Como George Washington se ajoelhou

Não sei se é do conhecimento de todos os DeMolays, mas a forma como nós nos ajoelhamos, é uma homenagem à George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América. Como Washington foi maçom, Land queria que houvesse uma espécie de referência ao homem que ajudou a construir sua pátria. Então, escolheu a forma como Washington se ajoelhou no dia da fundação da capital americana (tal momento é retratado em um quadro que eu não me lembro o autor), como forma dos DeMolays ajoelharam.

Existem ainda outras referências à presidentes americanos (maçons) nos rituais DeMolays. Na cerimônia de Instalação de Oficiais, o Mestre Conselheiro ao por os Livros Escolares sobre o altar, menciona uma frase de Lincoln; “um governo do povo, para o povo e pelo povo”. Existe uma profunda reverência dos DeMolays americanos, pelos maçons que ajudaram a construir sua nação. E o patriotismo americano é bem refletido nas atitudes diárias dos cidadãos. Aqueles já tiveram a oportunidade de andar por ruas de cidades americanas do interior, pôde perceber que as residências possuem bandeiras em seus quintais e telhados. A população em geral se movimenta bem com as eleições, mesmo elas sendo facultativas. Existe um sentimento crescente de “meu país” por parte dos jovens; e isso é fruto de educação cidadã.

Sei que não é certo compararmos nosso país, cultura e história com eles, mas por ser lá o berço da Ordem DeMolay, uso-os de exemplos.

No Brasil, Pedro I (Tio nosso) proclamou a Independência. Cerca de 150 anos depois, Deodoro da Fonseca (Tio nosso também e posteriormente Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil) proclamou a República. E são vários os outros exemplos que temos de Tios que ajudaram a formar nosso Brasil.

Toda vez que ajoelho como DeMolay, além de sentir uma profunda presença do Pai Celestial, me sinto no dever de honrar a causa por qual alguém se ajoelhou assim pela primeira vez; a construção de uma pátria. De um lugar no qual milhões de pessoas pudessem chamar de lar. Me sinto orgulhoso de ser DeMolay, em poder contar com preciosa formação que me ajudará a ser melhor cidadão.

É um privilégio poder se ajoelhar como George Washington se ajoelhou.

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Hi, Dad! I love U!

That’s right! Let’s go to English course about DeMolay.

Início de 1919. Um jovem Louis Gordon Lower perde seu pai e, amparado pela tradição maçônica em que se encontrava sua família, pede apoio ao não mais tão jovem Frank Sherman Land. Os dois, reunidos com mais 8 garotos, formam um clubinho de jovens, que apesar do pedido para que fosse restrito, é expandido pelo entusiasta da juventude Land. Em poucos anos, milhares de jovens se ajoelharam diante de um altar simbólico e juraram umas palavras bonitinhas e cheias de significado. E a Ordem DeMolay, como veio a ser batizada, saiu das terras do tio Sam e chegou às terras tupiniquins. E virou motivo de briga (esse tema eu deixo pra outro)…

Contei a breve historinha (acredito que sem tirar nem por) para lembrar de como surgiu a nossa estimada Ordem. Hoje é dia de lembrar daquele motivo que inicialmente foi o impulso do contato entre tio Land e Lower. Qual é ele? Nossos pais. E um detalhe importante, o CdPQ já cumpriu duas datas obrigatórias do DeMolay esse ano, estreamos no dia das mães e já estamos no dia dos pais.

Nos EUA, os Maçons são chamados de pais (já até falei disso em outro post). No Brasil eles viraram tios (que também não deixam de ser pais – tou repetitivo, não é?). Nós DeMolays, graças a Deus, não puxamos tanto o saco dos Maçons como as Filhas de Jó. Nossas Cerimônias, como já o dizem, não são fórmulas vazias, e servem para treinarmos para servos homens mais fortes e melhores. E, consequentemente bons pais.

Esse post vai não só em homenagem aos nossos queridos pais. Vai também para os DeMolays que já são pais. Os marinheiros de primeira viagem que anteciparam o passaporte dela. Os marinheiros que planejaram seus pimpolhos (as) e hoje sonham que cresçam para se tornarem DeMolays e Filhas de Jó.  Espero que eu consiga realizar o sonho de ver um filho meu de gravata borboleta jurando o mesmo que eu jurei.

Hi, Dads! Feliz dia dos pais pra vocês! Serei Franco sempre, mas Segundo me ensinaram hoje não é apenas um dia pro comércio ganhar dinheiro: é dia de dizer: “Pai, eu te amo! I love you!”

Por que não pais?

Essa semana, um dos termos de busca para encontrar o CdPQ nos veículos como o Google foi a pergunta “por que os maçons são tios?”. Além da curiosidade, o questionamento faz um link com a diferença entre o DeMolay no Brasil e fora dele…

Nos primórdios da Ordem, como quase todos estão carecas de saber, FSL pensou a Ordem como um amparo para jovens, inspirado após a morte precoce do pai do primeiro DeMolay, Louis Lower. Acredito que, com essa inspiração, os Maçons tornaram-se ‘dad’s’. Lá, a DeMolay desenvolveu-se com essa tradição, em que os Maçons são chamados de pais, talvez um concepção até simplista para a importância de um pai na família. Aqui no Brasil, ao desembarcar, algumas alterações foram necessárias. Entre elas, os pais tornarem-se tios…

Mas, em grande parte, esses tios acabam se tornando pais. Em alguns casos segundos pais. Em outros, até tornam-se pais de verdade. Nas Filhas de Jó, as cerimônias públicas que tive oportunidade de assistir eram uma puxação de saco tremenda para os Maçons. Na DeMolay, o carinho e o respeito, criado a partir dos vínculos que ultrapassam a sala capitular, são grandes símbolos do relacionamento entre Maçons e DeMolays. Além de tios, eles são quase nossos pais…

IPI! IPI! URRA! Renovação é o caminho

Cenas engraçadas dos últimos dias… enfurnado em um evento Maçônico, auxiliando na organização dele, alguns muitos Maçons conversaram comigo nos últimos meses. Muitos conversavam comigo numa boa, acredito que consideravam que falavam com algum outro Irmão de idade similar ou até mais velho que eles. Meu divertimento foi ver a reação deles após encontrarem comigo pessoalmente. Teimavam em acreditar que a pessoa que eles falaram ao telefone era o mesmo jovem que estava agora à frente deles. Teve um que se insistiu que eu era apenas DeMolay. Mó divertimento rsrsrsrsrsrs

Só que entre os tantos que se surpreenderam, um fez um comentário que vale a pena reproduzir:

“Renovar é o caminho”

Pois é… até a Maçonaria concorda com a máxima que no DeMolay é constância… rsrsrsrsrsrsrs

Post em cima da hora pra não deixar passar em branco. Desculpem!