Pelados, pelados, nus com a mão no bolso.

Conversando com um DeMolay a certo tempo atrás, percebi que algo que eu pensava há tempos ele havia pensado também: “Por que dentro de nossas Ordens há tanto conflito?”

Analisemos que, vivemos em uma sociedade que tem por base moral e ética, sob forma de costumes e leis, que limitam e ditam o que deve ou não ser feito.

Cada um cresce em um lar, cada um estuda em uma escola, cresce com amizades diversas, gosta de músicas distintas, comidas distintas, isso é o que difere uns dos outros, dentro de toda uma comunidade.

Quando encontramos em nossas vidas, pessoas diferentes de nós, com pensamentos, educações e formas de ver o mundo de um jeito, que ao nosso ver é “anormal”, a nossa tomada de distância do ET que foge à nossa regra é automática.

Porém, iniciando em uma Ordem onde a convivência é obrigatória, chegamos a crer que não é fácil o BBDB (Big Brother Demolay Brasil). Entramos, gostamos da Ritualística, da Ordem em si, nos apegamos e encontramos lá pessoas diferentes de nós, com as quais não nos afinizamos.

E agora? Eu saio da Ordem ou fico aqui tolerando o fulaninho e o chamando de “Irmão”?

O que penso, é que encontramos essas pessoas também nas escolas, e nem por isso paramos de estudar. Encontramos pessoas assim no trabalho, e nem por isso pedimos demissão e morremos de fome, encontramos pessoas assim em bares, e nem por isso voltamos pra casa e dormimos. Se fôssemos nos privar daqueles com quem não queremos convivência seríamos nada mais nada menos do que “DeMolays-bolhas”, nos fecharíamos em casas de vidros, em um mundinho que mais cedo ou mais tarde gritaria ao nosso redor: Acorde garoto, o mundo não é seu e você não vive nele sozinho.

 

E quando o fulano tenta influenciar sicrano a não beber, não fumar, não fazer isso ou aquilo porque é comportamento imoral? Tudo bem. No have problem guy, mas não seria mais fácil você se preocupar com você e com as suas atitudes e deixar o livre arbítrio e a oportunidade de escolha tomar partido?

Algo que aprendi bem nas aulas de ética: na convivência devemos aprender a respeitar a opinião do outro (Como diz o ditado: Posso não concordar com suas idéias, mas dou-lhe total direito em dize-las). Outra coisa que aprendi foi o limite, a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro, é eu me impor pra mim, e não me impor a ele como forma ameaçadora de: ou você faz como eu quero, ou acabou a amizade.

É, observando tudo isso, o que lhes digo é que a palavra chave poderia ser Tolerância, mas tolerar é além de se controlar externamente é compreender o outro internamente. O que lhes aconselho é se conter. É se calar, respirar fundo, e seguir a SUA vida independentemente da dele.

Lembre-se sempre de que, todos nós temos defeitos, uns péssimos por sinal que nem nós nos damos conta. O que temos incomoda os outros também. É a lei maior da reciprocidade. E no fim, todos somos um bando de seguidores de “nada” que crêem que a sua opinião é a mais válida, a mais coerente, correta e que a sua lei é a que deve ser seguida. No fundo no fundo, somos nada mais nada menos que um bando de gente nua com mãos atadas em bolsos inexistentes, sem documento, sem vontade própria, e ainda quer impor um sistema rígido de “Siga-me”.

O cúmulo da moralidade é querer moldar o certo e o errado, quando na verdade haverão apenas conveniência. É tudo uma questão de escolha.

 

O Reverente já fez as suas escolhas, muda a cada dia, e tenta melhorar. O outro? Se ele pedir ajuda, eu ajudo, caso contrário, deixa ele pra lá.

Os dez mandamentos da convivência em grupo

Aceitar a cada um como é, com suas qualidades e defeitos;

Preocupar-se com o crescimento e a realização do outro;

Alegrar-se com o sucesso do outro;

Valorizar o outro pelo que ele é, e não pelo que ele tem;

Ser instrumento de união, de fraternidade, de solidariedade e de partilha;

Estimular e felicitar ao outro por suas qualidades e realizações;

Perdoar sempre, fazendo uma opção firme pela justiça e pela compreensão;

Corrigir com delicadeza o erro do outro;

Promover os mais humildes, pobres e desvalorizados do grupo;

Orar por todos e cada um dos irmãos, falando sobre eles com o Pai Celestial.

O Companheiro promete que em seu próximo post será mais dedicado.

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