Se não tem pra ajudar…

Olá, hermanitos de mi corazón! Ça va bien? Opa, ando tão louco ultimamente que tenho misturado, inclusive esqueci (ops, tô bêbada?) de postar aqui na quinta passada. Deve ter sido a falta de assunto, ou assunto demais.

Então… tava ouvindo uma música da Vanessa da Mata (a música se chama Baú e é muito bonita) agora há pouco e tem uma parte que cabe muito bem:

“Vamos seguindo acordando cedo
Você só reclama não age
Você fica dormindo à tarde
E tudo vai dando nos nervos

Não corre atrás das suas coisas
Vive aqui choramingando
Todos já foram embora
Você só sabe reclamar

Rancoroso com raiva de tudo
Do fulano com seu carro novo
Não vê que ele trabalhou muito
Você pode se esforçar”

E não é que de DeMolay (e gente, em geral) assim tá cheio? E de candidato a isso e aquilo então? Tá pipocando fulaninho que só quer brincar de Cleópatra, mal sabem que na hora certa vão ser picadas pela cobra (ui).

A resposta, pessoal, é essa mesmo que a música fala: trabalhem tranquilos. Quem muito quer pra cima dos outros, principalmente levado por sentimentos de inveja e ciúmes, não costuma ir longe. E essa gente vai tomando aqui e ali, até que enfim se cansa e enfia a cabeça no seu buraco de costume.

Só pra não perder o costume – e que vale pro cotidiano extra-DeMolay: não vendam seus votos, não se intimidem com voz alta e disse-não-disse, não se deixem enganar por propostas fáceis e realizações megalomaníacas. Não se iludam com promessas de cargos, honrarias etc.

Façam por merecer e coloquem os verdadeiros líderes nos devidos lugares. A vós confio: LIBERDADE (a palavra em latim é ainda mais bonita, procurem só…) ainda que tardia.

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A candidatura como altruísmo

Olá, crianças. Como vão? Estive há praticamente um mês fora, mas foram ossos do ofício, desses que tenho róído bastante e acabado no pó da alergia. Mas vá lá, sem drama vira circo, como diria um tio nosso.

Não sei se vocês acompanham a lista da DM-MG do SCODB. Se sim, compreenderão melhor o post.

Bem, é o seguinte: pela primeira vez em muito tempo parece que vai ter uma disputa para o cargo de presidente da Associação Alumni de Minas Gerais. E mais que isso: que há candidatos realmente dispostos a trabnalhar e realmente mudar a coisa que anda mal, MUITO MAL – a inoperância e ineficiência da Alumni vale um post inteiro.

Os dois candidatos a presidente se manifestaram e se apresentaram. Até aí, legal. Gente querendo trabalhar (ao que parece, né…). Afinal, é a primeira vez em muito tempo que a gente não vê no próprio dia do congresso o “candidato” que vai ocupar o fatídico peso (de acordo com as ex-gestões, que pouco fizeram). E isso é ótimo!

Há um porém, uma coisa incomum aconteceu: há candidato a presidente e vice que são da mesma região. O outro candidato a presidente é de uma região distinta. Hm… repito o que acho disso: INCOMUM. Mas vamos lá, incomum não significa ser ruim ou pior ou qualquer coisa do tipo. Digo isso porque houve um comentário – que achei bem infeliz – dizendo que apóia o candidato do sul de MG à presidência porque dois da mesma região não fica legal.

Peraí, agora a escolha do melhor candidato se resume a dividir os cargos entre regiões administrativas e pronto, tái uma boa diretoria? Eu acho que não, hein! O ponto que quero chegar é de que não podemos fazer nossas escolhas baseando neste tipo de político. Torno a repetir o dito em outros posts que o candidato ideal é aquele com quem se identifica, não pelo carisma apenas, mas pelas propostas, pelo trabalho já realizado, pela seriedade etc.

Nada contra nenhum dos candidatos. Até porque não os conheço. Mas depois disso faço questão de ler as propostas de ambos, o que cada um já fez pela sua região e estado e tudo que puder me mostrar quem é mais competente. Porque é isso que conta na hora de resolver problemas: experiência e competência.

Mesmo assim, vi uma coisa na mesma lista que me deixou muito feliz! O MCR lá do Sul de MG enviou um “manifesto” contra a políticagem que entorna a nossa Ordem e todas as mazelas resultantes. Bem, se queremos de fato que a instituição funciona, precisamos escolher melhor nossos líderes. Por isso o título do post. A candidatura deve vir de pessoas que realmente querem trabalhar sem ganhar nada: o desapego ao cargo, ao colar, à autoridade deve ser total.

Sonhar não custa, né? E a esperança é a última que morre. E por aí eu vou remando meu barquinho DeMolay. Como já viram, política é o tema que mais me interessa. Se depender de mim, pedia impugnação de muita gente, viu?

É para os garotos

Esse foi um dos finais de semanas inesqueciveis para a Ordem DeMolay. Tivemos Congresso Nacional em Cuiabá e Rio Branco( oO ).

Diferenças a parte, creio que ambos os congressos foram muito bons, novos MCNs, novas lideranças para guiar a Ordem. Porém o momento de maior frisson (Poxa!) no CNOD(Em Cuiabá), foi o momento em que o Ir. Paschal Alexander King Jr(Pat King), iniciado em 1968, disse em uma de suas falas, que definitivamente a Ordem não é para adultos e sim para os garotos.

O Ir. Pat, pode nos ensinar muito mais, com seus conhecimentos sobre Cavalaria, sobre o auge da Ordem DeMolay que ocorreu nas décadas de 60 e 70 nos EUA e é claro sobre politica na Ordem. Creio que inumeros irmãos tiveram oportunidades unicas de perguntar e tirar suas dúvidas com um Irmão que tem 40 anos de Ordem, que ocupou inumeras posições na Ordem, que teve o privilégio de conhecer 3 dos 10 originais.

Melhor foi ouvir que a Ordem no Brasil tem de fato cumprido com o pensamento de Frank Sherman Land, com o que sonhou nosso fundador. Na cavalaria tiramos dúvidas sobre origens e ensinamentos.

A ausência da Alumni, me fez retornar a frase do Pat que citei no inicio. E realmente a Ordem é dos garotos, sim, daqueles que tem entre 12 e 21 anos. E não dos Seniores DeMolays e dos Maçons. Os adultos apenas dão suporte e estrutura, deixando os garotos se resolverem.

Ver ao final o Ir. Pat chorar, foi gratificante, ver que por mais que tenham se passado 40 anos de Ordem para aquele homem, ainda sim ela lhe dá orgulho, ainda sim ela vale a pena. Alias sempre valerá. Em todos os momentos que tentaram questionar situações políticas ao Brother, ele dizia simplesmente: ‘É política’.

O interesse do Ir. Pat, reside na preferência da Ordem em si e não de suas vontades políticas ou de grupo. Isso é realmente ideológico e dificil de se atingir. Mas ele está ali, para todos verem, com 53 anos de vida e persistente no mesmo ideal que o nosso.

Espero que os irmãos pensem 2 vezes antes de abandonar a Ordem. Vamos refletir galera.

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O Companheiro pede perdão por suas ausências. E promete procurar não falhar com seus compromissos.

Anta na pele de líder

Demorei, mas tô aqui, amiguinhos. Sabe como, é, né? Final de período na faculdade (no meu caso, é um pouco mais pesado, digamos… cof cof) não deixa tempo pra nada, literalmente – a não ser estudar, obviamente, ô mula.

Mas então, mesmo com as provas bombando de um lado ou de outro, ainda fiz uma viagem aqui outra ali em nome da voa vizinhança na nossa Ordem (te dou um SCODB?). Algumas conclusões pude tirar de um encontro estadual da cavalaria, visitas a Capítulos que não o do qual sou membro e um encontro “estadual” de seniores. A primeira e fundamental é a seguinte: tem muita gente ruim trabalhando na nossa Ordem.

Convenhamos, vestir um colar hoje é muito fácil. Assumir uma responsabilidade, idem. Agora, conhecer a estrutura e fazer a máquina funcionar é outra história. Eu me pergunto: por Deus, porque raios tanta gente só quer ser isso ou aquilo PURA E SIMPLESMENTE para falar que é ou entrar na lista de chamada do MCer? Ah, poupem-me!

Seguinte: depois que foi eleito e assumiu, aguenta que o filho é seu! Mestre Conselheiro, Regional, Adjuntos, Oficiais Executivos, Secretários e segue a lista. Acho que nada melhor que dar exemplos: Alumni. É, que exemplo, hein… Pois é, a situação da Alumni em Minas Gerais nunca foi tão crítica, pelo menos comparando com o que sei de gestões anteriores e pelo que se pode ver, ou melhor, pelo que não se vê sendo feito. Um Presidente que se contradiz o tempo todo, diz não ter tempo para OLHAR E-MAILS e tá se lixando para o que os Seniores do seu estado pensam e demandam. Uma associação que não publica seus atos, circulares (hã, existe algum?) nem tem um registro factível de busca ou procura de informação!

Bem, algumas coisas mudaram depois do tal encontro de que falei. Outras, obviamente e mais que previsíveis, não. Quer ajudar a mudar – e isso não deveria ser uma pergunta, mas obrigação de muito Senior que tá aumentando a barriga por ficar sentado em frente ao computador vendo vídeo engraçado no YouTube – ? Faz o seguinte: pesquisa bem em que tá votando. Sério mesmo. Temos que parar com esse negócio de votar e apoiar porque é amigo, conhecido, vai ganhar cargo, pode ser favorecido. Isso não é democracia e, por conseguinte, não pode ser Ordem DeMolay.

De qualquer forma, minha dica é a seguinte: 1. converse com aqueles que pretendem assumir algum cargo na Ordem, em qualquer âmbito ou parte da estrutura. OU SEJA, saiba quem quer ser MCR, MCE, MCN, Grande Mestre, Oficial Executivo, Grande Mestre Estadual. Isso é muito importante.

2. Peça um histórico dessas pessoas: o que elas já fizeram, quais projetos já apresentaram (até dentro de Capítulo, se puder saber, tá valendo), o que deu certo e o que não (e o porquê, neste caso). E se o indivíduo já ocupou algum cargo antes, pergunte o que foi feito e por quem foi indicado ou como foi eleito (saber os padrinhos em certos casos, já elimina alguns problemas – vide secretários ruins, delegados horrorosos, etc).

3. Grau não diz nada! Se o cara quer falar que é Ébano e tem o grau do Pai de Santo Parisiense, bom pra ele. Não se iluda com este tipo de posição.

4. Honrarias e prêmios são legais, mas podem não significar muito. Explico: tem gente que é Chevalier e só Deus explica como isso aconteceu (te dou uma alumni? cof cof). Lembrem-se sempre que a Ordem há uns bons anos atrás era muito estranha e nada organizada, então para aparecer um colar ou comenda aqui e ali não custava muito .

Ah, acho que tá bom. Sempre rola ver se o cara é gente fina e tem boas propostas por realmente querer ajudar ou se é tudo da boca pra fora, mas aí só o cara-a-cara pode dizer. Boa sorte! Vão precisar…

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Upgrade: duas frases foram retiradas do texto por motivo maior – ou menor, vai saber.