Uma pequena diferença

Conversava com a tia da minha namorada em um domingo qualquer. O vício pela Ordem DeMolay, ainda que haja um leve aceno para a melancolia às vezes, faz os olhos brilharem quando se fala do que se faz. Complicado e difícil quando ainda não conseguimos (infelizmente) definir nosso papel tanto social quanto moral (observe-se conceitos como companheirismo e fidelidade e veremos que realmente ainda há o que amadurecer). Ainda assim, o brilho não cessa facilmente e, durante quase duas horas, a conversa rendeu muito…

Foram pequenas histórias, pequenas vivências que para a modesta idade que tenho (e temos) mostraram a essa tia que nós, DeMolays, não somos comuns. E, mais uma vez me perguntei o por quê…

“Era um sábado à noite. Depois de muita enrolação, após uma investidura na cavalaria marcada por risadas, havia uma festa na cidade. O show envolvia bandas conhecidas no circuito jovem e, mesmo com a chegada após a metade das apresentações, a diversão estaria garantida. Alcóol da cevada, idas e vindas atrás de gatinhas (monstras que justificavam o uso excessivo de cerveja) e alguns passinhos de forró pra um lado e pra outro. Conhecidos passavam e se cumprimentavam e surpresas eram habituais, como encontrar um primo do interior completamente animado sob efeito de SOL. Entre o grupo que havia ido junto para a festa, havia um (entre quatro no total) que não era iniciado no DeMolay. Fora convidado, porém recusara o convite (já falei disso num outro post) e, por vergonha – acredito eu -, nunca explicara o que aconteceu. Já um pouco animado com Sol (havia bebido cerca de 5 latinhas em menos de 15min pelas minhas contas), ele pede que o acompanhe até a entrada do sanitário (graças a Deus, não éramos mulheres o que implica a não necessidade de ingresso ao mictório). Na passagem inclusive, encontrei uma antiga colega de uma outra faculdade que há tempos não via. Depois de retirar a água do joelho, iríamos retornar para encontrar os outros dois quando o garoto percebera que seu celular havia caído da meia – lugar extremamente idiota para se guardar um celular, eu sei. Procuramos pelo chão e, depois de várias ligações para o referido número, retornamos para o lugar que originalmente estávamos. Chegando lá contei o ocorrida ao mesmo tempo que tentava cancelar o celular (era pós-pago e em nome de uma empresa da tia que está no início da história) – tentativa esta frustrada. Olhei para um dos Irmãos que estava conosco (o dono do carro) e falei que achava melhor irmos embora (não tinha mais do que 1h que havíamos chegado a festa). Ele prontamente disse que iria embora. O outro DeMolay – com espírito de um tanto questionável – ainda resistira um pouco com o velho “quem manda colocar o celular numa meia”. Mas, em pouco tempo nos direcionávamos à saída. Passava das 02h da madrugada e, para uma noite de sábado, era cedo. Ainda assim, íamos pra casa. Levar o garoto que perdeu o celular para que ele tentasse entrar em contato com alguém que bloqueasse a linha. Nesse caminho, a fala que rendeu a noite perdida para nós DeMolays. Esse amigo que recusou iniciar no DeMolay – por motivos pessoais diga-se de passagem – falara:
Eu achava que DeMolay só ajudava DeMolay. Mas eu me enganei‘.”

Assim, fizemos uma pequena diferença. Uma diferença que nos torna mais humanos. E mais amorosos, mais reverentes, mais corteses, mais companheiros, mais fiéis, mais puros e mais patriotas. Somos DeMolays!

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