Renovar é viver

Caros leitores do Caí de Pára-Quedas: tudo bem com vocês? Devo uma desculpa por não ter saltado na terça-feira, meu dia oficial de postagem. Mas creio que fui muito bem substituído e, de quebra, vocês ainda puderam ler dois textos num dia só. Olha só como somos bonzinhos! 😀

Deu para notar que durante essa semana rolou um troca-troca (sem piadinhas, por favor) por aqui e cada dia um pára-quesdista diferente saltou. É, meus caros… Até nós, DeMolays desocupados menos atuantes na Ordem, temos nossos momentos de “writer’s block”.

Eu, particularmente, considero-me um poço de criatividade. Mas esse poço tem seus momentos de seca e, assim como O Patriota, tenho vivido minha rotina com tanta intensidade que pensar demais é motivo suficiente para fundir as idéias e me deixar menos desejoso de escrever para vocês. No entanto, este final de semana acabei chutando o balde e fiz uma curta viagem para espairecer.

Conhecer lugares novos, pessoas novas, ares novos; sair da rotina, se desligar de seus problemas; poder ser algo mais do que aquilo que se é todo santo dia. Tais premissas me fizeram ver hoje, faltando poucas horas para retornar à minha cidade, que é importante, sim, olharmos um pouco mais para nossos umbigos e darmos a nós mesmos o direito de quebar a rotina de vez em quando. Sem isso a gente perde o viço, perde o brilho nos olhos, perde a vida num piscar de olhos.

Falei aqui em em meu último post no quanto é importante ver as maravilhas do day by day, descobrir no corriqueiro a mágica de se fazer aquilo diariamente. E é! Mas sem as aventuras e sem novas perspectivas – especialmente na fase da vida em que a maioria de vocês se encontra -, não há rotina que resista. A escola é um saco, o trabalho é entediante, não se faz nada direito porque todo dia é a mesma coisa e “não há motivo” para se mudar.

Mas há. Há luz no fim do túnel. E mais importante que sair da rotina é só mesmo a vontade de viver de forma plena. Quando a gente opta pelo novo, novas perspectivas se abrem diante de nossos olhos, tudo fica mais claro e o fardo do cotidiano torna-se bem mais fácil de se carregar. E nem precisa ser uma viagem: um final de semana num sítio, uma balada diferente ou conhecer aquele restaurante novo da esquina da sua casa têm potenciais de sobra para tornar sua vida mais especial do que já é.

Renovar é viver, meus caros. E viver tem que ser intensa e positivamente! 😉

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Neste final de semana, O Cortês está feliz. Daqui a pouco volta para casa e, mesmo tendo dormido pouco e se cansado muito, volta mais disposto para a vida. E para o Caí de Pára-Quedas também!

O marasmo positivista na Ordem DeMolay

Meus queridos, desculpem-me pelo atraso na minha postagem aqui no blog. Eu deveria ter postado no sábado (17/05), mas, infelizmente, eu estava meio isolado do mundo… e sem internet! rsrs

Mas vamos lá: eu quero falar um pouco aqui sobre a atuação da Ordem DeMolay, dos DeMolays, dos nossos representantes e de ambos os Supremos na área da filantropia. Filantropia essa que hoje em dia é também chamada de “Investimento Social Privado” por alguns tecnocratas mundo afora.

Meus caros: medidas incompletas, positivistas e simplórias não mudam a vida de ninguém. Uma das atuações que mais observamos em Capítulos DeMolay é o recolhimento do Tronco da Solidariedade, doações, etc. se transformam em cestas básicas ou brinquedos para crianças carentes na época do dia das crianças ou do Natal. Cesta básica, brinquedos e quaisquer outras ajudas materiais não resolvem o problema. E o “day after”? A cesta básica vai acabar, a criança que recebeu o brinquedo vai sentir frio e fome mais tarde e a vida dela vai continuar tão miserável quanto antes…

Acredito sinceramente que a Ordem DeMolay não deve se propror, através dos Capítulos, de seus membros ou de seus Supremos, a prestar um assistencialismo barato que não vai resolver o problema. Isso é, no mínimo, hipocrisia. Oferecer migalhas a uma criança ou a uma família uma vez ao mês não vai resolver o problema. Nós devemos nos organizar e trabalhar com projetos e arranjos produtivos que dêem resultados práticos. Lembram daquela velha máxima: “Não dê o peixe, ensine a pescar.”? São medidas assim que vão produzir um resultado mais satisfatório e duradouro.

Existem inúmeros projetos pelo Brasil afora (a Ordem DeMolay agradece as sugestões na caixinha de comentários!), liderados por irmãos, que funcionam de uma maneira mais digna e respeitosa do que essas medidas assistencialistas. Associações Alummi coordenam cursinhos pré-vestibular gratuitos, Capítulos constroem hortas comunitárias, grupos de DeMolays promovem eventos culturais que informam sobre meio ambiente, sexualidade, direito… Mas, infelizmente, enquanto uns lutam dessa forma, a maioria trabalha da maneira mais simplória e que não gera frutos.

Os Supremos Conselhos, assim como os nossos representantes, deveriam traçar metas e projetos mais qualificados e duradouros pra promover uma maior integração entre a Ordem DeMolay e a sociedade. Esse marasmo filantrópico que nossa Ordem vive não pode permanecer: nós precisamos agir em sociedade, promover o bem e tentar devolver pra esse mundo injusto ao menos um pouco do que nos foi ensinado e proporcionado pela Ordem. E você, jovem DeMolay que lê essas linhas, também deve fazer sua parte: se instrua, lute, grite, vote. Enfim, seja um cidadão consciente.

Saudações a todos!