Desejo!

Desejo que os DeMolays sejam mais DeMolays e menos Garotos promíscuos e vazios.

Desejo que amem mais, sofram mais, aprendam mais amando e sofrendo.

Desejo que briguem mais, pra notar que as brigas de nada valem.

Desejo que se apeguem mais, pra ver que nos verdadeiros amigos que retiramos forças para as difíceis fases da vida.

Desejo que confidenciem menos, aprendam a guardar pra si, aquilo que só a ele cabe.

Desejo que bebam menos, e entendam que a felicidade não está engarrafada.

Desejo que aproveitem a vida simplesmente e notem que drogas, sexo e rock’n roll não é essencial pra vida terrena.

Aproveitar com tranqüilidade, cantar, sorrir, dançar, pular, correr e dar aquele pulo nos melhores amigos vendo que são muitos os momentos da vida que a gente nunca dá valor, e são estes os mais valiosos.

Que os DeMolays aprendam a Respeitar acima de tudo a si e aos outros…entender que o limite alheio é limite certo e que ultrapassá-lo é infringir regras de convivência.

Que os DeMolays sejam mais Amorosos, Corteses, Companheiros, Fiéis, Puros e Patriotas… e que Reverencie a beleza que é viver.

Que tenham mais fé. E que tendo fé, evoluam.

 

O Reverente notou que os votos de desejo só acontecem nos finais de ano. As esperanças se renovam mesmo sabendo que acordar no dia 1° de janeiro e refazer a rotina de sempre é mais do que um fato certo. Mas o interessante de tudo isso é notar que ainda acreditamos que podemos ser melhores, que podemos viver melhor, e ainda ter esperança de que TUDO no próximo ano irá mudar. Idealizar é tudo uma questão de Otimismo, e a prática é uma questão de Vontade.

Crença

As vezes, o que atrapalha, é que não acreditamos em nós mesmos. Na nossa capacidade de mudança, de revolução. Esquecemos que nós também somos parte do todo e o todo parte de nós. Como se houvesse um complemento. Esquecemos, em demasia, que nós, que cada um de nós é a Ordem DeMolay. E que Ordem DeMolay não é apenas uma instituição, mas também um estilo de vida. Um estilo de vida pautado na boa cidadania, na boa filiação e na boa e verdadeira amizade.

Ordem DeMolay não é administração de Supremos, de Grandes ‘alguma coisa‘, apesar de isso fazer parte. Ordem DeMolay é uma chama, que acendemos dentro das profundezas mais recônditas de nossa alma. Uma chama que ilumina nosso caminho, sempre adiante ‘para cima’ da estrada da vida. Para baixo, só vai quem quer.

Devemos ser menos crentes em instituições e mais em nós e nos ensinamentos que pregamos. Pois se dependermos de uma boa admnistração, andaremos só de vez em quando. Dependemos de nossa crença em mudar nossa sociedade, em sermos DeMolay atuantes fora da Ordem. Em lutar por aquilo que acreditamos.

Não percam a fé na Ordem. Jacques de Molay não perdeu sua fé. Não temos o direito de perdê-la também.

O Tentador espreita. Cabe a nós saber fugir de suas armadilhas. Passemos em acreditar em nós mesmos; nos DeMolays.

O Patriota vê a cada dia mais e mais Irmãos acharem que a Ordem DeMolay se resume à administração do Supremo. Com isso generalizam que a Ordem DeMolay é “politicagem”. Esquecem que a Ordem DeMolay são os DeMolays que atuam em seus Capítulos e cumprem seus deveres de cidadão. O resto é apenas para não deixar virar bagunça. O Patriota ainda sonha com tempos melhores para a Ordem.

Qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Desde o início de nossa caminhada, logo na infância e aurora da vida, aprendemos que nós, seres humanos, temos um ciclo de vida que se baseia em: nascer, crescer e morrer.

Crê-se que não sabemos, ao aprender esse ciclo, a dimensão exata do verbo que causa dor, sofrimento, perda e grandioso sentimento de amor. Só nos damos conta do quão sofrido é o verbo “morrer” quando nos deparamos com ele meio ao tumulto da vida.

Trabalhar a mente humana para melhor aceitação da morte se faz complexo, pois é algo que envolve ciência, fé e cultura.

O nascer é considerado divino, o crescer é cativo e o morrer é visto como algo que além de amedrontar traz tristeza e indignação.

 Se formos observar pelo lado da ciência, veríamos que médicos, psiquiatras, laboratórios e cientistas do mundo todo, testam e tentam todos os dias formular algo que adie a tão obscura “morte”.

Filósofos já tentaram a pedra filosofal e o elixir da longa vida. Sacerdotes, revolucionários, seitas, cultos, religiões já tentaram de todas as formas criar e responder ao homem, o que é verdadeiramente a morte.

Talvez que sigamos aquela teoria de que, se formos bonzinhos vamos para o céu, onde tudo será claro e feliz, em um lindo jardim como pregado em livros, novelas e filmes. Se formos mauzinhos vamos para o inferninho, onde terá fogo, escuridão, tormento, calor e sofrimento.

Engraçado é notar que julgamos tanto as pessoas enquanto vivas, e elas passam a se tornar “santas e puras” ao morrer. Não seria lógica a pessoa levar consigo tudo o que cativou, deixando assim uma imagem concreta do que fez em vida, tanto as coisas boas quanto as ruins? Engraçado é perceber como os apontamentos e predicados taxativos mudam quando lidamos com a morte.

Poderíamos crer que só levando uma vida pura e temente é que não seríamos castigados pelo tão belo e grandioso Deus! Mas muitos se perguntam: Que Deus é esse que nos traz aqui e nos tira daqui sem ao menos perguntar se queremos? Que Deus é esse que coloca pessoas em nossas vidas e as tiram de perto de nós sem quaisquer despedidas?

Temos como um de nossos Baluartes a Bíblia Sagrada. Segundo o livro mais utilizado do mundo a morte é um fator sobre o qual, todos sem exceção nesse mundo de tribulações e desgraças haveremos de passar. Na Bíblia há vários relatos de morte e renascimento. Cada crença e cada cultura a interpreta de forma diferenciada, e assim seu povo é criado e crente naquilo que lhe é repassado. O ser humano aprende é imitando. E quando um não aceita imitar, passa a ser pensante, sendo pensante, torna-se revolucionário, e sendo revolucionário muda conceitos e adquire seguidores. Assim foi com a maioria dos pastores, líderes religiosos, exemplos de fé que até hoje são lembrados como símbolos de pureza e persistência.

A revolta do ser humano se torna imensa quando se depara com a idéia de “desencarne”e, é aí que ele se questiona sobre a existência Divina. Talvez sigamos àqueles que ditam: “Estamos em um mundo de provações, e a continuidade predomina durante a pós-vida, morremos na carne, mas não deixamos de existir em espírito de luz [Alan Kardec]”. Quem é reverente a tudo que é sagrado deve respeitar arduamente todas as crenças, e assim saber ler e seguir aquilo que lhe é mais lógico e correto. Aquele que é cristão e adepto ao Catolicismo segue o dito: Creio na ressurreição da carne”. Esta confissão de fé na ressurreição “carnal” dos católicos crentes é fundamentada na fé da ressurreição do corpo de Cristo. A ressureição é tão magnífica pelas palavras bíblicas, mas cada crença a interpreta como lhe é devido e mais claro.

E nós DeMolays, que temos conosco uma virtude que trata justamente daquilo que é sagrado e que é fonte de fé e vida, como lidamos com a idéia da morte?

Nós não mumificamos nossos irmãos, como era feito no Antigo Egito e entre a população Maia, como crença de imortalidade e retorno do Espírito e entidade ao corpo. Assim também, não lidamos com a morte como um fim belo que nos traz o entender do ocaso da vida e emblema do dia eterno.

As religiões talvez não respondam mais tantos questionamentos dentro de nossos Capítulos, talvez que a Bíblia seja fonte de nossa Fé em dias eternos, porém não traga mais a verdade absoluta que um dia acreditamos conter, mas apesar de tudo ela traz consigo o conforto aos corações mais torturados pela angústia e tristeza.

Não é aquele livro que repousa sobre o Altar que é sagrado, não são suas palavras aquilo que é sagrado, mas sim tudo aquilo que ela representa, pois ali está toda dor, todo sofrimento, martírio e lágrimas de todos aqueles que um dia tocaram nela e rezaram com Fé ao ser Divino para que providenciasse milagres, vitórias, conquistas e amor.

Analisando tudo isso, percebemos que o que nos faz ser mais tolerantes e aceitar a morte como algo natural, não é a Bíblia, não é a Religião, Filosofia ou qualquer outra coisa gerada pelo mundo e pela mente humana. Mas sim, a nossa própria Fé em Deus. Em um Deus, que para nós pode ser injusto, mas mesmo assim sabemos crer que se assim o foi, é porque Ele sempre sabe o que faz.

Encerro esse post, dizendo uma frase que li certa vez: “Deus é a maior criação do homem” e, completo dizendo, pois é assim que o homem soube aceitar seus próprios defeitos, e rezar, e orar e ter forças para agir magnificamente pela sua evolução e evolução alheia.

Hoje, isto pode ser raro, mas é porque nos esquecemos muitas vezes da existência da Fé dentro de nós mesmos, procurando àquele nosso Deus, apenas nas horas de sufoco e angústia.

Nossa Cerimônia para a ocasião da perda de um irmão tem uma parte que diz: “Nosso Pai que está no céu, nós vos agradecemos pela garantia confortadora da fé implantada em nossos corações, sem a qual estaríamos tristes conforme aqueles que não têm esperança.”

 

O Reverente ficará feliz em ter DeMolays que se confortam no dia a dia buscando mais a Fé dentro de si. Não só a fé em si mesmo, mas sempre lembrando do nosso Pai Celestial o qual oramos em todas as nossas reuniões. Ficará feliz em ver que a nossa Fé é constante e que temos um grande aprendizado sobre o dia eterno, aceitando assim, a despedida daqueles que nos são próximos. Mudar o conceito de “perda” ou um “nunca mais”, para  um “Até Breve”. É tudo uma questão de reencontro.