Dai a César apenas o que é de César

Frase comum e patética para o título de um post, mesmo para as épocas menos inspiradoras. Mas ele surge a partir de uma conversa rápida, porém proveitosa entre dois desconhecidos que provavelmente se reencontrarão uma ou mais vezes e que falavam sobre os anseios e as esperanças para a juventude.

Um conhecido meu costumava afirmar que a Ordem DeMolay só iria pra frente se os Maçons parassem de agir como uma doença degenerativa, corrompendo os jovens garotos – para ele, um exercício pleno de hipocrisia e excesso de vaidade. E a breve discussão foi sobre essa condição da participação da Maçonaria na Ordem DeMolay. Ambos pareciam ainda repletos de boas expectativas para os garotos entre 12 e 21 anos que a Instituição diz formar como líderes, porém os dois também concordavam um pouco com esse conhecido meu.

Enquanto para o ilustre desconhecido a Ordem DeMolay tinha que as poucos se desvincular da Maçonaria – não no sentido de independência, mas no sentido de autonomia -, O Amoroso afirmava copiosamente que tanto independência quanto autonomia deveriam ser limitadas, não plenas para ser mais claro. O breve embate de idéias gerou duas conclusões que podem não ser dogmáticas, porém resumem bem o caos instaurado na cabeça dos meninos-marionetes:

1 – Maçonaria e Ordem DeMolay foram, são e sempre serão organizações diferentes. Mas isso não que dizer que devem caminhar separadas. A Ordem DeMolay, mesmo para os mais otimistas e sonhadores, não existe sem a Maçonaria. E, atrevo-me a dizer que, sem a Ordem DeMolay, a Maçonaria irá definhar ainda mais (salvo algumas exceções, óbvio. Não adianta tentar dissociar as Instituições, pois ambas agora estão imbricadas e até mesmo unidas a ponto de não perceberem as fronteiras entre uma e outra;

2 – O segundo problema resulta do primeiro. Não sabendo discernir os limites entre Maçonaria e Ordem DeMolay, Maçons sentem-se donos dos meninos, um tanto quanto senhores feudais que consideram os jovens seus vassalos. Isso já se torna um enorme prejuízo para Távolas, Capítulos, Conventos – ou Priorados -, Cortes, etc. Porém, consideramos que um problema ainda maior é quanto os DeMolays sentem-se independentes a ponto de rechaçarem a participação dos Maçons na Organização. Nessa relação – assim como entre pai e filho aparentemente deve ser -, a DeMolay não deve obediência irrestrita e inquestionável à Maçonaria. Mas também a Maçonaria não deve tentar mandar e desmandar no andamento da DeMolay. As obrigações concernentes à DeMolay que caibam a ela. As obrigações que caibam a Maçonaria, que a ela seja aderente.

Não adianta tapar o sol com peneiras: uma hora a luz do sol irá passar. Temos problemas DeMolays que envolvem demasiadamente a Maçonaria? Temos! Temos problemas Maçônicos que envolvem demasiadamente a DeMolay? Temos! O que fazer?

DAR A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Cada um pega seu banquinho e, de mansinho, toma seu rumo no mundo, respeitando-se, porém sem exagerar na dose de intervenções. DeMolay não deve tomar partido em briga de Maçom. E Maçom não deve tomar partido de DeMolay a não ser que seja cabível e necessário a sua função como conselheiro.

O Amoroso ficou um pouco mais esperançoso quando viu que existem Maçons que conseguem entender a filosofia DeMolay, sem precisar interferir nela. E também ficou triste ao saber que até mesmo esses Maçons acabam um pouco desiludidos com a Ordem DeMolay…

Palavras ao vento

Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento

Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento…

Trecho de “Palavras ao vento”
Letra: Marisa Monte e Moraes Moreira

Foi uma semana cheia de belas palavras. Nunca vi tantos discursos bonitos e tão cheios de significados na Ordem DeMolay quanto essa última. Li, reli, li mais de uma vez as circulares e os e-mails. Até um vídeozinho, um bom uso das ferramentas diga-se de passagem, eu vi. Fora a enorme quantidade de vezes que já vivi ou vivenciei as experiências de que das palavras do homens não podemos esperar muita seriedade…

Esse é o problema. Outra vez lembrei de uma frase que ouvi certa feita de que “cada vez que conheço mais os homens, mais gosto do meu cachorro”. Tem uma coisa que eu aprendi na Ordem DeMolay é que nossas cerimônias não fórmulas vazias. Nunca mais vou esquecer disso. O meu porém é que as falas dos homens são vazias.

Quando o CdPQ nasceu, cerca de um ano atrás, os Sete fundadores acordaram que nunca tratariam de brigas ou discussões entre Supremos. Como éramos um blog sem vínculos com nenhum dos dois (SCODB e SCODRFB), inclusive com membros de ambos e que se tratavam como Irmãos. Essa semana, conversando com um outro fundador que pertence ao Supremo diferente do meu, brincamos muito pelo excesso de falas bonitas. E pelo grande número de comentários empolgados dos mais jovens frente ao processo que poderá culminar com a unificação das instituições. Falamos até do medo do OBA-OBA que enche de esperança aqueles que da missa não sabem um terço…

Talvez seja a idade ou a experiência. Talvez sejam espectativas erradas ou muito erradas até. Porém, temos que tomar muito cuidado com aquilo que dizemos, especialmente quando tratamos do futuro de milhares jovens iguais a nós que poderiam ter a oportunidade de participar do maior exército de jovens fraternos do mundo. Se damos comida demais ao faminto, ele passa mal. Se damos água demais para os sedentos, eles passam mal. Se damos esperança demais ao jovens, eles morrerão frustados.

Tomara que as palavras ditas não sejam palavras ao vento…

Responsabilidade um fardo necessário

Muitos falam sobre a responsabilidade, o próprio ser humano carrega em seu dia-a-dia diversas responsabilidades em todas as etapas de sua vida.Quando pequenos na escola primária já nos são passadas tarefas e trabalhos a serem cumpridos, temos que arcar com nossas responsabilidades sempre, quando jovens recebemos mais deveres ainda como cuidar de irmãos mais novos, mais obrigações ainda com a escola e talvez algum emprego, que exige mais ainda da nossa disposição e empenho.Já na maioridade ela alcança uma de suas maiores etapas que é cuidar de uma família esse talvez pode ser a maior forma de responsabilidade exigida de um homem, porém o enfoque desse tema são as responsabilidades atribuídas aos jovens, quando alguém entra na ordem Demolay não se sabe se o indivíduo em questão conseguirá arcar com os trabalhos de se capítulo em meio a tantas obrigações que o jovem nos dias de hoje tem, mas na verdade esse é o real “X” da questão a pessoa que consegue conciliar tanto as responsabilidades de sua própria vida quanto as da ordem conseguirá se destacar, esse sim é a verdadeira pessoa que merece um crédito.
São muitas as responsabilidades agregadas aos jovens atuais, porém eles não devem se deixar abalar em meio a esse turbilhão de atividades a serem realizadas.

O Puro pede desculpas por fazer tanto tempo que ele não posta aqui no blog, o motivo é que ele estava passando por um processo de mudança, agora tudo muito bem estabelecido tudo volta ao normal ! um ótimo final de semana para todos ! abraços.

Anauê!

Depois de um período de reclusão sem postagens no CdPQ, resolvi voltar à ativa, ao menos temporariamente. E resolvi começar por um assunto que já me chamava a atenção a algum tempo e ultimamente tem tomado corpo dentro e fora da Ordem DeMolay: o bairrismo exacerbado.

Em minhas andanças pelo Brasil, um Estado me chamou bastante atenção e, salvo me engano, cheguei a comentar isso por aqui. Num longínquo (que alguns dizem ser fictício) lugar da região norte, chamou-me a atenção o fato de que as pessoas que ali nasciam sentiam um orgulho absurdo de ser brasileiro. O sangue derramado e as dificuldades enfrentadas por aquele local fizeram com que o nacionalismo e sentimento de brasilidade fosse muito mais forte do que em tantos outros lugares que visitei.

Mas, há poucos dias, vi uma briguinha boba de dois marmanjos pra saber quem tinha o brinquedo maior: se era a vaquinha ou a plantinha que faz bebida preta. Nessa briga, que desde que me entendo por gente acontece na OD, eu apenas analisei friamente, observando se uma tal de Sétima Virtude não seria um tal de Patriotismo. Percebi que o que importa não é sentimento de Brasil coisa alguma. O importante é ser dos pampas, do cerrado, do litoral ou do sertão. O importante é saber que cá tem mais indústria ou tem mais intelectual ou mais pesquisa acadêmica. O importante é ter gente que fala trocentas línguas, enquanto o pobre lá da pqp morre de fome. Afinal, o que queremos é o que é melhor pra cada um de nós, nossos Irmãos, nossos amigos e nossa Família. E que se exploda o restante do Brasil.

Pois é. E nada melhor do que a expressão que representou o movimento integralista nacional da década de 1930. Sejamos todos fascistas (graças a Deus) e observemos o pequeno Brasil (que o presidente virou “O CARA”) tornar-se um grande reino repleto de pequenos reis burgueses. A Idade Média está aí. O feudo de São Paulo irá disputar com o feudo de Minas Gerais, que irá disputar com a Bahia, que irá disputar com o Amazonas, que irá disputar com Pernambuco, que irá disputar com o Rio Grande do Sul pra ver, no final, quem poderá ser chamado de brasileiro. Porque nem sendo fascistas conseguiríamos integrar essa nação…

O Amoroso nunca escreveu algo tão estranho. Será que é falta de algum tipo de alucinógeno pra voltar pra realidade?

Aleluia

Realmente, hoje a musa da inspiração tá de férias. Devo ter reescrito essa postagem uma dezena de vezes e nada de ficar legal. Então, nada melhor falar que hoje, nem expremendo sai.

– Pô Patriota! Então por que você veio aqui?

Bom, é interessante manter uma freqüência de postagens (logo eu que fiquei um bom tempo sem dar as caras por aqui). Sei que temos dezenas de leitores que nos acompanham em nossos saltos e ficar sem saltar por muito tempo, pode não ser legal. Então, decidi que nos sábados em que não estiver inspirado, vou dar as caras assim mesmo. Bom que vocês, nossos leitores, podem ajudar a gente, opinando sobre ou nos enviando textos de vocês para serem publicados. Para quem quiser: opatriotademolay@gmail.com

– E por que o título da postagem hoje é Aleluia?

Porque é Sábado de Aleluia. =p (sentiram o drama da falta de inspiração?)

Espero que no próximo sábado, tenha algo mais divertido e interessante para ser postado aqui.ero que no próximo sábado, consiga escrever algo legal por aqui.

Como George Washington se ajoelhou

Não sei se é do conhecimento de todos os DeMolays, mas a forma como nós nos ajoelhamos, é uma homenagem à George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos da América. Como Washington foi maçom, Land queria que houvesse uma espécie de referência ao homem que ajudou a construir sua pátria. Então, escolheu a forma como Washington se ajoelhou no dia da fundação da capital americana (tal momento é retratado em um quadro que eu não me lembro o autor), como forma dos DeMolays ajoelharam.

Existem ainda outras referências à presidentes americanos (maçons) nos rituais DeMolays. Na cerimônia de Instalação de Oficiais, o Mestre Conselheiro ao por os Livros Escolares sobre o altar, menciona uma frase de Lincoln; “um governo do povo, para o povo e pelo povo”. Existe uma profunda reverência dos DeMolays americanos, pelos maçons que ajudaram a construir sua nação. E o patriotismo americano é bem refletido nas atitudes diárias dos cidadãos. Aqueles já tiveram a oportunidade de andar por ruas de cidades americanas do interior, pôde perceber que as residências possuem bandeiras em seus quintais e telhados. A população em geral se movimenta bem com as eleições, mesmo elas sendo facultativas. Existe um sentimento crescente de “meu país” por parte dos jovens; e isso é fruto de educação cidadã.

Sei que não é certo compararmos nosso país, cultura e história com eles, mas por ser lá o berço da Ordem DeMolay, uso-os de exemplos.

No Brasil, Pedro I (Tio nosso) proclamou a Independência. Cerca de 150 anos depois, Deodoro da Fonseca (Tio nosso também e posteriormente Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil) proclamou a República. E são vários os outros exemplos que temos de Tios que ajudaram a formar nosso Brasil.

Toda vez que ajoelho como DeMolay, além de sentir uma profunda presença do Pai Celestial, me sinto no dever de honrar a causa por qual alguém se ajoelhou assim pela primeira vez; a construção de uma pátria. De um lugar no qual milhões de pessoas pudessem chamar de lar. Me sinto orgulhoso de ser DeMolay, em poder contar com preciosa formação que me ajudará a ser melhor cidadão.

É um privilégio poder se ajoelhar como George Washington se ajoelhou.