Comendo e aprendendo

Todo DeMolay é bom de garfo. E não há jantar de cerimônia pública que reste depois de duas horas de reunião fechada + duas de pública, com a fome se acumulando no organismo adolescente com hormônios para dar e vender.

E já que eu sou um irmão muito bondoso (vide meu pseudônimo neste blog), vou ensinar para vocês a fazer o prato servido em 11 de cada 10 jantares DeMolay: STROGONOFF!!! Prato este que eu adoro, é facílimo e barato de fazer e você pode variar de várias formas. Confira:

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Strogonoff

Strogonoff

Ingredientes:

– 1Kg de carne cozida (de boi: patinho; de frango: peito) cortada em cubinhos (carne de boi) ou desfiada grosseiramente (frango);

– 1 lata de milho verde drenado (sem a água);

– 1/2 pacote de ervilha congelada (fica mais saborosa do que a enlatada, mas se não tiver pode ser);

– 1 vidro de palmito picado (dica: o vidro de palmito que já vem picado é muito duro. Sua mão não vai quebrar se você picar os palmitos, tá?);

– 1 pote pequeno de champignons (cogumelo) em conserva, cortados em fatias;

– 1 cebola média picada;

– 1 lata pequena de extrato de tomate ou 250ml de catchup (fica mais saboroso, mas encarece a receita);

– 1 caixinha de creme de leite;

– Água e farinha de trigo para o caldo;

– Óleo, tempero pronto e sal a gosto (adoro quando escrevem isso nas receitas).

Preparo:

Numa panela, refogue a cebola em um pouco de óleo e tempero (a quantidade de óleo varia, mas geralmente a gente faz tipo uma camada fina no fundo da panela; quanto ao tempero, varia de acordo com cada um. Comece colocando 1 colher de sobremesa rasa e depois acerte o sabor com o sal). Adicione a carne e o champignon (truque nº1), mexendo até a carne secar.

Incorpore o extrato de tomate e adicione água (± 750ml), adicionando em seguida o milho, a ervilha e o palmito. Deixe cozinhando em fogo baixo.

Enquanto isso, misture numa vasilha separada 2 colheres (sopa) fartas de farinha de trigo a 250ml de água. A visão não é das mais agradáveis: essa parte tende a sujar a cozinha, por isso adicione os ingredinetes aos poucos. Quando estiver com aquela cara de papinha de bebê, misture à panela que está no fogo e não pare de mexer. A farinha fará o caldo engrossar, o que dá uma textura mais cremosa ao prato (truque nº 2).

Quando tiver engrossado, prove e veja se precisa de mais sal. Acerte o tempero, deixe levantar fervura e, quando isso acontecer, desligue o fogo. Misture o creme de leite (ele é colocado nesse momento par anão talhar – truque nº 3) e sirva, acompanhado de arroz branco e batata palha. E com uma Coca-Cola trincando de gelada e uma mousse de maracujá de sobremesa você ganha o coração das tias, das primas e de todos os convidados da cerimônia pública!

Rendimento: 4 porções.

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Tá, O Cortês promete que escreverá algo menos “Ana Maria Braga” na próxima semana.

Pequeno manual de etiqueta para DeMolays (parte 2)

OK, eu disse que voltaria ainda na semana passada, mas nem deu. Não me esqueci da promessa e trago para vocês a continuação da nossa listinha!

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4- Hospedagem: A mala tá pronta, o dinheiro tá garantido, todo mundo fechou a ida no busão… E onde é que você vai dormir quando chegar lá no congresso? Mais uma vez, a prevenção pode salvar a sua vida. Se for apenas uma viagem a outra cidade até rola de pedir abrigo na casa de um irmãozinho, mas quando o assunto é congresso a coisa complica. Geralmente os Capítulos/Conventos anfitriões nunca têm tempo para nada e tudo o que os DeMolays daqueles lugares menos querem é mais uma dor de cabeça nesse momento tão insano que é a organização de um evento DeMolay. A vantagem é que esses irmãos são sempre muito bonzinhos e pensam nos que viajam léguas e querem um canto para descansar: alojamentos grátis e hotéis a preços de banana são itens que as comissões organizadoras geralmente oferecem. Portanto, procure se informar onde você vai ficar, se tem que levar roupa de cama/colchão/travesseiro e se todos da sua comitiva ficarão juntos no mesmo lugar: assim, é mais fácil negociar carona com o motorista da excursão.

5- Conduta: Depois de todas essas dicas infalíveis para não dar gafe na próxima viagem de seu Capítulo, só me resta pregar a virtude a qual defendo. Educação nunca é demais e é de se esperar que DeMolays não tenham apenas noção disso. As famosas palavrinhas mágicas obrigado, por favor e com licença abrem portas e não te deixam com cara de mal educado. Sabe todas aquelas lições de etiqueta que a mãe da gente nos ensina a vida toda? Pois é: na casa dos outros, elas são usadas triplicadamente. Simples e nem um pouco difícil. A gente é que não é muito acostumado a essas “frescuras”. Arrumar sua cama, não deixar a bagagem esparramada, estender a toalha molhada: pequenas ações que não quebram a sua mão e mantêm os dentes na sua boca o clima de harmonia entre os povos.

6- +18: Nem todo DeMolay fuma. Nem todo DeMolay bebe. Nem todo DeMolay transa. Não quero pregar aqui nenhum tipo de conduta lasciva ou que faça apologia ao uso de drogas, mas a gente há de convir: nossa organização é formada pelo público alvo da indústria do tabaco, do álcool e do sexo. Para os adeptos de uma ou mais dessas opções de lazer e entretenimento (independente da idade, já que os vícios começam cada vez mais cedo): saibam ter bom senso em todos os momentos. Não fume em ambientes fechados, não beba perto dos mais novos e guarde seus comentários mais promíscuos para usar entre quatro paredes.

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Acredito que ainda tenha mais um monte de dicas perdidas por aí. Sugestões são bem-vindas na caixinha de comentários e, quem sabe, podem até render a parte 3, hein?

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O Cortês nunca se sentiu tão “carola” depois dessas dicas, mas sabe que é por uma boa causa.

Pequeno manual de etiqueta para DeMolays (parte 1)

Depois de um final de semana agitadíssimo e com vários irmãozinhos indo e vindo de vários cantos do país, cheguei à conclusão de que nunca é demais dar umas dicas, coisinhas sobre como se ter o mínimo de educação ao sair de casa e encarar um universo paralelo durante um final de semana. Não tenho a pretensão de substituir os pais de ninguém nem enfiar a carapuça na cabeça de uns e outros: apenas acho que certos detalhes fazem toda a diferença.

1- Saindo de viagem: Aquele congresso bombante da sua região chegou, depois de tanto tempo de espera. Você fez vários contatos no MSN, agitou comunidades relacionadas do Orkut e está próximo de encontrar esse povo todo e passar um final de semana inteiro com eles. Longe de casa, sem pai nem mãe e com um monte de “cúmplices” para os atos mais ilícitos que você puder cometer… Tentador, não? Mesmo sendo, não deixe de levar itens básicos de higiene e mudas de roupa para cada dia fora de casa. E desodorantes existem e podem fazer milagres por suas axilas, além de não pesar na mala. Não se esqueça do remedinho para casos de emergência e coloque no pacotão da alegria pelo menos um cartão telefônico: ligar para a mamãe avisando que tá vivo é sempre bom e garante viagens futuras.

2- Verba: Um certo tio nosso (não conto quem foi nem sob tortura) foi bastante polêmico ao dizer num congresso que a Ordem DeMolay é para rico e que, para pobre, existe o Criança Esperança. Analisando friamente a afirmação, entendo que ela tem um pouco de verdade: DeMolay tem taxa de Iniciação, Elevação, Investidura, captação anual, mensalidade de Capítulo, Convento e o diabo a quatro… Aí aparece um congresso “com tudo o que você tem direito e que seu dinheiro possa pagar” e não há pai, mãe ou salário que agüente. Portanto, facilite a vida de quem te banca ama e pague o valor mais barato das inscrições, além de juntar os irmãozinhos num ônibus/van/pau-de-arara para baratear a viagem. E toda economia é bem-vinda nessas horas: maneirar nos gastos da mesada em nome da experiência única de ir folgado a um Congresso DeMolay pode valer a pena.

3- Alimentação: Se adolescente come muito (vivam os hormônios em fúria!), DeMolay come ainda mais! Sabe como é, né? Ficar quase duas horas enfurnado num templo com um monte de homem, com todo o perdão do duplo sentido, dá muita fome. E apesar da máxima de que “onde DeMolay vai a comida acaba”, educação é tudo nessas horas. Mesmo que você não queira abrir mão daquela última coxinha de frango com catupiry da cerimônia pública, servir refrigerante para a tia gente boa ou ajudar o pessoal do cerimonial (Ó! É o povo do seu Capítulo!) a repor a comida não vai quebrar sua mão. E se você conseguir deixar as “visitas” servirem-se primeiro, sua mãe ficará muito orgulhosa do primor de filho que ela tem!

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O Cortês tem muitas outras dicas de etiqueta que podem salvar dentes vidas. Fiquem atentos que ainda nesta semana tem mais!

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