Identidade

Busca-se uma identidade para a Ordem DeMolay. Não um objetivo. Objetivo ela já tem. Uma identidade.

É a Ordem DeMolay o SCODB? É a Ordem DeMolay o SCODRFB? É o grupo de jovens da maçonaria? São os “filhos dos maçons”? É uma ocupação de fim de semana? É uma escola de líderes? É o que afinal?

Acho interessante que não há concenso quando se define Ordem DeMolay. Os próprios regulamentos da Ordem não a definem. Só a objetivam e a regulamentam. Essa semana me dei conta de que participo de um grupo (é uma definição muito generalista) que o próprio fundador tinha dificuldade em defini-la. Surreal demais.

Acho que a busca de uma identidade para a Ordem DeMolay devia ser um de seus objetivos. Às vezes os Capítulos se envolvem em atividades muitos diversificadas, que as vezes fogem dos princípios (recentemente um Capítulo promoveu uma Cervejada). Não que atividades diversificadas sejam ruins. Mas as atividades deviam levar a Ordem a criar uma identidade própria. Ações que levassem a Ordem a ser conhecida como o grupo “daquilo” e “disso”.

A “unificação” pode ser um dos princípios da identidade, mas não é o fundamental. Buscar a identidade é buscar uma motivação geral para Ordem. Quem sabe a solução de alguns problemas, como a evasão. Ter DeMolays cientes dos papéis que devem cumprir na sociedade, cientes da identidade de DeMolays que devem ter perante os outros, pode ser um caminho. E é a falta de um caminho que às vezes “azeda” a Ordem.

O Patriota recentemente leu um texto no Scribd de um DeMolay (pelo menos ela aparenta ser) que afirma não existir objetivo na Ordem. Refletindo um pouco sobre o texto, chegou à conclusão que não se falta objetivos. Falta uma identidade. Desejoso e esperançoso, o Patriota deseja que nossas lideranças, sobretudo as juvenis, construam (ou até descubram) nossa identidade.

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Como George Washington se ajoelhou

Não sei se é do conhecimento de todos os DeMolays, mas a forma como nós nos ajoelhamos, é uma homenagem à George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América. Como Washington foi maçom, Land queria que houvesse uma espécie de referência ao homem que ajudou a construir sua pátria. Então, escolheu a forma como Washington se ajoelhou no dia da fundação da capital americana (tal momento é retratado em um quadro que eu não me lembro o autor), como forma dos DeMolays ajoelharam.

Existem ainda outras referências à presidentes americanos (maçons) nos rituais DeMolays. Na cerimônia de Instalação de Oficiais, o Mestre Conselheiro ao por os Livros Escolares sobre o altar, menciona uma frase de Lincoln; “um governo do povo, para o povo e pelo povo”. Existe uma profunda reverência dos DeMolays americanos, pelos maçons que ajudaram a construir sua nação. E o patriotismo americano é bem refletido nas atitudes diárias dos cidadãos. Aqueles já tiveram a oportunidade de andar por ruas de cidades americanas do interior, pôde perceber que as residências possuem bandeiras em seus quintais e telhados. A população em geral se movimenta bem com as eleições, mesmo elas sendo facultativas. Existe um sentimento crescente de “meu país” por parte dos jovens; e isso é fruto de educação cidadã.

Sei que não é certo compararmos nosso país, cultura e história com eles, mas por ser lá o berço da Ordem DeMolay, uso-os de exemplos.

No Brasil, Pedro I (Tio nosso) proclamou a Independência. Cerca de 150 anos depois, Deodoro da Fonseca (Tio nosso também e posteriormente Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil) proclamou a República. E são vários os outros exemplos que temos de Tios que ajudaram a formar nosso Brasil.

Toda vez que ajoelho como DeMolay, além de sentir uma profunda presença do Pai Celestial, me sinto no dever de honrar a causa por qual alguém se ajoelhou assim pela primeira vez; a construção de uma pátria. De um lugar no qual milhões de pessoas pudessem chamar de lar. Me sinto orgulhoso de ser DeMolay, em poder contar com preciosa formação que me ajudará a ser melhor cidadão.

É um privilégio poder se ajoelhar como George Washington se ajoelhou.