Mania de “eu”

Engraçado notar as diferenças entre uns e outros. E mais engraçado que isso é perceber que ninguém consegue ver que essas diferenças são boas, tendo em vista que cada um deve ser bom naquilo que melhor sabe fazer. Os conceitos básicos da diferença entre humanos se finda com uma conclusão precipitada criada por eles próprios, o famoso: “Eu sou o melhor”. Vivemos e crescemos crendo em: eu devo ser o melhor na escola, no trabalho, na rua, no pique-esconde, no concurso, na faculdade, no casamento, no futebol, na política, na religião. E claro que, quando se pergunta: Você aceita o outro ser do jeito que ele é? A resposta logo vem de forma convincente: Claro! Todos temos liberdade em querer ser o que melhor entender.

Sinceramente? Contos de fadas já não me convencem, vivemos taxando e julgando as coisas alheias como as piores, a religião do outro é pior, a música do outro é pior, o estilo do outro é pior, a roupa do outro é pior, a oratória do outro é pior e, quando entra candidatura e eleição então (Segura na mão de Deus e vai…).

Eu sou O melhor, eu sou melhor que ele, eu falo melhor, eu tenho  melhor postura, meus amigos são muito melhores e tudo que é relativo ou ligado a mim é muito melhor. O problema é quando percebemos que alguém é melhor que nós. Eis então que surge outro probleminha, que alguns intitulam como inveja, a vontade sublime de se mostrar melhor de alguma forma. Caso não conseguimos convencer as outras pessoas que somos melhores, passamos para a etapa n° 2, tentar mostrar a inferioridade do outro. Seja diminuindo-o ou ressaltando aquilo em que ele não é tão bom. Por que não conseguimos lidar com a idéia de que o outro pode ter espaço no Universo?

O Reverente anda revoltado com alguns que insistem em querer ser superiores, quando na verdade deveria cada um permanecer no seu quadrado enquanto o mundo gira no espaço infinito. E viva as diferenças, até porque o que seria do planeta Terra sem elas?

1 Comentário

  1. Reverente, concordo que as diferenças são essenciais. Mas não podemos esquecer que o respeito a essas diferenças é imprescindível para a coexistência pacífica das pessoas.

    Imagine só, quantas vezes já falamos dessas diferenças, quase sempre adjetivando-as como “melhores” ou “piores” e ainda assim continuamos a conviver bem?

    “Posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas jamais tirarei o direito de falá-las”. Assim, podemos construir um mundo melhor, mais fraterno e, quem sabe, até mais DeMolay – refiro-me a essência da organização, não o que nos tornamos.


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