O que eu espero da Ordem DeMolay

Sempre que tinha uma turma nova de iniciados (e viva a redundância!) no meu Capítulo, eu me encarregava de fazer um ciclo de estudos com eles (assunto para outro post). Durante as orientações, pedia a cada um que escrevesse uma redação com o tema “O que eu espero da Ordem DeMolay?”. Valia muito a pena analisar os textos naquele instante e conhecer um pouco mais do que sentia um iniciático. Melhor ainda era ler tais textos depois de um ou dois anos, quando o jovem já tinha um conhecimento considerável da Ordem ou, em alguns casos, nem era mais freqüente.

E depois que eu li o comentário do DinaMo num post aí pra trás (a propósito, valeu pela dica!), fiquei pensando muito no que eu espero da Ordem DeMolay. Acho que, assim como todo DeMossauro DeMolay mais velho, as expectativas se definem por fases e comigo não é diferente. Tive a fase do deslumbre, de achar tudo lindo, a fase de querer pegar cargo e fazer ritualística bonitinha… Acho que, atualmente, encontro-me na fase “é hora de dar tchau” – ela assola a vida dos Seniores depois que os pais começam a cortar a mesada. Enfim… Vejamos quais são as minhas expectativas:

Já esperei o novo e o desconhecido; hoje espero novidades que venham somar à Ordem.

Já esperei ansiosamente para o dia de uma reunião; hoje espero por reuniões verdadeiramente interessantes e sem discussões que não nos levam a lugar nenhum.

Já esperei que meus irmãos me considerassem um amigo; hoje espero poder considerá-los realmente como irmãos.

Já esperei que o Mestre Conselheiro me desse um cargo bacana; hoje espero que os DeMolays mais novos preocupem-se mais em aprender do que com achar que podem ensinar.

Já esperei por congressos, conclaves, viagens aos Capítulos vizinhos; hoje espero que cada Capítulo olhe mais para dentro de si e se reinvente de forma positiva, para poder dissipar bons exemplos.

É blasé, eu sei… Mas se a expectativa não existir, a vontade de mudar também não existirá.

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O Cortês ainda espera por dias melhores na Ordem DeMolay.