“In friends we trust”

Como adquirimos a confiança ?
Eis a questão que surge quando nos deparamos com situações difíceis de lidar…
A confiança é um sentimento que invade nossos corpos quando estamos acostumados com alguma situação rotineira, fácil de lidar, muitos empresários já falaram sobre a autoconfiança, devemos senti-la antes de uma entrevista de emprego ou diante de uma situação que só cabe a nós dar o destino correto.
De acordo com o dicionário confiança é: convicção, firmeza de ânimo, valor.
Muitas vezes quando nos deparamos com duas situações que exigem uma resposta imediata perdemos um pouco da certeza que sentimos, ficamos em dúvida em relação ao que fazer, talvez acertamos ou erramos mas certamente acertar ou errar quando tomamos uma decisão é sem dúvida a melhor escolha do que ficar entre uma opção e outra e não decidir nada.
Se acertamos, que bom, daremos continuidade ao plano como era de se esperar, mas quando erramos a vida trata de nos mostrar o caminho certo para que possamos consertar o que fizemos, isso é aprender com o processo.
Um exemplo bastante simples de aprender com o processo é uma criança quando aprende a andar de bicicleta, ela vê nos pais um exemplo de confiança e proteção, sabe que qualquer coisa que acontecer ali seu pai estará La para ajudá-lo, essa é a chamada confiança conquistada.
Quando entrei para ordem DeMolay não conhecia nem metade das pessoas que estavam a minha volta,estava surpreso com o local muitas dúvidas começavam a surgir a cada minuto. Daí comecei a me perguntar sobre como e quando poderia começar a confiar nas pessoas que estava prestes a conviver, não passou muito tempo e eu já estava saindo,andando com essas pessoas ou seja CONFIANDO neles.
Desde então aprendi que a confiança não é uma coisa que conseguimos do dia pra noite, ela tem que ser conquistada.
Confiem em si mesmos !
Bom…
Como meu primeiro post nos blog gostaria de passar uma mensagem com um sentido de reflexão espero que tenham gostado até sexta q vem !

Percepção…

Nesta última semana resolvi ir até a Biblioteca Pública, alugar um livro que não tivesse nenhum vínculo com Faculdade, prova ou outro tema que fosse DeMolay ou algo assim. Aluguei um que o título me chamou a atenção…

Passado alguns dias comecei a ler. Durante a leitura percebi que eu ficava analisando trechos do livro e que ele me mostrava os valores que cultivávamos dentro do Capítulo. O livro se passa na década de 1960, e as pessoas do livro (americanos) eram bastante rigorosos com a questão de moral, respeito e limites. Separei alguns trechos que me fizeram refletir muito sobre: O que eu tenho aprendido realmente dentro do meu Capítulo e que coloco em prática?

“ Eddie é um veterano de guerra de cabelos grisalhos, prisioneiro de um vida inexpressiva de mecânico de brinquedos de um parque de diversões à beira-mar. A vida de Eddie, mudou de uma juventude otimista a uma velhice amarga. Seus dias feitos de uma monótona rotina de trabalho, solidão e arrependimento…”

 

No livro percebi relatos instintivos de Amor Filial…

 

“ De seu quarto, mesmo com a porta fechada, Eddie sente o cheiro da carne grelhada que sua mãe está preparando, com pimentão verde e cebola, um cheiro forte que ele adora.

_Eddie-dieee! – ela grita da cozinha. – Onde está você? Está todo mundo aqui!

 Sua mãe sempre comemorava seu Aniversário, não deixava a data ser esquecida apesar de Eddie não gostar. Quando recebia uma má notícia fazia tudo mudar, ligava a caixinha de música onde uma orquestra tocava suingue, que a mãe começava a acompanhar, dançando sorridente. Ia até Eddie e o levantava com as mãos. Ele sempre ia como se estivesse indo para a forca. Mas a mãe continuava dançando e cantando com seu rosto redondo e bonito, de um lado pro outro…até que Eddie acertava o passo com ela…Eles giravam pela sala, e se soltavam e riam e rodopiavam…”

 

Quantas vezes deixamos nosso mau humor adentrar os nossos verdadeiros votos de Amor Filial. Mal sabia Eddie que sua mãe não duraria a Eternidade.

 

“Todos os pais causam danos aos filhos. É inevitável. A juventude é como um vidro novo, absorve as marcas de quem a manipula. Há pais que mancham, há pais que racham e há uns poucos que esmigalham a infância de seus filhos em pedacinhos rombudos, sem nenhuma possibilidade de conserto.

O primeiro dano causado pelo pai de Eddie, foi o descaso, quando era bebê, o pai raramento o segurava no colo, quando era criança pegava-o pelo braço com irritação muito mais freqüente de que com amor. A mãe proporcionava ternura, o pai queria apenas disciplina. Muitas foram as vezes em que levou surras. Mas mesmo assim adorava o pai, porque os filhos adoram seus pais, independente do mal que eles possam lhe causar. É assim que aprendem a devoção.

Apesar de tudo, Eddie passou toda a adolescência esperando a atenção do pai. Seu pai quem lhe ensinava a trabalhar. Depois da Guerra, Eddie estava abalado e com uma perna inutilizada, o pai alcoólatra, chegou determinada noite em casa e se deparou com ele dormindo no sofá.

_Levanta – gritou atropelando as palavras, levanta e vai arranjar um emprego.

Eddie despertou e o pai continuo gritando.

Levanta! LEVANTA E VAI ARRANJAR UM EMPREGO!

Eddie apoiou-se nos cotovelos e gritou.

_CHEGA! – olhando seu pai com raiva, cara a cara, sentindo o cheiro de álcool e cigarro.

O Velho inclinou-se para lhe dar um soco, mas Eddie instintivamente agarrou o braço do pai no meio do caminho. Era a primeira vez que Eddie se defendia. O pai nunca mais falou com o filho.

Seu pai morreu aos 56 anos de pneumonia, dentro de um hospital. Certa noite, seu pai permaneceu sozinho no quarto, levantou-se da cama aos trampos e barrancos, atravessou o quarto e arranjou forças para levantar a vidraça da janela. Chamou por sua esposa com o pouco de voz que lhe restava, chamou por Eddie. Neste momento seu coração estava botando pra fora toda a culpa e arrependimento. Antes de amanhecer ele estava morto. As enfermeiras o encontraram e o arrastaram de volta pra cama por medo de perderem o emprego. Não disseram uma só palavra sobre o ocorrido.

Eddieé necessário perdoá-lo. As pessoas erram, mas o arrependimento existe, e o perdão também.”

 

Quantas vezes deixamos de perdoar?

 

O Reverente tem refletido demais…e isso é bom. A gente revê conceitos, tranquiliza e aconchega o cotidiano, aprendendo e vendo tudo aquilo que verdadeiramente colocamos em prática.

Ema Ema Ema…

Às vezes fico tentado a pensar na jornada que venho trilhando dentro da Ordem Demolay. Quando iniciei, era visto como o mais velho dos Iniciáticos e alguém que poderia receber apoio e investimento, pois se bem treinado conseguiria ser motivo de orgulho e continuidade dentro do Capítulo. Com o passar do tempo (pouco tempo por sinal) passei a me destacar, assim como o Cortês, e a ganhar certa credibilidade.

Percebi que após ter sido Mestre Conselheiro, ganhei grande confiança dos pais dos DeMolays, talvez pelo “juízo” ou forma de tratá-los. Sei que passei a integrar a família de cada um que se reunia ali.

É. O tempo passou e hoje vejo que de parente passei a me tornar uma espécie de Babá. Vou ao Capítulo com intuito de ajudar, claro, mas mais que isso, treiná-los para ser ótimos, porque bons já são (sim eu sou Coruja). Não sei se me vejo como o “Pai da galera”, mas a questão de idade e de tempo de Ordem me faz ser visto e me sentir como tal.

Noto por exemplo, que aos fins de semana, os garotos do Capítulo saem juntos, nem que seja pra comer um sanduíche, e rir e ficar por horas, sentados falando de Demolay. A faixa etária dessas saídas variam entre garotos de 12 anos, de 14, 15, 17 anos…e eu.

Muitas vezes percebo que funciona assim:

_Mãe, hoje os meninos vão sair, posso ir?

_Não, você não vai.

_Mas mãe, O Reverente vai.

_Vai?

_Sim!

_Então vai. Quando for vir embora peça pra ele me ligar ou lhe trazer ok?

 

E ai, me tornei um Guardião de Demolays menores de idade, aonde quer que fôssemos. Engraçado que talvez eu seja um herói como dito pelo Cortês no último post. Percebo que tudo o que fazem no Capítulo, sempre me questionam: “Está correto?”, “É assim mesmo?”.

O Reverente passou a ser como um pára-raios ou um Farol de sinalização: “isso pode”, “isso não pode”, “pode deixar que eu vigio”, “pode deixar que eu levo e trago”.

Mas por tudo isso, percebi que minhas noites têm sido melhores. Tenho aproveitado muito e aprendido também. E nos últimos tempos, tenho abandonado um pouco o fato de ser Babá e foi perceptível a imagem do Reverente perante os tios e mães e pais.

 

Um dia um DeMolay resolveu ir a uma festa e beber. O Reverente não estava junto. De repente o celular toca às 3 horas da manhã. Era o pai do Demolay, que ligava e dizia:

_Reverente, tudo bem?! Estou ligando pra lhe dizer que meu filho bebeu além do que devia e que estava com outros demolays, gostaria que você tomasse alguma providência!

Ah, meu Deus! Fiquei estático, ao mesmo tempo sentia uma culpa imensa de: “Se eu tivesse com eles, não teria acontecido”. Assim como pensei: “E o kiko?” Mas respondi:

_Está certo, vejo o que faço.

E agora o que faço? Tudo bem, tentarei o “Cantinho da Disciplina”.

 

Alguns meses depois deste acontecimento, tenho visto muitos DeMolays errando pela vida a fora e vi que há a necessidade de alguém orientá-los, e que orientar é diferente de varrer o caminho de pedras para que possam passar sem dificuldades. Às vezes é necessário pisar em pedras para aprender a dor e passar a desviar das mesmas por si só.

Notei que eles podem fazer o quanto de errado quiserem e que, por mais que doa no “senhor experiência” são coisas que eles terão de enfrentar e aprender a perceber os próprios erros sem precisar o senhor experiência apontá-los.

Às vezes, o Reverente todo sistemático fica muito revoltado com certas atitudes, mas tem aprendido que cada um é cada um, e que temos que respeitar o limite do próximo. Eles cuidam de suas trajetória enquanto o Reverente cuida da sua. Continuo a orientá-los no que devo, mas aprendi, que podem agir como quiserem, o que importa pra mim são as minhas atitudes e não as deles.

Mário Quintana me ensinou que: “O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada a ver com isso”.

Nem eu, nem eles. Cada um por si e Deus por todos.

Notei também que o “Um por todos e todos por um” é limitado à orientação e isso nos basta. “Cada um sabe a alegria e a dor que traz na coração”, e faz o que achar conveniente. Se errar, que corrija, se acertar que prossiga.

 

O Reverente continua Reverente, porém com a Síndrome da Super Nani. Ele só espera que os garotos cresçam e crescendo que aprendam: que juízo cabe em qualquer lugar.

Fazendo a Lição de Casa n° 2.

“Oi Ga-le-ra tudo bem?!

 

Quan-to tempo que vocês não me vêem!

 

Já ta-va com saudaaaaaaadeeeee!”

 

Galerinha, vocês acham que eu escrevo bem?!

 

o.O

 

Aqui…

Eu era só DeMolay antes de vir pra cá!

Eu era escritor antes de vir pra cá, eu era um DeMolay escritor antes de vir pra cá, não é Cortês?

 

[Hahaha]

 

Toda aula tem os momentos de brincadeira, momentos de aprendizado e momentos de diversão correto?! Então, depois de ensinar a Conjugação do Verbo Tolerar, vamos aprender hoje uma nova lição, só que de forma mais inusitada. Quem nunca preencheu as famosas “Cruzadinhas”?

 

                        F _ _ _ _

               _ _ _ I _ _ _ _ _

                        D _ _

   _ _ _ _ _ _ _ E _

                        L _ _ _ _ _ _ _ _

                     _ I _ _ _ _ _ _ _ _ _

                        D _ _ _ _ _ _ _ _

_ _ _ _ _ _ _ _ A _ _ _

               _ _ _ D _ _ _ _ _

             _ _ _ _E – _ – _ _ _ _

 

F = Nomes do Tio Maçom Fundador da Ordem DeMolay e daquele outro que escreveu nossos Rituais Iniciático e DeMolay.

 

I  = Dentro das fileiras de um Convento devemos falar com Caridade e _________?

 

D = No Brasil, chamamos os Maçons carinhosamente por “Tios”, já nos Estados Unidos, é comum serem chamados como “___”.

 

E = A Bíblia Sagrada, Os Livros Escolares e o Pavilhão Nacional são _________ da Ordem DeMolay.

 

L = Dentro de um Capítulo DeMolay, vários aspectos são trabalhos, dentre eles a oratória, intelectualidade, moral, espiritual e principalmente a ___________.

 

I = Dentro de cada Capítulo encontramos o chamado “lado social da causa”, que é cumprido através da chamada ____________.

 

D = O Alvi-nego estampado pelo paramento DeMolay possui a simbologia de Luz e Trevas, Bem e Mal, lados opostos que representam a ____________.

 

A = O Encarregado pelas visitas à enfermos é o mesmo que é responsável pela ____________.

 

D = Uma Sala Capitular é divida em Sul, Norte, Oriente e _________.

 

E = Número exato de Oficiais de um Capítulo. (por extenso).

 

Já vi Iniciáticos darem “banho” de conhecimentos DeMolays em muitos Seniores. Assim como já conheci grandes Seniores conhecedores sobre Ordem DeMolay. Há certas coisas em nossa Ordem, que são o mínimo que poderíamos saber. A Ordem DeMolay assim como tudo em nossas vidas, deve ser estudada constantemente, pois cada dia que participamos de uma reunião ou lemos alguma curiosidade, percebemos o quanto ainda temos a desbravar e conhecer.

 

Sei que nada sei.

 

O Reverente ficou feliz em poder escrever nesta quinta-feira. Assim como agradece a confiança do Fiel em ter lhe proporcionar tamanha felicidade.

 

Gostou pessoal?!

 

Ah, tudo bem!

Até Segunda!

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