Origens iguais, costumes diferentes, APENAS UM

Quando iniciamos na DeMolay um dos primeiros sites visitados, sem sombra de dúvidas, é o DeMolay International. Lembro-me o quanto fiquei impressionado ao ver aquela logo correndo atrás do mouse. Muito massa! Passados alguns bons anos, o site além de ter um novo visual está completamente atualizado, vale a pena conferir. A primeira visita foi repleta de perguntas. As iniciais eram quanto ao idioma, já que não entendia bulhunfas de inglês (como se hoje fosse diferente rsrsrs). As outras eram referentes a questões sobre ritualística, situação administrativa da ordem, simbologia, etc. E revirava, revirava e não achava nada de útil.

Uma boa fonte pra essas coisas era o site do Capítulo Ilhéus nº 58, de Ilhéus – BA (hoje SCODRFB com uma cisão interna que resultou no São Jorge dos Ilhéos – SCODB). Adorava visitar a página deles, pois, apesar de não ter novidades, era uma excelente fonte para achar cerimônias públicas e textos sobre simbologia. As Cerimônias Públicas não se resumiam à Flores e Luzes. Tinha Especial do Dia das Mães, Cerimônia do Pai Nosso, Casamento, etc. Diversidade tremenda. E os textos sobre simbologia não tinham a fonte, mas eu julgava sempre muito interessante. O tempo foi passando e eu fui me perguntando de onde vinha tudo aquilo, já que no DeMolay International eu não achava. E, buscando detalhes, achei algumas possíveis origens.

No final da década de 1980, início de 1990, quando o Irmão Monjardim era MCN (e até antes de sê-lo) escreveu uma série de monografias sobre Ordem DeMolay. Algumas delas, resultariam no clássico da literatura DeMolay “A Ordem DeMolay através dos tempos”. Outras ficaram esquecidas com os demossauros que, de vez em quando, ao aparecerem nos Capítulos, dizem que está tudo errado na ritualística. Mas, a maturidade acadêmica me ensinou que devemos sempre perguntar quem disse o que e de onde tirou. E as indagações permaneceram…

Tendo acesso a importantes publicações do International Supreme Council e do DeMolay International (duas coisas para alguns, uma para os outros), percebi que não eram fontes. Então de onde saiu a questão das cores das capas? E a simbologia da vestimenta alvi-negra? E o punhal dos Conventos? Nos EUA, pátria mãe do DeMolay (fato esse que, por mais que não gostemos, é inquestionável) eles não possuem padrão de capa nem de roupa. A Cavalaria lá ‘malmente’ (neologismo) existe e eles não usam punhal. Pois é. Depois de algum tempo, algumas crenças caíram por terra. Porém, acho importante um comentário. Será que a Ordem não mudou tanto quando chegou no Brasil que a pitada de brasilidade foi, além de interessante, muito importante para a construção da identidade DeMolay Brasil/ DeMolay Brasil (sem valoração de quem vem primeiro, por favor)? Temos duas Ordens DeMolays? Acredito que o que nos faz um (graças a Deus e sem brigas de Supremos) é o nosso ritual. E, este sim, caso seja cumprido a risca e de acordo com a tradução original nos faz apenas um. E como a pulserinha azul fala: “We are ONE – DeMolay”.