Comentário pertinente

Acatando à sugestão do Fabio no meu último post (tks pela dica!), acho válido falar um pouco a respeito de puxões de orelha (pelo menos foi isso que eu entendi por “peteleco na orelha”, Fabio!). Mais ainda, falar sobre a responsabilidade que se tem ao expressar uma opinião e criticar alguém.

Certo dia minha chefe disse que quando apontamos o erro alheio acbamos por colocar do nosso lado um soldadinho, que nos vigia para que não cometamos o erro julgado. E aí a gente se sente na obrigação de não cometer aquela “gafe terrível” – tanto para não dar um tiro no pé quanto para não jogarem isso na nossa cara. Resumo da ópera: a gente mesmo sabe o peso que as nossas próprias críticas têm, a ponto de nem sempre conseguir suportá-lo.

É aquela velha história do tio Confúcio (não, gente, ele não é maçom – pelo menos até onde eu sei, né?): não devemos fazer com os outros aquilo que não gostaríamos que fizessem com a gente. E isso também vale para as críticas: se invertermos a situação e nos colocarmos no lugar de quem vai ouvir, já é um ótimo começo para não pesar a mão e evitar um nariz torcido (ou quebrado, vá saber…).

Mas tem coisas que a gente tem que falar. E algumas outras a gente tem a obrigação de falar também. “Dizem por aí” (sim, porque formalmente falando a coisa não é por aí) que o Orador é a voz do Capítulo, no sentido de normatizar, instruir quanto às regras, orientar, etc. Considerando que seja mesmo (AKA regimento interno), ele tem a obrigação de ver o que está errado e orientar para que o erro não se repita, certo? E aí vem fulano da silva e fica nervosinho com ele só porque o coitado cumpriu a obrigação! Bom, né?

Acredito que criticar exige, além do embasamento e do bom argumento, um pouco de aceitação também. E bom senso, obviamente. É necessário perceber o momento certo para falar, saber escolher as palavras certas e ter muita parcimônia e respeito ao dar ao outro o direito de resposta. Todo mundo tem direito, assim como de dar opinião, de aceitá-las ou não. Livre arbítrio, meus caros, é tudo nessa vida!

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Parece que a criatividade bate à porta dO Cortês novamente. E isso é culpa dos leitores, que ajudam, comovem e instruem! 😀

Construção de conhecimento

Recentemente, em uma lista nacional, circulou um e-mail sobre uma lei sancionada pelo Presidente da República. Esta lei, da certas regalías a ex-Presidentes, como servidores à disposições, carros por custo do Estado e proteção integral pela Polícia Federal.

Alguns questionaram que tal e-mail não contribuía para a Ordem.

Bom, e como se fazer um patriotismo? Cego? Acho que crítico, é a melhor opção. Formar líderes. Não é esse o objetivo de nossa Ordem? Então os formemos. Mas líderes que o realmente sejam, que acreditam em certas instituições por convicção e não por simples acreditar.

O e-mail contribuiu para uma discussão saudável. Tocou em pontos interessantes da Ordem, que são feridas, ao meu ver. Afinal, e as Escolas Públicas, tão exaltadas e “defendidas”? Quantos DeMolays realmente fazem ou fizeram parte do Sistema Público de Ensino no Ensino Fundamental e Médio? São temas interessantes à Ordem.

Infelizmente são temas que surgem poucas vezes. Quando surgem, são criticados duramente. Parece que DeMolay deve ser alheio ao mundo.

Esse tipo de informação só vem à contribuir. Para sermos líderes, devemos estar a par dos acontecimentos que nos rodeiam e construir uma opinião sobre eles. Se permanecermos na mesmice de não se discutir certas coisas dentro de nossos Capítulos, creio que não estaremos formando líderes por completo. Deve-se dar ao DeMolay a oportunidade de opinar, não só sobre assuntos da Ordem mas sobre tudo. Devemos construir um conhecimento.

O Patriota acredita em DeMolays críticos que sabem contribuir para a Ordem e para o conhecimento de seus Irmãos. Não só com Ritualística ou Administração Capitular, mas com assuntos pertinentes à formação de caráter de um cidadão de bem.

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