Amizade e empatia

“O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos.” (Aristóteles)


Certa vez, perguntei a um grande amigo e irmão: se você pudesse escolher a oitava virtude, qual seria? Ele me respondeu “empatia”. Na mesma hora, fui buscar definições para essa palavra.

A que mais me chamou atenção foi a seguinte: capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende etc.

Preferi encaixar essa definição na virtude do Companheirismo, o que me trouxe a idéia de Amizade. Uma amizade é baseada em afinidades e sentimentos recíprocos; faz entender um ao outro sem a necessidade de explicações; traz o conhecimento mútuo e o desejo de compartilhar…

A amizade nos conforta nos momentos de tristeza e nos alimenta de alegria. Ela nos ensina lições de lealdade, tolerância, companheirismo e fraternidade. Amizade é a força que nos motiva a lutar, a enfrentar os desafios – é a força que nos ensina a viver.


Neste carnaval, O Fiel teve grandes provas de amizade, de companheirismo e de fidelidade. E a empatia só aumentou com isso tudo. Obrigado, meus irmãos! Posso dizer: amo todos vocês.

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Gente nova no pedaço

Já notou qual é a sensação que você tem quando chega num lugar cheio de pessoas que você não conhece? Pior: que não tenha ninguém ou quase ninguém que você conheça? Dá taquicardia, frio na espinha, as borboletas do estômago se rebelam… E o medo de dar algum vexame? Nossa, é mesmo um horror. Mas a gente acaba sobrevivendo.

Nesse momento, procuramos algo que nos deixe minimamente à vontade: um sorriso, uma rodinha descontraída, uma fila (brasileiro adora interagir em fila)… Nos mantemos receptivos a tudo, o que nem sempre é algo bom de se fazer. Nem sempre temos a mesma carga de receptividade de volta e, assim, a inibição volta de forma piorada.

Todos nós passamos por isso. Em diversos momentos de nossas vidas. E na Ordem DeMolay, é claro, não poderia ser diferente.

Lembra do dia de sua Cerimônia de Iniciação? A chegada, a preparação, a cerimônia em si… E de repente tudo mudou: você passou a ter inúmeros irmãos, tios e primas. Mas antes disso sua vida foi um pesadelo: todo mundo estranho, diferente, ocupado demais para dar atenção a um “forasteiro”. Aí você ficou acuado, sem saber o que deveria fazer ali e, provavelmente, sem conversar com ninguém e sem dar início a amizades um pouco mais cúmplices. Nem mesmo com seus iguais, que também sentiam as mesmas aflições que você.

E os trotes? Ameaças, risadinhas abafadas, barulhos estranhos enquanto deveria permanecer nas trevas e em silêncio absoluto. Medo. Aflição. Angústia. Esperança de que alguém, quem quer que fosse, chegasse ao seu ouvido e dissesse um simples “tá tudo bem”, mas que lhe garantisse com esta atitude que nada de mal lhe aconteceria. Que você precisava confiar, em retribuição à confiança que foi depositada em você.

Ser um estranho no ninho pode ser bem mais fácil quando temos confiança naquilo que fazemos e no que fazem em relação a nós. Trabalhar com a insegurança e a instabilidade gera desânimo a longo prazo. E é importante que você, que já passou por todas as etapas descritas acima, possa inverter a situação, dar o primeiro passo e mostrar-se receptivo aos futuros irmãos. Eles precisam disso e – acredite – você também.

Não faças a outro o que não queres que te façam (Confúcio)

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O Cortês espera que os irmãos mais velhos sejam cada dia mais responsáveis pelos que chegam, pois acredita que é todo deles o futuro da Ordem DeMolay.

Agradecimento especial ao Tio Rafael Xavier, GME-MG, leitor do blog e quem deu a idéia para o post do dia.

Respeito é bom e…

Se tem uma coisa que eu aprendi a evitar nessa vida é a fazer drama. E acho que isso me condicionou a ter birra de quem faz isso.

Não dá para ter respeito por quem é dramático, principalmente quando a gente sabe que o objetivo principal da atitude é bater de frente com alguém/alguma coisa. Indignação é uma coisa, mas ninguém merece implicância sem fundamento ou até mesmo birrinha. E quando o motivo é a vontade de causar para aparecer e fazer justiça com as próprias mãos a birra só tende a piorar.

E quando esse espírito drama queen assola grandes amigos e/ou irmãos, o que dá para ser feito é tentar fazer com que a pessoa em questão veja outras facetas do problema antes de se lamuriar pelos cantos. Sim, eu sou bom nisso. Mas não é sempre que eu tenho paciência. E também nem é sempre que se tem abertura para isso.

Difícil nisso tudo é quando acontece na nossa horta: temos que rever nossos conceitos a respeito de quem “dramou” planeja “dramar” ainda mais. Atitudes como esta só nos fazem ter preguiça e, infelizmente generalizar o sentimento para toda a Ordem DeMolay. E só a distância – muita, aliás – salva nessas horas.

Tudo proporciona um processo de destruição da amizade, do companheirismo e até mesmo do bom senso. A conversa morre, o contato acaba, a falta de fazer questão começa a prevalescer e a preguiça reina. E a única certeza que se tem em momentos assim é que, definitivamente, não dá para respeitar.

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O Cortês lamenta pela ausência na semana passada e espera que isso não se repita com freqüência. Quanto ao post, já deixa bem claro que não passa de um desabafo. Mas quem se sentir à vontade para amarrar a carapuça…

Nascido pra isso?

Joguem as pedras, eu realmente mereço pelas semanas em que estive desaparecido. O problema é que o projeto de monografia tá acabando com o meu tempo antes de eu pensar em qualquer outra coisa – um problema para futuros planos DeMolay, devo assumir. Ok, vamos ao post.

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Ouvi muita gente dizer que quem é DeMolay nasceu pra isso. É escolhido pela Ordem. Não entrou na Ordem por coincidência. E várias e outras formas de falar a mesma coisa.

Vejam bem, eu concordo até certo ponto. Expliquemos, meus amigos!

Antes de tudo, devo explicar a filosofia na qual acredito. Acredito em algo chamado lei do karma. Ação e reação. E NÃO, NÃO TEM NADA A VER COM AQUELE LIVRO DE AUTO-AJUDA “O SEGREDO”. O ponto é bem simples: nós somos responsáveis por aquilo que fazemos ou não e nosso futuro (destino?) é construído de acordo com nossas ações. Parece óbvio e de certa forma é. Mas a obviedade é quebrada por uma coisa chamada escolha. A escolha de um cursou ou outro, de puxar o gatilho ou não, de perdoar ou guardar rancor pra sempre. De fazer boas amizades. De ter um círculo de amigos legais. De entrar em contato com certas pessoas…  e, neste caso, de aceitar ou não passar pelo processo de entrada na nossa querida instituição: iniciar na Ordem DeMolay.

Muitos questionarão então como que certas pessoas iniciam e nunca mais voltam. Ou de como alguns fazem X ou Y de ruim, contrário àquilo que ensinamos. Bem, não é tudo questão de escolha? O caminho que leva alguém a iniciar na Ordem Demolay é um, o que o iniciado percorre é outro completamente diferente. Por isso temos graus, temos que seguir determinadas regras que estipulam períodos etc.

Digo, portanto, que acredito sim, que todos que somos DeMolays estávamos fadados a nos tornar DeMolay. Para o bem ou para o mal e eu prefiro acreditar que seja para o bem. Sou otimista por natureza e essa minha filosofia me fez ver as coisas de uma maneira mais tranquila, portanto, quis compartilhar com vocês. Desejo PAZ PROFUNDA aos meus fr… Irmãos para que, se não concordarem, vejam que pelo menos nisso estamos de acordo: a escolha de dizer sim ou não a que escrevo é sua.

🙂

O maior segredo da Ordem DeMolay

Antes de qualquer coisa: este post pode parecer pessimista (a vibe negativa tá rondando o CdPQ ultimamente), mas vou tentar não sê-lo tanto.

Desde o início de nossas vidas como DeMolays, a gente aprende muitas coisas: virtudes, ensinamentos, palavras, toques, sinais… Diversos ensinamentos permanecem entre as paredes das Salas Capitulares: são os segredos, que nos unem e fundamentam a maior essência de nossa organização.

Por incrível que pareça, estes segredos não saem de nossas bocas para o mundo “profano” ouvir – por mais descuidados que possamos ser. Vejo este “cuidado” com tais ensinamentos como gratidão por parte de quem é acolhido por tantos outros com verdadeiro espírito de confiança.

Ah… Confiança. Eis a palavra. Junção da terceira, quarta e quinta virtudes, a confiança nasce de um processo. Requer convívio, paciência e a tão temida experiência. Temida, obviamente, por ser divisora de águas quando se confia em alguém: se fulano pisa na bola com você, a confiança fica abalada.

Quando somos iniciados, nossa confiança é tudo o que nos resta. Estamos a mercê de julgamentos e atitudes, sem nenhuma chance de reinvindicar direitos mínimos; na verdades, passamos por tais situações porque queremos – e nossa capacidade de confiar no desconhecido é colocada à prova.

Mas e quando a gente conhece? E quando a gente já tem anos e anos de convivívio, amizade estreitada com o passar do tempo e se considera, de verdade, algum irmão como um grande – ou melhor, em alguns casos – amigo?

A Ordem DeMolay possui lição para tudo: benefício da dúvida, tolerância, amizade… Valores mínimos que (em teoria) devemos ter para que exista um relacionamento saudável com alguém. Porém, os três pilares que permeiam a confiança – convívio, paciência e experiência – infelizmente não são adquiridos através de cerimônias bem elaboradas, mas sim com doses cavalares de tempo.

Confiando ou não, sabemos o quão valoroso é este sentimento. E o quão secreto e traiçoeiro ele pode ser. E só o equilíbrio entre razão e emoção podem dizer como, quando e em quem confiar.

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Sim, O Cortês é o mais desconfiado dos sete pára-quedistas e ainda assim já confiou demais e levou tinta.

Contendas particulares

Olá amigos, agradeço os comentários no último post que fiz, espero que estejam gostando do Blog e dos seus escritos. Semana turbulenta, post em cima de post. Mas vamos lá…

Até onde vai a nossa amizade? Até onde nossos interesses não se chocam? Ou conseguimos transpor a vaidade, os interesses particulares em prol da manutenção de um amigo? Aqui vale uma citação:

  • “Se nos fosse dado o poder mágico de ler na mente uns dos outros, o primeiro efeito seria sem dúvida o fim de todas as amizades” Bertrand Russel

Afinal podemos concordar com o que diz Russel? Quantas vezes deixamos de expressar o que sentimos e/ou pensamos para agradar um amigo? Seria isto hipocrisia?

Você já teve aquele momento nostálgico em parar para pensar em quem eram seus amigos a 2, 4 anos atrás e o que aconteceu que levou você a se afastar dessa pessoa? Ou então já pensou em falar o pensa à respeito do que lhe perguntam e ver quantos amigos lhe sobram?

Em alguns casos brigas, divergências de opiniões ou ações acabaram por me afastar de pessoas que participaram por um bom tempo da minha vida. Mas o ser humano, foi feito para viver em sociedade, pelo menos a maioria de nós! E sempre estamos a renovar as amizades, perpetuamos aquelas que nos entendem e que aceitam como somos.

Creio que não devemos deixar de nos expressar, mas podemos dizer as coisas de variadas formas, podemos ser educados, ou não, para contestar um amigo, e é aí que reside boa parte das contendas, a forma como se dizer as coisas, um pouco de cortesia (O Cortês agradece) nunca é demais.

Às vezes a contenda leva ao embate de qualquer forma e aí então temos que saber discernir até que ponto é amizade realmente ou hipocrisia. Neste momento digo-lhes para conduzirem a situação com bastante sinceridade, e sem arautos, diretamente entre os ‘interessados’.

Acho que já deu para promover um pouco a reflexão dos Irmãos com este texto. Não ficou do agrado, mas está aí meus irmãos!