Sobre pessoas e erros

Todo mundo erra. Fato. Isso dá margem para julgamentos, acusações, defesas e, muito esperançosamente, bons recomeços. É importante que nós passemos por esses estágios, para que possamos aprender a ser mais tolerantes, mais leais aos nossos princípios e às nossas vontades. É nesse processo que formamos mais e mais nossa opinião e, conseqüentemente, nosso caráter.

Entretanto, devemos frisar que a ligação entre as pessoas e os erros é o aprendizado. Mas tem gente que não aprende. Nunca. E erra, e insiste no erro, e dá cabeçada na parede – mas não aprende. E não muda. E geralmente só piora. É esse tipo de pessoa que, a cada dia que passa, enfia mais o dedo na cara alheia para julgar e acha o cúmulo que façam o mesmo com ele. Pessoas que criticam, que usam argumentos consistêntes como purê. Pessoas que, resumindo tudo, querem ser sempre o chefinho da brincadeira. E se algum coleguinha achar ruim, pega os brinquedos e vai pra casa.

Mas ainda tem um tipo de pessoa que consegue errar mais. Aquele tipo que te dá bom dia, sorri, conversa e é super simpático, mas quando se vira as costas um montro nasce atrás da gente. É aquele tipo de pessoa que adora demonstrar companheirismo, cortesia e fidelidade a qualquer tipo de princípio, mas espera o momento oportuno para pular do barco. Isso quando não torna-se fiel somente aos seus próprios princípios, é claro… Pessoas que gostam de fazer justiça com as próprias mãos. Que comportam-se perante um “não”, mas agem obscuramente até ouvirem um “sim”. Pessoas que se olham no espelho e vêem seu pior inimigo. Enfim: pessoas que fazem de suas próprias vidas um motivo a mais para se divertir às custas dos outros.

Errar é humano. Insistir no erro é burrice. E sustentar o erro como verdade máxima é sinal de que algo de muito podre está escondido. Sejamos francos: o maior erro do ser humano é não ter controle sobre seus sentimentos. Por mais que tentemos, nosso instinto nos trai e, de alguma forma, revelamos nossas reais intenções. Um olhar, uma reticência na fala, uma palavra a mais naquele texto… E é aí que mora o perigo, é aí que o melhor ou o pior de nós pode ser alimentado e botar tudo a perder.

Vaidade é o meu pecado favorito. (Al Pacino, em O Advogado do Diabo)

Para quem sabe ler, pingo é letra.

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O Cortês dedica este texto a quem tem muito a perder e, ainda assim, insiste em lutar pelo que acredita. E deseja do fundo do coração que a verdade maior prevlesça e que todos sejam felizes para sempre.

Para cada acerto, uma tentativa

Ontem foi um dia especial para uma pessoa próxima ao Amoroso. Uma parente próxima subiu ao altar para dizer o tão aguardado e temido ‘sim’. Imediatamente quando vou para um casamento, me recordo de um Irmão DeMolay que, toda vez que entra numa igreja para assistir a um casamento vai parar no hospital (qual o nome dessa fobia?)… essa e outras escolhas fazem parte do nosso cotidiano e para cada acerto, há pelo menos uma tentativa…

Por que não tentar? Viver já um risco tão complicado que abster-se de tentar, de testar nos torna frágeis… assim como alguém quando sobe no altar pra dizer um sim tem a certeza de que conseguirá levar a frente um relacionamento a dois, nós temos ter a certeza de que estamos tentando fazer o melhor de nós, nem que para isso erremos.

Se não tentamos como iremos acertar? Erros fazem parte da vida. Sábio é aquele que aprende com o erro alheio e, como sabemos, ninguém nasce sábio…

O post hoje tá leve por excesso de atividades ocupando o cérebro, porém não custa nada tentar refletir sobre tentativa e erro… boa semana!!!

Coragem para dar o primeiro passo…

Muitas vezes na Ordem surgem boas idéias, aí somos tomados por uma corrente de negativismo. Irmãos pessimistas sem muita vontade em fazer, em realizar em prol da Ordem e o pior em favor de si mesmo. Pois eu acredito que estamos SEMPRE aprendendo na Ordem.

Desde o momento que começamos a trilhar nosso caminho na Ordem, estamos aprendendo. Temos três adjetivos: um para aquele que aprende com os próprios erros, que é sábio; o que aprende com os erros alheios que é feliz e para aqueles que nada aprendem com os erros, estes sim são os tolos.

Acredito que a Ordem na sua maioria tem jovens sábios e alegres. Já que podemos conciliar ambas as definições. É concenso neste blog que devemos acabar com os colares, que devemos nos preocupar menos com cargos e tantas outras baboseiras que somos apresentados na Ordem.

Devemos pensar mais em prol de nossos Capítulos e do que ele deseja para si, para a sociedade e seus membros. Devemos ter coragem para inovar, para trazer o novo ao nosso dia a dia.

Ficamos relutantes em dar o primeiro passo, inúmeras vezes ficamos nas elucubrações e não passamos disso. Criticamos nossas lideranças mas muitas vezes não tiramos um tempo para agir conforme a Ordem preconiza e nem precisa ser em nome ou em prol dela.

Não devemos temer em colocar nossos anseios em práticas, melhor ter tentado do que viver na dúvida se teria dado certo sua idéia. Dê seu primeiro passo e garanta o sucesso de suas ações.

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Fica a dica do Blog The Ninth Arch de um Brother nosso.

Abração do Companheiro

Irmãos, irmãos; erros à parte

A gente tá careca (uns mais que os outros) de saber que nem todo DeMolay é irmão e que nem todo irmão é DeMolay. Pois bem. E a gente sabe também que, uma vez iniciados na Ordem, temos que nos defender mutuamente e ter nossos irmãos com senimentos verdadeiros e respeitosos. Certo?

Errado. Nem sempre é assim. Nem sempre temos a opção de “passar a mão na cabeça” de um irmão e, quando isso acontece, é quase sempre fato que há um alvoroço gigantesco, com muita falta de compreensão e sentimento de revolta.

Nessa minha vida de DeMossauro, já tive a péssima experiência de me envolver demais com o problema de vários irmãozinhos e, por achar que meu dever de irmão é muito mais que bajular, acabei puxando a orelha quando constatei o erro deles. Pôxa, ser irmão não é isso? Não é dar aquele famoso “toque de amigo” quando algo tá fora do previsto? Então! Por que será que todos acabam virando a cara e dizendo coisas do tipo “nós somos irmãos e você deve ficar do meu lado acima de tudo”?

Me cansa esse faso moralismo de que “DeMolay defende DeMolay em todas as ocasiões”, viu? Tá que aprendemos a ser tolerantes, a respeitarmos, a sermos companheiros e a dar o benefício da dúvida… Mas se tiver que concordar com o erro para ser DeMolay eu tô fora, viu? E tem mais: faltei no Capítulo quando ensinaram isso. Eu e meus mais valorosos irmãos, inclusive.

Não sei ao certo dizer se o melhor é não se envolver demais ou se a nossa opinião deve ser explicitada desde o começo. Só sei que deviam ensinar todo DeMolay a separar mais as coisas e não achar que tem costas quentes só por ser DeMolay: é aí que o maior erro começa.

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Precisa falar que O Cortês cansou-se de gente assim?

Os dez mandamentos da convivência em grupo

Aceitar a cada um como é, com suas qualidades e defeitos;

Preocupar-se com o crescimento e a realização do outro;

Alegrar-se com o sucesso do outro;

Valorizar o outro pelo que ele é, e não pelo que ele tem;

Ser instrumento de união, de fraternidade, de solidariedade e de partilha;

Estimular e felicitar ao outro por suas qualidades e realizações;

Perdoar sempre, fazendo uma opção firme pela justiça e pela compreensão;

Corrigir com delicadeza o erro do outro;

Promover os mais humildes, pobres e desvalorizados do grupo;

Orar por todos e cada um dos irmãos, falando sobre eles com o Pai Celestial.

O Companheiro promete que em seu próximo post será mais dedicado.

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