Filosofia DeMolay ou balela???

Fonte de inspiração: lista de discussões do Yahoo!Grupos… viva à elas…

Há um debate em uma das listas que faço parte sobre se a filosofia da Ordem DeMolay combina com a filosofia de outras filósofos… primeiro passo foi refletir sobre o que entendo de filosofia… segundo passo foi ler os comentários diversos… primeira conclusão: não sei muita coisa de filosofia (quase nada)… segunda conclusão: muito se fala, pouco se sabe e muito se divaga sobre o que é Ordem DeMolay…

Dad Land deve estar se revirando no túmulo (desculpem o termo chulo) de tanto falaram da Ordem que ele criou. E falarem mal… Querem DeMolays perfeitinhos, mas eles nunca existiram. Querem que todos sejam sempre corretos e não são corretos por conta própria… isso é filosofia DeMolay???

Os bons quase nunca são bem recompensados… os maus quase sempre são recompensados com o que eles tanto querem: poder. E quando chegam nele, esquecem que um dia já foram bons. Ou quando não chegam, pregam a desobediência civil ou a inadimplência geral… É isso que fazemos? É isso que devemos fazer?

Respondam antes que eu pegue minha trouxinha e, depois de ver na tela game over, me retire para o enclausuramento de quem não entende nada da vida, da Ordem DeMolay e nem do mundo…

O grande irmão zela por ti.

Peço desculpas novamente pelo atraso do post, ontem eu realmente não tive como postar.

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O que nos motiva a aceitar todo e qualquer discurso referente à nossa Ordem e dizer que é tudo uma fórmula ativa e benfeitora? Me peguei esses dias pensando sobre determinados pontos ditos inquestionáveis de nossa Ordem e me perguntei até que pontos somos alienados pelo que tanto gostamos ou temos como imutável e belo.

Amor a Deus, à Pátria e à Família. Alguém já parou pra pensar o que significa esse discurso pronto? A origem dessas palavras, a sutileza da ordem como são ditas? Pra quem não sabe, esse era o lema do nada saudoso Partido Integralista Brasileiro, de raízes ultra-nacionalistas com pitadas de fascimo tupiniquim. Na verdade, essa forma pronta veio dos EUA para nossa Ordem, e nem por isso deixa de passar pela interpretação de máxima conservadora cheia de autocracias subliminares.

Amar a Deus, à pátria e a família? Cegamente? Não. Nada que é feito com vendas nos olhos é bom. E talvez seja por isso que a Ordem se desvirtua em minúcias, em pequenos detalhes. Jovens que não fazem idéia do que signifique a fé, do que significa o papel do Estado como provedor de bem-estar e da família como suporte primeiro e basilar de amor e carinho. São valores belíssimos porque o nosso discurso cotidiano o coloca como tal. O problema é: qual a origem dessa formação? Quando escrevemos e falamos Deus, Pátria e Família, o que queremos dizer com isso, o que esperamos que se entenda com essas palavras?

Olhai, olhai, meus Irmãos. Que as palavras têm um peso e um significado enorme. Quem sabe usar de construções linguísticas para fins não tão benfeitores, normalmente sabe o que faz. Quem tem controle da língua e do discurso, tem controle de muito mais. Leiam e ouçam mais atentamente tudo que lhes for dito, tudo que lhes for transmitido. Tudo tem um sentido velado, aberto aos olhos apenas dos que querem de fato ver.

Que conste escrito, eu amo minha família. Entendo bem o papel e função do meu Estado. E tenho minha própria relação com nosso Criador. Que essa tríade não seja um discurso vazio, em que as formas gramaticais ocupam um espaço único e nada subjetivo, mas sim um espaço para a interpretação e discussão.

As eleições estão chegando, Irmãos. Tanto nesta casa iniciática quanto nas milhares de cidades do nosso país. Olhai, olhai.