Reverência pelo Celestial.

Eu ontem:

Eu acordei, levantei, coloquei os pés no chão ainda sentado na cama, refleti alguns poucos instantes, me ergui, acendi a luz do quarto, abri a porta, caminhei até o banheiro no mesmo compasso. Acendi a luz do banheiro, peguei a escova de dente e a pasta dental, abri e coloquei a pasta sobre a escova, abri a torneira, molhei a escova e escovei meus dentes.

 Eu hoje:

Eu acordei, levantei, coloquei os pés no chão ainda sentado na cama, refleti alguns poucos instantes, me ergui, acendi a luz do quarto, abri a porta, caminhei até o banheiro no mesmo compasso. Acendi a luz do banheiro, peguei a escova de dente e a pasta dental, abri e coloquei a pasta sobre a escova, abri a torneira, molhei a escova e escovei meus dentes.

 Eu amanhã:

Eu acordarei, levantarei, colocarei os pés no chão ainda sentado na cama, refletirei alguns poucos instantes, me erguerei, acenderei a luz do quarto, abrirei a porta, caminharei até o banheiro no mesmo compasso. Acenderei a luz do banheiro, pegarei a escova de dente e a pasta dental, abrirei e colocarei a pasta sobre a escova, abrirei a torneira, molharei a escova e escovarei meus dentes.

Todos fazemos algo parecido com isso. Cada um da sua forma, mas já percebeu como algumas coisas cotidianas que fazemos se torna algo repetitivo e que fazemos já automaticamente?

Tudo na nossa vida, logo no início é complicado e exige certa prática. Alguns podem ter mais facilidade, outros, mais dificuldade para aprender a mesma coisa. Mas no fim todos conseguem.

Já conseguiram observar como é complicado pegar o volante de um carro pela primeira vez? E já perceberam que hoje a maioria da população mundial sabe dirigir sem problema ou dificuldade, e todas fazem os mesmos movimentos e ações e já conseguem dirigir, conversando com os passageiros, olhando a sua volta, lendo placas sem precisar ficar recordando o livrinho de auto-escola.

Isso tudo se chama: RITUALISTICA.  Não, isso não é coisa do Demo, nem do coitado e difamado Baphomet. A Igreja Católica tem sua Ritualística própria. Vejamos nos Batizados, casamentos, comemorações como Domingo de Ramos e até mesmo o Natal. A forma de se entrar e sair das Igrejas, a forma como se rezar, orar, a hora de cada Cântico, a cor e roupa que o Padre ou Bispo ou Papa devem usar em cada ocasião, os Seminaristas e Leitores durante as Missas, tudo isso faz parte de algo conhecido por Ritual.

E qual a importância da Ritualística?

Ela ensina algo.

Ela nos faz praticar algo que queremos e com o passar do tempo fazemos isso automaticamente.

Ela direciona nossa motivação e objetivo.

E tem conseqüência.

Por que ela deve ser repetitiva?

Quem nunca tentou decorar um texto pela repetição?

Como todos sabemos, nós estudamos, aprendemos a ler através da repetição destas ações. Lembra que quando a gente errava uma palavrinha no ditado da escola e a tia dizia:

_ Vai lá filhinho, pega o caderninho de cópias e escreva a palavra abacaXi 50 vezes.

 Aí, a gente bem revoltado, depois da bronca do pai, pegava nosso caderno e escrevia, escrevia e escrevia. A partir dali sempre lembraríamos de que abacaxi é com “X” de Xuxa e não com “Ch” de Chaves. A repetição faz com que gravemos as coisas e isso se torna comum ao nosso pensamento, reflexo e senso. 

Algumas filosofias crêem que a repetição de palavras (através do pensamento) de forma contínua e interrupta pode fazer com que nos acalme, tranqüilize e fiquemos mais autoconfiantes. Coisas do gênero: Eu quero, eu sou e eu posso…eu quero, eu sou e eu posso, eu quero, eu sou e eu posso.

O que é uma Egrégora?

Ao se reunirem, os seres formam, pela união de sua vontade, um ser coletivo novo chamado Egrégora. La Voix Solaire (A Voz Solar) em seu número de março de 1961, dava-nos a seguinte definição: “Egrégora, reunião de entidades terrestre e supra-terrestres constituindo uma unidade hierarquizada, movidas por uma idéia-força”.

Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e [mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos, etc.

Em miúdos, uma egrégora participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato. Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está. No mais, as egrégoras são “esferas” (concentrações) de energia comum. Quando várias pessoas tem um mesmo objetivo comum, sua energia se agrupa e se “arranja” numa egrégora. Esse é um conceito místico-filosófico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo.

Por isso a necessidade, como DeMolays, de:

– Respeitar Templos Maçônicos e Salas Capitulares, pois ali estão o objetivo, o pensamento de centenas e milhares que por ali passaram.

– Estudar constantemente a Ritualística.

– Tentar dar o melhor de si para o melhor proveito das lições e também para praticar bem aquilo que é seu dever.

– Evitar palavras sujas, obscenas ou pensamentos grotescos e ignorantes.

– Evitar discussões e climas tensos.

– E procurar, principalmente durante as orações, de pensar coisas boas e positivas.

O Reverente também faz Ritualística, seja um dia como DeMolay, seja noutro como garoto de colégio, seja em casa ao acordar, sentar, apoiar os pés no chão, erguer, acender a luz…

O bom é entender o sentido Celestial da coisa!

Ser feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada..

O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.

O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e  pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é  à direita.

Discutem.

Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e percebe então, que estava errado.

Embora com dificuldade, admite que insistiu no  caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer  saber:

-Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado devias ter insistido um pouco mais…

E ela diz:

– Entre ter  razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma  palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.

Ela usou a cena para  ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos  razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história,  tenho me perguntado com mais freqüência: ‘Quero ser feliz ou ter razão?

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:

‘Nunca se justifique. Os Amigos não Precisam e os Inimigos não Acreditam.’

O Companheiro está sem muito tempo para o post de hoje. Perdoem-me. O texto? Recebi de uma lista DeMolay.