Mudança de rota.

Interessante perceber que muitas vezes em nossas vidas nos falta interesse em querer continuar. Um desânimo adentra nossas perspectivas e nos faz repensar em tudo que temos e estamos fazendo. Perguntas frequentes como: “Por que eu faço isso?”; “Qual o meu objetivo?”; “Eu preciso ou tenho mesmo que fazer isso ou aquilo?”. E aí você passa a usar uma peneira seletiva do que é realmente necessário e o que você realmente quer ser ou fazer. Assim tem sido este último mês d’O Reverente. Uma reavaliação de tudo que fez, faz e/ou quer fazer e precisa fazer.

Com este conflito de porquês, surge um bocado de conflitos internos que infelizmente só a gente mesmo pode resolver. Alguns dizem que a justificativa deste repensar é “desmotivação”, outros dizem que é “necessidade de se mudar os rumos”. Creio que sejam os dois. Mudar é bom e quando desmotivado é essencial. Todo mundo gosta de desafios e inovações. Mas isso também não quer dizer que iremos abandonar tudo para poder mudar. A mudança é simples: fazer tudo aquilo que sempre fizemos, porém de forma diferente.

Há uma frase que diz: “Não tenho um caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar.”

Assim será.

O Reverente está de volta. Talvez igual, talvez estranho, mas continua como pensante. E promete ainda, não abandonar o barco quando se necessita de gente disposta a remar.

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Intensificando

Até quão longe vai a influência da Ordem em um DeMolay? Até qual momento o DeMolay abre mão de uma coisa, por se lembrar de princípios aprendidos em nossos Rituais? Em qual momento da vida dele, tudo isso deixa de se tornar apenas demagogia e se torna verdade praticada no dia a dia? Em qual momento ele faz brilhar sua chama interior sobre outra pessoa? Afinal, quando o jovem iniciado torna-se de fato um DeMolay?

Hoje quero propor uma reflexão diferente (ou igual por demais). Depois da iniciação, o que muda de fato em nossas atitudes? O quão pensamos e ponderamos ao fazer?

Parece estranho, mas tenho visto a ‘Atitude DeMolay’ restrita a conversas moralistas dentro de Capítulos e lições de moral, mal fundamentadas, dadas por seniores de freqüencia parca. O “grosso” a ação mesmo, fica por conta de exemplos subjetivos e generalistas. Parece que a compreensão do que é DeMolay, a interpretação do que é a Ordem, mudou. Mas não houve uma evolução.

Temos, sem sombras de dúvida, uma adminsitração excelente em nossa Ordem. Temos um pessoal comprometido e idealizado nos liderando e uma fileira cada vez mais preparda para assumir os malhetes e colares da vida. Mas quando falamos de ação, de ser DeMolay no dia a dia, de ser amoroso, reverente, cortês, companheiro, fiel, puro e patriota; a história é outra. Parece não haver muita coisa de concreto nisso.

Claro que há sempre os bons, aqueles que sabem dos compromissos assumidos e os cumprem dentro de suas humanas possibilidades.

Acho que hoje estou em um clima de ‘revolta’. Não com a Ordem, mas com alguns iniciados, que insistem em não serem DeMolays, em permaneceram apenas usando suas capas e desvirtuando aquela que é uma das maiores ações para melhorar o mundo, a Ordem DeMolay.

O Patriota hoje está se sentindo um pouco revoltado. Desanimado não. Ele aprendeu, que quando for fazer as coisas, principalmente na Ordem, deve se considerar mais. Hoje O Patriota fez um discurso baseado n’O Fiel. O Patriota está repensando tudo e tentando mudar as coisas ao seu redor.

Perfumes baratos

Cada vez mais tenho certeza que sou avesso à mudanças. Não que eu as ignore, até porque quase sempre nos moldamos e nos adaptamos às condições que a vida nos impõe. Só isso já se configura como uma mudança. O que me incomoda é o fato que algumas mudanças são deveras bruscas e sem explicação lógica…

Algumas pessoas tem memória seletiva. Outras memória fotográfica. Outras não possui sequer um fio de memória. E é isso que me entristece. Desmemoriadas coitadas, elas esquecem das posições e defesas ferrenhas que um dia já fizeram e açoitam os mais jovens com bombardeios de informações que possam transformá-los heróis. Heróis de quem, cara-pálida?

Espero que as pessoas continuem mudando. Só não quero ver a hipocrisia de seus conceitos tão dogmáticos caindo por terra enquanto eu, um pobre e mísero mortal, sigo os fluxos dos caminhos. Se você acredita numa coisa, você vai até o fim. Se você desiste, pelo que estou vendo, não é porque você mudou ou chegou ao fim. É porque, infelizmente, o caminho mais fácil é travestir-se das belas máscaras que a nossa sociedade tanto admira.

Pois bem. Estou disposto a deixar cair todas as máscaras. Desprovido delas (se é que eu tenho alguma) talvez alguém me dê razão e pare de odiar o “perfeitinho”. O Amoroso não quer o amor de ninguém. Também não quer que ninguém tenha pena dele. Apenas quer que sejam justos sempre e não ofendam a inteligência e a memória dele. Estas sim, ainda continuarão intocáveis ainda que caiam todas as máscaras…

Conceitos e opiniões são como perfumes baratos: voláteis e passageiros“.

Tudo muda o tempo todo.

Engraçado é perceber como somos controversos no que se refere às mudanças da vida. Todos sabem que TUDO MUDA O TEMPO TODO e que a vida é uma metamorfose constante. As estações não são as mesmas, os climas mudam constantemente, nossa rotina por mais que se pareça repetitiva possui coisas que não são como as de ontem.

O mundo hoje anda mais rápido, tudo muda mais rápido, o que era cientificamente comprovado ontem, hoje pode ser deixado de lado por outras hipóteses e comprovações.

O ser humano muda a todo o momento, seus sentimentos, suas ações, seus credos, ele vive numa busca contínua pela melhoria, talvez que muitas vezes buscando ser melhores, passamos a ser piores.

Hoje podemos ser os exemplos de responsabilidade e compromisso, mas por algum percalço ou dificuldade extrema, amanhã somos vistos como os exemplos que não deverão jamais ser seguidos.

Quando algo ruim acontece é comum ouvirmos: _Calma, isso logo passa.

Essa é a comprovação da certeza imediata do ser humano em crer que tudo muda tudo se transforma, tudo se dissolve e se recompõe.

Porém, é necessário mostrar o quanto o ser humano, mesmo gostando das mudanças cotidianas, torce para que muitas coisas não mudem.

Quem que já foi Mestre Conselheiro e no auge de um problema pensou: _Nossa não vejo a hora deste ano passar e deixar esse colar pra outro.

Mas qual destes ao abandonar o cargo, não sentiu uma vontade imensa de permanecer e reviu dentro de si como um “filme” cada momento, cada tristeza e cada felicidade, e fazendo-lhe trazer no rosto semblantes com sorriso e lágrimas que se mistura em um momento que também muda e que já não voltará.

Engraçado é notar que as mudanças vão acontecendo e a gente não percebe a maioria delas por serem pequenas e rápidas. Sentimos apenas as grandes mudanças, pois nos são mais sensíveis perante os olhos. Mas quem nunca pensou: _ Nossa! Como o Capítulo mudou, não? Agora estamos com muitos membros ativos e empenhados.

Assim como muitos já pensaram: Poderia continuar assim, né?! Os membros trabalhando, caminhando tranquilamente, tendo boa convivência. Podia não mudar.

Somos controversos em nossas afirmações. Ficamos felizes com mudanças que tragam a melhoria. Assim como ficamos tristes com as mudanças que apagarão ou não permitirão que as boas coisas se repitam.

Talvez porque mesmo mudando, não estejamos acostumados a ver o mundo se modificar, talvez porque não nos conformamos ainda com a idéia de que o tempo passa, e as pessoas vão passando pelas nossas vidas, e o que fica são apenas marcas e lembranças daquele tempo bom.

Hoje, vivemos a todo vapor, dia após dia, pensando nos estudos, nas responsabilidades e compromissos. Mas quando menos esperarmos vamos dizer:

_No meu tempo…

Ah!…Que saudade do meu tempo. Podia não ter mudado.

Talvez não seja o meu Capítulo ou as coisas a minha volta que mudaram. Talvez que a mudança esteja mais em mim do que no próximo.

 

Que tudo mude, que tudo se transforme, que tudo tenda a melhorar. A Evolução se faz necessária e para que ela aconteça são necessárias as modificações humanas, as modificações climáticas, as modificações como um todo, para mudar o todo. E aos poucos influenciar a vida de bilhões, que convivem, interagem, aproximam e se distanciam e mudam seus laços.

 

O Reverente crê que tudo muda o tempo todo. Não prefere ser essa metamorfose ambulante, às vezes tem aquela velha opinião formada sobre tudo. Mas ainda implora que mesmo que tudo mude, guardem tudo de bom que foi aprendido, talvez alguma prova do futuro poderá ser solucionada com as lições das aulas passadas. Mesmo que tudo mude, permaneça convicto de que as forças estão dentro de si. Seja na auto-estima, seja na busca incessante pela melhoria, seja na sua convicta Fé de que tudo muda para melhor.

Respostas da Lição n° 2

Frank, Humildade, Dad, Baluartes, Liderança, Filantropia, Dualidade, Hospitalaria, Ocidente, Vinte e Três