Salto do Leitor II

Bem meus irmãos, não venho honrando meu compromisso com o blog e hoje vou aproveitar para fazer o quadro Salto do Leitor, já que ainda estou com sérios problemas para escrever vou aproveitar um texto muito bom.

Este texto foi escrito pelo Senior DeMolay Ir. Augusto Ortolan, do Capítulo Ronan Borges Alves de Mirassol D’Oeste/MT.

Espero que gostem.

Morte

Morte… O que seria morte? Morte possui vários significados. Morte dos entes queridos… Morte de sonhos… Morte de amores… Morte de vontades… Morte de desejos.

A morte. O que seria a morte? A morte é quando deixamos para trás o que gostamos… Aquilo que um dia trouxe saudade. A morte é o que não mais vemos, o que não mais tocamos. Podemos até sentir falta, mas evitamos lembrar ou pensar. A morte é quando não mais vemos em cada esquina, dentro do carro, dentro do nosso quarto. É a única coisa ausente onipresente em nós mesmos.

A morte do prazer é quando este vira obrigação, ou quando é visto como um trabalho. A morte da vontade é quando não há estimulo, quando não há reconhecimento ou sentido… Sentido de fazer ou lutar por alguma coisa.

A morte é quando não há nem mais cinzas para renascer… Quando a própria natureza absorve o que restou. Como nunca tivesse existido.

A morte para um sênior DeMolay, não é quando brigam com ele. Não quando o perseguem. Não é quando ele falha… Ou quando seus sonhos são barrados pelos seus irmãos e pelos seus tios. A morte para um sênior DeMolay é simplesmente quando se perde a Vontade. Quando as reuniões se tornam “perca” ao invés de “ganho” de tempo. Quando ele vê mais brigas do que amizades sinceras. Quando ele vê intrigas ao invés de progresso. Quando vê mais interesses do que ajuda. Quando há mais orgulho e vaidades do que filantropias e confraternizações. Ele perde a Vontade quando param de olhar nos olhos… Quando param de tocar nos ombros. Perde a Vontade quando não mais se abraçam… Não mais dizem, “Eu te amo”.

A morte para um sênior DeMolay, quando sua foto na parede perde sentido de orgulho. Quando seus heróis viram seus inimigos. Quando os que o inspiravam coragem se tornam covardes. E que tudo que ele deslumbrava era apenas um sonho ou uma fachada utópica.

Um sênior DeMolay se vê contra a morte, quando ele não re-lê mais os rituais, quando para de ler os emails sobre a Ordem, quando não chega mais cedo na reunião, quando recusa a fazer cargos. A morte para um DeMolay é quando ele para de limpar a secretaria, pois ele descobre que ninguém sequer nota a limpeza ou sujeira dela. Quando ele percebe que organizar seguidamente as pastas dos membros nada lhe traz, além de noites mal dormidas.      Que se esforçar para fazer coisas menos nobres do que falar bem em cerimônias ou se apresentar bem perante o público, são esforços anônimos para seus próprios irmãos.

A morte para um sênior DeMolay é quando ele enxerga que o Poder fala mais alto que a Liderança, que a Arrogância vence a Bondade, que as Virtudes sempre se apagam no fim da reunião, mas nunca ficam acesas no coração de ninguém, e o Ritual se torna um livreto. Ah sim o Ritual! A Morte para um sênior DeMolay é quando as palavras se tornam apenas palavras… Os sinais são simbólicos… E o Juramento um protocolo da iniciação a ser seguido, e uma exigência para a Elevação.

A morte para um sênior DeMolay é ver os mais novos não saberem sobre o passado de sua Ordem, sua história… Quando seus olhos não mais brilham… Quando não há mais vergonha de estar aprendendo; não existe mais fascínio pelos paramentos.

 É quando os preceptores se tornam um cargo de iniciação e de pública (e não de eterno ensinamento nas reuniões). É quando a entrevista dos pais não tem pais; e a entrevista com os candidatos não possuem candidatos, pois nem mais a curiosidade os motiva a querer conhecer o capítulo.

A morte para um sênior DeMolay é quando ele prefere ficar mais calado; prefere sentar no canto; não ser chamado ou lembrado, e usar velho o terno do silêncio e da indiferença ao invés do colar vermelho da paixão latente.             É Quando a capa pesa… A cadeira fica desconfortável… A cerimônia de abertura entediante, e o Bem à Ordem interminável.

A morte para um sênior DeMolay não é a falta de reconhecimento. E sim a falta de Justiça. A falta de sinceridade dentre os irmãos. É a falta de magia. Não há mais magia pela Ordem DeMolay. Não há brilho nos olhos. Não há orgulho em ser DeMolay. Não há respeito. A morte para um sênior DeMolay é quando os maçons o têm como um conhecido… E os DeMolay como um colega… Ou até como desafeto.

A morte para um sênior DeMolay é ver que enfim todo seu esforço foi em vão. E será perdido. Como todas as atas de suas reuniões. É ver que não é por raiva, nem egoísmo, ou qualquer infantilidade da sua parte ele deixa a Ordem. Mas por que não quer mais. “Não tenho Vontade.” Isto, meus amigos é a Morte para um Sênior DeMolay. É quando ele não vê o DeMolay como Ordem, e sim como Grupo de Jovens.

A morte eterna assim é quando ele vê que por mesquinharia, por orgulho e vaidade de alguns a Ordem DeMolay perde dois dos seniores DeMolays mais dedicados, mais apaixonados e sonhadores que aquele capítulo já viu. E ninguém fez nada por isso.

Augusto foi MC de seu Capítulo e por diversas vezes se destacou em seu estado.

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O Companheiro promete voltar na próxima quarta-feira.

Contendas particulares

Olá amigos, agradeço os comentários no último post que fiz, espero que estejam gostando do Blog e dos seus escritos. Semana turbulenta, post em cima de post. Mas vamos lá…

Até onde vai a nossa amizade? Até onde nossos interesses não se chocam? Ou conseguimos transpor a vaidade, os interesses particulares em prol da manutenção de um amigo? Aqui vale uma citação:

  • “Se nos fosse dado o poder mágico de ler na mente uns dos outros, o primeiro efeito seria sem dúvida o fim de todas as amizades” Bertrand Russel

Afinal podemos concordar com o que diz Russel? Quantas vezes deixamos de expressar o que sentimos e/ou pensamos para agradar um amigo? Seria isto hipocrisia?

Você já teve aquele momento nostálgico em parar para pensar em quem eram seus amigos a 2, 4 anos atrás e o que aconteceu que levou você a se afastar dessa pessoa? Ou então já pensou em falar o pensa à respeito do que lhe perguntam e ver quantos amigos lhe sobram?

Em alguns casos brigas, divergências de opiniões ou ações acabaram por me afastar de pessoas que participaram por um bom tempo da minha vida. Mas o ser humano, foi feito para viver em sociedade, pelo menos a maioria de nós! E sempre estamos a renovar as amizades, perpetuamos aquelas que nos entendem e que aceitam como somos.

Creio que não devemos deixar de nos expressar, mas podemos dizer as coisas de variadas formas, podemos ser educados, ou não, para contestar um amigo, e é aí que reside boa parte das contendas, a forma como se dizer as coisas, um pouco de cortesia (O Cortês agradece) nunca é demais.

Às vezes a contenda leva ao embate de qualquer forma e aí então temos que saber discernir até que ponto é amizade realmente ou hipocrisia. Neste momento digo-lhes para conduzirem a situação com bastante sinceridade, e sem arautos, diretamente entre os ‘interessados’.

Acho que já deu para promover um pouco a reflexão dos Irmãos com este texto. Não ficou do agrado, mas está aí meus irmãos!

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