Respira fundo e vai.

Há momentos que dar um basta é necessário. Quando pequenos a Tia ensina: “Gente, vamos usar as palavrinhas mágicas!

Regrinha n° 1 – Bom Dia!, Boa Tarde!, Boa Noite!

Regrinha n° 2 – Como vai? Você está bem?

Regrinha n° 3 – Obrigado, Volte Sempre!, Por favor!

Mamis e Papis diziam também: “Filho, soltar pum e falar palavrão é feio! Menino, guarda esse dedo!”

Assim sendo, a gente cresce, com princípios, caráter suficientemente bom (nem todos) e, treinados pra ser aquilo que a sociedade quer.

Aí, a gente como Demolay aprende que a gente tem que tentar seguir 7 virtudes. Sete focos luminosos que deverão nos conduzir durante toda a vida. Aprendemos também as Lições de Lealdade, Tolerância, Paciência (apesar do mártir não ser Jó!). É tanta coisa pra seguir, que às vezes a virtude que mais sai machucada de todas é a Cortesia, pelo simples fato de que seguir isso tudo, sem se estressar e mandar o mundo ir…pro espaço é quase impossível. A gente tenta, a gente quer, a gente luuuuuuuta pra seguir em frente e ser alguém, mas tem gente que parece que veio pra tirar a gente da rota. Nós, DeMolays (tem as exceções) ficamos a vida inteira com 7 velas acesas lutando contra vendavais pra que as chamas não cessem. Aí, quando o vento acalma, chega trilhões de pessoas dispostas a soprá-las. E aí? A gente faz o que? Joga as 7 velas na cara deles? Pega as 7 velas e coloca-as numa caixa longe do vento? Grita? Chora? Pede socorro? Ou pega de uma vez e sopra tudo e pára de brincar de ser gente decente?

 

O Reverente está no fim de uma semana linda. Muito boa! EspetÁCULO de semana. Ele espera que o fim de semana seja no mínimo bom. Porque continuar seguindo com as 7 velas acesas está muito difícil hoje, ele só ora e pede a 2ª Virtude (Reverência pelas Coisas Sagradas) que o guarde, o ilumine, acalme e, entenda que seguir regras alheias e que não são a sua vontade, às vezes se faz necessário. Amém.

 

Ufa!

Jogar tudo pro ar.

Vivemos demasiadamente o futuro, talvez por isso o tempo passe tão rápido. Velhos morrem logo, jovens chegam à velhice em piscar de olhos, crianças se tornam adolescentes em fração de tempo recorde e bebês caminham e falam mais e mais rápido.

Nós vivemos mais o futuro do que o presente, até porque o nosso presente é baseado no que queremos pro nosso futuro.

Frases como: “Nossa, não vejo a hora…” ou “Poxa hoje podia ser sexta…” faz com que criemos uma expectativa imensa em não ver a hora do futuro chegar e, como conseqüência esquecemos o presente, para esperar o futuro.

 

Enquanto criança indo sem querer pra escola dizíamos: “Quanta imbecilidade pra que vou precisar disso no futuro? Não vejo a hora da Faculdade, que aí farei o que eu quiser. Crescemos, e já no Ensino Médio, “Não vejo a hora de passar no Vestibular”. Já na faculdade: “Não vejo a hora de me formar, não agüento mais a mesma rotina, professores, dependências”, quando formados: “AAAAAAAAAAAAAAA não agüento mais trabalhar, não vejo a hora de me aposentar, ir morar na casa de praia, sol, mar, água de coco!” Aí, na maioria das vezes morremos, sem o sol, sem o mar, sem a água de coco!

 

Será que é tão difícil fazer tudo o que temos vontade hoje? Tendo por base, claro, o senso comum de que o “tudo que temos vontade” não é correr nu em via pública ou roubar velhinhos.

A culpa de acreditarmos mais no futuro do que no presente, não é nem do calendário, nem do relógio, nem dos compromissos. A maior culpa é nossa em carregar conosco calendários em formas de algemas, relógios como bombas e seguir a risca compromissos que digamos: “poderiam ficar pra depois…”

 

Seríamos mais felizes se pensássemos: “ Eu quero é ser feliz, antes de mais nada”

 

O Reverente deseja a todos um Feliz Ano Novo, que neste ano que começa [depois do Carvanal como dito no Comentário do post anterior] tudo se modifique, que o tempo seja presente e que Deus assim conserve e você também. Viva o hoje. O amanhã está longe demais.

A roda da fortuna

A Roda da Fortuna é o décimo Arcano Maior do Tarot. Representa uma roda com nove raios. No alto da roda está uma figura que parece metade anjo, metade diabo. À volta da roda, está um bebé, um menino, um jovem um homem e um idoso. A roda quer representar o ciclo da vida e está suspensa num ambiente com os quatro elementos: Fogo, Água, Terra e Ar. A carta tem o número X e a letra hebraica YOD.

Todos nós sabemos que a roda da fortuna representa as situações de mudanças em nossa vida. Essas mudanças nos fazem sair de uma rotina que faz com que a vida tenha pouco gosto e variedades. Ora, a roda da fortuna vem trazer as novidades, as surpresas e assim trazendo um novo gosto para nossa vida. A roda da fortuna representa a garantia de cumprimento de um destino, representado pela lei de causa e efeito e também pela lei da compensação. Tudo leva a crer que de um jeito ou de outro o destino de uma pessoa será cumprido. Agora, chamamos a roda da “fortuna” por quê? Porque este arcano maior traz sim o crescimento material e financeiro, traz oportunidades para subir na vida e não raro a prosperidade de um modo geral para o consulente. Em ser assim, este período regido pela roda da fortuna será cheio de realizações.

Fonte: Wikipédia

Meu texto não tem conteúdo esotérico. No entanto, acredito que os mais ligados tenham feito uma associação imediata a certos simbolismos de nossa Ordem. E já que nossa vida, profana e DeMolay, é permeada de símbolos, creio que usar de um deles para ilustrar uma situação atual é bastante válido.

Lamento que o Caí de Paraquedas (agora sem hífen e sem acento!) tenha quase morrido nos últimos tempos. Devo admitir que uma aprte da culpa é minha, mas não vejo porquê apontar dedos agora: cada um sabe de si e do que é prioridade em sua vida. E devo agradecer imensamente aos irmãos O Amoroso e O Reverente por não terem deixado a peteca cair nesse período. Mas o mérito maior é de vocês, leitores, que aqui estiveram durante todo esse tempo e, mesmo vendo o nosso desleixe, não se deixaram abalar e continuaram a fomentar nossas discussões. Parabéns!

Tais atitudes fizeram com que a equipe deste blog repensasse sua forma de argumentar os mais diversos assuntos e não encarar o ato de escrever para e pela Ordem DeMolay apenas como uma responsabilidade, mas também como atividade prazerosa e que, de alguma forma, nos faz mais plenos enquantos irmãos mais velhos. Como o irmão O Patriota escreveu em seu último post, nem sempre sobevivemos ao tempo: muitos dos que aqui escrevem já são manos calejados e que sentem que a Ordem DeMolay assou para segundo plano há muito tempo. Há, então, a frustração por ter assumido um compromisso e não conseguir cumprí-lo, seja por qual for o motivo.

E então a roda da fortuna entra em ação. Assim como a vida, nossa passagem por aqui está passando por um recomeço – espero eu que seja intenso e duradouro! Cada um dos paraquedistas passou por mudanças e isso refletirá positivamente no blog. Mudanças estas que vieram para dividir águas, renovar cada um de nós e fazer-nos crescer como homens, como DeMolays e como disseminadores de informação. E mesmo não tendo mais tanta moral para pedir alguma coisa a vocês, peço mesmo assim: mudem também. Sejam mais participativos, mais inquisidores! Procurem dentro de si motivos para mudar e para crescer. Redescubram-se, reinventem-se, reorganizem-se: essa é a essência para que não se viva em vão e para que se tenha bem mais do que o conformismo pode oferecer.

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Unindo-se ao coro do irmão O Patriota, O Cortês também brada aos quatro cantos: eu voltei!

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