Identidade

Busca-se uma identidade para a Ordem DeMolay. Não um objetivo. Objetivo ela já tem. Uma identidade.

É a Ordem DeMolay o SCODB? É a Ordem DeMolay o SCODRFB? É o grupo de jovens da maçonaria? São os “filhos dos maçons”? É uma ocupação de fim de semana? É uma escola de líderes? É o que afinal?

Acho interessante que não há concenso quando se define Ordem DeMolay. Os próprios regulamentos da Ordem não a definem. Só a objetivam e a regulamentam. Essa semana me dei conta de que participo de um grupo (é uma definição muito generalista) que o próprio fundador tinha dificuldade em defini-la. Surreal demais.

Acho que a busca de uma identidade para a Ordem DeMolay devia ser um de seus objetivos. Às vezes os Capítulos se envolvem em atividades muitos diversificadas, que as vezes fogem dos princípios (recentemente um Capítulo promoveu uma Cervejada). Não que atividades diversificadas sejam ruins. Mas as atividades deviam levar a Ordem a criar uma identidade própria. Ações que levassem a Ordem a ser conhecida como o grupo “daquilo” e “disso”.

A “unificação” pode ser um dos princípios da identidade, mas não é o fundamental. Buscar a identidade é buscar uma motivação geral para Ordem. Quem sabe a solução de alguns problemas, como a evasão. Ter DeMolays cientes dos papéis que devem cumprir na sociedade, cientes da identidade de DeMolays que devem ter perante os outros, pode ser um caminho. E é a falta de um caminho que às vezes “azeda” a Ordem.

O Patriota recentemente leu um texto no Scribd de um DeMolay (pelo menos ela aparenta ser) que afirma não existir objetivo na Ordem. Refletindo um pouco sobre o texto, chegou à conclusão que não se falta objetivos. Falta uma identidade. Desejoso e esperançoso, o Patriota deseja que nossas lideranças, sobretudo as juvenis, construam (ou até descubram) nossa identidade.

Inovar para não desmotivar

Quanto tempo leva, depois de iniciado, um DeMolay para se afastar das atividades da Ordem?

Essa é uma pergunta um tanto inusitada e que deveria ser pauta de trabalho e reflexão por parte dos Capítulos.

É claro que existem vários fatores que contribuem para o afastamentos de DeMolays. A mudança de cidade para completar os estudos, o emprego, o namoro, a família. São várias coisas cotidianas que acabam fazendo o jovem relegar a Ordem a segundo plano. Mas existe um fator preocupante, que considero como problema chave: a desmotivação.

Muitos DeMolays deixam seus Capítulos por pura desmotivação. Não encontram mais oportunidades dentro das atividades capitulares e optam por deixar o grupo. De “complemento ao aprendizado”, a ordem passa a ser “ocupação de fim de semana” e depois passa para “empecilho dos sábados à noite”.  Não existe mais aquela excitação de antes das reuniões, a preocupação com a sucessão de lideranças ou a participação nos projetos do Capítulo. A coisa fica massante demais.

É por isso que os Capítulos tem que buscar um programa inusitado. Inovar, creio ser essa a palavra chave. A Ordem apresenta inúmeras oportunidades de trabalho, que devem ser exploradas ao máximo. Muitos Capítulos fazem a mesma coisa há anos: iniciam, passam de grau, fazem uma filantropia mais ou menos no fim do ano, dão posse  e recomeçam o ciclo. Depois que o jovem passa por isso umas três, quatro vezes, ele fica desmotivado.

Como já estamos no meio do ano, novas gestões estão se iniciando. Fica a dica para os próximos Mestres. Tentem inovar, busquem um programa diferenciado para suas gestões, arrisquem-se.  Por vezes, uma tentativa frustrada é melhor do que um comodismo. Pensem nisso.

O Patriota está sumido e ainda posta atrasado. Mas tropeçando vamos caminhando.

Já se passou a Aurora…

As pessoas mudam de verdade, ou são as coisas ao seu redor que mudam e não se adéquam mais a elas?

Este final de semana, devido a datas comemorativas, congressos e uma visita a meu Capítulo me fez estar em um período que considero ‘nostálgico’, porém necessário. É muito perceptível as mudanças ocorridas, o famoso ‘ver que o tempo passou’ e que o que era, hoje não é mais. Lembrei-me de festas antigas na loja onde eu participava como DeMolay. Lembrei-me de pessoas que sempre foram muito especiais pra mim e que hoje mal se lembram que são DeMolays ou de outras instituições paralelas. Pessoas que hoje, já não participam das nossas atividades, e que já foram muito importantes pra existência de tudo aquilo.

Pensar que as brincadeiras passaram, que as risadas findaram, que muitos já se despediram e que novos adentraram. Pensar que não conseguiremos mais nos reunir, ou voltar no tempo onde tudo era diferente. Sim, eu acho que estou tendo uma crise tardia de “na minha época…”

É triste perceber que as pessoas deixam de lado aquilo que mais gostavam. Mesmo sabendo que elas precisam seguir o caminho delas. A palavra do fim de semana (por incrível que pareça) é ‘Saudade’ (entenderam né?!) Acho que foi obra divina para que me sensibilizasse mais com tudo que estava sendo notado.

Aproveitar cada tempo como se fosse o último, pode ser dica antiga ou já inutilizada, mas é o que sempre deveria acontecer. Pena que a gente só se lembra disso, nos momentos de saudade e lástima.

O Reverente reza a Deus que nos abençoe, que faça com que cada um que passou por nossas fileiras nunca se esqueça dos bons momentos que viveram, por mais que tenham sofrido também. “A saudade é uma coisa estranha que adentra o peito, se acomoda e não sai mais. Não há remédio pra ela e, assim como todas as dores ela sofre o efeito montanha russa, tem dias que dói mais e noutros nem dói…”

DeMolay em revista

Na minha época de DeMolay ativo eu lembro quantas vezes eu entrava na internet procurando alguma novidade, alguma notícia ou algum tópico novo sobre a Ordem DeMolay. Já nem lembro mais como foi que conheci os Escritos Esparsos sobre DeMolay, um blog de autoria de dois Irmãos do Rio. Era um bom meio de ler sobre o passado, o presente e refletir sobre o futuro dessa organização que tanto queria bem.

Depois dele, tivemos alguns outros blogs e sites que, constantemente, entravam e saíam da rede, permitindo que nós, humildes DeMolays, sem acesso a comunicações oficiais, tivéssemos acesso a histórias e vivências dos mais diversos e diferente lugares do Brasil. Foi assim com a era ee2 (a que mais durou), teve o ordemdemolay.zip.net (bem humorado e o primeiro de posts anônimos) e um último que já não recordo o nome e sobreviveu até o nascimento do CdPQ, editado por um Irmão de Santa Catarina.

Depois do CdPQ ainda tivemos um outro, que viveu um ou dois meses – em que cada autor era um grau da Ordem DeMolay -, e que eu não sei no que deu. Há algumas semanas, tive a feliz notícia de que nascia o demolayentrevista.blogspot.com, mais um que entra pra história curta e interessante da Ordem na web – acho que até já fiz um outro post sobre isso.

Sabe qual a melhor parte disso? É que temos as mais diversas fontes de leitura, que algumas vezes são interessantes, outras inúteis, mas que levam a constantes reflexões. O que é ser DeMolay? Como se é DeMolay nos mais diversos cantos e rincões da Ordem no país? Talvez em breve tenhamos uma revista DeMolay, editada com o objetivo único e exclusive de se divulgar o de bom – ou de ruim em alguns casos – que os Capítulos, Conventos/ Priorados, Cortes, etc. tem feito pelo imenso brasilzão. É torcer e esperar!

Eleições

Estamos no final do semestre e muitos capítulos devem estar preparando suas eleições para a próxima gestão. É extremamente importante esse momento para cada capítulo e para aqueles que estão envolvidos (candidatos e eleitores).

É bastante comum na época de candidatura ouvir a seguinte pergunta: “Quero candidatar para tal cargo, o que você acha?”.

Das últimas vezes que ouvi essa pergunta, surgiram outras de minha parte:
– Você sabe quais as funções desse cargo?
– Sabe quais as responsabilidades você assumirá pertencendo à diretoria?
– Está disposto a se dedicar a isso?

Com mais algumas perguntas e o assunto fluindo bem, ele mesmo saberá se está preparado ou não para ser eleito e verá em quais pontos deve melhorar para exercer bem o cargo.

Por outro lado, são comuns também as perguntas: “Quem você acha que vai ganhar?”, “Em quem você votaria?” entre outras.

Procuro não responder a essas perguntas, porque, de certa forma, estaria influenciando no voto de outros eleitores e, ao mesmo tempo, tirando a credibilidade dos outros candidatos.

Cada eleitor deve analisar as propostas dos candidatos, seu histórico na Ordem e em seu capítulo, os projetos de que participou entre outras atividades. Deve também verificar a disponibilidade de cada candidato para atuar bem no cargo.

Lembro também que “campanhas eleitorais” devem ser feitas dentro do capítulo. Nada de sair entregando santinhos na escola, na rua…

Uma vez, em época de eleição no meu capítulo, um dos candidatos chegou a levar um bolo de iogurte para a minha mãe. Talvez não tenha sido para “comprar o voto”. Mas entre outros agrados, percebi certa intenção dele.

Procure, caso você seja candidato, não apoiar outros para os demais cargos. Isso pode gerar certa rivalidade dentro do capítulo. Talvez aquele que seja eleito não foi quem você apoiou.

Apresente sua proposta, faça bem seu trabalho e confie que o pessoal fará a escolha certa.

O Fiel deseja boa sorte a todos os candidatos e, principalmente, aos eleitores – esse momento de treinarmos a democracia é importante e deve ser levado a sério.

Prestem atenção…

O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão.”Provérbios 13:1

O livro de Provérbios é um dos livros sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia. Conforme declara a sua introdução, tem como propósito ensinar a alcançar sabedoria, a disciplina e uma vida prudente e a fazer o que é correto, justo e digno. Em suma, ensina a aplicar e fornecer instrução moral.

Diante desta instrução, farei uma breve análise do provérbio e do que tenho aprendido estes ultimos tempos.

Instrução e repreensão. Creio que vivem por um limiar muito tênue, até por que se o emissor e o receptor estiverem em sintonia, dificilmente haverá repreensão e sim educação, instrução, correção moral como propõe o provérbio. Porém havendo interferências na relação e na comunicação entre pai e filho, a lição passará a uma repreensão e o filho escarnecerá seu ascendente.

Escarnecer, é zombar de alguma situação. Ao repreender, o jovem perderá o respeito por seu interlocutor. Entretanto deverá o jovem buscar entender o que motivou seu pai ou mãe mesmo. Alias, creio que para instruir e aconselhar, vale qualquer pessoa em que haja afeto e respeito. Tais como amigos, namoradas, padrinhos, madrinhas e tantas outras pessoas queridas.

Hoje recebi uma instrução, creio que uma das mais valiosas que já recebi. Dificil é admitir isso publicamente. Já estava refletindo sobre determinada situação a muito tempo, porém a instrução e um trabalho silencioso me fizeram meditar sobre a questão.

“Se procederes bem, não é certo que serás aceito?” – Genêsis 4:7

Isso me fez refletir um pouco, porém, me questiono se valerá a pena. Porém meu instrutor, meu amigo, me fez lembrar de algo que sempre digo a outros:

E você perderá algo se tentar?

Em determinadas situações há momentos em que é melhor inverter a sua atuação, não da noite para o dia, mas pelo menos como você reage as situações.

Apesar das consequências (uns vêem como benefício) que determinadas atitudes podem trazer, não custa tentar mudar, apenas para ver se o paradigma mudará, mudando o paradigma, não há mais que se falar em mudança, mas sim em melhoria do ser.

A frase do ano eu diria, que é: Eu tentarei…

Abraços fraternos,
D’O Companheiro

Mania de “eu”

Engraçado notar as diferenças entre uns e outros. E mais engraçado que isso é perceber que ninguém consegue ver que essas diferenças são boas, tendo em vista que cada um deve ser bom naquilo que melhor sabe fazer. Os conceitos básicos da diferença entre humanos se finda com uma conclusão precipitada criada por eles próprios, o famoso: “Eu sou o melhor”. Vivemos e crescemos crendo em: eu devo ser o melhor na escola, no trabalho, na rua, no pique-esconde, no concurso, na faculdade, no casamento, no futebol, na política, na religião. E claro que, quando se pergunta: Você aceita o outro ser do jeito que ele é? A resposta logo vem de forma convincente: Claro! Todos temos liberdade em querer ser o que melhor entender.

Sinceramente? Contos de fadas já não me convencem, vivemos taxando e julgando as coisas alheias como as piores, a religião do outro é pior, a música do outro é pior, o estilo do outro é pior, a roupa do outro é pior, a oratória do outro é pior e, quando entra candidatura e eleição então (Segura na mão de Deus e vai…).

Eu sou O melhor, eu sou melhor que ele, eu falo melhor, eu tenho  melhor postura, meus amigos são muito melhores e tudo que é relativo ou ligado a mim é muito melhor. O problema é quando percebemos que alguém é melhor que nós. Eis então que surge outro probleminha, que alguns intitulam como inveja, a vontade sublime de se mostrar melhor de alguma forma. Caso não conseguimos convencer as outras pessoas que somos melhores, passamos para a etapa n° 2, tentar mostrar a inferioridade do outro. Seja diminuindo-o ou ressaltando aquilo em que ele não é tão bom. Por que não conseguimos lidar com a idéia de que o outro pode ter espaço no Universo?

O Reverente anda revoltado com alguns que insistem em querer ser superiores, quando na verdade deveria cada um permanecer no seu quadrado enquanto o mundo gira no espaço infinito. E viva as diferenças, até porque o que seria do planeta Terra sem elas?