O monge ferido

Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
— Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

Muitas vezes ocorrem certas coisas em nossas vidas que nos deixam marcas profundas como: brigas,discussões e desentendimentos.
Não podemos nos deixar levar pelo simples sentimento de ódio passageiro pois as marcas que podemos deixar nas pessoas podem ser bem mais profundas do que imaginamos.
É necessário agir com calma e cautela usando da reflexão para analisar os fatos e encontrar uma solução para o problema.

O Puro deseja um ótimo final de semana para todos !

Amizade e empatia

“O que é um amigo? Uma única alma habitando dois corpos.” (Aristóteles)


Certa vez, perguntei a um grande amigo e irmão: se você pudesse escolher a oitava virtude, qual seria? Ele me respondeu “empatia”. Na mesma hora, fui buscar definições para essa palavra.

A que mais me chamou atenção foi a seguinte: capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende etc.

Preferi encaixar essa definição na virtude do Companheirismo, o que me trouxe a idéia de Amizade. Uma amizade é baseada em afinidades e sentimentos recíprocos; faz entender um ao outro sem a necessidade de explicações; traz o conhecimento mútuo e o desejo de compartilhar…

A amizade nos conforta nos momentos de tristeza e nos alimenta de alegria. Ela nos ensina lições de lealdade, tolerância, companheirismo e fraternidade. Amizade é a força que nos motiva a lutar, a enfrentar os desafios – é a força que nos ensina a viver.


Neste carnaval, O Fiel teve grandes provas de amizade, de companheirismo e de fidelidade. E a empatia só aumentou com isso tudo. Obrigado, meus irmãos! Posso dizer: amo todos vocês.

Cinzas…

Quarta-Feira de Cinzas, do Wikipédia:

quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.

Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.

Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.

Relembrar a nossa mortalidade? Vivemos como se nunca fossemos morrer e morremos como se não tivéssemos vivido. O ser humano é uma espécie estranha, levada por tantos pensamentos e sentimentos que não tem como descrever ele simplesmente. 

Desde o princípio ele é marcado por aqueles que o cercam, construindo dessa forma sua mentalidade e circulo social. A Ordem é uma excelente maneira de estreitar laços e amplia-los. Com a Ordem ganhamos novos amigos e irmãos em nossas causas.

E também na Ordem, vivemos nossos dias de lembrar que não somos imortais na Ordem e na vida. Por exemplo ao ver Cerimônias da Maioridade e ver aquele Senior Turrão deixar seu Capítulo.

Ainda não passei pela minha Cerimônia, mas já vi várias, é muito diferente. Devo passar pela minha esse final de semana. Acredito que será um momento único, como tantos outros que já presenciei e participei na Ordem. Vamos ver como será, né?

Que os Irmãos possam aproveitar seu tempo de DeMolay Ativo na Ordem de maneira digna, virtuosa e correta. E atingir uma maioridade de plenitude e contemplando um trabalho bem feito.

Semana que vem vamos falar sobre trabalhos bem feitos…

Se eu pudesse…

Na última sexta-feira (20/02) completou sete anos do dia da minha posse como Mestre Conselheiro do meu Capítulo. Lembrei disso agora e, se não tivesse sido pelo fato de eu ter escrito a data num pedaço de papel, passaria em brancas nuvens. No entanto, ter me lembrado daquele dia me fez rever um filme com direito a todas as sensações possíveis num piscar de olhos.

Lembro da posse: muita gente. Gente de fora, gente que estava ali porque acreditava em mim, gente que estava ali por obrigação, gente que estava ali para ver o possível início do fim. Lembro que cheguei com muitos planos, idéias mirabolantes, utopia… E sem um pingo de consciência da responsabilidade que me entregavam.

No começo parece tudo relativamente fácil. Basta seguir ritual, constituição, delegar funções… E aí o povo começa a divergir, a discutir, a sumir. E eu tentei ser mil DeMolays ao mesmo tempo – não sei se por medo de deixar as funções nas mãos de alguém e sofrer mais abandono ou se por não querer dar o braço a torcer e admitir que tinha alguma coisa errada na gestão. Lembro do sufoco que era para ensaiar iniciação, elevação… Enxaqueca bombava diariamente, facudade ficou deixada em segundo plano, fmília nem existia pra mim.

Ah, se eu pudesse voltar no tempo para fazer tudo diferente…

Foi aí que eu acordei do transe e vi que, se não fosse por todo o sofrimento que passei, não teria a experiência que tenho hoje. E acho que voltar no tempo com todo esse know-how não me faria “o melhor Mestre Conselheiro de todos os tempos”: o tempo muda, as pessoas mudam, a vida muda, mesmo que você saiba com precisão o que deve ser feito. É através da imprecisão e do sacrifício que a gente aprende a chegar cada vez mais perto da perfeição. E só com muita paciência a gente consegue entender a razão de tudo no final das contas.

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O Cortês está nostálgico. E agradece diariamente por ter passado por tantos infortúnios do passado. Afinal de contas, é por causa deles que estas humildes e bem intencionadas linhas foram escritas! 😉

Bom carnaval para todos!

Ham?!

É estranho ver O Reverente postando na metade de uma das fases menos Reverente do ano.

Um DeMolay me perguntou no último domingo: “Você acha o Brasil um país vulgar?”

Perdoe-me O Patriota, mas eu exerço meu patriotismo “religiosamente” e afirmo: Eu considero sim o Brasil, um país vulgar.

Não por conviver e viver no modo “brasileiro de ser” todos os dias, até porque creio que a forma como vivemos atordoados e correndo de um lado pro outro contando os segundos, se iguala a muitos outros países. Digo isso, por me imaginar vindo de fora, de outro país e me deparando não só com o Carnaval, mas com pessoas que são apaixonadas por funk e em  posição obscena fazem movimentos de vai e vem. Um país onde cada vez mais os biquínis são menores, e onde em épocas típicas do ano, o MÁXIMO que se usa é tapasex.

Um país onde homens são atiçados por peitos e bundas. Onde o barrigudo da esquina se esguia todo domingo sob um calor de 40° C no bar da esquina vendo o famoso jogo do Fla X Flu, e a cada gol, solta 3 frases de 30 palavras, 27 são palavrões grotescos ou algo inaproveitável.

 

O Reverente, continua reverente, mas no Carnaval, as tentações são grandes, as vulgaridades são imensas e cada um aproveita da maneira que quiser. Oriento os mais conscientes a ter juízo, os demais oriento-os a ter sorte.

 

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Eis o sentido do meu Patriotismo.”

Somos internacionais mesmo

Tá que eu já tinha tido a experiência de visitar o DeMolay nos Estados Unidos. Eles são diferentes em muitas coisas, mas aquilo que nos mantém unidos, a ritualística, é a mesma em todo canto. Naquela oportunidade que tive, vi que os DeMolays americanos acabam enfrentando problemas semelhantes aos nossos, com excesso de concorrência como cinema, festas, etc. Nada muito diferente do que acontece conosco, né?

Essa semana, porém, estou vivenciando uma experiência um tanto quanto diferente. Hospedei um DeMolay americano em minha casa e, mesmo falando muito pouco inglês, estamos nos entendendo. Estou aproveitando pra questionar as atividades que eles desenvolvem e ele, como Sênior, como tem contribuído para a DeMolay lá.

Diante disso, só há um comentário a se fazer. A Ordem DeMolay é realmente mundial.

O Amoroso anda sem tempo pra postar. Vida de guia turístico não deixa tempo sobrando hahahahaha

Intensificando

Até quão longe vai a influência da Ordem em um DeMolay? Até qual momento o DeMolay abre mão de uma coisa, por se lembrar de princípios aprendidos em nossos Rituais? Em qual momento da vida dele, tudo isso deixa de se tornar apenas demagogia e se torna verdade praticada no dia a dia? Em qual momento ele faz brilhar sua chama interior sobre outra pessoa? Afinal, quando o jovem iniciado torna-se de fato um DeMolay?

Hoje quero propor uma reflexão diferente (ou igual por demais). Depois da iniciação, o que muda de fato em nossas atitudes? O quão pensamos e ponderamos ao fazer?

Parece estranho, mas tenho visto a ‘Atitude DeMolay’ restrita a conversas moralistas dentro de Capítulos e lições de moral, mal fundamentadas, dadas por seniores de freqüencia parca. O “grosso” a ação mesmo, fica por conta de exemplos subjetivos e generalistas. Parece que a compreensão do que é DeMolay, a interpretação do que é a Ordem, mudou. Mas não houve uma evolução.

Temos, sem sombras de dúvida, uma adminsitração excelente em nossa Ordem. Temos um pessoal comprometido e idealizado nos liderando e uma fileira cada vez mais preparda para assumir os malhetes e colares da vida. Mas quando falamos de ação, de ser DeMolay no dia a dia, de ser amoroso, reverente, cortês, companheiro, fiel, puro e patriota; a história é outra. Parece não haver muita coisa de concreto nisso.

Claro que há sempre os bons, aqueles que sabem dos compromissos assumidos e os cumprem dentro de suas humanas possibilidades.

Acho que hoje estou em um clima de ‘revolta’. Não com a Ordem, mas com alguns iniciados, que insistem em não serem DeMolays, em permaneceram apenas usando suas capas e desvirtuando aquela que é uma das maiores ações para melhorar o mundo, a Ordem DeMolay.

O Patriota hoje está se sentindo um pouco revoltado. Desanimado não. Ele aprendeu, que quando for fazer as coisas, principalmente na Ordem, deve se considerar mais. Hoje O Patriota fez um discurso baseado n’O Fiel. O Patriota está repensando tudo e tentando mudar as coisas ao seu redor.