Epicurista…

Epicuro de Samos foi um filósofo grego do período helenístico. Seu pensamento foi muito difundido e numerosos centros epicuristas se desenvolveram na Jônia, no Egito e, a partir do século I, em Roma, onde Lucrécio foi seu maior divulgador.

Epicuro nasceu em Samos, em 341 a.C. Certa vez ao ouvir a frase de Hesíodo,todas as coisas vieram do caos, ele perguntou:e o caos veio de que? Sofria de cálculo renal, o que contribuiu para que tivesse uma vida marcada pela dor.

O propósito da filosofia para Epicuro era conseguir a alegria, uma vida tranquila caracterizada pela aponia, a ausência de dor e medo, e vivendo cercado de amigos. Ele pensava que a dor e o prazer eram a melhor maneira de medir o que era bom ou ruim. Das numerosas obras escritas pelo filósofo, só restaram três cartas que versam sobre a natureza, sobre os meteoros e sobre a moral, e uma coleção de pensamentos. Por suas proposições filosóficas Epicuro é considerado um dos precursores do pensamento anarquista no período clássico.

A doutrina de Epicuro entende que o sumo bem reside no prazer. O prazer de que fala Epicuro é o prazer do sábio, entendido como quietude da mente e o domínio sobre as emoções e, portanto, sobre si mesmo. É o prazer da justa-medida e não dos excessos. É a própria Natureza que nos informa que o prazer é um bem. Este prazer, no entanto, apenas satisfaz uma necessidade ou aquieta a dor. A Natureza conduz-nos a uma vida simples. O único prazer é o prazer do corpo e o que se chama de prazer do espírito é apenas lembrança dos prazeres do corpo. O mais alto prazer reside no que chamamos de saúde. A função principal da filosofia é libertar o homem. Assim ele divide os prazeres em três classificações:

Naturais e necessários: buscar sempre alimentar-se, domir e beber.

Naturais e não necessários: para se dormir não é necessário ser em lençóis de seda e nem em travesseiros de plumas. Para beber e alimentar não é necessário banquetes, e basta a água.

Não Naturais e não necessários: honras, glórias, condecorações e bajulações.

O Reverente se interessa muito pelas idéias, mesmo que estas sejam contrárias ao que verdadeiramente pensa. Creio pois, que devemos sempre seguir o que afirmava o sábio quando disse: “Não concordo com nenhuma palavra do que disse, mas defendo até a morte o direito de dizê-las.”

Analisando a crítica e a filosofia de Epicuro, tenho refletido sobre o real propósito destes prazeres, narra-se muito sobre a grande miséria que assola os países africanos, fala-se muito na pobreza que invade as periferias do nosso País, e pouco se faz para tentar amenizar esta situação.

As pessoas, e também os DeMolays, são acomodadas o suficiente a ponto de debater sobre estes temas dentro de seus Capítulos e ficar dormindo em casa quando o mesmo resolve fazer uma arrecadação de agasalhos aos desabrigados em decorrência da chuva no Sul do País. Até que ponto os nossos DeMolays têm sido Patriotas ou no mínimo “mais humanos” que os demais seres do planeta Terra?

Lembro-me que quando trabalhava em uma Comissão de Voluntariado em meu Capítulo, muitos DeMolays (que não ajudavam em absolutamente nada) levantavam e com maestria diziam: “Eu sou contra este tipo de trabalho, pois tenho em mente que DeMolay não é um Clube de Serviço”. Talvez que eles realmente achavam isso, mas talvez que tudo o que eles menos queriam, era trabalhar.

Sendo assim, sugiro que se quiserem sejam voluntários, ajudem naquilo que acharem necessário. Corram atrás das benfeitorias, pois aprendemos muito quando fazemos algo bom, com verdadeira vontade de fazer aquilo com o melhor de nós. E se caso se tornarem por vontade própria, grandes voluntários, digo, que deverão fazer por livre e espontânea vontade,  não esperando condecorações ou “trocas”. Não façam jamais um trabalho por obrigação. Quando fazemos algo obrigados, o trabalho é ruim, surte um resultado diferente do que queríamos e aprendemos pouco (quando aprendemos) , além do que, não compartilhamos os melhores pensamentos.

Quanto às honrarias, bajulações e glórias, creio que algumas são necessárias com o intuito de motivação, mas entendo também que ser “geladeira cheia de pins e jóias e coisinhas coloridinhas” além de antiquado, chega a ser desnecessário.

Você ganhar alguma honraria por trabalho justo e feito com eficiência é até interessante para que continue o caminho fazendo o que é bom, porém, você trabalhar por obrigação com o intuito de receber medalhinha no final, na maioria das vezes é frustrante, pois nem sempre alcança-se o resultado almejado.

Faça o seu trabalho, seja no Capítulo, no Convento, Távolas ou Colégios, pelo único intuito de crescer como indivíduo e assim, ajudar de forma direta ou indireta pessoas que estão ao seu redor.

 

O Reverente já trabalhou demais. Ganhou troféus “Escrava Isaura” durante alguns anos. Ainda trabalha. Ainda quer trabalhar. E não são jóias que o motivam. Isso ele já provou.

1 Comentário

  1. Excelente post.


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