio na Revolução pacífica, que começa na modo de educar o cidadão. Um cidadão bem educado, ciente de seu papel na sociedade, vale mais que um grupo de milhares de arruaceiros. O cidadão sabe agir, sabe usar os veículos e modos certos para luta. Não precisa quebrar o que é dos outros, ou o que é de todo mundo, visto que é patrimônio público.

Não sei se o MEPR age sempre assim, em todos os lugares. Espero que não.

Ainda vejo o Brasil como país lá do “Primeiro Mundo”. Nem que seja lá no outro mundo.

Tomara que haja DeMolays revolucionários. Que saibam como fazer a revolução que esse país tanto precisa.

O Patriota quer Revolução, mas na forma certa. O Patriota ainda se desculpa pelo atraso da postagem. As vezes a reunião acaba tarde e a cabeça fica cheia, o que impede de surgir boas idéias.