Revolução III

Quando a ferida que é cutucada é a aberta e inflamada, o grito é muito maior.

Pelos comentários que tive nas postagens Revolução e Revolução II, percebo que os amigos do MEPR não entenderam muito a mensagem.

O ponto principal é uma crítica ao modo de ação do grupo, que se diz revolucionário. Quebrar, pichar,vandalizar patrimônio público ou particular alheio não é e nunca vai ser revolução.

Não, vocês não são detentores do real conhecimentos e não estão com a razão. O ponto de vista de vocês é como qualquer outro. Alienado é o apolítico e não aquele que não é marxista.

Reafirmo: arrume seu quarto, depois o mundo.

Movimentos populares são apenas mais uma forma de manter o “sistema” ativo e operante. Ser revolucionário é “in”. É legal ser barbudo, cabeludo, e andar de vermelho. É só mais uma imagem/ideologia que podemos comprar na banca.

Como diria meu pai, ao ver um manifesto de estudantes: Se são estudantes, porque não estão estudando?

Fica aí a mensagem do Patriota para os DeMolays. Semana que vem escrevo sobre a Ordem. Por enquanto é só.

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2016

Eu sempre achei muito errado um Mestre Conselheiro se candidatar para seu Capítulo ser sede de um evento, sendo que quando esse evento se realizar, ele não será o Mestre Conselheiro e provavelmente, não estará mais no Capítulo.

Eu vejo as Olimpíadas dessa forma. É claro que há todo um planejamento feito, muito dinheiro envolvido e, por isso, as coisas são mais certas do que em um Capítulo DeMolay. Mas, se alguma coisa der errada, se os jogos forem um fiasco, se tivermos um evento semelhante ao da Olimpíada de Munique em 72 (só que com traficantes no lugar dos terroristas), ou coisa pior; a culpa e as críticas vão cair no cidadão ou cidadã que estiver governando o país. Como se ele, ou ela, tivesse escolhido sediar as Olimpíadas. Triste isso. Mas não é essa questão que quero discutir.

Todos nós sabemos que não existe investimento do governo em esporte. Nosso atletas de linha não treinam no Brasil, não possuem apoio do Governo Federal e seus patrocinadores normalmente são estrangeiros.

Nossos centros esportivos não são de acesso da população. E são sucateados, mal construídos e deteriorados. Nas escolas públicas, vemos um material esportivo que é usado há pelos menos dez, quinze anos. E os programas que o Governo ocasionalmente lança, duram alguns meses e tem ação restrita a algum grande centro econômico ou populacional, não atigindo assim a massa.

Mas seremos sedes das Olimpíadas de 2016. E até Copa em 2014 teremos.

Haverá mudança? Haverá investimento no esporte? Nossos melhores atletas terão condição de treinar no Brasil? As empresas brasileiras, e as estatais principalmente, vão patrocinar nossos profissionais do esporte?

Até posso arriscar um sim. Mas um sim que vai até 2016, estourando um 2017. Dificilmente passará disso. Até posso ver as reportagens do Jornal Nacional: crianças treinando alguma modalidade, algumas entrevistas rápidas e no final uma criança fala que o sonho dela e ir numa olimpíada e ganhar uma medalha.

É nítido notar, que sediar as Olimpíadas e a Copa, são interesses de uma minoria. Eu não tenho condição de pagar um ingresso de jogo de Copa do Mundo ou entrada de Olimpíada. Creio que a imensa maioria dos brasileiros também não tem. Eu acho muito ilógico falar que “o povo quer”. Todo mundo vai ver é pela TV mesmo. E pra isso as Olimpíadas podem estar acontecendo em qualquer parte do mundo, que não faz diferença.

E é esse nosso Brasil.

Somos um país de planos e ocasiões. As coisas vão bem quando há oportunidade de se mostrar que elas vão bem. E para as coisas irem bem, traça-se planos e mais planos, projetos e mais projetos. Mas fica-se nisso.

E assim somos o país do futuro. Assim falavam nosso avós e assim, se continuarmos nesse ritmo, falaremos a nosso netos.

O Patriota acha um desperdício de dinheiro público as Olimpíadas e a Copa. Ele as vezes calcula quais seriam os resultados se todo esse valor fosse investido em educação e saúde. O Patriota que parar de viver em um país de sonhos e promessas. Ele quer um país de resultados.

Como George Washington se ajoelhou

Não sei se é do conhecimento de todos os DeMolays, mas a forma como nós nos ajoelhamos, é uma homenagem à George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América. Como Washington foi maçom, Land queria que houvesse uma espécie de referência ao homem que ajudou a construir sua pátria. Então, escolheu a forma como Washington se ajoelhou no dia da fundação da capital americana (tal momento é retratado em um quadro que eu não me lembro o autor), como forma dos DeMolays ajoelharam.

Existem ainda outras referências à presidentes americanos (maçons) nos rituais DeMolays. Na cerimônia de Instalação de Oficiais, o Mestre Conselheiro ao por os Livros Escolares sobre o altar, menciona uma frase de Lincoln; “um governo do povo, para o povo e pelo povo”. Existe uma profunda reverência dos DeMolays americanos, pelos maçons que ajudaram a construir sua nação. E o patriotismo americano é bem refletido nas atitudes diárias dos cidadãos. Aqueles já tiveram a oportunidade de andar por ruas de cidades americanas do interior, pôde perceber que as residências possuem bandeiras em seus quintais e telhados. A população em geral se movimenta bem com as eleições, mesmo elas sendo facultativas. Existe um sentimento crescente de “meu país” por parte dos jovens; e isso é fruto de educação cidadã.

Sei que não é certo compararmos nosso país, cultura e história com eles, mas por ser lá o berço da Ordem DeMolay, uso-os de exemplos.

No Brasil, Pedro I (Tio nosso) proclamou a Independência. Cerca de 150 anos depois, Deodoro da Fonseca (Tio nosso também e posteriormente Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil) proclamou a República. E são vários os outros exemplos que temos de Tios que ajudaram a formar nosso Brasil.

Toda vez que ajoelho como DeMolay, além de sentir uma profunda presença do Pai Celestial, me sinto no dever de honrar a causa por qual alguém se ajoelhou assim pela primeira vez; a construção de uma pátria. De um lugar no qual milhões de pessoas pudessem chamar de lar. Me sinto orgulhoso de ser DeMolay, em poder contar com preciosa formação que me ajudará a ser melhor cidadão.

É um privilégio poder se ajoelhar como George Washington se ajoelhou.

Revolução II

Há muito escrevi uma postagem chamada Revolução. Ela gerou vários comentários que me fizeram pensar. O que achei mais estranho, foi que um grupo de internautas, membros do MEPR não gostaram de minha posição.

Peço que eles pichem a suas casas, visto que o que é do povo não deve ser pichado. Que eles quebrem suas vidraças, não a do patrimônio público. Que eles se eduquem e não se tornem robôs socialistas que só esbravejam e gritam. Que eles aprendam o que é dialogo, pois revolução nenhuma desse mundo se resolveu fora disso.

Aos membros do MEPR, que se dizem socialistas; descalcem seus All Star, não bebam suas Coca-Colas, não fumem seus Marlboros. Sejam, afinal, socialistas e não idiotas de vermelho.

Posso ser um alienado político, mas não sou pseudo socialista/intelectual. Isso me basta.

Aos DeMolays, espero que aprendam que Revolução, se faz com educação, diálogo e sobretudo cidadania. Ninguém deve levantar uma arma ou desferir uma pedra se busca a paz. Existem vários exemplos na história, basta se espelhar. Nossa Ordem em si, já é revolucionária. Ela tira o jovem do ócio do fim de semana, e o entrega ao aprendizado da moral, da ética e da cidadania. Ela faz revolução melhor do que qualquer outro movimento estudantil. Ela revoluciona o caráter do jovem, o que vai refletir na sociedade.

Aos meus amigos pseudo socialistas/intelectuais, uma passagem interessante: arrumem primeiro seus quartos, depois tentem arrumar  o mundo.

O Patriota já cansou de milícas revolucionárias e coisas do tipo. Essa história de pegar nas armas e ir à luta já o deixou de ‘saco cheio’. A chave da coisa é saber fazer bem as escolhas e se cobrar por isso.

Não somos líderes

O Patriota deu uma sumida. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e muita ansiedade misturada com isso tudo. A gente acaba esquecendo de fazer algumas coisas.

Alguém aqui já foi cobrado dentro da Ordem DeMolay? Espero que todos. Afinal, sem cobrança, a coisa não anda. Temos várias esferas de atuação. O Nacional cobra do Estadual, que cobra do Regional, que cobra do Local, que cobra de um tanto de gente pra aliviar a pressão. O que acho mais estranho, é quando um desses cobra, mas não cumpre seus deveres. Apronta meio mundo por causa de um relatório atrasado, mas os seus, nunca aparecem feitos.

Precisamos rever nossos conceitos de liderança. Eu, pessoalmente, não creio que a Ordem seja uma formadora de líderes. Seu objetivo, é formar bons cidadãos. Que sejam melhores amigos, filhos e colegas. Essa coisa de liderança, é foco da Alumni. Pensam que todo DeMolay é líder. Pensar assim é erro. Temos sim nossas lideranças, como em todo grupo. Mas não é todo grupo, que vai fazer parte dessa liderança, ou tem vocação para.

Ultimamente, tenho refletido muito acerca disso. Tenho visto, mesmo com os meus parcos anos de Ordem, que se prima mais para a liderança (construção de uma imagem) do que pela cidadania (construção do DeMolay). O mal, não são os colares, ou o número de cargos. Esse assunto já deu o que falar e se mostrou ser apenas polêmica. O mal, é que acham que DeMolay é líder. Pode até ser, mas não é isso que a Ordem prega. O Supremo, seja qual for, pode pregar. O Mestre Conselheiro de algum lugar pode pregar. O Grande Mestre de algum Grande alguma coisa, pode pregar. Mas a Ordem, aquela criada em 1919, que veio para o Brasil em 1980, não prega. Ela prima pela formação do cidadão. Ela busca deixar o caráter reto, idôneo e responsável. Por isso as gestões curtas. Para se aprender o que é responsabilidade, não a ser líder.

O DeMolay que já leu o Ritual (que não são muitos, pode acreditar), não vai encontrar nele lições de liderança. Encontrará de cidadania. De como melhorar seu caráter, ser melhor filho, melhor amigo e melhor cidadão.

Vejo que a Ordem perde seu rumo nas “esferas de poder”. Mestre Conselheiros de alguma jurisdição, tendem a ser menos DeMolays. Ficam embriagados de  <!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm }administração . Tudo vira projeto e plano. As coisas ficam mais frias. Perdem o gosto. Tendem a ficar mais críticos e repreensivos. Perdem a aura de DeMolays. Se escurecem.

Mas será que a Ordem tem rumo pra isso? Creio que por enquanto não. Primeiro, precisa-se mudar a mentalidade dos DeMolays. Enquanto achar-se que a Ordem é uma escola de líderes, continuaremos no mesmo barco. Lá no fundo, algo me diz, que toda essa divisão que enfrentamos hoje, tem sua causa fundamentada nessa mensalidade. Liderar.

O Patriota anda muito ocupado nos últimos dias. Porém, de forma alguma ele deixa de pensar na Ordem DeMolay e, a cada dia que passa, ele vê novas facetas e horizontes dentro dela. O Patriota está se encontrando dentro da Ordem DeMolay.

Revolução

O que é Revolução?

Uma grande mudança? Pessoas marchando e gritando? Algo de muito diferente? Seja o que seja acho que todos nós concordamos que o Brasil precisa mesmo é de uma revolução. Mas uma revolução que atinja todos os brasileiros. Que não fique apenas na elite. Que mude, de fato, a vida do povo brasileiro.

Mas como fazê-la? Não sei. Mas sei como não fazê-la.

Em minha cidade, há vários vandalismos (pichações, cartazes em locais proibidos, depredações) de um grupo que se denomina MEPR. Movimento Estudantil Popular Revolucionário. Se dizem dissidentes da Une e do MR-8. Que apoiam os militantes estudantis como braço de ação do movimento revolucionário. Se dizem donos de um “Socialismo Educacional”. Me desculpem a palavra, são um monte de merda.

Como querer revolução depredando espaço público? Destruindo o que é do povo? Só se for para aparecer. Ainda se dizem intelectuais.

O MEPR recentemente destruiu um espaço público do meu município. Quebraram lâmpadas, arrancaram placas e ainda picharam MEPR – Não venda seu voto – MEPR. Claro, devem ter achado que estão acabando com o prefeito. Mas estão acabando é com o bolso do trabalhador, que paga imposto pacarai e quando tem um espaço de lazer, é destruído.

Creio na Revolução pacífica, que começa na modo de educar o cidadão. Um cidadão bem educado, ciente de seu papel na sociedade, vale mais que um grupo de milhares de arruaceiros. O cidadão sabe agir, sabe usar os veículos e modos certos para luta. Não precisa quebrar o que é dos outros, ou o que é de todo mundo, visto que é patrimônio público.

Não sei se o MEPR age sempre assim, em todos os lugares. Espero que não.

Ainda vejo o Brasil como país lá do “Primeiro Mundo”. Nem que seja lá no outro mundo.

Tomara que haja DeMolays revolucionários. Que saibam como fazer a revolução que esse país tanto precisa.

O Patriota quer Revolução, mas na forma certa. O Patriota ainda se desculpa pelo atraso da postagem. As vezes a reunião acaba tarde e a cabeça fica cheia, o que impede de surgir boas idéias.

Sobre a Constituição

Encontrei um vídeo interessante na internet. Ele fala sobre os vinte anos da Constituição Cidadã. Muito interessante. Está dividido em duas partes. O áudio está um pouco ruim, mas dá para entender.

O interessante do vídeo, que ele mostra dois tipos de brasileiros. Alienados e Cidadãos. Tomara que a Nação DeMolay Brasileira seja parte do segundo grupo, os Cidadãos.

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