Se não tem pra ajudar…

Olá, hermanitos de mi corazón! Ça va bien? Opa, ando tão louco ultimamente que tenho misturado, inclusive esqueci (ops, tô bêbada?) de postar aqui na quinta passada. Deve ter sido a falta de assunto, ou assunto demais.

Então… tava ouvindo uma música da Vanessa da Mata (a música se chama Baú e é muito bonita) agora há pouco e tem uma parte que cabe muito bem:

“Vamos seguindo acordando cedo
Você só reclama não age
Você fica dormindo à tarde
E tudo vai dando nos nervos

Não corre atrás das suas coisas
Vive aqui choramingando
Todos já foram embora
Você só sabe reclamar

Rancoroso com raiva de tudo
Do fulano com seu carro novo
Não vê que ele trabalhou muito
Você pode se esforçar”

E não é que de DeMolay (e gente, em geral) assim tá cheio? E de candidato a isso e aquilo então? Tá pipocando fulaninho que só quer brincar de Cleópatra, mal sabem que na hora certa vão ser picadas pela cobra (ui).

A resposta, pessoal, é essa mesmo que a música fala: trabalhem tranquilos. Quem muito quer pra cima dos outros, principalmente levado por sentimentos de inveja e ciúmes, não costuma ir longe. E essa gente vai tomando aqui e ali, até que enfim se cansa e enfia a cabeça no seu buraco de costume.

Só pra não perder o costume – e que vale pro cotidiano extra-DeMolay: não vendam seus votos, não se intimidem com voz alta e disse-não-disse, não se deixem enganar por propostas fáceis e realizações megalomaníacas. Não se iludam com promessas de cargos, honrarias etc.

Façam por merecer e coloquem os verdadeiros líderes nos devidos lugares. A vós confio: LIBERDADE (a palavra em latim é ainda mais bonita, procurem só…) ainda que tardia.

Salto do Leitor

Saudações, leitores do Caí de Pára-Quedas! Hoje vou lançar moda aqui no blog: a coluna Salto do Leitor, em que publicaremos esporadicamente textos de ninguém menos que vocês! Sim, somos democráticos e apreciamos a colaboração de vocês. Principalmente quando estas visam, assim como nós, contribuir para a formação de opinião – seja ela qual for.

Quem estréia nossa nova coluna é o DeMolay Bruno Luís da Costa Freitas, do Capítulo “Juventude Presente e Futuro de Campos do Jordão” nº 358, de Campos do Jordão-SP. Ele vai dar algumas dicas sobre um cargo bem especial… Confiram:

Encantar ouvidos e emocionar corações

Mesmo depois de quase seis anos da minha iniciação, ainda me lembro dos acordes da guitarra distorcida de Joe Satriani ecoando o tema  do filme Top Gun pelas paredes do templo. Essa música que já embalava meus sonhos de me tornar piloto de caça na infância me marcou bastante pois a ouviria novamente na iniciação ao grau DeMolay e na investidura ao Grau de Cavaleiro. Mas outras tantas fariam parte dessas memórias, Divano e Ameno do Era, Orinoco Flow e The Celts da Enya, 1492 – Conquest of Paradise e Antartica do Vangelis, e muitas mais.

Não sei se por coincidência ou providência divina, meu primeiro cargo no capítulo foi o de organista. Quase não acreditei quando recebi a nominata por e-mail e lá no final da lista, depois do sentinela, estava escrito: Organista – Bruno Luís da Costa Freitas. O irmão MC não poderia imaginar o “estrago” que estava cometendo na minha vida. Antes da primeira reunião eu já tinha 3 cds gravados, uma lista com os nomes, tempo e a indicação do momento em que cada música deveria ser usada, isso para não falar nas outras tantas que não couberam no CD e que começam a ocupar espaço no meu computador para chegarem nos 45GB de hoje.

Chegou o dia, primeira reunião, uma hora antes de começar lá estava eu de frente para um potente rádio que arrisco dizer até aquele dia nunca tinha atingido seu volume máximo. Começava ali a minha caminhada por entre CDs e caixas de som.

Falar sobre esse assunto sempre me deu muito prazer, pois a cada conversa sempre surgia o nome de uma música ou banda que eu não conhecia e que com certeza eu faria o possível para incorporá-la ao meu acervo. É complicado dizer qual a melhor música para cada momento ou se uma música é errada para outro, o que digo com certeza e que um organista tem o poder de levantar ou acabar com o clima de qualquer reunião. A sensibilidade do irmão que ocupa este cargo deve estar em sintonia com o que acontece no capítulo.

É claro que tem coisas que eu não colocaria nunca em reunião, mas isso é minha visão pessoal. Quem sabe em algum contexto o que eu acho “não-tocável” pode ser “top-hit” para outro organista.

Se eu pudesse dar um conselho aos organistas, seria “Ousem!”, mas não se esqueçam do bom senso. Certa vez me desafiaram a utilizar música eletrônica em reunião. Após muito tempo no e-mule encontrei uma versão de Now we are free do filme O Gladiador com batidas eletrônicas de fundo. Ficou muito legal em uma pública ao apagar as velas no término da reunião. Outra vez, quando era organista no convento,  o desafio foi o de usar apenas músicas de filmes famosos. Confesso que deu tudo certo a não ser pela música do Interlúdio das Nove Horas. Eu usei a versão de Nearer my God to Thee do filem Titanic, aquela música que a orquestra toca enquanto o navio afunda. O problema é que essa mesma música é utilizada pelas Filhas de Jó em suas reuniões, e como minha versão era instrumental, acabei provocando a FDJ que existia dentro de cada cavaleiro, e quando vi, ou melhor ouvi, tínhamos uns dois ou três cantando baixinho “…quanto mais perto de Deus…”.

Enfim meus irmãos, aos que se arriscam na frente dos rádios, Parabéns! Essa missão muitas vezes não recebe o devido reconhecimento, mas com certeza quem está lá sabe da responsabilidade que leva nas costas.

Bruno é Bi-Campeão Paulista do Torneio de Ritual Frank Marshall como Organista.

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O Cortês espera que todos tenham gostado do texto e que vários outros irmãos queiram participar da nova coluna deste blog! Como fazer isso? Clica em “Os Pára-Quedistas” lá em cima e manda um e-mail pra gente! 😉