Reino da hipocrisia

Essa semana fui turista no reino da hipocrisia. Se já não bastasse as doses cavalares de hipocrisia que já havia tomado conhecimento no ultimo CNOD essa semana fiquei por algumas horas no reino da hipocrisia.

É incrivel como por vezes algumas leis ou conceitos de justiça tendem a ser distorcidos por pessoas de certo modo ‘veneráveis’ em suas funções. Tudo para fazer valer, ou melhor, para salvar seu irmão de uma pequena, como nas palavras do ‘venerável’: “Santa Inquisição”.

Até que ponto uma punição deve ser levada a ferro e fogo? Uma punição deve se estender até que as partes envolvidas tenham superado o problema ou até que os ânimos do Capítulo estejam amainados?

Não sei, sei que levantar argumentos para evitar que ela se estenda é muito fácil, podemos invocar a Bíblia, chorar, sapatear, relembrar a Hipocrisia no meio Maçonico e DeMoloay, bem… tudo o que for necessário para impressionar os ‘inquisidores’ e faze-los recuar.

É incrível como que instituições como a DeMolay e a Maçonaria tem a capacidade de reverter alguns conceitos para beneficio próprio. É muito fácil apontar os erros de quem está fora, mas assumir seus erros e arcar com as conseqüências, que ao meu ver deve ser severa, já que ambas as instituições pregam princípios de boa moral, conduta ilibada e blá blá blá, que acabam virando discurso hipócrita na hora de defender um irmão que está em dificuldade ou a si mesmo.

Podemos dizer que sentimentos do coração são maiores que muitas condenações, que o perdão entre os envolvidos é suficiente e que não devemos esclarecer as coisas para a sociedade, mostrando um avanço na compreensão humana, dentro de nossas instituições, será que adianta? Será que há um aprendizado efetivo? Ou apenas uma maneira de se furtar as punições severas que podem ser impostas a um Maçom ou DeMolay brigão?

Estou cada dia mais me perguntando qual o futuros dessas instituições de homens livres e por que não de garotos virtuosos?

Imparcialidade

Sabemos ser imparciais?

Essa foi uma dúvida que me ocorreu estes últimos dias, em virtude de alguns acontecimentos em meu Capítulo onde fomos chamados a decidir.

Muitos já tinham e ainda tem convicção formada sobre o que e como proceder com estes tios e irmãos que erraram. Será que estamos de fato sabendo avaliar as situações que nos chamam para emitir opiniões?

Não sei, sei que frequentemente não pensamos como poderiamos ter agido em mesma situação, deixando a desejar ao considerar. 

im.par.ci.al

  1. que não tende a lado nenhum; neutro
par.ci.al
  1. algo que não é completo ou não esteja em sua totalidade
    • a contagem parcial dos votos parece indicar uma vitória da oposição
  2. se diz daquele que num litígio favorece uma das partes
    • naturalmente o julgamento da mãe em relação a seu filho é parcial
É facil ver os conceitos dessas palavras, mas e exercita-las? 
Sem tempo novamente para escrever, uma pena, desculpem-me.
Abraços

Os dez mandamentos da convivência em grupo

Aceitar a cada um como é, com suas qualidades e defeitos;

Preocupar-se com o crescimento e a realização do outro;

Alegrar-se com o sucesso do outro;

Valorizar o outro pelo que ele é, e não pelo que ele tem;

Ser instrumento de união, de fraternidade, de solidariedade e de partilha;

Estimular e felicitar ao outro por suas qualidades e realizações;

Perdoar sempre, fazendo uma opção firme pela justiça e pela compreensão;

Corrigir com delicadeza o erro do outro;

Promover os mais humildes, pobres e desvalorizados do grupo;

Orar por todos e cada um dos irmãos, falando sobre eles com o Pai Celestial.

O Companheiro promete que em seu próximo post será mais dedicado.

Julgar ou não julgar?

 

É bom ser julgado?

De acordo com as falácias da Filosofia, a generalização apressada é comum graças à necessidade básica que o ser humano possui de criar julgamentos próprios. Discenir o certo do errado é essencial para que cada um de nós guie-se e defina, além do seu próprio destino, sua identidade. Já pararam para pensar o quanto a gente julga tudo o tempo todo? Isto não está bom. Eu prefiro daquele outro jeito. Tal coisa é a mais certa. Qualquer coisa é motivo para expressarmos aquilo que pensamos e criarmos pré-julgamentos. Coisas, situações, pessoas… É tão fácil dizer o que é certo e o que é errado, não é?

E quando julgam a gente? É certo? É justo? Independente de quais forem as respostas, nunca é fácil aceitar um julgamento. Não é fácil compreender a visão externa sobre nós, sobre o que consideramos tão normal e adequado para nós mesmos. Lembra quando foram uns três ou quatro DeMolays na sua casa para entrevistar você e seus pais? E quando, algum tempo depois dessa entrevista, entraram em contato com você para dizer que você tinha “sido aceito”? E na Cerimônia de Iniciação, em que “fez-se a luz” e tudo o que você via eram olhos na escuridão?

Certos julgamentos, feliz ou infelizmente, são necessários. Para nós, DeMolays, são uma forma de nos resguardar e manter um certo “padrão de qualidade” em nossas fileiras. Mas será que julgar quem entra é coerente, uma vez que o grande propósito da Ordem DeMolay é nos moldar para sermos pessoas melhores? Depois de tantas turmas de jovens que eu já vi serem iniciadas, chego à conclusão de que não há como criar-se um molde a ser seguido. Além disso, bem sabemos que não somos nós que escolhemos a Ordem, e sim ela que nos escolhe.

Independente de ser ou não necessário, a primeira impressão nem sempre é a que fica. E daí a se decepcionar ou até mesmo se surpreender é um pulo. Cuidado nunca é demais ao tentar definir o tipo de pessoa que alguém possa ser, ainda mais quando se deixa ser levado por fatores externos (roupas que usa, música que ouve, escola onde estuda, etc.) e limita-se a demarcar a “casca” de alguém. Esta muda constantemente (por mais retraída que a pessoa possa ser), mas a essência…

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Por favor, não julguem os textos dO Cortês por este e nem pelo último post. O pára-quedista ainda não pegou no tranco direito, mas a intenção é boa, ele é brasileiro e não desiste nunca!

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Temos novidade no blog, pessoal!