Aleluia

Realmente, hoje a musa da inspiração tá de férias. Devo ter reescrito essa postagem uma dezena de vezes e nada de ficar legal. Então, nada melhor falar que hoje, nem expremendo sai.

– Pô Patriota! Então por que você veio aqui?

Bom, é interessante manter uma freqüência de postagens (logo eu que fiquei um bom tempo sem dar as caras por aqui). Sei que temos dezenas de leitores que nos acompanham em nossos saltos e ficar sem saltar por muito tempo, pode não ser legal. Então, decidi que nos sábados em que não estiver inspirado, vou dar as caras assim mesmo. Bom que vocês, nossos leitores, podem ajudar a gente, opinando sobre ou nos enviando textos de vocês para serem publicados. Para quem quiser: opatriotademolay@gmail.com

– E por que o título da postagem hoje é Aleluia?

Porque é Sábado de Aleluia. =p (sentiram o drama da falta de inspiração?)

Espero que no próximo sábado, tenha algo mais divertido e interessante para ser postado aqui.ero que no próximo sábado, consiga escrever algo legal por aqui.

Como George Washington se ajoelhou

Não sei se é do conhecimento de todos os DeMolays, mas a forma como nós nos ajoelhamos, é uma homenagem à George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América. Como Washington foi maçom, Land queria que houvesse uma espécie de referência ao homem que ajudou a construir sua pátria. Então, escolheu a forma como Washington se ajoelhou no dia da fundação da capital americana (tal momento é retratado em um quadro que eu não me lembro o autor), como forma dos DeMolays ajoelharam.

Existem ainda outras referências à presidentes americanos (maçons) nos rituais DeMolays. Na cerimônia de Instalação de Oficiais, o Mestre Conselheiro ao por os Livros Escolares sobre o altar, menciona uma frase de Lincoln; “um governo do povo, para o povo e pelo povo”. Existe uma profunda reverência dos DeMolays americanos, pelos maçons que ajudaram a construir sua nação. E o patriotismo americano é bem refletido nas atitudes diárias dos cidadãos. Aqueles já tiveram a oportunidade de andar por ruas de cidades americanas do interior, pôde perceber que as residências possuem bandeiras em seus quintais e telhados. A população em geral se movimenta bem com as eleições, mesmo elas sendo facultativas. Existe um sentimento crescente de “meu país” por parte dos jovens; e isso é fruto de educação cidadã.

Sei que não é certo compararmos nosso país, cultura e história com eles, mas por ser lá o berço da Ordem DeMolay, uso-os de exemplos.

No Brasil, Pedro I (Tio nosso) proclamou a Independência. Cerca de 150 anos depois, Deodoro da Fonseca (Tio nosso também e posteriormente Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil) proclamou a República. E são vários os outros exemplos que temos de Tios que ajudaram a formar nosso Brasil.

Toda vez que ajoelho como DeMolay, além de sentir uma profunda presença do Pai Celestial, me sinto no dever de honrar a causa por qual alguém se ajoelhou assim pela primeira vez; a construção de uma pátria. De um lugar no qual milhões de pessoas pudessem chamar de lar. Me sinto orgulhoso de ser DeMolay, em poder contar com preciosa formação que me ajudará a ser melhor cidadão.

É um privilégio poder se ajoelhar como George Washington se ajoelhou.

Quando o Para Quedas não abre

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Às vezes alçamos vôos mais altos. Sempre buscando novas esperanças, novos rumos, novos horizontes.

Sempre foi do homem querer voar, querer ser como pássaro, livre, com asas a alcançar o infinito. Mas não as temos. Usamos como asas, nossa imaginação. E então voamos. Alto. Quase ao infinito. Mas por vezes cansamos e precisamos descer, tentamos abrir nosso para quedas. Queremos descer, retornar às nossas realidades cinzentas e obscuras. Precisamos pisar no chão firme, mas de forma suave, leve. Precisamos da dura realidade, mas doce e aconchegante (sim, somos seres antítecos). E quando tentamos abrir nosso para quedas, forçando um suave pouso, ele não abre. Tentamos abri-lo novamente, e ele teima em não abrir. E quando tentamos continuar voando, já é tarde demais, estamos muito próximos do chão. E nosso para quedas não abriu.

E assim retornamos à realidade de uma forma muito mais violenta. Voltamos aos tons de cinza (assim Doroty ao voltar de Oz para o Kansas), ao vento gélido que corta a face e a deixa marcada. De qualquer forma retornaríamos. Retornaríamos levemente, planando. Mas nosso para quedas não abriu. Esborrachamos, para ser mais popular.

Então, depois de um tempo (longo, curto, não sei), queremos voar novamente. E, usando nossos métodos, voamos. Com esperança, para que dessa vez, o para quedas não nos deixe na mão.

O Patriota vê a Ordem como as asas que nos permitem voar e também como o para quedas que não se abre. As vezes nos envolvemos muito com a Ordem e nos esquecemos da realidade que nos cerca, logo tentamos retornar. Muitas vezes, estamos “voando” e a Ordem mostra uma face totalmente aversa a que estamos acostumados. Então notamos a realidade, em um baque, como o de um para quedas que não se abre. E assim é DeMolay. Já dizia Tio Land, que DeMolay é como uma religião, difícil de explicar, difícil e entender. Você tem que viver, e plenamente.

Intensificando

Até quão longe vai a influência da Ordem em um DeMolay? Até qual momento o DeMolay abre mão de uma coisa, por se lembrar de princípios aprendidos em nossos Rituais? Em qual momento da vida dele, tudo isso deixa de se tornar apenas demagogia e se torna verdade praticada no dia a dia? Em qual momento ele faz brilhar sua chama interior sobre outra pessoa? Afinal, quando o jovem iniciado torna-se de fato um DeMolay?

Hoje quero propor uma reflexão diferente (ou igual por demais). Depois da iniciação, o que muda de fato em nossas atitudes? O quão pensamos e ponderamos ao fazer?

Parece estranho, mas tenho visto a ‘Atitude DeMolay’ restrita a conversas moralistas dentro de Capítulos e lições de moral, mal fundamentadas, dadas por seniores de freqüencia parca. O “grosso” a ação mesmo, fica por conta de exemplos subjetivos e generalistas. Parece que a compreensão do que é DeMolay, a interpretação do que é a Ordem, mudou. Mas não houve uma evolução.

Temos, sem sombras de dúvida, uma adminsitração excelente em nossa Ordem. Temos um pessoal comprometido e idealizado nos liderando e uma fileira cada vez mais preparda para assumir os malhetes e colares da vida. Mas quando falamos de ação, de ser DeMolay no dia a dia, de ser amoroso, reverente, cortês, companheiro, fiel, puro e patriota; a história é outra. Parece não haver muita coisa de concreto nisso.

Claro que há sempre os bons, aqueles que sabem dos compromissos assumidos e os cumprem dentro de suas humanas possibilidades.

Acho que hoje estou em um clima de ‘revolta’. Não com a Ordem, mas com alguns iniciados, que insistem em não serem DeMolays, em permaneceram apenas usando suas capas e desvirtuando aquela que é uma das maiores ações para melhorar o mundo, a Ordem DeMolay.

O Patriota hoje está se sentindo um pouco revoltado. Desanimado não. Ele aprendeu, que quando for fazer as coisas, principalmente na Ordem, deve se considerar mais. Hoje O Patriota fez um discurso baseado n’O Fiel. O Patriota está repensando tudo e tentando mudar as coisas ao seu redor.

Revolução II

Há muito escrevi uma postagem chamada Revolução. Ela gerou vários comentários que me fizeram pensar. O que achei mais estranho, foi que um grupo de internautas, membros do MEPR não gostaram de minha posição.

Peço que eles pichem a suas casas, visto que o que é do povo não deve ser pichado. Que eles quebrem suas vidraças, não a do patrimônio público. Que eles se eduquem e não se tornem robôs socialistas que só esbravejam e gritam. Que eles aprendam o que é dialogo, pois revolução nenhuma desse mundo se resolveu fora disso.

Aos membros do MEPR, que se dizem socialistas; descalcem seus All Star, não bebam suas Coca-Colas, não fumem seus Marlboros. Sejam, afinal, socialistas e não idiotas de vermelho.

Posso ser um alienado político, mas não sou pseudo socialista/intelectual. Isso me basta.

Aos DeMolays, espero que aprendam que Revolução, se faz com educação, diálogo e sobretudo cidadania. Ninguém deve levantar uma arma ou desferir uma pedra se busca a paz. Existem vários exemplos na história, basta se espelhar. Nossa Ordem em si, já é revolucionária. Ela tira o jovem do ócio do fim de semana, e o entrega ao aprendizado da moral, da ética e da cidadania. Ela faz revolução melhor do que qualquer outro movimento estudantil. Ela revoluciona o caráter do jovem, o que vai refletir na sociedade.

Aos meus amigos pseudo socialistas/intelectuais, uma passagem interessante: arrumem primeiro seus quartos, depois tentem arrumar  o mundo.

O Patriota já cansou de milícas revolucionárias e coisas do tipo. Essa história de pegar nas armas e ir à luta já o deixou de ‘saco cheio’. A chave da coisa é saber fazer bem as escolhas e se cobrar por isso.

Quase um abandono

As vezes precisamos largar tudo e olhar pra trás.  Meditar se tudo o que fazemos, ou fizemos vale ou valeu à pena. Se é momento de largar tudo, jogar pra cima e dar novo rumo à vida. Meus irmãos, pela primeira vez eu pensei em largar a Ordem. Em deixá-la apenas como boa lembrança na minha memória. Em me acomodar nos sábados e me ocupar de confortável ócio. Em nunca mais me envolver nas questões do Capítulo, do Convento, de alguma coisa que seja ligada a DeMolay. Sim meus irmãos, pela primeira vez eu fraquejei e pensei em parar.

De fato, quase o fiz, mas algo me disse que não era esse o momento. Que se largasse tudo agora, perderia muito mais do que eu estava imaginando. Resolvi ler tudo  o que já escrevi aqui. E vi, que se largasse, entraria em total contradição.

Ao ler os textos de meus outros irmãos, ví que todo DeMolay passa por essa fase de “querer abandonar”. Alguns “sobrevivem”, outros não.  Noto que é um sentimento de desilusão, de desapego aos mais novos, de inércia.

Mas sinto que vai passar.

Pesso desculpas aos meus irmãos pelo silêncio de praticamente dois meses. Não sou um indiferente. Sou apenas um DeMolay que quase largou tudo e que esse blog ajudou a salvar.

O Patriota voltou.

Crença

As vezes, o que atrapalha, é que não acreditamos em nós mesmos. Na nossa capacidade de mudança, de revolução. Esquecemos que nós também somos parte do todo e o todo parte de nós. Como se houvesse um complemento. Esquecemos, em demasia, que nós, que cada um de nós é a Ordem DeMolay. E que Ordem DeMolay não é apenas uma instituição, mas também um estilo de vida. Um estilo de vida pautado na boa cidadania, na boa filiação e na boa e verdadeira amizade.

Ordem DeMolay não é administração de Supremos, de Grandes ‘alguma coisa‘, apesar de isso fazer parte. Ordem DeMolay é uma chama, que acendemos dentro das profundezas mais recônditas de nossa alma. Uma chama que ilumina nosso caminho, sempre adiante ‘para cima’ da estrada da vida. Para baixo, só vai quem quer.

Devemos ser menos crentes em instituições e mais em nós e nos ensinamentos que pregamos. Pois se dependermos de uma boa admnistração, andaremos só de vez em quando. Dependemos de nossa crença em mudar nossa sociedade, em sermos DeMolay atuantes fora da Ordem. Em lutar por aquilo que acreditamos.

Não percam a fé na Ordem. Jacques de Molay não perdeu sua fé. Não temos o direito de perdê-la também.

O Tentador espreita. Cabe a nós saber fugir de suas armadilhas. Passemos em acreditar em nós mesmos; nos DeMolays.

O Patriota vê a cada dia mais e mais Irmãos acharem que a Ordem DeMolay se resume à administração do Supremo. Com isso generalizam que a Ordem DeMolay é “politicagem”. Esquecem que a Ordem DeMolay são os DeMolays que atuam em seus Capítulos e cumprem seus deveres de cidadão. O resto é apenas para não deixar virar bagunça. O Patriota ainda sonha com tempos melhores para a Ordem.