A prioridade do tempo…

Mais uma vez – e acho que não é a segunda -, O Amoroso vos escreve para falar que está sem tempo, assim como outros para-quedistas que aqui estão ou que aqui estiveram. Quando o final do semestre se aproxima, os estudantes universitários ficam assoberbados de trabalhos, tarefas e provas. Os trabalhadores, por menos que possam parecer, se esforçam para provar, a cada seis meses em média, que não estão ali de brincadeira e acabam mostrando mais serviço – existe literatura sobre esse ápice de produtividade nos meses de junho e dezembro (que antecedem as “férias”)?. Mas eis que surge uma afirmação que já ouvi inúmeras vezes de um DeMolay que já há algum tempo se afastou das atividades capitulares: TEMPO É UMA QUESTÃO DE PRIORIDADES. Realmente, quando queremos achar tempo, conseguimos facilmente. O problema é quando não queremos…

Nascemos como sete para-quedistas. Hoje, malmente postam três. Temos uma vaga para O Cortês que se abriu há tempos e não houve preenchimento. Essa semana, tivemos a infeliz notícia de que O Fiel também estava a abandonar o barco. Me perguntei porquê eu ainda continuo, acreditando numa ideia que considerei boa em abril de 2008 e que até agora permaneço a vendê-la. Será que é porquê eu sou anormal? Talvez sim. Talvez não.

Só me pergunto se vale a pena colocar algumas prioridades a frente de outras na divisão do meu escasso e mal aproveitado tempo. Quase ninguém tem tempo para o gostaríamos. Mas será que ninguém tem tempo o que outras pessoas necessitam? Um pouco de dedicação e boa vontade levaria o mundo longe. Mas é uma prioridade em nossas vidas sermos bons? Ou podemos nos contentar com a mediocridade do dia-a-dia e esquecer que, entre tantas outras prioridades, ajudar o próximo – ou ao menos ouvi-lo – pode fazer toda a diferença para ele? Tempo é uma questão de prioridades sim. Porém é também uma questão de escolha…

Identidade

Busca-se uma identidade para a Ordem DeMolay. Não um objetivo. Objetivo ela já tem. Uma identidade.

É a Ordem DeMolay o SCODB? É a Ordem DeMolay o SCODRFB? É o grupo de jovens da maçonaria? São os “filhos dos maçons”? É uma ocupação de fim de semana? É uma escola de líderes? É o que afinal?

Acho interessante que não há concenso quando se define Ordem DeMolay. Os próprios regulamentos da Ordem não a definem. Só a objetivam e a regulamentam. Essa semana me dei conta de que participo de um grupo (é uma definição muito generalista) que o próprio fundador tinha dificuldade em defini-la. Surreal demais.

Acho que a busca de uma identidade para a Ordem DeMolay devia ser um de seus objetivos. Às vezes os Capítulos se envolvem em atividades muitos diversificadas, que as vezes fogem dos princípios (recentemente um Capítulo promoveu uma Cervejada). Não que atividades diversificadas sejam ruins. Mas as atividades deviam levar a Ordem a criar uma identidade própria. Ações que levassem a Ordem a ser conhecida como o grupo “daquilo” e “disso”.

A “unificação” pode ser um dos princípios da identidade, mas não é o fundamental. Buscar a identidade é buscar uma motivação geral para Ordem. Quem sabe a solução de alguns problemas, como a evasão. Ter DeMolays cientes dos papéis que devem cumprir na sociedade, cientes da identidade de DeMolays que devem ter perante os outros, pode ser um caminho. E é a falta de um caminho que às vezes “azeda” a Ordem.

O Patriota recentemente leu um texto no Scribd de um DeMolay (pelo menos ela aparenta ser) que afirma não existir objetivo na Ordem. Refletindo um pouco sobre o texto, chegou à conclusão que não se falta objetivos. Falta uma identidade. Desejoso e esperançoso, o Patriota deseja que nossas lideranças, sobretudo as juvenis, construam (ou até descubram) nossa identidade.