Próximo do fim…

Hoje a poucos dias dos meus 21 anos, começo a refletir sobre tudo que fiz na Ordem DeMolay. (Dizer que fiz pela Ordem DeMolay, hoje vejo que já soaria como um excesso de hipocrisia)

Pude fazer e conhecer grandes pessoas na Ordem DeMolay. Ela é uma oportunidade única, dificil de descrever. Os aprendizados também são para toda a vida, não me esquecerei da primeira vez que me confiaram uma tarefa, responsabilidade que me fora passada e que tive que ralar para atingir um resultado satisfatório.

Agora próximo de minha maioridade começo a refletir sobre meus trabalhos e se foram bem feitos. Se portei a coroa da juventude com dignidade como me pediram, se estou digno realmente da coroa da maioridade.

E nessa reflexão, descubro que fiz o melhor que pude, nesta jornada,  não mais simbólica, descobri que é dificil ostentar todas as virtudes, mas que vale a pena tentar, ainda mais se conseguir mudar uma pessoa que seja, com essas suas ações.

Um grande irmão me disse que para ser um grande líder na Ordem é preciso que a lideremos como um pai lidera uma família, com compaixão e justiça. E ser líder neste caso não é ostentar ou ter ostentado um colar, mas sim ser um exemplo a ser seguido pelos seus irmãos. O colar é meramente símbolo do poder e não de autoridade, já que esta ultima se conquista por meio de suas ações.

Mas vamos lá, minha fase como DeMolay Ativo passou, não sei dizer se foi rápido demais ou lenta demais, acredito que foi na medida necessária. O suficiente para amadurecer e crescer. E agora vem a fase como Senior DeMolay, onde vou ensinar a pescar e não dar o peixe como antigamente. Vai ser dificil mais vou aprender e crescer mais ainda. Sem contar as chocotas que isso me trará, já que sempre paguei muito dos Seniores.

O Companheiro está deveras tranquilo com a proximidade de seus 21 anos…

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Um conto de Natal…

Era manhã chuvosa como outra manhã de um dezembro chuvoso. Ao abrir a janela, o pequeno menino de olhos negros viu as gotas grossas daquele mês tão triste e trágico. Acompanhara pela TV a enorme quantidade de pessoas mortas e/ou desabrigadas com a enorme quantidade de chuva que não parava de cair. Enquanto ele ainda tinha um teto para cobrir sua cabeça, outros já não tinha a mesma sorte.

Mas, depois de passado alguns segundos admirando a chuva, o garotinho lembrou-se que era manhã de Natal. Seus pais, extremamente abonados mesmo em tempos de vacas magras para outras famílias, sempre lhe davam o presente que queria. Esse ano pediu, sem falsa modéstia, um Playstation3 e um iPod Touch. Queria mostrar na escola, assim que as aulas voltassem que ele podia ter tudo o que queria. E, agora, depois das “surpresas” de Papai Noel, restava-lhe contar os dias para o primeiro momento em que encontraria seus coleguinhas para gabar-se de seus presentes.

Era filho único. Aliás, tinha um irmão menor, mas como sempre brigavam, os pais os separaram na enorme mansão com tantos quartos que não teriam como contar. A única vez que era obrigado a ver o irmão mais novo (que se referia como bastardinho) era no café do dia de Natal.

Foi então que lembrou-se que naquele dia que tinha tudo pra ser feliz, com trocentos brinquedos e todas as suas vontades satisfeitas, ele teria que reencontrar o “bastardinho”. E desceu para o café. Chegando lá, viu os pais a uma distância considerável, fez um breve sinal com a cabeça em sinal de agradecimento e sentou-se, em uma das pontas da mesa gigantesca. Do outro lado, sentava-se o irmão mais novo, com um sorriso que o deixava extramemente chateado, pois não entendia a felicidade daquele “bastardinho”.

Comeu como sempre fizera. Educadamente, porém em uma quantia que satisfaria um adulto muito facilmente. Não trocou uma palavra com sua família e voltou para o seu quarto para brincar com seu Playstation3 e seu iPod Touch.

Assim termina esse conto de Natal…

Gostou? Sei que não. É um história mal-contada, de pessoas que parecem não existir, falando de um dia que teria que ser mágico e não é encarado por todos dessa forma. Ficou chocado? Quase todos temos um lado tão perverso e tão mesquinho que pode ser esse pequeno garotinho. Comovido com o início do conto? Pois é, né? Às vezes, nos enganamos com a primeira impressão. Refletir sobre isso? Não precisa. É só olhar pra si e ver o pequeno monstrinho que há dentro de você. Que cada um tem um pouco. Eu, você e vocês. O Amoroso anda bem revoltado esses dias…

Sugestão:

Vaidoso? Eu?

Meu voto por um jantar

Reino da hipocrisia

Essa semana fui turista no reino da hipocrisia. Se já não bastasse as doses cavalares de hipocrisia que já havia tomado conhecimento no ultimo CNOD essa semana fiquei por algumas horas no reino da hipocrisia.

É incrivel como por vezes algumas leis ou conceitos de justiça tendem a ser distorcidos por pessoas de certo modo ‘veneráveis’ em suas funções. Tudo para fazer valer, ou melhor, para salvar seu irmão de uma pequena, como nas palavras do ‘venerável’: “Santa Inquisição”.

Até que ponto uma punição deve ser levada a ferro e fogo? Uma punição deve se estender até que as partes envolvidas tenham superado o problema ou até que os ânimos do Capítulo estejam amainados?

Não sei, sei que levantar argumentos para evitar que ela se estenda é muito fácil, podemos invocar a Bíblia, chorar, sapatear, relembrar a Hipocrisia no meio Maçonico e DeMoloay, bem… tudo o que for necessário para impressionar os ‘inquisidores’ e faze-los recuar.

É incrível como que instituições como a DeMolay e a Maçonaria tem a capacidade de reverter alguns conceitos para beneficio próprio. É muito fácil apontar os erros de quem está fora, mas assumir seus erros e arcar com as conseqüências, que ao meu ver deve ser severa, já que ambas as instituições pregam princípios de boa moral, conduta ilibada e blá blá blá, que acabam virando discurso hipócrita na hora de defender um irmão que está em dificuldade ou a si mesmo.

Podemos dizer que sentimentos do coração são maiores que muitas condenações, que o perdão entre os envolvidos é suficiente e que não devemos esclarecer as coisas para a sociedade, mostrando um avanço na compreensão humana, dentro de nossas instituições, será que adianta? Será que há um aprendizado efetivo? Ou apenas uma maneira de se furtar as punições severas que podem ser impostas a um Maçom ou DeMolay brigão?

Estou cada dia mais me perguntando qual o futuros dessas instituições de homens livres e por que não de garotos virtuosos?

Irmãos, irmãos; erros à parte

A gente tá careca (uns mais que os outros) de saber que nem todo DeMolay é irmão e que nem todo irmão é DeMolay. Pois bem. E a gente sabe também que, uma vez iniciados na Ordem, temos que nos defender mutuamente e ter nossos irmãos com senimentos verdadeiros e respeitosos. Certo?

Errado. Nem sempre é assim. Nem sempre temos a opção de “passar a mão na cabeça” de um irmão e, quando isso acontece, é quase sempre fato que há um alvoroço gigantesco, com muita falta de compreensão e sentimento de revolta.

Nessa minha vida de DeMossauro, já tive a péssima experiência de me envolver demais com o problema de vários irmãozinhos e, por achar que meu dever de irmão é muito mais que bajular, acabei puxando a orelha quando constatei o erro deles. Pôxa, ser irmão não é isso? Não é dar aquele famoso “toque de amigo” quando algo tá fora do previsto? Então! Por que será que todos acabam virando a cara e dizendo coisas do tipo “nós somos irmãos e você deve ficar do meu lado acima de tudo”?

Me cansa esse faso moralismo de que “DeMolay defende DeMolay em todas as ocasiões”, viu? Tá que aprendemos a ser tolerantes, a respeitarmos, a sermos companheiros e a dar o benefício da dúvida… Mas se tiver que concordar com o erro para ser DeMolay eu tô fora, viu? E tem mais: faltei no Capítulo quando ensinaram isso. Eu e meus mais valorosos irmãos, inclusive.

Não sei ao certo dizer se o melhor é não se envolver demais ou se a nossa opinião deve ser explicitada desde o começo. Só sei que deviam ensinar todo DeMolay a separar mais as coisas e não achar que tem costas quentes só por ser DeMolay: é aí que o maior erro começa.

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Precisa falar que O Cortês cansou-se de gente assim?

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço!!!

Reunião chegando ao fim, palavra a bem da ordem no oriente. Geralmente os mais experientes, e sábio entre seniores e tio maçons, estão lá… e estavam…

– Irmão MC, irmão 1C, 2C, irmãos seniores, tios e demais irmãos…. bla bla bla bla

Nessa hora ele começa com um discurso que até Frei Damião se sentiria culpado e com remorso. Primeiro uma parábola sobre fraternidade, depois um depoimento dos tempos áureos idos e esquecidos (não necessariamente nesta ordem) aí começa a lacrimejar um pouco, com voz chorosa, o semblante de um monje e a voz do próprio Dalai Lama… terminam sua palavras e um saraivada PLÁ… PLÁ… PLÁPLÁ…PLÁPLÁPLÁpláplápláplá, PLÁ… PLÁ… PLÁPLÁ…PLÁPLÁPLÁpláplápláplá. Batida de malhete.

Acabou a reunião, uns meninos correm pra arrumar o templo da Loja, outros ficam lá fora jogando conversa fora, alguns com a libido na estratosfera ficam arrodeando as Filhas de Jó que acabram sua reunião também.. Aí o cara do belo discurso chega lá fora e vai conversar com a galera….

– E aí sacana, onde vai ser a putaria hoje… Rapaz, eu só quero chegar de manhã… Vou pro queima total, lá no pinga pus. Ah, sabe aquela doidinha que tava me ligando, ela tá no cio brother. Acho que vou meter hoje… E aí galera, bora pra farra… pago uma grade hoje.

– Ê rapá, tu é doido… Tem filantropia amanhã cedo no asilo.

– Que nada mano, a gente vai… chega um poquinho atrasado, com uma ressaquinha… Mas tá tudo bem.

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É galera, é triste… Mas ainda ocorre um pouco dessas hipocrisias em muitos capítulos do Brasil… Até no meu…

Não sou santo, nem quero ser. Também não sou e nem quero ser melhor do que ninguém… Prefiro ser o pior e continuar aprendendo….always.

O Puro.

Contendas particulares

Olá amigos, agradeço os comentários no último post que fiz, espero que estejam gostando do Blog e dos seus escritos. Semana turbulenta, post em cima de post. Mas vamos lá…

Até onde vai a nossa amizade? Até onde nossos interesses não se chocam? Ou conseguimos transpor a vaidade, os interesses particulares em prol da manutenção de um amigo? Aqui vale uma citação:

  • “Se nos fosse dado o poder mágico de ler na mente uns dos outros, o primeiro efeito seria sem dúvida o fim de todas as amizades” Bertrand Russel

Afinal podemos concordar com o que diz Russel? Quantas vezes deixamos de expressar o que sentimos e/ou pensamos para agradar um amigo? Seria isto hipocrisia?

Você já teve aquele momento nostálgico em parar para pensar em quem eram seus amigos a 2, 4 anos atrás e o que aconteceu que levou você a se afastar dessa pessoa? Ou então já pensou em falar o pensa à respeito do que lhe perguntam e ver quantos amigos lhe sobram?

Em alguns casos brigas, divergências de opiniões ou ações acabaram por me afastar de pessoas que participaram por um bom tempo da minha vida. Mas o ser humano, foi feito para viver em sociedade, pelo menos a maioria de nós! E sempre estamos a renovar as amizades, perpetuamos aquelas que nos entendem e que aceitam como somos.

Creio que não devemos deixar de nos expressar, mas podemos dizer as coisas de variadas formas, podemos ser educados, ou não, para contestar um amigo, e é aí que reside boa parte das contendas, a forma como se dizer as coisas, um pouco de cortesia (O Cortês agradece) nunca é demais.

Às vezes a contenda leva ao embate de qualquer forma e aí então temos que saber discernir até que ponto é amizade realmente ou hipocrisia. Neste momento digo-lhes para conduzirem a situação com bastante sinceridade, e sem arautos, diretamente entre os ‘interessados’.

Acho que já deu para promover um pouco a reflexão dos Irmãos com este texto. Não ficou do agrado, mas está aí meus irmãos!

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