Eleições

Estamos no final do semestre e muitos capítulos devem estar preparando suas eleições para a próxima gestão. É extremamente importante esse momento para cada capítulo e para aqueles que estão envolvidos (candidatos e eleitores).

É bastante comum na época de candidatura ouvir a seguinte pergunta: “Quero candidatar para tal cargo, o que você acha?”.

Das últimas vezes que ouvi essa pergunta, surgiram outras de minha parte:
– Você sabe quais as funções desse cargo?
– Sabe quais as responsabilidades você assumirá pertencendo à diretoria?
– Está disposto a se dedicar a isso?

Com mais algumas perguntas e o assunto fluindo bem, ele mesmo saberá se está preparado ou não para ser eleito e verá em quais pontos deve melhorar para exercer bem o cargo.

Por outro lado, são comuns também as perguntas: “Quem você acha que vai ganhar?”, “Em quem você votaria?” entre outras.

Procuro não responder a essas perguntas, porque, de certa forma, estaria influenciando no voto de outros eleitores e, ao mesmo tempo, tirando a credibilidade dos outros candidatos.

Cada eleitor deve analisar as propostas dos candidatos, seu histórico na Ordem e em seu capítulo, os projetos de que participou entre outras atividades. Deve também verificar a disponibilidade de cada candidato para atuar bem no cargo.

Lembro também que “campanhas eleitorais” devem ser feitas dentro do capítulo. Nada de sair entregando santinhos na escola, na rua…

Uma vez, em época de eleição no meu capítulo, um dos candidatos chegou a levar um bolo de iogurte para a minha mãe. Talvez não tenha sido para “comprar o voto”. Mas entre outros agrados, percebi certa intenção dele.

Procure, caso você seja candidato, não apoiar outros para os demais cargos. Isso pode gerar certa rivalidade dentro do capítulo. Talvez aquele que seja eleito não foi quem você apoiou.

Apresente sua proposta, faça bem seu trabalho e confie que o pessoal fará a escolha certa.

O Fiel deseja boa sorte a todos os candidatos e, principalmente, aos eleitores – esse momento de treinarmos a democracia é importante e deve ser levado a sério.

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Tantas emoções

Alor! ALOR? Alor! Tudo bem, pequenos?

Vocês já estão carecas (essa é pra você, demossauro!) de saber meu estilo, então lá vai mais política, eleição, etc e tal. Acho que isso tá aparecendo mais ainda por causa do momento e tudo que tem ocorrido nestas últimas semanas. Ah, se esse GMAIL falasse. E fica meu abraço pros ex-presidentes da alumni estadual das alterosas, povo bom de serviço que só! COF COF

Me estendi demais, bora lá… Alguém já parou pra pensar pra que precisamos dessa negada toda ocupando cargo? MC(insira aqui letra que corresponda a qualquer coisa), GM(idem), S(de secretário, ou seja, depois disso, pode enfiar qualquer coisa mesmo que o negócio aguenta, digo, cabe, digo, é válido) e lá vai um alfabeto partidário inteiro.

Minha visão é bem idealista: o cara que ocupa um cargo ou o almeja, o faz pelo bem geral. Por ter uma visão diferente e, por isso, idéias novas, conceitos novos. Esse cara quer mudar algo errado, quer mostrar o caminho certo (ou diferente). Enfim, é todo aquele papo de altruísmo do qual já falei quando toquei no assunto de candidatura.

Pra quem já trabalhou na estrutura da Ordem, no sentido de ocupar de fato um cargo que lide com diversos Capítulos, uma região, um estado ou mesmo o país todo, o recado é mais fácil de passar. O ponto é simples: tem que gostar demais. E esse gostar demais tem que vir carregado de uma vontade que é baseada na tentativa de melhorar as condições de trabalho no lugar onde a coisa toda tem que funcionar de verdade: no Capítulo. Essa é a razão de tantos projetos, tantas ligações, tantos encontros. Claro, existem outros motivos, mas o norte dessa vontade, dessa “ocupação” deve ser o bem-estar do outro, não o próprio.

Por isso, meus queridos, fiquem atentos a esses que aceitam um cargo por não ter mais ninguém. Esse povo é fadado ao fracasso. Tem que querer, que ter vontade, thelema. Ordem DeMolay não tem partido, não tem situação e oposição. Pelo menos não podia ter, se obedecem isso, são outros quinhentos. E fica meu abraço aos amigos das alterosas. “Quanta gente, quanta alegria.”

Tolerância e Persistencia para o segundo…

Acatei a idéia d’O Reverente.

Quem fez ou pelo menos tentou fazer a lição de casa deve ter percebido que tentar ser tolerante é deveras difícil, pode parecer que sempre falta algo a mais. Tolerar é: aceitar as pessoas como elas são, entender as diferenças (Viva as diferenças) e tantos outros exercícios de paciência.

Devemos persistir em nossos passos, afinal somos brasileiros e não desistimos nunca. Ter tolerância é destruir os nossos inimigos. Por que? Ao meu ver ser tolerante é demostrar compreensão com os diferentes, dessa forma como haverá desentendimentos se você e eu aceitamos que pensamos diferente? Mas para termos essa tolerância devemos destruir nosso inimigo interior primeiro, que com frequência nos faz agir com egocentrismo e orgulho, nos fazendo desrespeitar os demais.

Na Ordem, vivemos isso com grande freqüência até temos coragem para dar o primeiro passo, mas será que temos tolerância e persistência para continuar em um caminho de retidão? Falta-nos tolerância principalmente para entender os motivos de nossos irmãos e o pior sem julga-los.

Na disputa por um cargo, por uma idéia ou até mesmo contra uma sanção, não temos tolerância em compreender os fatos que serviram de base para formar a compreensão daquele que estamos tendo embate. E nos apressamos em julgar as pessoas. Esquecemos do poder da palavra ‘irmão‘ que pesa muito mais que ‘amigo’ . Por diversas vezes tratamos nossos irmãos de maneira diferente de um amigo, quantas vezes vemos em meio a um tumulto o MC dizer “Pessoal, senta todo mundo” ao inves de dizer “Meus Irmãos, sentem-se“. Deu para perceber a diferença?

Então volto a dizer, que tenhamos cada vez mais tolerância e que persistamos nessas práticas que podem cada vez mais melhorar nosso convívio.

E fica o lição:

Eu serei persistente.

Tu serás persistente.

Ele será persistente.

Nós seremos persistentes.

Vós sereis persistentes.

Eles serão persistentes.

E quem quiser postar textos aqui no blog, manda e-mail. Não esquece de votar na enquete!

Abraços fraternos meus irmãos e amigos d’O Companheiro.

Quem dera se déssemos mais valor às lutas e dificuldades de nossos antepassados.

Nossa memória e nosso raciocínio DeMolay começa quando iniciamos, e somos treinados a conhecer o presente, as formas de se fazer cada coisa, cada movimento, cada ação, o que pode e o que não pode. Como saudar, quem é quem ali, horário de reuniões, dias, tios, irmãos e assim ficamos focados nos mesmos horizontes: Nossa própria e equivocada Evolução.

Engraçado é descobrir que a Ordem DeMolay não começou no dia de nossa Iniciação. Ela começou antes. Bem antes. Não sabíamos , não conhecíamos, mas ela já existia e o que passamos hoje, muitos já passaram. O cargo que fazemos hoje, muitos já fizeram. As justiças e injustiças que sofremos hoje, outras centenas ou milhares também passaram. Talvez coisas piores, ou quem sabe menos tristes.

É tão bom já pegar um Capítulo andando, conhecendo Ritualística, sabendo os princípios de um DeMolay, com DeMolay que sirva de exemplo ali dentro. Mas engraçado é pensar que aquilo ali teve um início há algum tempo atrás, onde as pessoas não tinham tanta afinidade, não tinham noção sequer dos cargos que faziam, não possuíam talvez muitos objetos que se fazem hoje, necessários. E, aos poucos construíram bases fortes para que pudéssemos um dia, sem a presença deles, desfrutar da Ordem DeMolay, como um dia eles puderam também.

Foram momentos engraçados aprendendo como fazer uma ata, qual a verdadeira função de um Hospitaleiro, a primeira Campanha, a primeira festa para arrecadações, as salas lotadas de tios curiosos em ver aquela novidade chamada DeMolay. Ah! Bons tempos!

Quando usamos cada capa, não imaginamos quem a possuiu um dia. Quando fazemos um cargo, não sabemos nem ao menos se algum dia alguém desejou tanto ter a mesma função e não teve oportunidades para tal.

Fazemos muitas vezes por fazer, sem emoção, sem vontade, muitas vezes reclamamos, chamamos o Mestre de Cerimônias que delegou, de imbecil metido e, passamos automaticamente a esquentar cadeiras.

Ah! Se déssemos mais valor a todos aqueles que batalharam pela existência do que hoje podemos usufruir com tanta facilidade.

Creio que agir desta forma é perda de tempo, pra gente e pro Capítulo ao qual pertencemos. Seria tão belo se fôssemos mais entusiasmados em ter coragem de levantar e mostrar com maestria a arte de se fazer bem àquilo que abraçamos com tanto amor.

Ter vontade de fazer bem, servir como exemplo, mostrar a beleza e a nobreza de poder dizer: Sim, eu sou o 1° Mordomo de meu Capítulo e faço bem a função que me foi designada, pois honro todos aqueles que um dia passaram por ali. E servirei de bom exemplo a todos que ali haverão de passar.

Aí está a diferença básica entre almejar um cargo e receber um cargo. Quem almeja talvez não consiga. Quem recebe é porque de fato merece.

Dê o máximo de si para o cargo que lhe foi designado, aquele que sonha, terá para si o que quiser,  e isso depende de um bom trabalho desempenhado, não porque leu e sabe decor as suas funções, mas porque teve orgulho de abraçar seu cargo com amor, e sendo DeMolay de coração soube ser digno daquilo que lhe foi conferido.

 

O Reverente ficará feliz em ver 7 preceptores satisfeitos e honrando dentro de seus Capítulos não só as capas, mas também o exemplo de irmãos verdadeiramente ligados ao valor de nossos princípios. Que Deus nos ajude!

Manual para MCs de primeira viagem! – Parte 1

Olá, Ordem DeMolay brasileira. Quanto tempo, não? Estive ocupado semana passada e não pude postar, que pena. Mas cá estou. Ah sim, eu gosto muito quando metade da população leitora desse blog não entende patavinas do que escrevo e se acaba nos comentários, viu? Keep walking, já diria o danado, neste caso, keep trying.

Mas então, a criatividade anda apagada dos irmãos que cá escrevem e a praga me pegou também. Então vou soltar dicas interessantes para quem vai assumir de Mestre Conselheiro (ou assumiu há pouco) para a gestão que se segue (ahn ahn?):

Foi eleito e empossado, que legal. Então agora faz o seguinte: chama a galera também conhecida como conselheiros e sentem a bunda num lugar em que se sintam à vontade, vocês terão um bommm papo. Definam nominata, calendário e possíveis projetos iniciais. Segundo semestre é época de congressos, pelo menos no lado SCODB de Minas Gerais que servirá de exemplo, então lembre-se que além de ter menos reuniões que no primeiro semestre, ainda terá que viajar com seus queridos irmãos para votar e, em alguns casos, até ser votado. Não preciso dizer que as datas de Elevação e Iniciação têm que ser marcadas com antecedência e o Grande Capítulo vai agradecer se os formulários e taxas forem remetidos dentro do prazo estipulado (só pra ajudar os coleguinhas do GCEMG!). Ok, principais datas estipuladas!

Nominata dá dor de cabeça em qualquer caso. Em Capítulo que tá fraco porque não dá pra preencher tudo e em Capítulo forte porque sempre fica alguém insatisfeito com o que lhe foi proposto (que o digam os Sentinelas, só para usar um exemplo de cargo que nunca é muito bem aceito no Capítulo do qual faço parte. pra ser sincero, eu também tinha pavor de ser colocado em tal cargo, achava um porre). Vamos lá, sugiro o seguinte: Escrivão pode ser nomeado, então coloque alguém que saiba ler. ÓOOOO, sim, simples assim. No mínimo o cara tem que saber ler, aí você pede pra ele fazer uma redação pra ver se também sabe escrever, mesmo que minimamente. Se passar nesse teste, procura saber se é organizado, porque ninguém merece escrivão que carrega trolhas de folhas e que não consegue listar as atas que escreve. Bem, escolhido o Escrivão, brinque com os outros cargos.

Outra sugestão é a de que o Mestre de Cerimônias seja um cara de confiança da diretoria, até pelos atributos e pelo que normalmente faz numa reunião – não vou escrever nada nesse sentido aqui, obviamente. Um Organista que sabe escolher bem as músicas e lidar satisfatoriamente com as luzes ajuda muito na harmonia da reunião. O Tesoureiro é eleito ou nomeado, sendo o segundo caso de extrema atenção porque este cargo exige alguém realmente dedicado e que dobre sua atenção, uma vez que mexe com o dinheiro de todo o Capítulo.

Definido isso tudo, tem uma coisa muito legal de se fazer: conversar com os Tios, especialmente os do Conselho Consultivo. Troque idéia com eles pra saber o que eles acham que foi legal e o que não foi nas gestões passadas, explique suas idéias e projetos e comece a criar laços com os caras que estarão do seu lado a gestão inteira, é essencial.

Daí pra frente, é paciência, telefone, e-mail, orkut e muita dedicação. Não tente falar nada decorado se realmente não souber bem tudo que tem pra falar. Não é feio ler o ritual ou parar para consultar a constituição ou regimento etc. Errar ou pular alguma coisa também não é nenhum pecado ou falha grave, mas para evitar isso não custa nada dar umas boas lidas no ritual antes de cada reunião. Lê no banheiro, no ônibus, na aula chata, onde quiser (com as devidas precauções, hehehe), mas nunca deixe de dar uma revisada pelo menos uma vez por semana. Rever procedimentos de votações e cerimônias públicas e especiais também é uma boa!

Espero que tenha ajudado alguém… Isso aí é o básico, alguém que realmente gosta do que faz e sente prazer em ocupar distinto cargo, com certeza vai chegar longe. Mas haja paciência, isso eu peço e garanto!

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