Desejo!

Desejo que os DeMolays sejam mais DeMolays e menos Garotos promíscuos e vazios.

Desejo que amem mais, sofram mais, aprendam mais amando e sofrendo.

Desejo que briguem mais, pra notar que as brigas de nada valem.

Desejo que se apeguem mais, pra ver que nos verdadeiros amigos que retiramos forças para as difíceis fases da vida.

Desejo que confidenciem menos, aprendam a guardar pra si, aquilo que só a ele cabe.

Desejo que bebam menos, e entendam que a felicidade não está engarrafada.

Desejo que aproveitem a vida simplesmente e notem que drogas, sexo e rock’n roll não é essencial pra vida terrena.

Aproveitar com tranqüilidade, cantar, sorrir, dançar, pular, correr e dar aquele pulo nos melhores amigos vendo que são muitos os momentos da vida que a gente nunca dá valor, e são estes os mais valiosos.

Que os DeMolays aprendam a Respeitar acima de tudo a si e aos outros…entender que o limite alheio é limite certo e que ultrapassá-lo é infringir regras de convivência.

Que os DeMolays sejam mais Amorosos, Corteses, Companheiros, Fiéis, Puros e Patriotas… e que Reverencie a beleza que é viver.

Que tenham mais fé. E que tendo fé, evoluam.

 

O Reverente notou que os votos de desejo só acontecem nos finais de ano. As esperanças se renovam mesmo sabendo que acordar no dia 1° de janeiro e refazer a rotina de sempre é mais do que um fato certo. Mas o interessante de tudo isso é notar que ainda acreditamos que podemos ser melhores, que podemos viver melhor, e ainda ter esperança de que TUDO no próximo ano irá mudar. Idealizar é tudo uma questão de Otimismo, e a prática é uma questão de Vontade.

Um conto de Natal…

Era manhã chuvosa como outra manhã de um dezembro chuvoso. Ao abrir a janela, o pequeno menino de olhos negros viu as gotas grossas daquele mês tão triste e trágico. Acompanhara pela TV a enorme quantidade de pessoas mortas e/ou desabrigadas com a enorme quantidade de chuva que não parava de cair. Enquanto ele ainda tinha um teto para cobrir sua cabeça, outros já não tinha a mesma sorte.

Mas, depois de passado alguns segundos admirando a chuva, o garotinho lembrou-se que era manhã de Natal. Seus pais, extremamente abonados mesmo em tempos de vacas magras para outras famílias, sempre lhe davam o presente que queria. Esse ano pediu, sem falsa modéstia, um Playstation3 e um iPod Touch. Queria mostrar na escola, assim que as aulas voltassem que ele podia ter tudo o que queria. E, agora, depois das “surpresas” de Papai Noel, restava-lhe contar os dias para o primeiro momento em que encontraria seus coleguinhas para gabar-se de seus presentes.

Era filho único. Aliás, tinha um irmão menor, mas como sempre brigavam, os pais os separaram na enorme mansão com tantos quartos que não teriam como contar. A única vez que era obrigado a ver o irmão mais novo (que se referia como bastardinho) era no café do dia de Natal.

Foi então que lembrou-se que naquele dia que tinha tudo pra ser feliz, com trocentos brinquedos e todas as suas vontades satisfeitas, ele teria que reencontrar o “bastardinho”. E desceu para o café. Chegando lá, viu os pais a uma distância considerável, fez um breve sinal com a cabeça em sinal de agradecimento e sentou-se, em uma das pontas da mesa gigantesca. Do outro lado, sentava-se o irmão mais novo, com um sorriso que o deixava extramemente chateado, pois não entendia a felicidade daquele “bastardinho”.

Comeu como sempre fizera. Educadamente, porém em uma quantia que satisfaria um adulto muito facilmente. Não trocou uma palavra com sua família e voltou para o seu quarto para brincar com seu Playstation3 e seu iPod Touch.

Assim termina esse conto de Natal…

Gostou? Sei que não. É um história mal-contada, de pessoas que parecem não existir, falando de um dia que teria que ser mágico e não é encarado por todos dessa forma. Ficou chocado? Quase todos temos um lado tão perverso e tão mesquinho que pode ser esse pequeno garotinho. Comovido com o início do conto? Pois é, né? Às vezes, nos enganamos com a primeira impressão. Refletir sobre isso? Não precisa. É só olhar pra si e ver o pequeno monstrinho que há dentro de você. Que cada um tem um pouco. Eu, você e vocês. O Amoroso anda bem revoltado esses dias…

Sugestão:

Vaidoso? Eu?

Meu voto por um jantar

Então é Natal, e o que você fez?

Participando de Campanhas Filantrópicas durante o fim do ano no meu Capítulo percebi 3 grupos distintos de DeMolays:

1 – Os que não se interessam e nem se preocupam com a Campanha mesmo sabendo que ela está acontecendo.

2 – Os que se preocupam com a Campanha.

3 – Aqueles que nem sabe que estão fazendo Campanha.

 

A Campanha se baseava no apadrinhamento de cartas que crianças carentes mandavam para o Papai Noel (que ainda acreditam existir), os pedidos variam entre carrinhos, bonecas, playstation 2, bicicletas (grande quantidade) porém nada se equipara ao número de pedidos de Cestas Básicas e Materiais Escolares.

Engraçado notar que crianças de 7, 8, 10 anos escrevem de próprio punho (notável) pedindo coisas para comer. Uma delas (a primeira carta apadrinhada) dizia:

“Querido Papai Noel, em casa somos em 4 pessoas mais a minha mãe e o meu pai, eles não tem condições de sustentar a casa e todos os filhos. Aqui comemos todos os dias arroz, feijão, farinha e às vezes tem ovos. Eu queria pedir pro Senhor, algo bom pra comer no Natal, queria muito ver meus pais satisfeitos com algo bom.”

Outra criança dizia:

“Papai Noel, em casa guardo minhas roupas numa pequena mesa que fica no canto do meu quarto. Elas ficam dobradas e empilhadas, gostaria de ganhar um guarda-roupa…”

 

Como não se sensibilizar?

 

Pois percebe-se que são poucos os DeMolays que realmente abraçaram a Campanha. Talvez que seja ruim, talvez que seja bom. Mas 450 cartas foram apadrinhadas. Nosso trabalho se resumiu durante 1 mês exato em: pegar as cartas, selecioná-las, computá-las no sistema, numerá-las e sair por toda a cidade durante as 9 da manhã às 18 horas aproximadamente, no comércio todo conversando com patrões e funcionários e indo também nas casas de parentes e conhecidos, para que pudessem ler algumas cartinhas e apadrinhá-las com o que lhe cabia no orçamento.

Assim sendo, anotávamos o padrinho, separávamos a carta e marcávamos os dias pra buscar os presentes.

Foram 2 semanas para apadrinhar e 2 semanas para pegar os presentes. Tudo isso a pé, contando de vez em quando com a carona de um Tio Maçom, pai de um dos DeMolays mais empenhados.

O final?

Na última semana etiquetar todos os presentes arrecadados com nome da criança e endereço. Embrulhar os que estavam sem embrulho, limpar os brinquedos usados e montar a rota de distribuição.

Foram dois dias de entrega, árduos e cansativos. Um DeMolay vestido de Papai Noel e outro de Duende. Entre risadas, gargalhadas, trabalho e muito cansaço, entregamos de porta em porta dentro de uma Kombi Amarelo ouro o tão esperado presente de Natal.

 

Em uma das casas a mãe pegou o portão e o retirou (a casa era tão precária que nem o portão era junto do muro, era um pedaço de ferro de lata de óleo juntadas com pregos), quando ela viu uma Cesta de Natal com chocolates, panetone, bolachas, refrigerante, ela segurava o embrulho, olhava estagnada pra Kombi sem dizer nenhuma palavra ficou estática, enquanto 5 crianças maltrapilhas e descalças pulavam ao seu redor fazendo festa. Lágrimas escorriam entre os olhos, e como quem não sabia o que dizer secava com uma das mãos. Quando a Kombi se distanciava ela disse: “Que Deus os abençoe…”

 

Numa segunda oportunidade, chegamos em uma casa onde 2 filhos receberam presentes, a garota de 4 anos recebeu uma boneca (simples), e o garoto alguns cadernos, bolsinha, lápis, borracha e lápis de cor. A mãe pulava eufórica e gritava:

“Oh! Meu Deus, o Senhor é bom demais pra mim! Meus filhos ganharam o presente!!! Eu rezei tanto, eu pedi tanto. Oh! Meu Deus, obrigada por me ouvir, fazer meus filhos felizes. Moço, a minha vida não é fácil mas uma coisa que eu nunca deixo de lado é Deus, eu sei que Ele está comigo sempre, Ele me ouve, me atende, eu só tenho a agradecer. Muito obrigada que possa Ele, abençoar vocês!”

 

Foi o primeiro dia que eu chorei.

 

O Reverente se cala percebendo essa calamidade. Ele se cala diante desta fé tão segura. Ele se cala diante de tantos “nãos” que recebeu. Ele se cala por cada DeMolay que se recusou a trabalhar em prol da felicidade alheia. Ele se cala diante de uma Nação solidária. De gente que doa, que se doa, que tira de si, tempo, minutos e horas pra fazer compras e escolher um presente pra quem realmente necessita. Ele se cala diante de tanta pobreza, de tanta fé e tanta esperança em dias melhores. Que possa Deus trazer votos de bom Natal a Humanidade que sente sede de ânimo, de solidariedade e respeito ao ser humano.

Crença

As vezes, o que atrapalha, é que não acreditamos em nós mesmos. Na nossa capacidade de mudança, de revolução. Esquecemos que nós também somos parte do todo e o todo parte de nós. Como se houvesse um complemento. Esquecemos, em demasia, que nós, que cada um de nós é a Ordem DeMolay. E que Ordem DeMolay não é apenas uma instituição, mas também um estilo de vida. Um estilo de vida pautado na boa cidadania, na boa filiação e na boa e verdadeira amizade.

Ordem DeMolay não é administração de Supremos, de Grandes ‘alguma coisa‘, apesar de isso fazer parte. Ordem DeMolay é uma chama, que acendemos dentro das profundezas mais recônditas de nossa alma. Uma chama que ilumina nosso caminho, sempre adiante ‘para cima’ da estrada da vida. Para baixo, só vai quem quer.

Devemos ser menos crentes em instituições e mais em nós e nos ensinamentos que pregamos. Pois se dependermos de uma boa admnistração, andaremos só de vez em quando. Dependemos de nossa crença em mudar nossa sociedade, em sermos DeMolay atuantes fora da Ordem. Em lutar por aquilo que acreditamos.

Não percam a fé na Ordem. Jacques de Molay não perdeu sua fé. Não temos o direito de perdê-la também.

O Tentador espreita. Cabe a nós saber fugir de suas armadilhas. Passemos em acreditar em nós mesmos; nos DeMolays.

O Patriota vê a cada dia mais e mais Irmãos acharem que a Ordem DeMolay se resume à administração do Supremo. Com isso generalizam que a Ordem DeMolay é “politicagem”. Esquecem que a Ordem DeMolay são os DeMolays que atuam em seus Capítulos e cumprem seus deveres de cidadão. O resto é apenas para não deixar virar bagunça. O Patriota ainda sonha com tempos melhores para a Ordem.

Perfumes baratos

Cada vez mais tenho certeza que sou avesso à mudanças. Não que eu as ignore, até porque quase sempre nos moldamos e nos adaptamos às condições que a vida nos impõe. Só isso já se configura como uma mudança. O que me incomoda é o fato que algumas mudanças são deveras bruscas e sem explicação lógica…

Algumas pessoas tem memória seletiva. Outras memória fotográfica. Outras não possui sequer um fio de memória. E é isso que me entristece. Desmemoriadas coitadas, elas esquecem das posições e defesas ferrenhas que um dia já fizeram e açoitam os mais jovens com bombardeios de informações que possam transformá-los heróis. Heróis de quem, cara-pálida?

Espero que as pessoas continuem mudando. Só não quero ver a hipocrisia de seus conceitos tão dogmáticos caindo por terra enquanto eu, um pobre e mísero mortal, sigo os fluxos dos caminhos. Se você acredita numa coisa, você vai até o fim. Se você desiste, pelo que estou vendo, não é porque você mudou ou chegou ao fim. É porque, infelizmente, o caminho mais fácil é travestir-se das belas máscaras que a nossa sociedade tanto admira.

Pois bem. Estou disposto a deixar cair todas as máscaras. Desprovido delas (se é que eu tenho alguma) talvez alguém me dê razão e pare de odiar o “perfeitinho”. O Amoroso não quer o amor de ninguém. Também não quer que ninguém tenha pena dele. Apenas quer que sejam justos sempre e não ofendam a inteligência e a memória dele. Estas sim, ainda continuarão intocáveis ainda que caiam todas as máscaras…

Conceitos e opiniões são como perfumes baratos: voláteis e passageiros“.

PTP + AC = SHS

Todos sabemos que nossos trabalhos dentro da Ordem DeMolay, são feitos em conjunto com outras pessoas. Todos os Capítulos trabalham com autonomia, porém todos carregam junto de si a obrigação de zelar pelos segredos e princípios da Ordem.

Ok!

Um Supremo é composto por cargos que tem por meta a organização nacional da Ordem, seja em aspecto de Grandes Capítulos ou Grandes Conselhos quanto, na questão de organização Capitular em Estados onde a Ordem ainda não se espalhou.

Os Grandes Capítulos e Conselhos são compostos também por outros cargos, com outras funções e outras pessoas que também possuem a meta de organizar o Estado.

Cada região é composta por outros cargos chamados Oficialarias que possuem também a função de organizar a Região. E finalmente cada cidade possui um Capítulo que possui outros cargos e que tem por função manter a Ordem viva e com princípios rígidos.

Um depende do outro, construindo assim a chamada “interdependência”.

Como em todo trabalho em grupo neste também se faz necessário ter prudência, tolerância e paciência. O que é mais difícil nisso tudo é ter calma na hora de discutir ou debater algum assunto. São pessoas que cresceram em lugares diferentes, famílias diferentes, possuem características distintas e acima de tudo uma educação e princípios diferenciados. Isso causa atritos, conflitos e também choques de personalidade.

É necessário compreender que o outro tem suas justificativas e sua opinião própria, mesmo que isso seja difícil pra gente aceitar ou concordar.

E o auto conhecimento? Você se conhece por completo? É necessário nos conhecermos para que possamos ao menos entender um pouco o outro. Eu no lugar dele faria o que? A mesma coisa ou seria diferente. Sejamos justos e realistas: pra um bom trabalho em equipe funcionar a receita é:

 

PTP + AC = SHS

 

Prudência, Tolerância e Paciência + Auto-Conhecimento = Sintonia, Harmonia e Sucesso.

 

O Reverente tenta. Tenta. Tenta. Um dia ele consegue.

Filosofia DeMolay ou balela???

Fonte de inspiração: lista de discussões do Yahoo!Grupos… viva à elas…

Há um debate em uma das listas que faço parte sobre se a filosofia da Ordem DeMolay combina com a filosofia de outras filósofos… primeiro passo foi refletir sobre o que entendo de filosofia… segundo passo foi ler os comentários diversos… primeira conclusão: não sei muita coisa de filosofia (quase nada)… segunda conclusão: muito se fala, pouco se sabe e muito se divaga sobre o que é Ordem DeMolay…

Dad Land deve estar se revirando no túmulo (desculpem o termo chulo) de tanto falaram da Ordem que ele criou. E falarem mal… Querem DeMolays perfeitinhos, mas eles nunca existiram. Querem que todos sejam sempre corretos e não são corretos por conta própria… isso é filosofia DeMolay???

Os bons quase nunca são bem recompensados… os maus quase sempre são recompensados com o que eles tanto querem: poder. E quando chegam nele, esquecem que um dia já foram bons. Ou quando não chegam, pregam a desobediência civil ou a inadimplência geral… É isso que fazemos? É isso que devemos fazer?

Respondam antes que eu pegue minha trouxinha e, depois de ver na tela game over, me retire para o enclausuramento de quem não entende nada da vida, da Ordem DeMolay e nem do mundo…