Se não tem pra ajudar…

Olá, hermanitos de mi corazón! Ça va bien? Opa, ando tão louco ultimamente que tenho misturado, inclusive esqueci (ops, tô bêbada?) de postar aqui na quinta passada. Deve ter sido a falta de assunto, ou assunto demais.

Então… tava ouvindo uma música da Vanessa da Mata (a música se chama Baú e é muito bonita) agora há pouco e tem uma parte que cabe muito bem:

“Vamos seguindo acordando cedo
Você só reclama não age
Você fica dormindo à tarde
E tudo vai dando nos nervos

Não corre atrás das suas coisas
Vive aqui choramingando
Todos já foram embora
Você só sabe reclamar

Rancoroso com raiva de tudo
Do fulano com seu carro novo
Não vê que ele trabalhou muito
Você pode se esforçar”

E não é que de DeMolay (e gente, em geral) assim tá cheio? E de candidato a isso e aquilo então? Tá pipocando fulaninho que só quer brincar de Cleópatra, mal sabem que na hora certa vão ser picadas pela cobra (ui).

A resposta, pessoal, é essa mesmo que a música fala: trabalhem tranquilos. Quem muito quer pra cima dos outros, principalmente levado por sentimentos de inveja e ciúmes, não costuma ir longe. E essa gente vai tomando aqui e ali, até que enfim se cansa e enfia a cabeça no seu buraco de costume.

Só pra não perder o costume – e que vale pro cotidiano extra-DeMolay: não vendam seus votos, não se intimidem com voz alta e disse-não-disse, não se deixem enganar por propostas fáceis e realizações megalomaníacas. Não se iludam com promessas de cargos, honrarias etc.

Façam por merecer e coloquem os verdadeiros líderes nos devidos lugares. A vós confio: LIBERDADE (a palavra em latim é ainda mais bonita, procurem só…) ainda que tardia.

Quem dera se déssemos mais valor às lutas e dificuldades de nossos antepassados.

Nossa memória e nosso raciocínio DeMolay começa quando iniciamos, e somos treinados a conhecer o presente, as formas de se fazer cada coisa, cada movimento, cada ação, o que pode e o que não pode. Como saudar, quem é quem ali, horário de reuniões, dias, tios, irmãos e assim ficamos focados nos mesmos horizontes: Nossa própria e equivocada Evolução.

Engraçado é descobrir que a Ordem DeMolay não começou no dia de nossa Iniciação. Ela começou antes. Bem antes. Não sabíamos , não conhecíamos, mas ela já existia e o que passamos hoje, muitos já passaram. O cargo que fazemos hoje, muitos já fizeram. As justiças e injustiças que sofremos hoje, outras centenas ou milhares também passaram. Talvez coisas piores, ou quem sabe menos tristes.

É tão bom já pegar um Capítulo andando, conhecendo Ritualística, sabendo os princípios de um DeMolay, com DeMolay que sirva de exemplo ali dentro. Mas engraçado é pensar que aquilo ali teve um início há algum tempo atrás, onde as pessoas não tinham tanta afinidade, não tinham noção sequer dos cargos que faziam, não possuíam talvez muitos objetos que se fazem hoje, necessários. E, aos poucos construíram bases fortes para que pudéssemos um dia, sem a presença deles, desfrutar da Ordem DeMolay, como um dia eles puderam também.

Foram momentos engraçados aprendendo como fazer uma ata, qual a verdadeira função de um Hospitaleiro, a primeira Campanha, a primeira festa para arrecadações, as salas lotadas de tios curiosos em ver aquela novidade chamada DeMolay. Ah! Bons tempos!

Quando usamos cada capa, não imaginamos quem a possuiu um dia. Quando fazemos um cargo, não sabemos nem ao menos se algum dia alguém desejou tanto ter a mesma função e não teve oportunidades para tal.

Fazemos muitas vezes por fazer, sem emoção, sem vontade, muitas vezes reclamamos, chamamos o Mestre de Cerimônias que delegou, de imbecil metido e, passamos automaticamente a esquentar cadeiras.

Ah! Se déssemos mais valor a todos aqueles que batalharam pela existência do que hoje podemos usufruir com tanta facilidade.

Creio que agir desta forma é perda de tempo, pra gente e pro Capítulo ao qual pertencemos. Seria tão belo se fôssemos mais entusiasmados em ter coragem de levantar e mostrar com maestria a arte de se fazer bem àquilo que abraçamos com tanto amor.

Ter vontade de fazer bem, servir como exemplo, mostrar a beleza e a nobreza de poder dizer: Sim, eu sou o 1° Mordomo de meu Capítulo e faço bem a função que me foi designada, pois honro todos aqueles que um dia passaram por ali. E servirei de bom exemplo a todos que ali haverão de passar.

Aí está a diferença básica entre almejar um cargo e receber um cargo. Quem almeja talvez não consiga. Quem recebe é porque de fato merece.

Dê o máximo de si para o cargo que lhe foi designado, aquele que sonha, terá para si o que quiser,  e isso depende de um bom trabalho desempenhado, não porque leu e sabe decor as suas funções, mas porque teve orgulho de abraçar seu cargo com amor, e sendo DeMolay de coração soube ser digno daquilo que lhe foi conferido.

 

O Reverente ficará feliz em ver 7 preceptores satisfeitos e honrando dentro de seus Capítulos não só as capas, mas também o exemplo de irmãos verdadeiramente ligados ao valor de nossos princípios. Que Deus nos ajude!