PTP + AC = SHS

Todos sabemos que nossos trabalhos dentro da Ordem DeMolay, são feitos em conjunto com outras pessoas. Todos os Capítulos trabalham com autonomia, porém todos carregam junto de si a obrigação de zelar pelos segredos e princípios da Ordem.

Ok!

Um Supremo é composto por cargos que tem por meta a organização nacional da Ordem, seja em aspecto de Grandes Capítulos ou Grandes Conselhos quanto, na questão de organização Capitular em Estados onde a Ordem ainda não se espalhou.

Os Grandes Capítulos e Conselhos são compostos também por outros cargos, com outras funções e outras pessoas que também possuem a meta de organizar o Estado.

Cada região é composta por outros cargos chamados Oficialarias que possuem também a função de organizar a Região. E finalmente cada cidade possui um Capítulo que possui outros cargos e que tem por função manter a Ordem viva e com princípios rígidos.

Um depende do outro, construindo assim a chamada “interdependência”.

Como em todo trabalho em grupo neste também se faz necessário ter prudência, tolerância e paciência. O que é mais difícil nisso tudo é ter calma na hora de discutir ou debater algum assunto. São pessoas que cresceram em lugares diferentes, famílias diferentes, possuem características distintas e acima de tudo uma educação e princípios diferenciados. Isso causa atritos, conflitos e também choques de personalidade.

É necessário compreender que o outro tem suas justificativas e sua opinião própria, mesmo que isso seja difícil pra gente aceitar ou concordar.

E o auto conhecimento? Você se conhece por completo? É necessário nos conhecermos para que possamos ao menos entender um pouco o outro. Eu no lugar dele faria o que? A mesma coisa ou seria diferente. Sejamos justos e realistas: pra um bom trabalho em equipe funcionar a receita é:

 

PTP + AC = SHS

 

Prudência, Tolerância e Paciência + Auto-Conhecimento = Sintonia, Harmonia e Sucesso.

 

O Reverente tenta. Tenta. Tenta. Um dia ele consegue.

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Montanha-russa

Já notaram que todo Capítulo sobrevive numa oscilação, tipo uma montanha-russa?

Tem o início, quando tá todo mundo empolgado, participativo… Os tios, animadíssimos, custam a se conter de tanta animação. Depois da instalação, todo final de semana – quando muito, quinzenalmente – é motivo para encontrar com a galera, seja em reunião ou fora dela.

Aí quando tá todo mundo super pra cima e o Capítulo tá ganhando força… Vem a primeira descida. Pode ser por causa daquele DeMolay menos experiente que assumiu o cargo de Mestre Conselheiro de forma precoce ou até mesmo porque os tios se cansaram e arrumaram coisa melhor para fazer num sábado à tarde. A descida é cada vez mais íngreme e parece que não vai acabar nunca!

Eis que se chega ao final dela. Troca de gestão: outro DeMolay assume o comando e, mesmo com tanta idéia bacana para revolucionar, o tempo é curto e a mão-de-obra também. Só lhe resta manter o Capítulo estático, colocando a casa em ordem na esperança de que seu sucessor engrene a força de vontade da galera. E aí tudo começa a funcionar lindamente, como num passe de mágica.

Mais uma subida. Desta vez todo mundo tem experiência e não vai cometer os mesmos erros novamente. Os tios começaram a voltar: viram que os meninos querem fazer um trabalho sério e que vai muito além da reunião ritualística. Aparece um conclave, um congresso, reuniões nos Capítulos das cidades vizinhas… E o Capítulo se fortalecendo de novo. O top five estadual começa a ser realidade num futuro próximo… 100% do Capítulo regular… E tá quase… Tá quase…

Espera. Vamos sossegar o facho um pouco. Com tanta expansão, a nossa ritualística foi deixada de lado. Tá tudo uma bosta! UMA BOSTA! Fulano só vai na reunião para falar bonitinho; cicrano só quer saber das farras pós-Capítulo; beltrano nem se dá ao trabalho de decorar sua fala de Sétimo Preceptor… E quando for Iniciação? O que é que os Iniciáticos vão pensar? Danou-se!

Danou-se mesmo. Lá vai o Capítulo cair de novo. E começam as rodinhas de fofoca, as panelinhas, os conchavos… Todos agindo em nome do “bem maior”, mas visando sempre o SEU bem maior. Tantos disse-me-disses, tantas rixas… E se bobear, até tio entra na dança e brinca de bater boca com “aquele bando de moleques”!

É nessa hora que a montanha-russa capitular começa a querer parar. Todo mundo já pensa em sair dos carrinhos, ir embora pra casa e, no máximo, fazer um aceno de cabeça quando esbarrar com um irmão na rua. Mas a paixão pela Ordem fala mais alto em alguns e eles permanecem firmes, sentadinhos. Eles sabem que a montanha-russa contunua a descer enquanto existir pessoas e, conseqüentemente, ideologias diferentes. Mas, ainda assim, a expectativa da subida vale a pena o desafio.

O importante é perpetuar o momento. 😉

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O Cortês já passou por várias subidas e descidas na montanha-russa de seu Capítulo. Muitas vezes na fileira da frente.

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