Tudo passa?

Sempre ouvi que tudo na vida é passageiro (menos o motorista e o cobrador). Mas, às vezes, me pergunto se isso é realmente verdade? Semana passada, ao visitar um Capítulo, um Irmão afastado há mais de cinco anos ficou extremamente feliz ao me ver, pois era a única pessoa que ele conhecia. Me questionei: “isso é bom ou ruim? Se já faz tempo que ele não vem e diz que ficou feliz em me encontrar é porque eu continuo aqui. Porém, posso pensar também: se estou aqui é porquê eu não tenho outra coisa pra fazer?”.

Mas tenho muita coisa pra fazer. E ainda assim, tenho tempo para ser e ir ao DeMolay. Graças a Deus o vício ainda não atrapalhou o exercício diário da minha vida. Tudo na vida passa, todas as fases são boas (algumas nem tanto) e, ainda assim, continuamos o ciclo da vida. Pra mim, nem tudo passou. E pra você?

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“I have a dream”

“I have a dream”, ou, em bom português, eu tenho um sonho. Em 1968, mais de 200 mil pessoas assistiam a um dos discursos mais célebres da história dos Direitos Civis nos Estados Unidos e no mundo. Proferido por Martin Luther King, grande ativista do movimento negro norte-americano (ou estadunidense, para os de posicionamento menos direitistas), o discurso entrou para a história não apenas pelo seu conteúdo, emblemático para aquele momento em que os ânimos se exaltavam por questões raciais, mas por profetizar que, num futuro, brancos e negros estariam juntos, construindo um País melhor. Talvez essa seja também uma forma de iniciar uma fala para os membros da Ordem DeMolay hoje. Seccionados por uma briga que não é deles, distanciados dos ideais de fraternidade que norteariam sua organização, esses jovens, iguais a mim, a você e a vocês, estão enfraquecidos. Quando Dad Land criou essa Instituição, em 1919, os jovens fundadores pediram que aqueles ensinamentos ficassem restritos àquele grupo. Seu criador, fundador e membro mais querido, disse então que, se eles achavam aquela organização tão boa e tão perfeita, por que restringir os ensinamentos à apenas um reduzido grupo? A Ordem DeMolay, desde o seu nascedouro, foi perfeita. E ainda o é. Seus membros é que não. Graças ao Pai Celestial, Grande Arquiteto do Universo. Embates e debates fazem parte da vida de qualquer instituição e de qualquer homem, seja ele jovem ou velho. Fazer isso sadiamente é o que pode diferenciar um DeMolay de um jovem qualquer. Mas isso acontece? Por momentos tão tolos, aspirações tão pífias e sentimentos tão mesquinhos, vê-se ruir aquilo que tanto se lutou para construir. Seus membros, imaturos e inexperientes, manipulados ou erroneamente orientados, como eu, você ou vocês, acabam por cair em armadilhas que levam a atravessar pontes que não deveriam ser atravessadas. Não ainda. Não nesse determinado momento. Só que errar faz parte do crescimento. Faz parte da construção de caráter e do rascunho que faz dos homens o que eles são: homens. E das instituições. Assim, constrói-se e destrói-se para se reconstruir aquilo em que se acredita. Errando. Aos DeMolays, cabe o benefício da dúvida. Cabe, baseados nas Sete Virtudes basilares da Ordem, apreender que para cada passo, em falso ou acertado, haverá um número gigantesco de conseqüências e que, nem sempre, o preço a ser pago por uma decisão aqui e agora vale a pena. Eu tenho um sonho. Vejo no futuro aquilo que os DeMolays são: o futuro. Um futuro para tornar feliz a humanidade. Quando os embates e os debates se limitarão a discutir um melhor lugar para se viver. Quando seremos aquilo que Dad Land planejou e aquilo que Luther King pediu a brancos e negros nos Estados Unidos de 1968: irmãos. E que, além de irmãos, todos tenham plena consciência do seu poder transformador, transformante e transformado na e da sociedade. Esse não o sonho de apenas uma pessoa. É o sonho de boa parte daqueles que já passaram pelas intermináveis fileiras dos Capítulos, usando as jóias que adornam a coroa da juventude, Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo. Que sentaram nos campos dos escudeiros e dos pajens. Que reverenciaram Jacques DeMolay desde sua prisão até a sua morte, quando, portador de inúmeras comendas consumiu-se em fogo para preservar sua fraternidade e seus companheiros. É também o sonho de quem fez parte de um passado pródigo e, às vezes, não tão pródigo. É a esperança daqueles que, por circunstâncias da vida, infelizmente, não tiveram a oportunidade que eu, você e vocês tiveram. Que o sonho deixe de ser apenas um sonho. Que se torne realidade, no menor tempo possível. E, para isso, que sejamos, mais do que nunca, IRMÃOS. Obrigado Pai Celestial! Obrigado Grande Arquiteto do Universo! Obrigado a todos vocês por existirem e acreditarem que o mundo pode e deve ser melhor! Obrigado!

Discurso proferido por um alguém, em um Congresso DeMolay qualquer e que não cabe mencionar o lugar, o autor ou o leitor ou as testemunhas que ouviram. O Amoroso achou ele bonito e resolveu copiar, com a devida autorização de seu criador. o vídeo inicial é apenas pra dinamizar e diferenciar o post feijão com arroz normalmente feito por esse para-quedista.

Uma pequena diferença

Conversava com a tia da minha namorada em um domingo qualquer. O vício pela Ordem DeMolay, ainda que haja um leve aceno para a melancolia às vezes, faz os olhos brilharem quando se fala do que se faz. Complicado e difícil quando ainda não conseguimos (infelizmente) definir nosso papel tanto social quanto moral (observe-se conceitos como companheirismo e fidelidade e veremos que realmente ainda há o que amadurecer). Ainda assim, o brilho não cessa facilmente e, durante quase duas horas, a conversa rendeu muito…

Foram pequenas histórias, pequenas vivências que para a modesta idade que tenho (e temos) mostraram a essa tia que nós, DeMolays, não somos comuns. E, mais uma vez me perguntei o por quê…

“Era um sábado à noite. Depois de muita enrolação, após uma investidura na cavalaria marcada por risadas, havia uma festa na cidade. O show envolvia bandas conhecidas no circuito jovem e, mesmo com a chegada após a metade das apresentações, a diversão estaria garantida. Alcóol da cevada, idas e vindas atrás de gatinhas (monstras que justificavam o uso excessivo de cerveja) e alguns passinhos de forró pra um lado e pra outro. Conhecidos passavam e se cumprimentavam e surpresas eram habituais, como encontrar um primo do interior completamente animado sob efeito de SOL. Entre o grupo que havia ido junto para a festa, havia um (entre quatro no total) que não era iniciado no DeMolay. Fora convidado, porém recusara o convite (já falei disso num outro post) e, por vergonha – acredito eu -, nunca explicara o que aconteceu. Já um pouco animado com Sol (havia bebido cerca de 5 latinhas em menos de 15min pelas minhas contas), ele pede que o acompanhe até a entrada do sanitário (graças a Deus, não éramos mulheres o que implica a não necessidade de ingresso ao mictório). Na passagem inclusive, encontrei uma antiga colega de uma outra faculdade que há tempos não via. Depois de retirar a água do joelho, iríamos retornar para encontrar os outros dois quando o garoto percebera que seu celular havia caído da meia – lugar extremamente idiota para se guardar um celular, eu sei. Procuramos pelo chão e, depois de várias ligações para o referido número, retornamos para o lugar que originalmente estávamos. Chegando lá contei o ocorrida ao mesmo tempo que tentava cancelar o celular (era pós-pago e em nome de uma empresa da tia que está no início da história) – tentativa esta frustrada. Olhei para um dos Irmãos que estava conosco (o dono do carro) e falei que achava melhor irmos embora (não tinha mais do que 1h que havíamos chegado a festa). Ele prontamente disse que iria embora. O outro DeMolay – com espírito de um tanto questionável – ainda resistira um pouco com o velho “quem manda colocar o celular numa meia”. Mas, em pouco tempo nos direcionávamos à saída. Passava das 02h da madrugada e, para uma noite de sábado, era cedo. Ainda assim, íamos pra casa. Levar o garoto que perdeu o celular para que ele tentasse entrar em contato com alguém que bloqueasse a linha. Nesse caminho, a fala que rendeu a noite perdida para nós DeMolays. Esse amigo que recusou iniciar no DeMolay – por motivos pessoais diga-se de passagem – falara:
Eu achava que DeMolay só ajudava DeMolay. Mas eu me enganei‘.”

Assim, fizemos uma pequena diferença. Uma diferença que nos torna mais humanos. E mais amorosos, mais reverentes, mais corteses, mais companheiros, mais fiéis, mais puros e mais patriotas. Somos DeMolays!

Quando a recompensa parece não vir…

Apesar do clima eleitoral tomar conta de todo o País, O Amoroso optou por não ir ao lugar comum do assunto e, ainda assim, indiretamente tratar dele…

Toda semana uma rotina que se repete. Acordar, comer, trabalhar (ou estudar), namorar e dormir. Para alguns (muitos), algo agradável e cômodo. Para outros, algo enjoativo e, ao mesmo tempo, estafante. Ainda assim, ambos os grupos (felizes e infelizes) continuam vivenciando o mesmo cotidiano e a mesma vidinha. Só que, uma hora ou outra, a pergunta clássica surge: “por que eu faço isso desse jeito?”.

A resposta, no caso dos felizes é sai na ponta da língua: “porque sou feliz”. E, no segundo caso, também é automático: “porque tem que se assim, infelizmente”. Porém, nem sempre todas pessoas se incluem em categorias tão rígidas. Estas, diuturnamente, se questionam o por quê das coisas serem assim. A reflexão não se esgota e o travesseiro (o melhor conselheiro) ouve calado a perguntas como “por que eu não mereço algo melhor?”.

Esse último grupo, acredita que o tempo é um bom remédio. Aguarda (por vezes passivamente) dias melhores (pra sempre). E continuam a viver a vida… a recompensa vai vir??? Esse pergunta talvez no dia de nossas mortes haja resposta. Porém não sairá dos próprios lábios ou do pensamento. Sairão das pessoas que conviveram com você. Valeu a pena? Tudo vale a pena! E viva de novo se possível. Um dia, a recompensa vem. Só basta saber esperar…

Reflexivo, como sempre. Preocupado com seu próprio futuro. O Amoroso está apreensivo do que ele construiu, constrói e pode construir. E você? Vai construir alguma coisa hoje ou amanhã? O ontem já passou…

Ah, e cobre a recompensa do desempenho cívico da eleição… fazer da sua cidade, do seu estado e do Brasil um País melhor depende da recompensa do seu voto!

O Amoroso só amanhã

Assíduos leitores do CdPQ,

O Amoroso só tinha 10min para postar e como não vale a penar escrever algo em tão pouco tempo para vocês lerem, ele resolveu colocar só o aviso de que amanhã virá o post oficial.

Beijos e queijos.

Será que ele é???

Post sem muita inspiração de novo. Sorry.

Mais uma vez, recordei de uma cena engraçada e que pode levar-nos a uma boa reflexão. Minha namorada tem um amigo que, apesar da idade acima dos 20 anos, nunca apresentou uma namorada em casa ou aos amigos (vão a merda quem disser que é o meu caso). Comentando com um DeMolay amigo meu, ele sugeriu que para saber se o cara é, devíamos dar um tapa na bunda dele. A depender da reação, saberíamos se ele é ou não é… nunca fizemos isso. Porém, com a história espalhada, boa parte dos amigos quando olham pra ele imaginam alguém batendo na bunda do garoto… um dia ainda fazem isso… e eu vou rir pacas…

A reflexão que devemos fazer é a seguinte. Esse cara é um excelente aluno, um dos melhores da história da escola em que estudou. Além de ter sido aprovado em Medicina de primeira numa Universidade Federal, ele se cansou e passou em Direito no ano seguinte. Pra vocês verem como o garoto é meio burrinho. Pelo que entendi ele tem uma excelente conduta com a família e com os amigos. Só paira essa dúvida será que ele é?

A pergunta é a seguinte: ele não mereceria estar no DeMolay? Ou será que somos preconceituosos até mesmo com pessoas que podem ser, no máximo, tímidas ao extremo?

Beijos e queijos. Até o próximo post…