Um quarto Baluarte

Qual a dificuldade em perseverar? Só porque isso consiste em apanhar muito, em ver suas opiniões ir por água abaixo, em ir pra casa pisando duro? Só porque perseverar faz a gente se machucar, rasgar, suar? Só porque todos à nossa volta nos desanimam, reclamam e até choram? Isso não é desculpa.

Não é uma oitava virtude que nos falta. Falta é mais um bastião, um novo baluarte; perseverança. A vontade de lutar, de querer mudar, custe o que custar. Mas não, dos DeMolays que conheço, a maioria prefere se esconder enquanto espera a poeira baixar. DeMolays que lutaram por seu Capítulo, são lendas distantes, de um passado dito “memorável” pelos mais velhos. Que bom seria se perseverança fosse uma realidade constante na Ordem.

Se nós DeMolays não conseguimos levar nossos anseios à diante, como conseguiremos ser uma mudança para nossa pátria? Como realmente mudaremos nossa realidade se não temos força de vontade? A Ordem parece até contraditória, chegando a ser vazia em alguns pontos.

Hoje estou chateado. Sério. A inspiração me falta. Semana passada não postei pois estava trocando de PC e estava com a internet desconfigurada.

O Patriota hoje está jururu.

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Cinzas…

Quarta-Feira de Cinzas, do Wikipédia:

quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.

Relembrar a nossa mortalidade? Vivemos como se nunca fossemos morrer e morremos como se não tivéssemos vivido. O ser humano é uma espécie estranha, levada por tantos pensamentos e sentimentos que não tem como descrever ele simplesmente. 

Desde o princípio ele é marcado por aqueles que o cercam, construindo dessa forma sua mentalidade e circulo social. A Ordem é uma excelente maneira de estreitar laços e amplia-los. Com a Ordem ganhamos novos amigos e irmãos em nossas causas.

E também na Ordem, vivemos nossos dias de lembrar que não somos imortais na Ordem e na vida. Por exemplo ao ver Cerimônias da Maioridade e ver aquele Senior Turrão deixar seu Capítulo.

Ainda não passei pela minha Cerimônia, mas já vi várias, é muito diferente. Devo passar pela minha esse final de semana. Acredito que será um momento único, como tantos outros que já presenciei e participei na Ordem. Vamos ver como será, né?

Que os Irmãos possam aproveitar seu tempo de DeMolay Ativo na Ordem de maneira digna, virtuosa e correta. E atingir uma maioridade de plenitude e contemplando um trabalho bem feito.

Semana que vem vamos falar sobre trabalhos bem feitos…

O UM colar para a todos governar…

Uma vez, há época que ainda era MC, imitei o MC do Capítulo que instalou o meu, quando fora questionada sua autoridade enquanto MC. Dei uma de minino birrento, desci do Oriente e me postei no altar, diante da Bíblia Sagrada. Olhando nos olhos dos meus Irmãos, apenas com as velas acesas, retirei o colar, que para muitos simbolizava apenas o poder seco e cru, e fiquei como DeMolay ativo, de gravatinha preta, camisa branca, calça preta, cinto preto, sapatos preto, meias pretas (e até cueca preta, se não estou enganado).

Comecei com uma fala estranha, que hoje considero até demagoga, dizendo que eu era como um deles e que aquele colar não era nada para mim. Chorei de raiva, minutos antes, ouvira um Irmão dizer que eu era um safado que só queria aparecer. E, entregue a um ataque um tanto quanto infantil, pedi que se alguém fosse mais maduro e mais capaz de fazer o que eu fazia pelo Capítulo, levantasse e pegasse o colar. Depois de alguns minutos, o silêncio perdurou interminavelmente…

Essa semana lembrei dessa fala. Já faz algum tempo que postei algo sobre colares… um grande amigo meu, que já foi muita coisa na Ordem DeMolay, uma vez me perguntou se devia usar o colar de Past. Eu que também já era Past muita coisa, falei que a essência do cargo está na pessoa, não no colar. Era uma abertura de congresso e, depois da minha fala, ele resolveu deixar o dele em casa… pois é, mas os colares perseguem algumas pessoas…

Na época em que se iniciaram as brigas nacionais do DeMolay (março de 2003, pra ser um pouco mais preciso – vide tio Mansur X tio Lins), alguns DeMolays mantinham uma certa idolatria pelo nosso fundador brasileiro, tio Alberto Mansur. Poucos encostavam nele pra conversar durante muito tempo, a maioria queria apenas uma foto ou um autógrafo no ritual. O tempo foi passando, as guerras foram ampliadas e houve a cisão. Cada um pro seu rumo, com colares diferentes ou até mesmo parecidos, mas as batalhas continuava. Essa semana vi a comunidade “Unifica DeMolay Brasil” ou algo similar. Então, depois de tantas idas e vindas, lembrei da reunião que tirei o colar pra mostrar que não queria o poder dele. Quem vai abrir mão do UM colar para a todos governar?

Daqui pro futuro

A Verdade Sobre o Tempo

Pato Fu

Composição: John Ulhoa

Ele pensa que a vida ficou pra trás
Então finge que nem liga que tanto faz
Ou não, ou não, a vida é como um gás
Só um sopro, só um vento, nada mais

E o ar que já lhe passou pelos pulmões
De tão velho já quer ir descansar
Daqui pro futuro falta só um piscar
Que é pro tempo não mais nos enganar

Ele agora vê que o tempo é uma ilusão
E o passado são as linhas em suas mãos
Ou não, ou não, a vida é muito mais
Que os dias, que os deuses, que jornais

E o ar que já lhe passou pelos pulmões
De tão velho já quer ir descansar
Daqui pro futuro falta só um piscar
Que é pro tempo não mais nos enganar

Ou não, ou não, a vida é como um gás
Só um sopro, só um vento, nada mais

O Amoroso não está em clima de escrever… provavelmente até a próxima semana… tomara que no dia 02 isso mude…

PÁTRIA MADRASTA VIL

Caros leitores do Caí de Pára-Quedas, muito boa tarde.

Eu estava preparando meu post desta semana, quando recebi um e-mail de um amigo aqui na empresa. Vi que o texto tinha a mesma linha do que eu estava escrevendo. Então resolvi publicar esta carta e comentá-la ao final. EXCELENTE TEXTO, MERECE SER LIDO E CRITICADO POR TODOS, PRINCIPALMENTE NÓS DEMOLAYS

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PÁTRIA MADRASTA VIL

 Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência… Exagero de escassez… Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada – e friamente sistematizada – de contradições.

Há quem diga que ‘dos filhos deste solo és mãe gentil’, mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil  está mais para madrasta vil.

A minha mãe não ‘tapa o sol com a peneira’. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra… Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta – tão confortavelmente situadas na pirâmide social – terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)… Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos…

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente… Ou como bicho?

 Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.

Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre Como vencer a pobreza e a desigualdade.

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 Clarice foi muito feliz nesta carta. Os prêmios vieram merecidamente. Há de se haver uma revolução. Revolução esta educacional, cultural e política. Uma revolução que atinja o mais humilde ao mais abastado. Que não meça as classes sociais, e nem às exclua. Nossa Ordem por sua grandiosidade, deve ser uma das maiores responsáveis, aliada à Maçonaria, a erguer esta bandeira revolucionária. Temos poder para isso. Somos pensantes, jovens, inquietos… lembro que eu fui um dos cara-pintadas para o Impeachment do ex-Presidente Fernando Collor, e eu nem era DeMolay ainda. Cadê nossos Universitários “bons de briga”? Cadê nossos jovens políticos? Cadê EU? CADÊ VOCÊ? ONDE ESTAMOS NÓS NESTE PROCESSO REVOLUCIONÁRIO.

 Finalizo novamente com outra frase do Reverendo King: “O que me assusta não é a maldade dos maus , mas a omissão dos justos”

 O PURO – Há algumas semanas sentindo-se meio órfão da Mãe Gentil.

RUMBORA QUE RUMBORA

Grande trupe apaixonada intitulada de Ordem DeMolay, como vão vocês.

Antes de começar meu post gostaria de deixar aqui registrado os meus parabéns ao nosso eterno Tio Mansur, responsável por eu poder escrever neste exato momento como um DeMolay. Dia 07 de Setembro foi seu aniversário. Obrigado Tio, mas olha lá hein, não vá querer competir com Derci Gonçalves pra ver quem vive mais hein!?!?! Brincadeira…

Mas enfim, esta semana eu estava vendo lá uma das listas que faço parte, e fiquei surpreso com o teor delas. Meu amigo, lançaram a candidatura de um camarada lá sem nem mesmo ele estar sabendo. Pêra bem aí, vamos criar uma fábula.

Era uma vez…. Não, esquece, ‘Era uma vez’ já está muito taxado.

Existia um território de animais que viviam em harmonia, claro, com suas devidas peculiaridades. Era dividido em 27 tribos e um líder em cada tribo. Comandando as 27 tribos, tinha um chefe central denominado de GRANDE BIG BOSS ou simplesmente GBB, então os líderes tribais eram GBBT (Grande Big Boss Tribal). A cada dois anos lunares, o GBB era substituído por um outro que já tivesse sido GBBT. Esperava-se que nestes dois anos, pudessem ser feitos várias coisas que ajudassem no desenvolvimento das tribos, e assim aconteciam.

Tudo corria como sempre, cada qual com seu cada qual, mas sempre surgia a pergunta infeliz: ‘Quem será o próximo GBB’. Todos os animais das tribos indagavam-se e começavam as especulações. ‘Será a Girafa Careca de Sotaque Arrastado? Será o Idoso Oragontango do Triângulo Vermelho? Será o Puerco Branco da Geleira do Sul? Será o Peixe-Boi do Planalto Central? Será o Nelore Vendedor de Colares do Mato Sul? Enfim, todos se perguntavam.

As tribos usavam um meio de comunicação muito difundido e funcional que eram as ‘eletronic toupeiras’ ou simplesmente e-TOUP. E através de uma dessas codorninhas, um aldeão, lançou um ano antes a candidatura do o Idoso Oragontango do Triângulo Vermelho, quando todo mundo já sabia que a Girafa Careca de Sotaque Arrastado já é candidato a GBB.

Aí foi um reboliço do inferno… As toupeirinhas começaram a trabalhar feito o cão, levando e trazendo e-toups de apoio ao Orangotango, incitações de ajuda, formulações de chapas de governo, a macacada ficou louca… Os Leões se defendiam, as patas cegas continuaram cegas, os pica-paus perturbavam todo mundo, e a arca de Noé tava uma desgranha.

Agora eu penso em como está se sentindo o atual GBB, vulgo Águia Careca do Pau a Lista, que nem terminou seu mandato ainda e as tribos já pensam na sua sucessão. Penso na Girafa de Sotaque, que já está preparando seu plano de governo para o futuro da bicharada, e estão tentando boicotar sua candidatura. Penso nos animaizinhos, que nem sabem direito o que está se passando, e são obrigados e ler tantas toupeiras, penso nos “Raposas Velhas” experientes e oportunistas que imaginam estar tirando proveito da história toda quando na verdade estão causando uma celeuma infrutífera.

Isso mesmo, inclusive a Cobra Coral Estadual da Mina que fez o lançamento da Candidatura do Oragotango, é inimigo político… Talvez tenha feito isso até por sacanagem, pegando o bonde do seu slogan RUMBORA QUE RUMBORA. O Orangotango até se pronunciou, que não é candidato e é sabido entre outros GBBT que não será candidatos mesmo. Porém a turma da confusão usa cada vez mais de inúmeras Topeiras para fazer pressão.

Tem até a Iena Mucha Mineiro-Candanga, que já fez até uma Chapa d Diretoria, fala sério bicho…

Enfim, a Fábula vai continuar até o ano que vem, porém acho que estes animais deveriam usar mais o seu discernimento em prol de fazer o desenvolvimento de suas tribos em vez se preocuparem com a vida do vizinho. Ficam tentando persuadir líderes de outras Tribos para apoiarem a candidatura virtual… Isso é feio rapá.

Eu sinceramente só espero que respeitem o GBB atual e sua gestão da Floresta e deixem que ele faça seu trabalho como vem fazendo… Ano que vem a gente conversa de eleição de uma maneira realmente sem interesses, picuinhas e rixas antigas.

O PURO – Pede desculpas pelos heterônimos utilizados, mas é só pra dar uma roupagem mais hilária… Confabulando, mas consciente…

Enquete da Semana

Queridos leitores:

Ontem a gente já lançou a nova seção aqui no blog. Hoje trazemos para vocês a “enquete da semana”. Para participar, basta acessarem o link que está na página “Enquete da Semana”, logo ali em cima.

Participem!