90 anos procurando formar melhores cidadãos…

Foi no início de Janeiro de 1919 que Dad Land, atendeu o telefone e reconheceu a voz de Sam Freet, membro da Loja Ivanhoe, contando a história do Sr. Elmer Lower, Companheiro Maçom da mesma loja que havia falecido a um ano. Pelo telefone Sam, pediu a Land que conseguisse um emprego para o filho mais velho de Lower, o jovem Louis, com 17 anos na época.

Na outra tarde, ocorreu o primeiro encontro que mudaria a vida de milhares de jovens em todo o mundo, entre Dad Land e o primeiro DeMolay, Ir. Louis Lower. O jovem demonstrou uma honestidade de carater e uma aptidão natural para a liderança, roupas usadas e curtas, inocência nas palavras. Land ainda pensou, se tivesse um filho, gostaria que fosse como ele.

Louis disse ser um bom aluno, mesmo com os tempos dificeis que sua família estava passando, confidenciou ainda sua vontade em concluir os estudos e auxiliar na educação de outros. Contou a Land também sobre seu pai. Por fim, Land o contratou para auxilia-lo no escritório maçônico que trabalhava.

Neil, esposa de Land, percebeu que seu marido havia chegado diferente em casa, questionou-lhe, e ele contou sobre Lower e as impressões que tivera sobre o garoto. Neil deu a idéia para Land receber Lower e os amigos no apartamento para se conhecerem melhor.

Era meados de fevereiro e Louis levou 8 amigos para conhecer Land, apresentou cada um de seus amigos:

Extraído do discurso do Grande Orador e Ex-Grande Mestre Reese Harrison, em 18 de março de 1994:

Um pouco sobre os Nove DeMolays Originais

Ivan M. Bentley 

Vivia na vizinhança de Louis Lower. Recebeu Chevalier em 1920. Morreu em um acidente em 1921. Sua morte tornou-se o primeiro rubi no Brasão DeMolay.
Louis G. Lower

Primeiro DeMOlay, Ex-MC do Capítulo Mãe (mas não o primeiro). Chevalier em 1920. Primeiro Legionário de Honra Ativo em 28 de Maio de 1926. Assassinado em 18 de Julho de 1943. O segundo rubi.
Edmund Marshall 

Vizinho de porta de Elmer Dorsey. Chevalier em 1920. Graduado pela Universidade de Missouri. Presidente do Conselho de Comércio de Kansas City. Morreu em 8 de novembro de 1966. O quarto rubi (Frank Land foi o terceiro)
Clyde C. Stream

Primo de Gorman McBride(Primeiro MC). Foi um engenheiro técnico na Companhia Elétrica de Sagano. Aposentou-se em Bradenton, Flórida. Morreu em 3 de Maio de 1971. O quinto rubi.

Gorman A. McBride

Vizinho de Louis Lower. O segundo Demolay e primeiro MC do Capítulo Mãe. Chevalier em 1920. Foi um Membro Ativo do Supremo Conselho Internacional. Advogado por profissão. Recebeu a Cruz do Fundador do próprio Land, o único dos originais a fazê-lo. Foi Diretor de Atividades do SCI na década de 60. Morreu em 10 de Novembro de 1973. O sexto rubi.

Ralph Sewell

Morava com Louis Lower. Tornou-se Gestor de Crédito da H. D. Lee Company, a que faz os Jeans Lee. Excelente pianista e organista. Morreu em julho de 1976. O sétimo rubi.

Elmer V. Dorsey

Morava ao lado de Lower. Ex-MC do Capítulo Mãe. Um executivo de sucesso. Mudou-se para o Texas e tornou-se um Consultor do Capítulo Richardson. Morreu em novembro de 1979. O oitavo rubi.

William W. Steinhilber

Morava na vizinhança de Lower. Tornou-se um investidor e corretor de sucesso. Capitão do primeiro time de Baseball DeMolay. Morreu em 28 de Outubro de 1992. O nono rubi.

Jerome Jacobson

Morava a uma quadra de Lower. Graduado pela Universidade de Kansas, admitido no Missouri como Advogado. Prosseguiu carreira advogando e trabalhando com finanças. Morou em Kansas City toda sua vida. Faleceu em maio de 2002. O último e décimo rubi.

Todos os rapazes tinham a mesma faixa etária em torno dos 17 anos. Conheceram as estruturas do Templo do Rito Escocês e se reuniram. Depois de muito debater para um nome para a Associação, Clyde, pediu a Land que contasse sobre algo ligado a maçonaria. Land contou sobre Jacques DeMolay e toda sua história. Os garotos ficaram fascinados. E nos encontros seguintes a idéia do nome foi se auto-afirmando.

Na reunião de 24 de março de 1919, fora feita a primeira reunião do Conselho DeMolay, elegendo-se temporáriamente Gorman como Presidente e Lower como Secretário.  Decidiram que para integrar o grupo deveria-se ter ao menos 16 anos e que quando completasse 21 anos ele se retiraria da associação.

E assim meus irmãos iniciou a Ordem DeMolay, com um jovem maçom e nove garotos, motivados pelo exemplo de Jacques DeMolay. Originalmente a reunião de 24 de março, marca o início da Ordem, porém pela proximidade com o dia 18 de Março, data da morte de Jacques, adotou-se esta ultima data para ambas as situações.

Que neste dia 18 de março façamos uma reverência ao exemplo de honra e dignidade de Jacques DeMolay e também prestemos homenagens e respeito ao idealismo de Land, um jovem maçom ao incentivar a criação desta fraternidade juvenil que tem encantado jovens ao longo dos anos.

Peço ainda que essa data possa tocar as autoridades da Ordem para atender a vontade dos DeMolays e chegarem a um acordo na fatidica Audiência de Conciliação a se realizar em 14 de Abril em Brasília, conforme vem circulando no Orkut e Grupos de emails.

Uma nova esperança…

Prometi semana passada falar de trabalhos bem feitos. Vou fugir brevemente ao tema, porém não deixa de ser um trabalho bem feito.

Ainda hoje recebi uma publicação, chamada Jornal XVIII de Março (baixe ele aqui), uma excelente publicação, não pela extensão e conteúdos variados, mas sim pela principal noticia que é publicada. Em miúdos, a queda do Decreto 22.

Sim meus irmãos, desta vez tornou-se público e notória uma visita entre Capítulos de ambas as Administrações Federais.

De início, logo eu, O Companheiro, busquei mais informações sobre o ocorrido com irmãos do Estado e Cidade envolvida na situação. E vi umtrabalho bem feito pelos nossos Irmãos DeMolays, principalmente os Seniores DeMolays, já maçons e integrando o Conselho Consultivo dos Capítulos. 

Com essa primeira aparição pública da queda do famoso decreto, vale destacar que inúmeros outros Capítulos e Estados já vem realizando silenciosamente a intervisitação, comecei a pensar definitivamente para o que viemos?

Vamos deixar a situação como está? Vamos nos furtar de participar do processo decisório? Vamos deixar que poucos decidam em nossa instituição tão frequentemente alardeada como democrática?

Acredito meus irmãos DeMolays, que podemos começar a pensar em uma solução pacífica para o impasse. A solução que vejo, é a busca de um acordo. Um acordo entre as duas administrações, para cessar essa guerra administrativa e fraternal.

A vontade dos DeMolays deve ser preservada, creio que todos estão cansados dessa “briguinha de cumadres”, como bem caracteriza um Tio que conheço. Todos querem se unir e trabalhar em prol de DeMolay e de nossas virtudes.

Em uma fraternidade não devemos ter vencedores e vencidos. Com um acordo não temos essas duas categorias e os dois lados saem ganhando, alias a fraternidade e a juventude ganham!

Fica esse recado aos Irmãos, para refletir e se possível acreditar que juntos podemos fazer um trabalho bem feito em prol de nós mesmos e da Ordem, basta acreditar.

O Companheiro espera que a chama do Companheirismo toque a todos os Irmãos e Tios Maçons, para mantermos essa chama acessa e sempre iluminando a outro jovem ou DeMolay.

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