Percepção…

Nesta última semana resolvi ir até a Biblioteca Pública, alugar um livro que não tivesse nenhum vínculo com Faculdade, prova ou outro tema que fosse DeMolay ou algo assim. Aluguei um que o título me chamou a atenção…

Passado alguns dias comecei a ler. Durante a leitura percebi que eu ficava analisando trechos do livro e que ele me mostrava os valores que cultivávamos dentro do Capítulo. O livro se passa na década de 1960, e as pessoas do livro (americanos) eram bastante rigorosos com a questão de moral, respeito e limites. Separei alguns trechos que me fizeram refletir muito sobre: O que eu tenho aprendido realmente dentro do meu Capítulo e que coloco em prática?

“ Eddie é um veterano de guerra de cabelos grisalhos, prisioneiro de um vida inexpressiva de mecânico de brinquedos de um parque de diversões à beira-mar. A vida de Eddie, mudou de uma juventude otimista a uma velhice amarga. Seus dias feitos de uma monótona rotina de trabalho, solidão e arrependimento…”

 

No livro percebi relatos instintivos de Amor Filial…

 

“ De seu quarto, mesmo com a porta fechada, Eddie sente o cheiro da carne grelhada que sua mãe está preparando, com pimentão verde e cebola, um cheiro forte que ele adora.

_Eddie-dieee! – ela grita da cozinha. – Onde está você? Está todo mundo aqui!

 Sua mãe sempre comemorava seu Aniversário, não deixava a data ser esquecida apesar de Eddie não gostar. Quando recebia uma má notícia fazia tudo mudar, ligava a caixinha de música onde uma orquestra tocava suingue, que a mãe começava a acompanhar, dançando sorridente. Ia até Eddie e o levantava com as mãos. Ele sempre ia como se estivesse indo para a forca. Mas a mãe continuava dançando e cantando com seu rosto redondo e bonito, de um lado pro outro…até que Eddie acertava o passo com ela…Eles giravam pela sala, e se soltavam e riam e rodopiavam…”

 

Quantas vezes deixamos nosso mau humor adentrar os nossos verdadeiros votos de Amor Filial. Mal sabia Eddie que sua mãe não duraria a Eternidade.

 

“Todos os pais causam danos aos filhos. É inevitável. A juventude é como um vidro novo, absorve as marcas de quem a manipula. Há pais que mancham, há pais que racham e há uns poucos que esmigalham a infância de seus filhos em pedacinhos rombudos, sem nenhuma possibilidade de conserto.

O primeiro dano causado pelo pai de Eddie, foi o descaso, quando era bebê, o pai raramento o segurava no colo, quando era criança pegava-o pelo braço com irritação muito mais freqüente de que com amor. A mãe proporcionava ternura, o pai queria apenas disciplina. Muitas foram as vezes em que levou surras. Mas mesmo assim adorava o pai, porque os filhos adoram seus pais, independente do mal que eles possam lhe causar. É assim que aprendem a devoção.

Apesar de tudo, Eddie passou toda a adolescência esperando a atenção do pai. Seu pai quem lhe ensinava a trabalhar. Depois da Guerra, Eddie estava abalado e com uma perna inutilizada, o pai alcoólatra, chegou determinada noite em casa e se deparou com ele dormindo no sofá.

_Levanta – gritou atropelando as palavras, levanta e vai arranjar um emprego.

Eddie despertou e o pai continuo gritando.

Levanta! LEVANTA E VAI ARRANJAR UM EMPREGO!

Eddie apoiou-se nos cotovelos e gritou.

_CHEGA! – olhando seu pai com raiva, cara a cara, sentindo o cheiro de álcool e cigarro.

O Velho inclinou-se para lhe dar um soco, mas Eddie instintivamente agarrou o braço do pai no meio do caminho. Era a primeira vez que Eddie se defendia. O pai nunca mais falou com o filho.

Seu pai morreu aos 56 anos de pneumonia, dentro de um hospital. Certa noite, seu pai permaneceu sozinho no quarto, levantou-se da cama aos trampos e barrancos, atravessou o quarto e arranjou forças para levantar a vidraça da janela. Chamou por sua esposa com o pouco de voz que lhe restava, chamou por Eddie. Neste momento seu coração estava botando pra fora toda a culpa e arrependimento. Antes de amanhecer ele estava morto. As enfermeiras o encontraram e o arrastaram de volta pra cama por medo de perderem o emprego. Não disseram uma só palavra sobre o ocorrido.

Eddieé necessário perdoá-lo. As pessoas erram, mas o arrependimento existe, e o perdão também.”

 

Quantas vezes deixamos de perdoar?

 

O Reverente tem refletido demais…e isso é bom. A gente revê conceitos, tranquiliza e aconchega o cotidiano, aprendendo e vendo tudo aquilo que verdadeiramente colocamos em prática.

Fazendo o “Para Casa”.

Conjugação do verbo da Lição número 1:

 

Antes da O.D

Eu não tolerava.

Tu não toleravas.

Ele não tolerava.

Nós não tolerávamos.

Vós não toleráveis.

Eles não toleravam.

 

Depois da O.D

Eu estou tentando tolerar.

Tu estás tentando tolerar.

Ele está tentando tolerar.

Nós estamos tentando tolerar.

Vós estais tentando tolerar.

Eles estão tentando tolerar.

 

Um dia…

Eu tolerarei.

Tu tolerarás;

Ele tolerará

Nós toleraremos.

Vós tolerareis.

Eles tolerarão.

 

Que o Moço do Céu, ajude-nos a cumprir.

 

O Tio Reverente ficará feliz em ver que estão conseguindo colocar em prática a lição de casa. Assim como pede aos antigos tolerantes que voltem a tolerar, aos atuais tolerantes que permaneçam tolerando e aos futuros tolerantes que tentem ao menos cumprir a lição aprendida.

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