Gente nova no pedaço

Já notou qual é a sensação que você tem quando chega num lugar cheio de pessoas que você não conhece? Pior: que não tenha ninguém ou quase ninguém que você conheça? Dá taquicardia, frio na espinha, as borboletas do estômago se rebelam… E o medo de dar algum vexame? Nossa, é mesmo um horror. Mas a gente acaba sobrevivendo.

Nesse momento, procuramos algo que nos deixe minimamente à vontade: um sorriso, uma rodinha descontraída, uma fila (brasileiro adora interagir em fila)… Nos mantemos receptivos a tudo, o que nem sempre é algo bom de se fazer. Nem sempre temos a mesma carga de receptividade de volta e, assim, a inibição volta de forma piorada.

Todos nós passamos por isso. Em diversos momentos de nossas vidas. E na Ordem DeMolay, é claro, não poderia ser diferente.

Lembra do dia de sua Cerimônia de Iniciação? A chegada, a preparação, a cerimônia em si… E de repente tudo mudou: você passou a ter inúmeros irmãos, tios e primas. Mas antes disso sua vida foi um pesadelo: todo mundo estranho, diferente, ocupado demais para dar atenção a um “forasteiro”. Aí você ficou acuado, sem saber o que deveria fazer ali e, provavelmente, sem conversar com ninguém e sem dar início a amizades um pouco mais cúmplices. Nem mesmo com seus iguais, que também sentiam as mesmas aflições que você.

E os trotes? Ameaças, risadinhas abafadas, barulhos estranhos enquanto deveria permanecer nas trevas e em silêncio absoluto. Medo. Aflição. Angústia. Esperança de que alguém, quem quer que fosse, chegasse ao seu ouvido e dissesse um simples “tá tudo bem”, mas que lhe garantisse com esta atitude que nada de mal lhe aconteceria. Que você precisava confiar, em retribuição à confiança que foi depositada em você.

Ser um estranho no ninho pode ser bem mais fácil quando temos confiança naquilo que fazemos e no que fazem em relação a nós. Trabalhar com a insegurança e a instabilidade gera desânimo a longo prazo. E é importante que você, que já passou por todas as etapas descritas acima, possa inverter a situação, dar o primeiro passo e mostrar-se receptivo aos futuros irmãos. Eles precisam disso e – acredite – você também.

Não faças a outro o que não queres que te façam (Confúcio)

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O Cortês espera que os irmãos mais velhos sejam cada dia mais responsáveis pelos que chegam, pois acredita que é todo deles o futuro da Ordem DeMolay.

Agradecimento especial ao Tio Rafael Xavier, GME-MG, leitor do blog e quem deu a idéia para o post do dia.

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Lição de Casa n° 3

1 – Vamos repetir as orações proferidas:

 

a)      O homem é o que ele acredita.

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b)      Um DeMolay é o que ele acredita e não o cargo que ele ocupa.

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c)      A Ordem DeMolay é uma Escola de Líderes, de Bons filhos, Bons Cidadãos.

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d)      Só porque não se afiniza com um dos objetivos da Ordem, não precisa ser descrente nele.

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Dicas para Candidaturas nos Capítulos:

1° Ao se apresentar Candidato, fale bem, oratória é tudo.

2° Mostre segurança e confiança ao falar. Nunca diga “Se eu ganhar vou me dedicar, se eu perder, tudo bem.”

3° Apresente projetos, mas de preferência, projetos possíveis.

4° Exija que as regras Constitucionais sejam seguidas.

5ª Veja se realmente está disposto a renunciar algumas coisas da vida profana em prol do trabalho no Capítulo.

 

 

Dicas para se votar bem:

1° Tempo de Ordem não tem ligação com competência.

2° Saber ritualística não quer dizer que o cara trabalha.

3° Freqüência é tudo no Capítulo, veja se o Candidato é freqüente. Já estamos esgotados de tapar buracos em reuniões.

4° Não vote por amizade, o DeMolay pode ser O MELHOR amigo, mas talvez o melhor AMIGO não seja o melhor demolay para trabalhar!

5° Não se deixe levar apenas por lábia, olhe o que cada um faz dentro do Capítulo (não só em trabalho, mas a relação com os demais irmãos)

 

 

Agora é correr pro abraço!

 

 

O Reverente reza para que dê tudo certo dentro de cada Capítulo e que todo recomeço seja uma dádiva…assim como ora em cada Cerimônia pela evolução daqueles que considera irmãos. Seja como líder, seja como filho, seja como cidadão.

Não somos líderes

O Patriota deu uma sumida. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e muita ansiedade misturada com isso tudo. A gente acaba esquecendo de fazer algumas coisas.

Alguém aqui já foi cobrado dentro da Ordem DeMolay? Espero que todos. Afinal, sem cobrança, a coisa não anda. Temos várias esferas de atuação. O Nacional cobra do Estadual, que cobra do Regional, que cobra do Local, que cobra de um tanto de gente pra aliviar a pressão. O que acho mais estranho, é quando um desses cobra, mas não cumpre seus deveres. Apronta meio mundo por causa de um relatório atrasado, mas os seus, nunca aparecem feitos.

Precisamos rever nossos conceitos de liderança. Eu, pessoalmente, não creio que a Ordem seja uma formadora de líderes. Seu objetivo, é formar bons cidadãos. Que sejam melhores amigos, filhos e colegas. Essa coisa de liderança, é foco da Alumni. Pensam que todo DeMolay é líder. Pensar assim é erro. Temos sim nossas lideranças, como em todo grupo. Mas não é todo grupo, que vai fazer parte dessa liderança, ou tem vocação para.

Ultimamente, tenho refletido muito acerca disso. Tenho visto, mesmo com os meus parcos anos de Ordem, que se prima mais para a liderança (construção de uma imagem) do que pela cidadania (construção do DeMolay). O mal, não são os colares, ou o número de cargos. Esse assunto já deu o que falar e se mostrou ser apenas polêmica. O mal, é que acham que DeMolay é líder. Pode até ser, mas não é isso que a Ordem prega. O Supremo, seja qual for, pode pregar. O Mestre Conselheiro de algum lugar pode pregar. O Grande Mestre de algum Grande alguma coisa, pode pregar. Mas a Ordem, aquela criada em 1919, que veio para o Brasil em 1980, não prega. Ela prima pela formação do cidadão. Ela busca deixar o caráter reto, idôneo e responsável. Por isso as gestões curtas. Para se aprender o que é responsabilidade, não a ser líder.

O DeMolay que já leu o Ritual (que não são muitos, pode acreditar), não vai encontrar nele lições de liderança. Encontrará de cidadania. De como melhorar seu caráter, ser melhor filho, melhor amigo e melhor cidadão.

Vejo que a Ordem perde seu rumo nas “esferas de poder”. Mestre Conselheiros de alguma jurisdição, tendem a ser menos DeMolays. Ficam embriagados de  <!– @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm }administração . Tudo vira projeto e plano. As coisas ficam mais frias. Perdem o gosto. Tendem a ficar mais críticos e repreensivos. Perdem a aura de DeMolays. Se escurecem.

Mas será que a Ordem tem rumo pra isso? Creio que por enquanto não. Primeiro, precisa-se mudar a mentalidade dos DeMolays. Enquanto achar-se que a Ordem é uma escola de líderes, continuaremos no mesmo barco. Lá no fundo, algo me diz, que toda essa divisão que enfrentamos hoje, tem sua causa fundamentada nessa mensalidade. Liderar.

O Patriota anda muito ocupado nos últimos dias. Porém, de forma alguma ele deixa de pensar na Ordem DeMolay e, a cada dia que passa, ele vê novas facetas e horizontes dentro dela. O Patriota está se encontrando dentro da Ordem DeMolay.

“I have a dream”

“I have a dream”, ou, em bom português, eu tenho um sonho. Em 1968, mais de 200 mil pessoas assistiam a um dos discursos mais célebres da história dos Direitos Civis nos Estados Unidos e no mundo. Proferido por Martin Luther King, grande ativista do movimento negro norte-americano (ou estadunidense, para os de posicionamento menos direitistas), o discurso entrou para a história não apenas pelo seu conteúdo, emblemático para aquele momento em que os ânimos se exaltavam por questões raciais, mas por profetizar que, num futuro, brancos e negros estariam juntos, construindo um País melhor. Talvez essa seja também uma forma de iniciar uma fala para os membros da Ordem DeMolay hoje. Seccionados por uma briga que não é deles, distanciados dos ideais de fraternidade que norteariam sua organização, esses jovens, iguais a mim, a você e a vocês, estão enfraquecidos. Quando Dad Land criou essa Instituição, em 1919, os jovens fundadores pediram que aqueles ensinamentos ficassem restritos àquele grupo. Seu criador, fundador e membro mais querido, disse então que, se eles achavam aquela organização tão boa e tão perfeita, por que restringir os ensinamentos à apenas um reduzido grupo? A Ordem DeMolay, desde o seu nascedouro, foi perfeita. E ainda o é. Seus membros é que não. Graças ao Pai Celestial, Grande Arquiteto do Universo. Embates e debates fazem parte da vida de qualquer instituição e de qualquer homem, seja ele jovem ou velho. Fazer isso sadiamente é o que pode diferenciar um DeMolay de um jovem qualquer. Mas isso acontece? Por momentos tão tolos, aspirações tão pífias e sentimentos tão mesquinhos, vê-se ruir aquilo que tanto se lutou para construir. Seus membros, imaturos e inexperientes, manipulados ou erroneamente orientados, como eu, você ou vocês, acabam por cair em armadilhas que levam a atravessar pontes que não deveriam ser atravessadas. Não ainda. Não nesse determinado momento. Só que errar faz parte do crescimento. Faz parte da construção de caráter e do rascunho que faz dos homens o que eles são: homens. E das instituições. Assim, constrói-se e destrói-se para se reconstruir aquilo em que se acredita. Errando. Aos DeMolays, cabe o benefício da dúvida. Cabe, baseados nas Sete Virtudes basilares da Ordem, apreender que para cada passo, em falso ou acertado, haverá um número gigantesco de conseqüências e que, nem sempre, o preço a ser pago por uma decisão aqui e agora vale a pena. Eu tenho um sonho. Vejo no futuro aquilo que os DeMolays são: o futuro. Um futuro para tornar feliz a humanidade. Quando os embates e os debates se limitarão a discutir um melhor lugar para se viver. Quando seremos aquilo que Dad Land planejou e aquilo que Luther King pediu a brancos e negros nos Estados Unidos de 1968: irmãos. E que, além de irmãos, todos tenham plena consciência do seu poder transformador, transformante e transformado na e da sociedade. Esse não o sonho de apenas uma pessoa. É o sonho de boa parte daqueles que já passaram pelas intermináveis fileiras dos Capítulos, usando as jóias que adornam a coroa da juventude, Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo. Que sentaram nos campos dos escudeiros e dos pajens. Que reverenciaram Jacques DeMolay desde sua prisão até a sua morte, quando, portador de inúmeras comendas consumiu-se em fogo para preservar sua fraternidade e seus companheiros. É também o sonho de quem fez parte de um passado pródigo e, às vezes, não tão pródigo. É a esperança daqueles que, por circunstâncias da vida, infelizmente, não tiveram a oportunidade que eu, você e vocês tiveram. Que o sonho deixe de ser apenas um sonho. Que se torne realidade, no menor tempo possível. E, para isso, que sejamos, mais do que nunca, IRMÃOS. Obrigado Pai Celestial! Obrigado Grande Arquiteto do Universo! Obrigado a todos vocês por existirem e acreditarem que o mundo pode e deve ser melhor! Obrigado!

Discurso proferido por um alguém, em um Congresso DeMolay qualquer e que não cabe mencionar o lugar, o autor ou o leitor ou as testemunhas que ouviram. O Amoroso achou ele bonito e resolveu copiar, com a devida autorização de seu criador. o vídeo inicial é apenas pra dinamizar e diferenciar o post feijão com arroz normalmente feito por esse para-quedista.

Sobre pessoas e erros

Todo mundo erra. Fato. Isso dá margem para julgamentos, acusações, defesas e, muito esperançosamente, bons recomeços. É importante que nós passemos por esses estágios, para que possamos aprender a ser mais tolerantes, mais leais aos nossos princípios e às nossas vontades. É nesse processo que formamos mais e mais nossa opinião e, conseqüentemente, nosso caráter.

Entretanto, devemos frisar que a ligação entre as pessoas e os erros é o aprendizado. Mas tem gente que não aprende. Nunca. E erra, e insiste no erro, e dá cabeçada na parede – mas não aprende. E não muda. E geralmente só piora. É esse tipo de pessoa que, a cada dia que passa, enfia mais o dedo na cara alheia para julgar e acha o cúmulo que façam o mesmo com ele. Pessoas que criticam, que usam argumentos consistêntes como purê. Pessoas que, resumindo tudo, querem ser sempre o chefinho da brincadeira. E se algum coleguinha achar ruim, pega os brinquedos e vai pra casa.

Mas ainda tem um tipo de pessoa que consegue errar mais. Aquele tipo que te dá bom dia, sorri, conversa e é super simpático, mas quando se vira as costas um montro nasce atrás da gente. É aquele tipo de pessoa que adora demonstrar companheirismo, cortesia e fidelidade a qualquer tipo de princípio, mas espera o momento oportuno para pular do barco. Isso quando não torna-se fiel somente aos seus próprios princípios, é claro… Pessoas que gostam de fazer justiça com as próprias mãos. Que comportam-se perante um “não”, mas agem obscuramente até ouvirem um “sim”. Pessoas que se olham no espelho e vêem seu pior inimigo. Enfim: pessoas que fazem de suas próprias vidas um motivo a mais para se divertir às custas dos outros.

Errar é humano. Insistir no erro é burrice. E sustentar o erro como verdade máxima é sinal de que algo de muito podre está escondido. Sejamos francos: o maior erro do ser humano é não ter controle sobre seus sentimentos. Por mais que tentemos, nosso instinto nos trai e, de alguma forma, revelamos nossas reais intenções. Um olhar, uma reticência na fala, uma palavra a mais naquele texto… E é aí que mora o perigo, é aí que o melhor ou o pior de nós pode ser alimentado e botar tudo a perder.

Vaidade é o meu pecado favorito. (Al Pacino, em O Advogado do Diabo)

Para quem sabe ler, pingo é letra.

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O Cortês dedica este texto a quem tem muito a perder e, ainda assim, insiste em lutar pelo que acredita. E deseja do fundo do coração que a verdade maior prevlesça e que todos sejam felizes para sempre.

Aviso

Queridos leitores:

O Cortês não postou hoje, mas não se esqueceu de vocês, tá? Amanhã, sem falta, tem texto novo para vocês!

Porque eu sou daqueles que honram com suas promessas. 😉

Paz de Espírito

Na reunião de sábado, dentro do meu Capítulo foi muito debatido o tema: Perdão. Às vezes machucamos os outros sem intenção, outras vezes somos machucados sem ao menos direito de resposta ou defesa. Na maioria das vezes brigamos, discutimos, agredimos verbalmente [isso quando não somos ignorantes o suficiente para agredir moralmente e fisicamente], porém poucas são as vezes que realmente refletimos e deixamos nosso orgulho de lado e aprendemos a perdoar.

Nesses últimos dias, o caso Eloa (sim, não é só o Jornal Nacional e o Gugu que falam disso) assustou e chocou o País todo. Como agora, depois de tudo isso, a família será capaz de perdoar?

Engraçado, como as coisas são tiradas de nós repentinamente, engraçado também, é pensar quantas vezes ficamos magoados e ressentidos com o próximo. Às vezes é necessário acalmar os ânimos, respirar, parar, pensar e perdoar. A nós mesmos e aos outros.

Há uma diferença enorme entre: perdoar e amar. Você pode perdoar alguém, mas amá-lo, dificilmente o será. Peço o respeito, mas não as pazes e os abraços. Peço tranqüilidade, e não pensamentos negativos ou com fundo de vingança.

Saber perdoar é dom divino. E mais divino ainda é praticá-lo com profunda PUREZA de intenção.

As escrituras bem dizem: “Perdoai-os ó Pai, eles não sabem o que fazem!”…

 

O Reverente não sabe que rumo tomará os destinos de cada humano que passa pela sua vida. Assim como não sabe quanto tempo eles permanecerão nela. Por isso se tiver que perdoar, perdoará hoje. Vai que o amanhã não chegue. E ainda levanta as mãos pro céu e clama Paz, mesmo que tudo a sua volta desabe e grite. Por falar em gritos e seqüestros, alguém sabe onde estão os demais pára-quedistas? O Reverente se preocupa.