Um filme

Pode até parecer um pouco estranho ouvir um jovem DeMolay falar em estar se aproximando do final da vida. Acredito que essa metáfora vem da Cerimônia da Maioridade, quando encerramos uma vida “quase perfeita” e passamos a viver na vida real. Inclusive já vão fazer alguns anos que já passei por ela, mas a sensação do dejavù ou do filme em slow motion ainda me atiça os sentidos.

Ontem como de costume, passava por uma das ruas da cidade onde nasci e onde aprendi boa parte do que sei referente à vida e a Ordem DeMolay. Ao atingir determinado ponto, ouvi uma voz que gritava: “Como vai? Você vai hoje à tarde? Meu filho vai.” Era uma tia que, por mais que o tempo passasse e por mais velho que eu já esteja ficando, ainda me tratava como se fosse o jovem DeMolay que ela conhecera anos atrás.

Fiz uma breve reflexão, porém sem as nostalgias de costume. Pensei, por quê sempre me cobram estar presente? Por que, para muitos, meu espírito essencialmente DeMolay não se abala? Por que, por mais que o tempo passe e que as águas do rio corram, serei sempre lembrado de que há Ordem DeMolay? E que nos tornamos tão próximos que separar-nos é uma tarefa quase impossível? Pois é. Por mais que tente e me esforce, parece que jamais conseguirei apagar o espírito que um dia esteve em mim.

Esteve? Ele ainda está, apesar de um pouco apagado com os excessos, os besteiras e as brigas por bobagem. Esse espírito ainda pulsa. E, assim como para O Cortês, a Ordem DeMolay será sempre um peso numa balança que anda bem desequilibrada no mundo atual…

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