O objetivo de hoje é ser objetivo.

Nada paga a vontade de estar ao lado de quem nos faz bem.

Nenhum dinheiro é capaz de comprar a autenticidade da felicidade quando se é bem recebido em qualquer lugar que se chegue.

Ninguém consegue ser infeliz quando se tem condições perfeitas para que estejamos próximos a quem a gente verdadeiramente ama.

Tudo fica minúsculo no mundo, quando nos sentimos realmente amados.

Nada é tão compensatório quanto a reciprocidade de uma amizade embasada na fiel fraternidade.

O lado ruim? Deixa assim, de lado.

O lado bom? Deixa assim, traga-o pro seu lado.

Melhor que ser recompensado e reconhecido por um trabalho bem feito, é ter a consciência tranqüila de que cumpriu com o devido dever.

São fatos.

Alguns por acaso, outros forjados.

Mas todos sinceros, porque sentimento que é bom, vem d’alma.

 

O Reverente só pede que Deus continue a proporcionar momentos magníficos junto de quem faz bem, e diz a quem lê, que peça o mesmo, porque não há nada melhor do que estar ao lado de quem gosta da gente. O Reverente está objetivo hoje.

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E viva a Pegação!!!

Atualmente, dentro da maioria dos Capítulos, anda ocorrendo nos DeMolays um aumento acelerado no número de hormônios que causam, além dos famosos problemas e características da puberdade, também uma necessidade grande de gastá-los de qualquer forma possível (e às vezes impossível).

Sendo assim, tenho visto muitos DeMolays desesperados e afoitos que tentam gastar essas energias na “pegação” deles de cada dia. Não bastasse isso, começaram a ficar neuróticos e compulsivos perante algumas situações.

 

“Ei DeMolay! Vamos ao Congresso?”

E com uma cara a “la maníaco” ele responde:

“_Vai ter Filha de Jó? Rainbow?

Não filhinho, é Congresso DeMolay e, em Congresso DeMolay, vai ter DeMolay!

Ah!…”

E aí você traumatiza o pequeno adolescente em pleno conflito existencial.

 

Lembro certa vez que um DeMolay namorava sério com uma Filha de Jó, já fazia alguns meses. Por alguns problemas no relacionamento, os dois resolveram se separar, mas óbvio que o sentimento dos dois permaneceria por ali durante algum tempo, mesmo que magoados ou separados. E ai, veio o auge naquele Capítulo:

“_Obaaaaaaaaaa, Filha de Jó solteira no pedaço!!! Quem chegar por último é a mulher do padre!!!”

E começa a disputa pra ver quem pega quem!

 

Isso me lembra um poema clássico de Carlos Drummond de Andrade que dizia:

“João amava Teresa,
que amava Raimundo,
que amava Maria,
que amava Joaquim,
que amava Lili,
que não amava ninguém.”

 

Só que percebi ao lembrar deste poema que o Carlos, poeta sábio e bastante conhecido havia esquecido de completar:

“e todos os garotos eram DeMolays, e todas as garotas eram de outra Ordem também para- maçônica.”

 

Pois sim, voltando à historinha, o DeMolay estava chateado pelo fim do namoro, e descobriu que passado 1 semana do término, o irmão melhor-amigo havia gastado sua ansiedade com a Ex. Aquilo criou um atrito imenso dentro do Capítulo, dividiu grupos e opiniões e por aí se questionou: Onde está a tal Fraternidade?

Vivemos pregando:

*Nós somos irmãos e respeitamos uns aos outros!

*Nós buscamos a Pureza de pensamentos, ações e palavras!!

*Nós temos algo chamado Companheirismo e somos fiéis aos princípios desta Ordem!

Logo, tudo foi ao “chão”.

 

Até na famosa Tábua dos 10 mandamentos tocaram: “Respeitai a mulher do próximo.” Mesmo que o próximo seja seu Irmão. Ironia a parte, creio que mesmo que rolasse algum sentimento ou tipo de flerte, o Demolay deveria ter esperado no mínimo o tempo pra ferida cicatrizar. Ele que acalmasse os ânimos de outra forma. Ops! Aí está o problema, ele procuraria outra prima, seja ela quem fosse.

Foi assim que perceberam que o Capítulo e o Bethel praticamente viraram um só.

Fulano tinha ficado com Beltrana que namorou Sicrano e que tava ficando agora com a Fulana que já tinha ficado com Beltrano e Fulanão que já passou por outras também não sabia se ficava novamente com ela ou ficava com a Bonita que tava ali.

 

BAAAAAAAASTAAAAAAAA!

 

Foi necessário podar as plantas pra revigorarem e desenvolver-se novamente. O assunto virou pauta de reunião, foi analisado, e logicamente quem tava ali entendeu o recado. Após o acontecido, creio que todos rezavam pedindo ao Moço do Céu que apagasse o fogo, quando na verdade o incêndio já havia sido apagado.

Meu Deus, quanto trabalho!

O fim?

Sei não. Espero que não tenha sido o mesmo colocado por Carlos…

 

“João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”

 

O Reverente entende o problema hormonal enfrentado. Mas sabe também que Pureza de intenções, Senso e Respeito aos Irmãos são coisas primordiais não só dentro da Ordem, mas dentro dos nossos próprios Corações, Lealdade é tudo nessa Jornada, e a Regra da Lealdade é clara: Ou você tem, ou você não tem. Quem a tem está no círculo que lhe acolhe e cabe. Quem não tem…

 

Bye Bye Guy!

Olha a Carapuça!!!

Muito já me foi perguntado sobre os segredos da Ordem, e todas as vezes respondi que não poderia contar, pois prometi. Assim sendo, fui pego repetidamente pela indagação:

_Mas o que vocês fazem lá? , com ar de suspense e curiosidade.

Continuei convicto numa resposta que dizia:

_Discutimos assuntos e filantropia.

E novamente me questionavam:

_Mas não falo disso, quero saber ritualística, os segredos!

Logicamente que se é segredo, eu não devo contar ora!

Tudo que desperta curiosidade faz com que as pessoas profanas, mães, pais, vizinhos, amigos, filhas de jó, garotas arco-iris e outra multidão de pessoas fiquei tentadas a descobrir, pesquisar, querer saber, indagar. Pra quê?!

No que nossa Reunião poderá melhorar a condição de Filha de Jó da prima que questiona? No que o que fazemos ou não lá dentro interferirá na vida da minha família e dos meus amigos?

Se é sigilo, deve ser sigilo e assim prosseguir.

Sempre digo aos garotos: “Se querem que a nossa Ordem seja respeitada, respeite as outras, e acima de tudo respeite-nos também.”

Todos sabemos: colhemos o que plantamos. Falando coisas que não deveria ser faladas só estaremos depreciando nossa Ordem e revelando aquilo que juramos guardar.

Um de nossos segredos, senhores leitores, creio que seja perceptível aos olhos do mundo todo, é a Fraternidade. Ah! Digna Fraternidade! Posso dizer que, as minhas melhores amizades, encontrei foi em nossas fileiras. Mas posso dizer também que como em todo lugar, encontrei nelas também falhas horrorosas. Percebi que enquanto pregávamos a tal “Fraternidade”, nos defrontávamos com o contrário dela dentro de nosso próprio convívio. O que mais se vê hoje são DeMolays que não entenderam ainda o valor da Fidelidade, Companheirismo, Confiança e Lealdade. O que mais se vê hoje, são demolays que possuem 2 vidas: Intra-capitular e Extra-capitular.

Dentro, fala bem, decora bonito, apresenta de forma magnífica, e age como um sarraceno perante toda a sociedade extra-capitular.

Como lidar com isso?! Cabe ao Mestre Conselheiro (ou alguém que tenha moral pra falar) intervir, tentar o diálogo, mostrar outro caminho, outra forma de se fazer a mesma coisa, porém de forma mais legal, mais clara, mais limpa, mais PURA.

E caso isso não resolva, devo me retirar do Capítulo, já que está me fazendo mal?

Não. Creio que não. Pensei em sair algumas vezes, mas um sábio herói que conhecia lá dentro chegou e me disse:

_Calma Reverente, não saia, quem é DeMolay haverá de permanecer, o resto é passageiro, por ali entrou, por ali sairá. Calma. Lembra-se das lições de Tolerância?

Assim o foi. Assim o é. Assim será.

Hoje permaneço lá, assim como o Amoroso no dele, há anos. E de lá não me retirarei fácil não. Já tolerei muitas coisas, engoli coisas que não poderia, ou não queria engolir, já passei por coisas ruins, mas nunca me esqueço das boas coisas que ali vivi. E isso haverá de permanecer.

Se pudesse aconselhar cada um que lesse este texto, diria que sempre que estiver magoado com algo, não se recorde apenas deste mau colocado, mas lembre-se dos momentos bons que antecederam isso.

Além de confortar, isso nos motiva a seguir em frente.

 

O Reverente está cansado de DeMolay fofoqueiro e de DeMolay que fala demais. Ele está seguindo dentro do trem, já tentou pular do vagão, mas o seguraram. Ele hoje está bastante decepcionado, mas motivado a continuar, porque crê que coisas melhores estão por vir. Deus há de nos salvar de trevas e saibam vocês que “Quem fala mais, erra mais.”

Nascido pra isso?

Joguem as pedras, eu realmente mereço pelas semanas em que estive desaparecido. O problema é que o projeto de monografia tá acabando com o meu tempo antes de eu pensar em qualquer outra coisa – um problema para futuros planos DeMolay, devo assumir. Ok, vamos ao post.

***

Ouvi muita gente dizer que quem é DeMolay nasceu pra isso. É escolhido pela Ordem. Não entrou na Ordem por coincidência. E várias e outras formas de falar a mesma coisa.

Vejam bem, eu concordo até certo ponto. Expliquemos, meus amigos!

Antes de tudo, devo explicar a filosofia na qual acredito. Acredito em algo chamado lei do karma. Ação e reação. E NÃO, NÃO TEM NADA A VER COM AQUELE LIVRO DE AUTO-AJUDA “O SEGREDO”. O ponto é bem simples: nós somos responsáveis por aquilo que fazemos ou não e nosso futuro (destino?) é construído de acordo com nossas ações. Parece óbvio e de certa forma é. Mas a obviedade é quebrada por uma coisa chamada escolha. A escolha de um cursou ou outro, de puxar o gatilho ou não, de perdoar ou guardar rancor pra sempre. De fazer boas amizades. De ter um círculo de amigos legais. De entrar em contato com certas pessoas…  e, neste caso, de aceitar ou não passar pelo processo de entrada na nossa querida instituição: iniciar na Ordem DeMolay.

Muitos questionarão então como que certas pessoas iniciam e nunca mais voltam. Ou de como alguns fazem X ou Y de ruim, contrário àquilo que ensinamos. Bem, não é tudo questão de escolha? O caminho que leva alguém a iniciar na Ordem Demolay é um, o que o iniciado percorre é outro completamente diferente. Por isso temos graus, temos que seguir determinadas regras que estipulam períodos etc.

Digo, portanto, que acredito sim, que todos que somos DeMolays estávamos fadados a nos tornar DeMolay. Para o bem ou para o mal e eu prefiro acreditar que seja para o bem. Sou otimista por natureza e essa minha filosofia me fez ver as coisas de uma maneira mais tranquila, portanto, quis compartilhar com vocês. Desejo PAZ PROFUNDA aos meus fr… Irmãos para que, se não concordarem, vejam que pelo menos nisso estamos de acordo: a escolha de dizer sim ou não a que escrevo é sua.

🙂

Irmãos, irmãos; erros à parte

A gente tá careca (uns mais que os outros) de saber que nem todo DeMolay é irmão e que nem todo irmão é DeMolay. Pois bem. E a gente sabe também que, uma vez iniciados na Ordem, temos que nos defender mutuamente e ter nossos irmãos com senimentos verdadeiros e respeitosos. Certo?

Errado. Nem sempre é assim. Nem sempre temos a opção de “passar a mão na cabeça” de um irmão e, quando isso acontece, é quase sempre fato que há um alvoroço gigantesco, com muita falta de compreensão e sentimento de revolta.

Nessa minha vida de DeMossauro, já tive a péssima experiência de me envolver demais com o problema de vários irmãozinhos e, por achar que meu dever de irmão é muito mais que bajular, acabei puxando a orelha quando constatei o erro deles. Pôxa, ser irmão não é isso? Não é dar aquele famoso “toque de amigo” quando algo tá fora do previsto? Então! Por que será que todos acabam virando a cara e dizendo coisas do tipo “nós somos irmãos e você deve ficar do meu lado acima de tudo”?

Me cansa esse faso moralismo de que “DeMolay defende DeMolay em todas as ocasiões”, viu? Tá que aprendemos a ser tolerantes, a respeitarmos, a sermos companheiros e a dar o benefício da dúvida… Mas se tiver que concordar com o erro para ser DeMolay eu tô fora, viu? E tem mais: faltei no Capítulo quando ensinaram isso. Eu e meus mais valorosos irmãos, inclusive.

Não sei ao certo dizer se o melhor é não se envolver demais ou se a nossa opinião deve ser explicitada desde o começo. Só sei que deviam ensinar todo DeMolay a separar mais as coisas e não achar que tem costas quentes só por ser DeMolay: é aí que o maior erro começa.

*******

Precisa falar que O Cortês cansou-se de gente assim?

Os dez mandamentos da convivência em grupo

Aceitar a cada um como é, com suas qualidades e defeitos;

Preocupar-se com o crescimento e a realização do outro;

Alegrar-se com o sucesso do outro;

Valorizar o outro pelo que ele é, e não pelo que ele tem;

Ser instrumento de união, de fraternidade, de solidariedade e de partilha;

Estimular e felicitar ao outro por suas qualidades e realizações;

Perdoar sempre, fazendo uma opção firme pela justiça e pela compreensão;

Corrigir com delicadeza o erro do outro;

Promover os mais humildes, pobres e desvalorizados do grupo;

Orar por todos e cada um dos irmãos, falando sobre eles com o Pai Celestial.

O Companheiro promete que em seu próximo post será mais dedicado.

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