Esses dias me mandaram um texto, para que analisasse erros de concordância ou desse opinião sobre o conteúdo.
Segue o texto:

Não me arrependo de ter um dia adentrado portões antes desconhecidos. Alegro-me! Pois sei que se ali entrei, é porque alguma missão cumpriria com afinco. Talvez grande, talvez pequena, mas decisiva capaz de mudar os rumos, trajetos e vidas.
Confesso que me dediquei muito, sofri muito, amei muito, aprendi muito e ensinei muito. Vê-se que nada foi pouco, nada foi mínimo, tudo foi extremo. Pois é notório que dentro disso não se tem meio termo, ou se é, ou então se vaga por um espaço desconhecido. Por falar nisso, há algo mais inaproveitável do que o tempo perdido?
Ali entrei, ali vivi e convivi, e foi nas convivências que aprendi o verdadeiro sentido da abstrata amizade. Não conhecia palavras, desconhecia teorias, não acreditava em princípios, coisas como honra, fidelidade, ternura, motivação era pra mim adjetivos de contos e filmes.
Foi dentro destes portões que me deparei com a nova forma de viver no mundo. Percebi que a fórmula da convivência se baseia no sentido de conveniência, misturado a dor, saudade, angústia e trabalho, ah! Quanto trabalho.
Arrependo-me, pois de ter trabalhado tanto, amado tanto, vivido tanto, algo que um dia seria descartável, não ela em relação a mim, mas eu em relação a ela.
Quando pensei que todas as portas se fechavam e nada mais aproveitaria de mim, percebi quanta coisa ainda podia fazer pelo bem, pela evolução, por quem amava e admirava e ali permanecia.
Arrependo de ter ajudado pessoas, lhes ensinado o que pude, lhes passado relatos, vivências e experiências que seriam só minhas. Seria egoísta. Mas de que adianta ensinar, se não dão valor a quem ensina. Maldito o bom professor que mesmo não sendo reconhecido insiste em permanecer na “arte de ensinar”.
Não espero reconhecimento, nem jóias, nem medalhas, nem distinções, queria apenas o valor intrínseco da palavra “Gratidão”. Gratidão por fazer crescer.
Li em um livro algo que dizia: “o segredo do céu é que uma vida afeta a outra, que afeta a outra que afeta a seguinte, mas na verdade cada vida é única e juntando todas é uma história só.” Todos que passam pela nossa vida deixam algum rastro, mas posso dizer que meus rastros foram bons, podendo até me atrever a dizer que se fossem pegadas humanas permaneceriam intactas no chão durante longo tempo e estudadas futuramente, e se fossem rastros de anjos, seriam tornados suficientes para alastrar continente inteiro.
O sentimento que sinto agora, não é o nervoso da iniciação, mas sim, o verdadeiro sentido da expressão “amargura do nunca mais”. Sei que o “nunca mais” é tempo demais.
Sei que desde o surgimento de tudo, templos foram demolidos, outros construídos, formas e cores mudaram, pessoas se aperfeiçoaram e outras simplesmente passaram. Eu não quero passar. Eu quero ficar. Eu vou ficar. E ela também vai ficar.
Meu maior arrependimento foi não saber diferenciar com precisão colegas e irmãos. Até nisso consegui evoluir. Hoje sei diferenciar. E os colegas, hoje, já não me fazem falta.
O que não me faz arrepender de ter adentrado os já velhos portões, são os amigos que lá dentro fiz. Espelhos de sabedoria e aqueles que rezam e comprovam todos os dias, o poema que diz: “Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro”
São eles, os verdadeiros, que me fazem seguir em frente…
Hoje eu entendi que amigos vão e vem, mas que não devo nunca abrir mão dos uns poucos e bons. Até porque os meus bons, não são só bons, vão além. Os bons, eu já não quero mais.
Não é que arrependimento também passa? Tenho a fé de que aqueles que um dia me fizeram mal, levará todo meu lamento, toda a minha dor e todo o meu arrependimento, pro seu lado, e viverão assim. Incapazes de olhar pra trás e entender a vida que souberam fazer. Ou não.
Aqui estará eternamente minh’alma DeMolay, com os príncipios no peito, no coração e na vida. Junto de mim, meus mais nobres “vasos”, meus suportes de uma vida leal, serão meus maiores exemplos, meus maiores amigos, e preciosa coleção.
Com todos aqueles que um dia não me deram valor e de alguma forma não aprenderam o verdadeiro sentido, restará uma placa, com os devidos escritos…
Aqui jaz mais um perdedor.

O Reverente pediu tranquilidade. Aconselhou ter fé. Não agir por impulso. E se apegar nas coisas boas da Ordem. Notar que há imperfeições, e deixá-las de lado, abrançando quem verdadeiramente confia e crê. E sugeriu uma pitada de tempo, pra tirar a amargura do momento. Fé, tempo e amor é a receita certa pra quem sabe e quer caminhar divinamente.