Eu também odeio os indiferentes.

Há um tempo atrás, um dos paraquedistas escreveu um texto neste mesmo blog, chamado: “Eu odeio os indiferentes”. Pois bem, venho hoje lhes dizer, que agora eu entendo o que é “odiar os indiferentes”. Vejo que os únicos posts que temos neste blog (que é composto por 7 paraquedistas), são do Perseverante Amoroso e do Persistente Reverente. Digo-lhes, pois, que nós escrevemos aqui, não só como forma de melhorar nossa forma de redação ou português, ou quaisquer idéias de Ordem DeMolay, este blog fala de DeMolays para DeMolays. Porém, tenho percebido que dos 7 dias da semana, temos postado em apenas 2, o que convenhamos não é legal. O que analiso com tudo isso? Um maldito silêncio, como quem lê o que se tem para ler, e se alguém reclama, não o faz no próprio Blog como forma de cobrança ou de pedido, apenas resmunga solitário frente a uma máquina de passar tempo! Ora, muito nos é cobrado em Supremos, pouco cobramos. Muito nos é cobrado em Grandes Conselhos ou Grandes Capítulos, porém pouco cobramos também. E vejo que até em blogs DeMolays nem sequer mostram insatisfação ou faz qualquer movimento pra mudar a realidade. Acho que já fomos mais corajosos, o que falta à humanidade hoje é audácia. É opinião que nos falta, expressão como forma livre de poder exigir o que é de vocês por direito. Pensei em colocar uma baita figura escrita: GREVE!…E não postar mais enquanto os outros não voltarem, porém seria covarde em me juntar e não mais postar. Continuarei, convicto de que a minha parte eu faço! O que me resta é continuar a escrever, seja pra cobrir outros paraquedistas, ou postar ainda apenas as segundas-feiras, mas agora eu pergunto: “A vocês, o que lhes resta?”

O Reverente continuará intacto e acima de tudo Reverente. E grita: ATITUDE É TUDO! Ah! O que seria do Brasil se estivéssemos meio à crise e não tivéssemos ontem os famosos caras pintadas…O que nos falta é vontade.

Anúncios

Construção de heróis

Depois de ter acompanhado a trajetória à Casa Branca de Barack Obama, vi algumas entrevistas a respeito e uma delas me chamou muito a atenção. Tratava-se do nosso presidente Lula se comparando ao vencedor das eleições americanas – etnicamente falando – e incluindo no pacote outros presidentes populares. Na entrevista, Lula deixou transparecer sua óbvia preferência por Obama e, mais ainda, explicou o porquê da identificação: o candidato eleito, assim como ele, foi eleito por refletir um desejo de mudança da nação.

É fato que todos temos a necessidade de nos espelhar em alguém. O povo brasileiro, mais especificamente, precisa criar diariamente seus heróis para que a vida amarga e cruel tenha um pouco mais de sentido. Uma semana antes do final das eleições americanas, o Brasil inteiro acompanhou o caso de Eloá. O desfecho da história não foi o esperado, mas agora o país possui duas novas heroínas: Eloá, que teve seus órgãos doados pela família, e Nayara, que voltou ao cativeiro para icar com sua amiga. A primeira teve sua atitude espelhada por várias outras famílias; já a segunda reflete o desejo de fidelidade e companheirismo que as pessoas tanto sonham (te dou um Damon e Pythias?). Nayara hoje sofre, sente a dor da perda e, mais uma vez, o Brasil começa a se esquecer de mais um trágico episódio e aguarda ansiosamente pelo seu mais novo herói. E a vida segue seu curso.

Ser herói é isso? É ter que morrer, ter que provar amizade, ter que sofrer pelo “bem maior”? Há quase dez anos venho construindo meus heróis dentro e fora de nossa Ordem e posso afirmar que todos eles o são por atitudes bem mais nobres do que estas.

Tem o herói que veio dizer “oi” no dia da minha iniciação. Até capa ele usava! Tinha o colar e o malhete da autoridade e, mesmo assim, sabia precisamente o peso que eles tinham. Enfrentou alguns vilões, quase foi derrotado e, numa atitude heróica, deixou-se ser sacrificado pelo bem maior: foi levar uma vida normal e esqueceu de todo o seu passado. Menos de mim: conheceu a mocinha da história, casou-se, me convidou para o casamento e hoje vivem super felizes sem nem se lembrarem das tristezas de ser um herói.

Há também o herói que era Mestre Conselheiro, fazia duas faculdades, trabalhava e ainda conseguia ser o melhor amigo/irmão que qualquer um de nós poderia sonhar em ter. Este herói tinha o poder de persuasão extremamente evidente, mas sabia que grandes poderes traziam também grandes responsabilidades. Encontrou um vilão cruel em seu caminho e, infelizmente, não sobreviveu à batalha. Mas, no final das contas, acabou vencendo o mal e plantou em cada um de seus amigos a semente da união eterna: onde quer que estivessem, ele os conectaria.

E o que dizer daquele herói que sempre foi amigo de todo mundo, sempre ajudou e sempre passou por cima de si mesmo por quem quer que fosse? Ninguém esperava que ele fosse um herói – achavam, na verdade, que ele não passava de alguém gentil. Mas um dia o vilão o encontrou, depois de longos anos, e rendeu todos os seus amigos. Foi aí que ele revelou sua identidade secreta: enfrentou o bandido, salvou a todos e, juntos, foram comemorar na beira da praia.

Heróis se fazem de sentimentos bons que se exprimem em boas ações. Não pedem holofotes, não desejam a fama, não esperam méritos por seus feitos. Apenas fazem aquilo que sabem ser necessário – e o fazem muito bem. Heróis são muito mais que capas, colares, malhetes ou cargos: são seres humanos, como nós, que tentam diariamente disseminar o que há de melhor neles para o resto do mundo. Mesmo que para isso precisem se sacrificar às vezes.

*******

O Cortês venera seus heróis como quem admira o melhor amigo por ver nele tudo aquilo que realmente gostaria de ser.

A Virtude Enobrece.

Engraçado como fico tentado a pensar durante as confraternizações dos Capítulos: “Somos tão diferentes e mesmo com toda essa diferença somos todos DeMolays”. Já ouvi muitas vezes Demolays dizendo que quem é DeMolay nasce DeMolay. Aí fiquei pensando: como pode? Somos tão distintos, quanto à família, história, criação, experiências de vida. Mas analisando algumas situações percebi que todos temos uma maneira semelhante no modo de pensar. Creio que a Ordem aperfeiçoa isso em nós. Ela nos faz refletir em aspectos muito parecidos e, assim passamos a agir conforme achamos devido, como DeMolays que somos.

Esse caminho de seguir ensinamentos começa em nossa iniciação, quando aprendemos coisas básicas para ser um bom DeMolay. Depois, continua com nossos trabalhos, Cerimônias, exames, cargos feitos a cada reunião, mas o principal de todos estes é o EXEMPLO. Todo DeMolay tem dentro de seu Capítulo alguém que se espelhou para ser semelhante, um aprendiz convicto com a finalidade em crescer e evoluir.

Logo, o que afirmo é que: como um dia escolhemos exemplos para seguir, seremos um dia escolhidos para ser os novos Exemplos a ser seguidos. Nossos Capítulos são rotativos e as pessoas mudam. As antigas saem em sua maioria, novas adentram nossas portas e as lições são repetidas e continuam a ser de grande efeito. Então, temos que ter um cuidado ao ser tomado como exemplos. Vigie.

Falamos tanto em Pais e Mães em nossas Cerimônias, tanto públicas quanto fechadas. E quando iniciados, somos pegos mesmo como pais. Não que sejamos velhos, mas a lógica do ser humano está em imitar para assim, aprender. Como uma criança imita seu pai nas atitudes, um DeMolay que inicia tende ao mesmo.

Talvez seja mais fácil ensinar todos os nossos ensinamentos apresentando mensagens ou cerimônias belíssimas, porém os fatos e feitos são mais eficazes que quaisquer outras palavras ditas.

Albert Schweitzer disse uma vez: “Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros. – É a única.”

Tente ao menos influenciá-los pelo lado bom da coisa.

 

http://br.youtube.com/watch?v=p-HQ0H4WdAM

 

O Reverente sabe que dar exemplo não é fácil e que muitas vezes o exemplo dado por eles é o mais eficiente. Mas enquanto exemplos, sejamos dignos de sermos os “Escolhidos”.

  • Agenda

    • setembro 2017
      D S T Q Q S S
      « jan    
       12
      3456789
      10111213141516
      17181920212223
      24252627282930
  • Pesquisar